sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Amor - (José Ângelo Gaiarsa)

O Amor

"Fala-se dele ha dois milênios e Jesus Cristo morreu por que disse isso. Nossa Sociedade organizada em “pirâmide” – torna a todos inimigos de todos (competidores). Talvez por isso estejamos caminhando para um amargo fim – espécie inviável…O pior inimigo do amor é a esperança-exigência de que ele dure para sempre – de que ele seja “garantido” (casamento). Mas o amor é uma troca profunda demais para durar. O fundamento destas afirmações é neuro-fisiologico.

O amor é a própria lucidez
Ao contrário do que dizem seus inimigos mortais, o amor, longe de ser cego ou cegar as pessoas, é a própria lucidez e o guia a nos mostrar com clareza o mais vivo de nós dois.


O amor - é só ele - nos tira do comum
Só durante o estado amoroso estamos acontecendo.
Fora dele, vegetamos e nos confundimos com todas as rotinas da vida e os papéis estereotipados dos que nos cercam - e que, em resposta, encenamos.
O amor - é só ele - nos tira do comum, do cotidiano, do sistema, da alienação.
Por isso dissemos: o amor individualiza a pessoa e o momento - lembra-se? Só quando estamos amando existimos, você não acha?


O amor nos distancia de qualquer rotina
O amor nos distancia completamente de qualquer rotina, repetição, tédio, enjôo… Ele nos põe distantes de tudo o que conhecemos e de quanto estamos fazendo na vida - fora dos momentos amorosos.


Doença é falta de amor
Doença é falta de amor ou presença de maus sentimentos - de abandono, rancor, desespero, medo, preocupação, azedume, mágoa; é também a convicção de não ser ninguém, de não ter vivido, de não estar vivendo mas apenas vegetando, repetindo, repetindo, repetindo sempre tudo, no trabalho, na família até no lazer."