quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Olhando o infinito... - (Wagner Borges)


"(A Criança Dentro do Sol)

"Como posso falar de um Grande Amor, que, no meio da madrugada, chegou de mansinho em meu coração, e me disse: "Escreve algo, de todo coração. E saiba que, enquanto fizer isso, as luzes espirituais estarão junto, em seus olhos e em suas mãos - de alma para alma... E, posteriormente, mais além, em cada leitor.
Escreve, filho, em Espírito e Verdade.
E, enquanto isso, de seu lar fluirão energias curativas e regeneradoras, por meio da assistência extrafísica, serena, invisível e abrangente, em nome do Eterno.
E, assim, através dos escritos, você alcançará outros corações, na mesma sintonia - de alma para alma. E, por meio da assistência sutil, elevará outras consciências a outros planos, algures...
Por favor, escreve, não com as suas mãos, mas com as Mãos do Supremo interpenetradas nas suas - e com o brilho do Olhar d'Ele brilhando nos seus olhos.
É noite no mundo. Mas o sol brilha em seu coração.
Portanto, pela graça do Todo, escreve... E que o Amor ganhe o mundo."
Ah, como posso expressar em palavras aquilo que não se explica, só se sente?...
Sei lá... Só escrevendo para saber.
Então, que Deus me ilumine nessa tarefa - e que eu seja digno dela."


"Enquanto a chuva cai na cidade adormecida, algo desce em meu coração...
E uma energia azulada dança ao meu redor.
Então, penso no mundo e nos meus irmãos de jornada planetária.
Em silêncio, oro - em Espírito e Verdade.
E, ao mesmo tempo, sinto que muitos espíritos sombrios são assistidos na Luz.
Sim, o Amor que desce aqui, também está neles!
E eu me sinto pequeno diante de tudo...
Como uma criança dentro de um sol.
Ah, eu sou uma centelha dentro de uma Grande Luz.
E os homens da Terra e os espíritos são outras tantas centelhas...
E todos nós gravitamos na Luz do Coração do Todo*.
Tímido, penso nesse Grande Poder que nos trouxe à baila nas pistas da vida.
E sinto que, enquanto escrevo, outras consciências, sentem algo junto comigo.
E mais: percebo o choro delas ecoando pelas dobras dos planos extrafísicos.
Então, choro junto, sabendo que estamos ligados secretamente pelo Alto.
E eu sei que elas estão escutando a música que ouço no momento.
Como também sei que esses escritos estão sendo lidos, mais além...
Ah, chove Amor e Luz nessa noite, por entre os planos... Lavando as dores.
E eu sou a criança dentro do sol - olhando para o infinito...
E esse sol é em meu coração.
E, além, muito além, outras presenças também sentem o mesmo.
E, agora, elas choram, não mais de dor, mas porque a criança está desperta nelas.
E o sol brilha em seus corações, algures...
Enquanto isso, a Luz azulada continua dançando à minha volta.
E eu fico aqui pensando: lá fora, chove na noite; mas, aqui dentro, tem um sol.
O céu noturno da cidade está cinzento; mas o céu do meu coração está azulado.
Ah, eu sou a criança dentro do sol...
E, agora, os espíritos, antes sombrios, também estão olhando para o infinito.
Oxalá eles se sintam crianças e se apaixonem pela Luz - e sejam felizes.
E eu, fico por aqui, nessa Luz azulada, agradecido ao Todo, por tudo."

P.S.:
A chuva cai na grande cidade.
Mas também chove Amor e Luz na noite...
E só as "crianças" é que sabem disso.
Porque elas veem o infinito...
E além, muito além, outros também veem.
Porque a vida continua, na Terra e além...

(Texto escrito no meio da madrugada do último fim de semana, de sábado para domingo, no mesmo horário em que ocorria a tragédia na boate Kiss, na cidade gaúcha de Santa Maria.)

Gratidão.
Paz e Luz"


- Notas:
* O Todo - expressão hermética para designar o Poder Absoluto que está em tudo. O Supremo, O Grande Arquiteto Do Universo, Deus, O Amor Maior Que Gera a Vida. Na verdade, O Supremo não é homem ou mulher, mas pura consciência além de toda forma. Por isso, tanto faz chamá-lo de Pai Celestial ou de Mãe Divina. Ele é Pai-Mãe de todos.


* Wagner Borges - é pesquisador, conferencista e instrutor de cursos de Projeciologia.
Autor dos livros Viagem Espiritual 1, 2 e 3 entre outros.

"Este frágil vaso que esvaziais dia após dia ..." - (Rabindranath Tagore, Gitanjali)


"Este frágil vaso que esvaziais dia após dia e que sempre preencheis com a vida renovada. Esta pequena flauta de bambu que carregais pelas colinas e vales e deonde tirais melodias eternamente novas... Vossas infinitas dádivas caem sobre essas mãos tão pequenas que possuo. As eras passam e continuais derramando, pois ainda há o que ser preenchido."

(Rabindranath Tagore, Gitanjali)

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Renove as energias da sua casa - (Mariângela Pagano)



Saiba como usar aromas e luminárias para mudar o clima do ambiente e deixá-lo mais aconchegante

"O tempo todo nos sentimos afetadas às vezes de maneira sutil, outras nem tanto, por odores e perfumes. Basta sentirmos uma fragrância especial - o cheiro da pessoa amada, do hotel visitado nas férias, do bolo da vovó, de carro novo, de grama molhada - para que lembranças e emoções venham à tona num piscar de olhos.

Quanto mais benéficos forem os odores em circulação nos ambientes, melhor para os moradores, agraciados com altas doses de bem-estar. Aliás, espalhar fragrâncias pelos cômodos é a maneira mais rápida de mudar o clima de um lugar e, assim, o estado de espírito dos presentes.

Aromas relaxantes, como a lavanda, acalmam uma vez que reduzem a ansiedade. As essências de baunilha e de sândalo são ótimos afrodisíacos. Velas aromáticas também realçam o romantismo, assim como águas perfumadas para lençóis.

Para dormir melhor, em vez de acender aquela luz potente do teto do quarto, acione apenas as luminárias de cada lado da cama. Uma brisa suave entrando por trás das cortinas e uma cama aconchegante fazem a atmosfera muito mais convidativa.

E como não falar dos incensos? Exemplares de boa procedência ajudam a serenar o ambiente e ainda instigam a espiritualidade. Do ponto de vista simbólico, a fumaça desprendida das hastes direciona nossos desejos ao divino ou, então, atua como portadora de nossos agradecimentos."


* Mariângela Pagano - é consultora de Feng Shui.
Edição: MdeMulher


domingo, 3 de fevereiro de 2013

"Tomara que a gente não desista de ser quem é ..." - (Ana Jácomo)


"Tomara que a gente não desista de ser quem é por nada nem ninguém deste mundo. Que a gente reconheça o poder do outro sem esquecer do nosso. Que as mentiras alheias não confundam as nossas verdades. Que friagem nenhuma seja capaz de encabular o nosso calor mais bonito. Que, mesmo quando estivermos doendo, não percamos de vista nem de sonho a ideia da alegria."
(Ana Jácomo)

"A partir deste ano que começa agora, as chances da percepção da realidade espiritual serão ampliadas ..." - (Prem Baba)


"A partir deste ano que começa agora, as chances da percepção da realidade espiritual serão ampliadas incontáveis vezes. Uma tremenda expansão da consciência está acontecendo. O que vai ser maravilhoso para alguns e terrível para outros, porque nem todos têm facilidade para lidar com estados alterados de consciência. Mas, esse é um momento em que esses estados modificados da consciência serão ampliados tremendamente. É fato que está havendo uma modificação na frequência de todo o nosso corpo e de todos os nossos sentidos. Isso é um resultado do parivartam, a grande transição planetária."
Sri Prem Baba

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Onde Deus possa me ouvir - (Vander Lee)




Onde Deus possa me ouvir - (Vander Lee)

Sabe o que eu queria agora, meu bem...?
Sair chegar lá fora e encontrar alguém
Que não me dissesse nada
Não me perguntasse nada também
Que me oferecesse um colo ou um ombro
Onde eu desaguasse todo desengano
Mas a vida anda louca
As pessoas andam tristes
Meus amigos são amigos de ninguém.

Sabe o que eu mais quero agora, meu amor?
Morar no interior do meu interior
Pra entender porque se agridem
Se empurram pro abismo
Se debatem, se combatem sem saber

Meu amor...
Deixa eu chorar até cansar
Me leve pra qualquer lugar
Aonde Deus possa me ouvir
Minha dor...
Eu não consigo compreender
Eu quero algo pra beber
Me deixe aqui pode sair.

Adeus...

Meditação X Acreditar em algo - (Osho)


‎"Você não acredita em deus? Isso não é um obstáculo à meditação.

Não acredita na alma? Isso também não é um obstáculo à meditação.

Não acredita em coisa alguma? Isso não é um obstáculo.

Você pode meditar, porque a meditação simplesmente diz como ir para dentro: não importa se ali existe ou não uma alma; se existe ou não um Deus, não importa.

Uma coisa é certa: você existe. Se você existirá ou não depois da morte não importa. Só uma coisa importa: neste exato momento, você existe.

Quem é você? Entrar em você é meditação — entrar mais fundo em seu próprio ser. Talvez ele seja apenas momentâneo; talvez você não seja eterno; talvez a morte ponha um fim em tudo.

Não impomos nenhuma condição na qual você deva acreditar. Dizemos apenas que você tem de experimentar. Simplesmente tente!

Um dia, acontece: os pensamentos não mais estão presentes. E subitamente, quando os pensamentos desaparecem, o corpo e você estão separados — porque os pensamentos são a ponte. Através deles você se une ao corpo; esse é o elo.

De repente o elo desaparece — você está presente, o corpo está presente, e há um abismo infinito entre os dois. Então, você sabe que o corpo morrerá, mas que você não pode morrer.

Então, isso não é algo como um dogma; não é um credo, é uma experiência — incontestável. Nesse dia, a morte desaparece; nesse dia, a dúvida desaparece, porque, agora, você não tem de estar sempre se defendendo. Ninguém pode destruí-lo, você é indestrutível.

Então surge a confiança, ela transborda. E confiar é estar em êxtase; confiar é está na existência; confiar é sentir-se preenchido.

Por isso não digo para cultivar a confiança. Digo para experimentar a meditação."



Fonte: Osho, em "O que é Meditação?"

A fé, o amor e o pecado - (Bernardino Nilton Nascimento)


"Um ponto de atrito, talvez um dos mais espetaculares, porém, certamente, não o mais grave, está entre a crença e o pecado. Na visão da evolução humana, podemos afirmar que o pecado mora dentro de cada um de nós. Só vira pecado aquilo que dói em nossa consciência, em nossa alma. O melhor que temos a fazer é deixar de julgar o outro, pois não temos o poder do julgamento, e partir para viver uma vida recheada de virtudes, com alegria e prazer. A fé e o amor superam qualquer pecado, pois ele se trata de algo imaginário.

Será que os nossos pecados estão ligados às condutas dos nossos antepassados? Será que a nossa evolução não passa de um conjunto de atitudes providas dos nossos antepassados? Essas duas perguntas se juntam, porém, não justificam o que somos no presente, pois já tivemos, e ainda temos, todas as oportunidades de deixarmos os nossos destinos no passado e até aproveitar o que não foi feito para mudarmos e sermos seres humanos bem melhores do que fomos.

Acredito que buscar a sustentabilidade do planeta para o nosso bem-estar pode ser mais fácil do que realizar a mudança que precisamos fazer internamente. É preciso nos tornarmos pessoas sustentáveis uns com os outros.

Apesar destes conflitos internos de muitas perguntas sem as verdadeiras respostas, não devemos esquecer que sabemos o que é a fé, sabemos o que significa o amor. Por isso, não podemos julgar nem determinar o que é o pecado, pois a fé vem da vontade de mudar. O amor é um sentimento alimentador. O pecado dito pela sociedade é uma ação negativa à própria sociedade. Será que o pecador não veio para aprimorar o não acontecido no passado? Ou mostrar o que aconteceu no passado, procurando fazer justiça no presente? As doutrinas religiosas que se dizem não espiritualistas acreditam em coisas ocultas. Acreditam na volta de quem já morreu, mas negam o mundo espiritual.

O pecado é um erro mortal, e a pessoa a ser julgada é sempre vista como possuída por uma força do mal. Afinal, de quem é a culpa do pecado? Seria melhor retirar esta palavra do dicionário, já que ela foi imposta pela sociedade para atingir a todos cujas condutas precisassem ficar escondidas, pois não se julga como pecado aquilo que ninguém vê. Pecado, na sua verdadeira origem, foi tudo aquilo que atingiu e atinge as doutrinas religiosas às claras. Fora disso, vão sempre buscar no ocultismo um culpado.

Para não agravar inutilmente a possibilidade de um conflito entre as doutrinas, a sociedade e a ciência, devemos lembrar de que o problema é de todos. Antes de demonstrá-lo, façamos uma observação. A noção de família humana, na sua essência, é bem diferente entre as três situações citadas. Família não é uma facção da raça humana, ela é toda a raça humana. Somos todos uma só família, com seus acertos e seus problemas. Porém, se for dividida em inúmeros pedaços, não vai conseguir deixar que Deus veja todos como um só. Somos somados pelos momentos bem ou mal vividos. Somos parte de um grande universo e, certamente, devido à sua grandeza, devemos ter divisões. Porém, aqui e agora, como seres humanos, não há divisão perante o criador. Somos fé e amor, pecadores ou não.

Baseado no fato de que ninguém se faz membro da família humana senão por nascimento, afirmamos a participação de todos no amor e no pecado. Podemos melhorar em muito a nossa participação nesta nossa vida real e em outras que estão por vir. No mundo das experiências, ninguém também pode fazer-se membro da humanidade senão por nascimento. Não pode existir humanidade sem parentesco. Isto é claro.

Quero acreditar na fé e no amor como verdadeiros sentimentos, e que o pecado é um julgamento da sociedade que pode ou não ser verdadeiro, como é incerto para mim. Fico com a fé de que tudo pode mudar para melhor. O amor é o único caminho para a vida eterna. O amor é a verdadeira doutrina. Nele, não há julgamento do que é certo ou errado. Quem ama verdadeiramente a vida e o seu próximo não vê espaço para condenar. Palavras de Jesus, que não julgou a prostituta e nem o ladrão que estava ao seu lado na cruz. Jesus nos amou de verdade e não julgou nem seus próprios inimigos, mesmo sabendo quem eles eram.

Então, o pecado pode ser classificado como um ato que atingiu e atinge uma pequena camada da sociedade doutrinária? Mesmo falando em nome de Jesus, insiste-se nas contradições entre o pecado e o julgamento. Não há perdão sem pecado, mas o que fazer com o pecado sem perdão? Para certas doutrinas, por trás das cortinas não há perdão, pois ali ele não existe.

Na evolução do ser humano sustentável, para viver no planeta faz-se necessário adquirir a fé, conhecer o verdadeiro amor e não julgar ninguém.

A fé alimenta a esperança e a certeza de que tudo o que desejamos pode acontecer. O amor alimenta a alma, fornecendo o combustível para o prazer, para a alegria e para a fé. Se você se julga um pecador, esqueça. O pecado está na consciência de cada um, alimentando a tristeza, o arrependimento, o descontentamento e afastando a fé, deixando o amor enfraquecido. Viva com amor e procure ser mais feliz."


http://somostodosum.ig.com.br/clube/c.asp?id=31822

Oração à Iemanjá - (FB)


sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

‎"Uma pessoa que pratica os mistérios do amor ..." - (Osho)


‎"Uma pessoa que pratica os mistérios do amor estará em contato não com um reflexo, mas com a própria verdade. Para conhecer essa bênção da natureza humana, não se pode encontrar auxiliar melhor do que o amor."

"O amor comum que você conhece nada mais é do que um impulso biológico ..." - (Osho)


"O amor comum que você conhece nada mais é do que um impulso biológico; ele depende de sua química corporal e de seus hormônios. Ele pode ser alterado muito facilmente... uma pequena mudança em sua química e o amor que você considerava como a "verdade suprema" simplesmente desaparece. Você tem chamado a sensualidade de "amor". Essa distinção tem de ser lembrada."

"O amor que pode se tornar um contato com a própria verdade..." - (Osho)


‎"Sócrates diz: "Uma pessoa que pratica os mistérios do amor...". A sensualidade não tem mistérios, ela é um simples jogo biológico. Todo animal, todo pássaro, toda árvore o conhece. Certamente o amor que tem mistérios será totalmente diferente do amor com o qual você está familiarizado

O amor que pode se tornar um contato com a própria verdade emerge somente a partir de sua consciência; não a partir de seu corpo, mas a partir de seu mais íntimo ser. A sensualidade emerge a partir do seu corpo, o amor emerge a partir de sua consciência. Mas as pessoas não conhecem a própria consciência, e o mal-entendido continua: a sensualidade corporal é tomada como amor."

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

"As almas reconhecem-se, ..." - (Helena Pereira)


Consciência Tântrica - (Sri Prem Baba)


"Primeiro, há que se sair do isolamento. Em seguida, mover-se para uma relação e começar um processo de tirar as máscaras, ou seja, as capas que encobrem o coração, para remover as barreiras que te impedem de se unir ao outro. Isso inclui identificar o não para a revelação. Isso inclui identificar o ódio do sexo oposto, inclui olhar os pactos de vingança; olhar para o passado que ainda não foi integrado e que você projeta no outro. Assim, você vai se movendo em direção ao outro, até que seja possível entrar numa esfera mais amorosa; na consciência tântrica que naturalmente vai apontando o caminho do brahmacharya."

Deus - (Segundo Spinoza)


“Pára de ficar rezando e batendo o peito! O que eu quero que faças é que saias pelo mundo e desfrutes de tua vida.

Eu quero que gozes, cantes, te divirtas e que desfrutes de tudo o que Eu fiz para ti.
Pára de ir a esses templos lúgubres, obscuros e frios que tu mesmo construíste e que acreditas ser a minha casa.

Minha casa está nas montanhas, nos bosques, nos rios, nos lagos, nas praias. Aí é onde Eu vivo e aí expresso meu amor por ti.

Pára de me culpar da tua vida miserável: Eu nunca te disse que há algo mau em ti ou que eras um pecador, ou que tua sexualidade fosse algo mau.

O sexo é um presente que Eu te dei e com o qual podes expressar teu amor, teu êxtase, tua alegria. Assim, não me culpes por tudo o que te fizeram crer.

Pára de ficar lendo supostas escrituras sagradas que nada têm a ver comigo. Se não podes me ler num amanhecer, numa paisagem, no olhar de teus amigos, nos olhos de teu filhinho... Não me encontrarás em nenhum livro! Confia em mim e deixa de me pedir. Tu vais me dizer como fazer meu trabalho?

Pára de ter tanto medo de mim. Eu não te julgo, nem te critico, nem me irrito, nem te incomodo, nem te castigo. Eu sou puro amor.

Pára de me pedir perdão. Não há nada a perdoar. Se Eu te fiz... Eu te enchi de paixões, de limitações, de prazeres, de sentimentos, de necessidades, de incoerências, de livre-arbítrio. Como posso te culpar se respondes a algo que eu pus em ti? Como posso te castigar por seres como és, se Eu sou quem te fez? Crês que eu poderia criar um luga r para queimar a todos meus filhos que não se comportem bem, pelo resto da eternidade? Que tipo de Deus pode fazer isso?

Esquece qualquer tipo de mandamento, qualquer tipo de lei; essas são artimanhas para te manipular, para te controlar, que só geram culpa em ti.

Respeita teu próximo e não lhe faças o que não queiras para ti. A única coisa que te peço é que prestes atenção a tua vida, que teu estado de alerta seja teu guia.

Esta vida não é uma prova, nem um degrau, nem um passo no caminho, nem um ensaio, nem um prelúdio para o paraíso. Esta vida é o único que há aqui e agora, e o único que precisas.

Eu te fiz absolutamente livre. Não há prêmios nem castigos. Não há pecados nem virtudes. Ninguém leva um placar. Ninguém leva um registro.

Tu és absolutamente livre para fazer da tua vida um céu ou um inferno. Não te poderia dizer se há algo depois desta vida, mas posso te dar um conselho. Vive como se não o houvesse.

Como se esta fosse tua única oportunidade de aproveitar, de amar, de existir. Assim, se não há nada, terás aproveitado da oportunidade que te dei. E se houver, tem certeza que Eu não vou te perguntar se foste comportado ou não. Eu vou te perguntar se tu gostaste, se te divertiste... Do que mais gostaste? O que aprendeste?

Pára de crer em mim - crer é supor, adivinhar, imaginar. Eu não quero que acredites em mim. Quero que me sintas em ti.

Quero que me sintas em ti quando beijas tua amada, quando agasalhas tua filhinha, quando acaricias teu cachorro, quando tomas banho no mar.

Pára de louvar-me! Que tipo de Deus ególatra tu acreditas que Eu seja? Me aborrece que me louvem. Me cansa que agradeçam.

Tu te sentes grato? Demonstra-o cuidando de ti, de tua saúde, de tuas relações, do mundo. Te sentes olhado, surpreendido?... Expressa tua alegria! Esse é o jeito de me louvar.

Pára de complicar as coisas e de repetir como papagaio o que te ensinaram sobre mim. A única certeza é que tu estás aqui, que estás vivo, e que este mundo está cheio de maravilhas. Para que precisas de mais milagres? Para que tantas explicações? Não me procures fora! Não me acharás. Procura-me dentro... aí é que estou, batendo em ti"

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

"Toda decisão que você toma ..." - (Neale Donald Walsch)


"Toda decisão que você toma - toda decisão - não é uma decisão sobre o que você faz. É uma decisão sobre Quem Você É. Quando você vê isso, quando você entende isso, tudo muda. Você começa a ver a vida de um modo novo. Todos eventos, ocorrências, e situações se transformam em oportunidades para fazer o que você veio fazer aqui."

(Neale Donald Walsch)

"Quando você está inspirado por algum grande propósito, ..." - (Patanjali)


"Quando você está inspirado por algum grande propósito, algum projeto extraordinário, todos os seus pensamentos fazem com que ultrapasse suas limitações: Sua mente transcende as limitações, sua consciência se expande em todas as direções, e você se encontra em um mundo novo, grande e maravilhoso. Forças adormecidas, faculdades e talentos tornam-se vivos, você descobrirá ser uma pessoa maior, longe do que você jamais sonhou que poderia ser."

(Patanjali)

"No princípio ..." - (Hino da Criação, do Rig Veda)




"No princípio
Não havia existência ou inexistência
O mundo era energia não revelada...

ELE vivia, sem viver, por SEU próprio poder
E nada mais havia..."

(Hino da Criação, do Rig Veda)

Uma outra maneira de ver os chakras - (Ricardo Freitas e Tales Nunes)


"Sempre ouvimos que os chakras deveriam ser visualizados ou sentidos. Como não conseguimos vê-los ou senti-los em toda a complexidade que é apresentada pelo Tantra, propomos interpretá-los de uma maneira diferente. Sugerimos, neste artigo, apenas pensarmos sobre os chakras. Acreditamos que o caminho à iluminação proposto pela prática tântrica pode ser pensada como uma simbologia da nossa própria trajetória de vida e da nossa busca pessoal pela espiritualidade, ou melhor, pela liberação.

De acordo com Vedanta, independente de raça, nacionalidade ou crença, são quatro as buscas dos seres humanos: artha (segurança), kama (prazer), dharma (o correto agir) e moksha (a liberdade).


Moladhara e a segurança
A primeira preocupação do ser humano é com a sua segurança. Todas as nossas ações básicas têm como objetivo nos trazer a preservação da vida. O primeiro chakra, moladhara, é dito ser responsável pelo instinto de sobrevivência, pelo apego às coisas materiais e pelo medo. Ou seja, podemos entender o primeiro chakra e os “bloqueios” relacionados a ele como esse nosso anseio natural por segurança.
Dentro do caminho em busca da liberdade é necessário trabalhar as emoções e sentimentos relacionados e esse primeiro chakra.

É dito que as tendências do moladhara chakra em desequilíbrio seriam a inércia, posse, medo, apego, rigidez, cobiça, avidez, bloqueio na comunicação, tendência de ser manipulado, credulidade, dificuldade em dar e receber, possessividade. Algumas destas tendências são citadas por Patanjali como obstáculos para permanecermos na nossa verdadeira natureza. Da mesma forma, se observarmos as qualidades ditas sobre esse mesmo chakra quando ele esta equilibrado: sobrevivência, solidez, autoconfiança, materialidade, boa comunicação, relação sadia com a matéria, capacidade de transcender limites, discernimento, estas são citadas em vários textos, inclusive no Yoga sutra, como as qualidades sugeridas para o aspirante a moksha.


Svadistana, Manipura e o prazer
O segundo chakra é chamado de “o fundamento de si próprio”. Este chakra está relacionado à sexualidade, o pai de todos os nossos desejos. Depois de termos resolvido a nossa busca por segurança, dizem os Vedas, é natural que busquemos prazer. Prazer por meio da sexualidade e da sensualidade. O “fundamento de si próprio”, nome dado a este chakra, indica-nos a consciência que o indivíduo tem de si mesmo, de sua individualidade. Antes do ego ser questionado, é necessário ser sedimentado. O indivíduo ainda encontra-se centrado no eu. Eu enquanto individualidade e personalidade. Mas enquanto grudado ao ego, o indivíduo buscará apenas a saciedade de seus desejos pessoais.

Na busca por saciar seus desejos, o indivíduo sai para o mundo. O desejo é o motor da ação e para a transformação do mundo à sua maneira. Tudo e todos são vistos como um meio para que o indivíduo obtenha segurança e prazer. Nasce dentro de si o desejo de controlar o mundo, pois as ações do indivíduo estão centradas no seu próprio umbigo – local onde está localizado o manipura chakra. Por muito tempo a pessoa pode ficar presa no seu impulso de controle do mundo para obter a sua segurança e o seu prazer. Quando algo sai diferente do que planejado, a pessoa enraivece-se, pois não consegue se conformar com a idéia de não ter controle sobre o mundo externo. Para conseguir os seus dois objetivos, a pessoa muitas vezes esquece os valores e a ética, porque o que está em primeiro lugar é si mesmo, em lugar dos outros. Muitos podem permanecer nessa incessante busca por toda a vida. Então pode-se dizer que a pessoa ficou presa no manipura chakra, ou apenas que ela estacionou no seu desejo por segurança e prazer.

Se observarmos as latências mentais referentes a estes chakras em desequilíbrio: agressividade, violência, excessos, vergonha, autodestruição, obsessão sexual, domínio, solidão, egoísmo, vontade domínio sobre os demais, distorção da sexualidade, ambição, arrogância, raiva vemos que essas emoções são obstáculos para a libertação. E ao mesmo tempo valor, coragem, reações positivas ante os obstáculos, criatividade, vitalidade, domínio sobre as paixões, bem-estar, poder, consciência do eu, impulso pelo autoconhecimento, confiança, discernimento, são valores e qualidades muito parecidas com as citadas por Krishna na Gita e por Patanjali no Yoga sutra como imprescindíveis para o autoconhecimento.


Anahata e o Dharma
Num determinado ponto da sua vida, ao refletir sobre as suas ações e as suas conseqüências, a pessoa pode reconhecer a importância dos valores na sua vida. As ações guiadas pelos valores universais trazem para si uma tranqüilidade mental e uma paz no coração (anahata chakra) que vale mais do que qualquer outro ganho. A pessoa pode seguir na busca por segurança e por prazer, mas ao reconhecer a importância dos valores, estes guiarão suas ações nesta busca. É como se o centro de atenção da pessoa mudasse de si mesmo para o todo, pois reconhece que o que ele deseja que os outros façam para ele é exatamente o que ele deve fazer pelos outros. O praticante continua pensando em si, pois ele reconhece o valor que existe para ele em seguir o que é correto, mas as suas ações são inofensivas ou benéficas aos outros.

Se alguém então diz que o anahata chakra esta desequilibrado é porque a pessoa sente passividade, falta de motivação ou confiança, angústia, desespero, aversão, ódio, agressividade e essas qualidades não são muito diferentes dos obstáculos citados por Patanjali no sutra 30: inércia, dúvida, negligência, preguiça, volubilidade, equivocação, inconstância e instabilidade.

Sabemos que o amor, solidariedade, manter uma relação com Ishvara (o Todo), alegria, autoridade, compreensão, generosidade, nobreza, compaixão, o que chamamos de um anahata equilibrado, são valores que nos ajudam a ter uma mente satisfeita com a pessoa que eu sou.


Vishuddha e o alinhamento dos Chakras
Dentro da interpretação que propomos, o alinhamento dos chakras pode ser pensado como o próprio alinhamento pessoal. Como a busca pelo agir correto. Arjuna, o protetor do dharma na Bhagavad Gita, carrega em seu nome o nobre significado da palavra, “alinhado”, “reto”. Estar alinhado significa sermos Arjunas, estarmos comprometidos com o agir correto, com a retidão. Quando comprometidos com os valores universais, não apenas as nossas ações, mas as nossas palavras são um reflexo destes valores.

Alcançar essa retidão faz parte de um intenso processo de purificação (Vishuddha chakra significa “grande purificador”), de deixar para trás o que não precisamos. Viveka (questionamento) e Vairagya (desapego) são essenciais nesse processo. Cada vez mais atenção é necessária em direção ao nosso dia a dia. A prática principal não é feita de olhos fechados ou com a atenção fixa em alguma parte do corpo, mas com a atenção plena nas pequenas ações diárias. Para isso, refletir, questionar, para se lembrar o que é mais importante na vida e desapegar para simplificar, para não se perder no caminho, são qualidades fundamentais.

Questionamento e desapego são precisos para que possamos trilhar o caminho do autoconhecimento. É o questionamento que nos torna capazes de nos refletirmos, de refletirmos sobre nós mesmos. Apenas quando estamos alinhados é que podemos ter a paz e a tranqüilidade necessárias para escutar os ensinamentos dos mestres e a partir disso refletir e posteriormente colocar em prática o que foi escutado e apreciado.

Quando o Vishudha está em desequilíbrio é dito que sentimos conflito de auto-imagem, dificuldade em expressar o que pensamos e sentimos, ganância, insensatez, negatividade. Se observarmos com cuidado veremos que esses são vrttis de pessoas que são divididas, que mentem, que negligenciam a verdade e que agem em desacordo com os valores universais. Acreditamos que isso seja uma simbologia de que precisamos trabalhar a retidão. Assim adquirimos o que é dito como as características positivas do chakra: capacidade de reflexão, criatividade, receptividade, expressão, intuição, magnetismo, compreensão do subconsciente e assim usamos a nossa energia para estar atento e nos mantermos no caminho ao autoconhecimento

Apenas uma mente tranqüila é capaz de olhar para si mesmo com compaixão para reconhecer o apego, o medo, o desejo, a raiva, e aceitar que tudo isso faz parte do seu ser, mas a pessoa não é apenas esses aspectos. Em si jaz um ser liberto, pleno e completo. Somos seres que temos, como o Ganesha nas suas representações, um pé tocando o chão, outro fora dele. Um em contato com o mundo da matéria e o que há de mais denso no universo: apego, medo da morte, desejo de controlar o mundo exterior; o segundo que simboliza a nossa conexão com o divino, com a consciência sutil que é a causa de todo o universo e que é refletida no que temos de mais sutil em nós, a nossa mente. A nossa mente, por meio da consciência, ilumina o mundo ao nosso redor e elimina a nossa ignorância sobre ele, sobre nós e sobre a existência.


Kundalini Podemos então dizer que despertar a Kundalini é usar nossa atentividade e energia para desidentificarmos das nossas latências mentais.

Essa kundalini deve subir, então, da base, da nossa necessidade por segurança. Passa pelo segundo e terceiro chakras, que estão relacionados à busca pelo prazer. Chega ao quarto chakra que está relacionado ao agir correto, ao Dharma e traz a purificação, que está relacionada ao quinto chakra. E finalmente a Kundalini alcança os dois últimos, que representam nossa busca final por moksha.

Dentro dessa visão essa energia não seria algo físico que desperta liberta-me das latências mentais negativas como num passe de mágica e instantaneamente me faz adquirir latências mentais positivas. Essa energia seria o esforço, o discernimento, a atentividade e a compreensão de que essas latências mentais existem, mas eu não sou elas. Eu permaneço na verdadeira natureza do sujeito.

Kundalini é a energia necessária, no meu dia a dia, na hora de me relacionar com o mundo e de fazer as ações, para que essas latências mentais “negativas” não tirem a minha consciência do ser pleno que somos e para que possamos nos manter em Yoga e agirmos, então, sem nos identificarmos como os vrttis. Como nos ensina Patajnali: “Yoga Chitta Vrtti Nirodha”.


Ajna, Sahashara e a liberdade
É a mente que ao mesmo tempo tem o poder de nos aprisionar e de nos libertar. Por isso que o sexto chakra é chamado de ajna, “chakra do comando”. Quando em contato com o conhecimento de si mesmo e quando desenvolvida uma compreensão sobre si mesmo, sobre o funcionamento da mente, o indivíduo tem a capacidade de ser livre, pois reconhece que não é apenas a personalidade, as latências mentais que são relacionadas aos chakras, mas elas fazem parte de si. O conhecimento de si mesmo é o reconhecimento de que não somos apenas a mente que julga e que anseia por controle, mas somos a consciência que a ilumina e que está acima dela, como o sahashara chakra, que está acima de todos os outros chakras.

Quando reconhecemos isso, nos estabelecemos na nossa própria natureza, que é divida. O ser está liberto. Ele continua conectado com a terra, aterrado e sentindo tudo o que todos os seres humanos sentem, todas as latências dos chakras: medo, ansiedade, raiva. No entanto, ao mesmo tempo, ele sempre reconhece-se como o todo, como pura Consciência que ilumina todos os aspectos de si mesmo, que é a causa, que está na base e acima de todas as suas tendências como ser humano. Mas ele está liberto, pois não se identifica com elas, apenas as reconhece. E ri. O sábio ri de si mesmo, dos outros e das armadilhas que a mente constrói para nos aprisionar. Mesmo que essa armadilha seja tentar controlas os chakras.

O sábio, em realidade, está consciente dos chakras e das suas influências sobre si mesmo, pois os chakras são os nossos condicionamentos, as nossas emoções, o nosso corpo. Ele, porém, reconhece-se como o ser que observa e que está fora da influência dos chakras. O sábio está livre das suas influências, positivas ou negativas."


Fonte: Dharmabindu - http://dharmabindu.com/?l=pt&p=ensinamento&id=245