
"Fui lá e disse:
- Vou fazer um poema pra você!
E ele:
- Vai nada!
E eu:
- Vou sim!
Mas eu não ia nada.
O impulso era a fé.
Até
Que ele sorriu da porta
- Eu sorri de volta -
E ele veio pro beijo.
(Meu Deus!, e que beijo!
Quente, perfumado…)
Depois, o lampejo
Da luz amarela
No sorriso branco
Escancarava, puro,
O escuro da barba
Criando, brilhante,
Amor grande e sem farpa.
O resto do corpo,
Só se aprochegava:
Crescia
Cobria
Coloria a gente!
Somente a beleza
Era nosso presente -
Tão forte e serena,
Que fez-me envolvida:
Nem vi, distraída,
Que ele era o poema…"
"* Confirmo e esclareço desde já que o título foi irresistivelmente furtado do poema de Carlos Drummond de Andrade, o Poema Que Aconteceu. Afinal, caiu como uma luva, além do quê, o poema do mestre trata de um domingo – data em que terminei este aqui. Que Drummond me perdoe o empréstimo póstumo – e a ele, todas as reverências."
Fonte: http://www.brunacaram.com.br/blog/?p=1303
Um comentário:
Nossa,
Até posso sentir!
Valeu!
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