sábado, 2 de fevereiro de 2013

Meditação X Acreditar em algo - (Osho)


‎"Você não acredita em deus? Isso não é um obstáculo à meditação.

Não acredita na alma? Isso também não é um obstáculo à meditação.

Não acredita em coisa alguma? Isso não é um obstáculo.

Você pode meditar, porque a meditação simplesmente diz como ir para dentro: não importa se ali existe ou não uma alma; se existe ou não um Deus, não importa.

Uma coisa é certa: você existe. Se você existirá ou não depois da morte não importa. Só uma coisa importa: neste exato momento, você existe.

Quem é você? Entrar em você é meditação — entrar mais fundo em seu próprio ser. Talvez ele seja apenas momentâneo; talvez você não seja eterno; talvez a morte ponha um fim em tudo.

Não impomos nenhuma condição na qual você deva acreditar. Dizemos apenas que você tem de experimentar. Simplesmente tente!

Um dia, acontece: os pensamentos não mais estão presentes. E subitamente, quando os pensamentos desaparecem, o corpo e você estão separados — porque os pensamentos são a ponte. Através deles você se une ao corpo; esse é o elo.

De repente o elo desaparece — você está presente, o corpo está presente, e há um abismo infinito entre os dois. Então, você sabe que o corpo morrerá, mas que você não pode morrer.

Então, isso não é algo como um dogma; não é um credo, é uma experiência — incontestável. Nesse dia, a morte desaparece; nesse dia, a dúvida desaparece, porque, agora, você não tem de estar sempre se defendendo. Ninguém pode destruí-lo, você é indestrutível.

Então surge a confiança, ela transborda. E confiar é estar em êxtase; confiar é está na existência; confiar é sentir-se preenchido.

Por isso não digo para cultivar a confiança. Digo para experimentar a meditação."



Fonte: Osho, em "O que é Meditação?"

A fé, o amor e o pecado - (Bernardino Nilton Nascimento)


"Um ponto de atrito, talvez um dos mais espetaculares, porém, certamente, não o mais grave, está entre a crença e o pecado. Na visão da evolução humana, podemos afirmar que o pecado mora dentro de cada um de nós. Só vira pecado aquilo que dói em nossa consciência, em nossa alma. O melhor que temos a fazer é deixar de julgar o outro, pois não temos o poder do julgamento, e partir para viver uma vida recheada de virtudes, com alegria e prazer. A fé e o amor superam qualquer pecado, pois ele se trata de algo imaginário.

Será que os nossos pecados estão ligados às condutas dos nossos antepassados? Será que a nossa evolução não passa de um conjunto de atitudes providas dos nossos antepassados? Essas duas perguntas se juntam, porém, não justificam o que somos no presente, pois já tivemos, e ainda temos, todas as oportunidades de deixarmos os nossos destinos no passado e até aproveitar o que não foi feito para mudarmos e sermos seres humanos bem melhores do que fomos.

Acredito que buscar a sustentabilidade do planeta para o nosso bem-estar pode ser mais fácil do que realizar a mudança que precisamos fazer internamente. É preciso nos tornarmos pessoas sustentáveis uns com os outros.

Apesar destes conflitos internos de muitas perguntas sem as verdadeiras respostas, não devemos esquecer que sabemos o que é a fé, sabemos o que significa o amor. Por isso, não podemos julgar nem determinar o que é o pecado, pois a fé vem da vontade de mudar. O amor é um sentimento alimentador. O pecado dito pela sociedade é uma ação negativa à própria sociedade. Será que o pecador não veio para aprimorar o não acontecido no passado? Ou mostrar o que aconteceu no passado, procurando fazer justiça no presente? As doutrinas religiosas que se dizem não espiritualistas acreditam em coisas ocultas. Acreditam na volta de quem já morreu, mas negam o mundo espiritual.

O pecado é um erro mortal, e a pessoa a ser julgada é sempre vista como possuída por uma força do mal. Afinal, de quem é a culpa do pecado? Seria melhor retirar esta palavra do dicionário, já que ela foi imposta pela sociedade para atingir a todos cujas condutas precisassem ficar escondidas, pois não se julga como pecado aquilo que ninguém vê. Pecado, na sua verdadeira origem, foi tudo aquilo que atingiu e atinge as doutrinas religiosas às claras. Fora disso, vão sempre buscar no ocultismo um culpado.

Para não agravar inutilmente a possibilidade de um conflito entre as doutrinas, a sociedade e a ciência, devemos lembrar de que o problema é de todos. Antes de demonstrá-lo, façamos uma observação. A noção de família humana, na sua essência, é bem diferente entre as três situações citadas. Família não é uma facção da raça humana, ela é toda a raça humana. Somos todos uma só família, com seus acertos e seus problemas. Porém, se for dividida em inúmeros pedaços, não vai conseguir deixar que Deus veja todos como um só. Somos somados pelos momentos bem ou mal vividos. Somos parte de um grande universo e, certamente, devido à sua grandeza, devemos ter divisões. Porém, aqui e agora, como seres humanos, não há divisão perante o criador. Somos fé e amor, pecadores ou não.

Baseado no fato de que ninguém se faz membro da família humana senão por nascimento, afirmamos a participação de todos no amor e no pecado. Podemos melhorar em muito a nossa participação nesta nossa vida real e em outras que estão por vir. No mundo das experiências, ninguém também pode fazer-se membro da humanidade senão por nascimento. Não pode existir humanidade sem parentesco. Isto é claro.

Quero acreditar na fé e no amor como verdadeiros sentimentos, e que o pecado é um julgamento da sociedade que pode ou não ser verdadeiro, como é incerto para mim. Fico com a fé de que tudo pode mudar para melhor. O amor é o único caminho para a vida eterna. O amor é a verdadeira doutrina. Nele, não há julgamento do que é certo ou errado. Quem ama verdadeiramente a vida e o seu próximo não vê espaço para condenar. Palavras de Jesus, que não julgou a prostituta e nem o ladrão que estava ao seu lado na cruz. Jesus nos amou de verdade e não julgou nem seus próprios inimigos, mesmo sabendo quem eles eram.

Então, o pecado pode ser classificado como um ato que atingiu e atinge uma pequena camada da sociedade doutrinária? Mesmo falando em nome de Jesus, insiste-se nas contradições entre o pecado e o julgamento. Não há perdão sem pecado, mas o que fazer com o pecado sem perdão? Para certas doutrinas, por trás das cortinas não há perdão, pois ali ele não existe.

Na evolução do ser humano sustentável, para viver no planeta faz-se necessário adquirir a fé, conhecer o verdadeiro amor e não julgar ninguém.

A fé alimenta a esperança e a certeza de que tudo o que desejamos pode acontecer. O amor alimenta a alma, fornecendo o combustível para o prazer, para a alegria e para a fé. Se você se julga um pecador, esqueça. O pecado está na consciência de cada um, alimentando a tristeza, o arrependimento, o descontentamento e afastando a fé, deixando o amor enfraquecido. Viva com amor e procure ser mais feliz."


http://somostodosum.ig.com.br/clube/c.asp?id=31822

Oração à Iemanjá - (FB)


sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

‎"Uma pessoa que pratica os mistérios do amor ..." - (Osho)


‎"Uma pessoa que pratica os mistérios do amor estará em contato não com um reflexo, mas com a própria verdade. Para conhecer essa bênção da natureza humana, não se pode encontrar auxiliar melhor do que o amor."

"O amor comum que você conhece nada mais é do que um impulso biológico ..." - (Osho)


"O amor comum que você conhece nada mais é do que um impulso biológico; ele depende de sua química corporal e de seus hormônios. Ele pode ser alterado muito facilmente... uma pequena mudança em sua química e o amor que você considerava como a "verdade suprema" simplesmente desaparece. Você tem chamado a sensualidade de "amor". Essa distinção tem de ser lembrada."

"O amor que pode se tornar um contato com a própria verdade..." - (Osho)


‎"Sócrates diz: "Uma pessoa que pratica os mistérios do amor...". A sensualidade não tem mistérios, ela é um simples jogo biológico. Todo animal, todo pássaro, toda árvore o conhece. Certamente o amor que tem mistérios será totalmente diferente do amor com o qual você está familiarizado

O amor que pode se tornar um contato com a própria verdade emerge somente a partir de sua consciência; não a partir de seu corpo, mas a partir de seu mais íntimo ser. A sensualidade emerge a partir do seu corpo, o amor emerge a partir de sua consciência. Mas as pessoas não conhecem a própria consciência, e o mal-entendido continua: a sensualidade corporal é tomada como amor."

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

"As almas reconhecem-se, ..." - (Helena Pereira)


Consciência Tântrica - (Sri Prem Baba)


"Primeiro, há que se sair do isolamento. Em seguida, mover-se para uma relação e começar um processo de tirar as máscaras, ou seja, as capas que encobrem o coração, para remover as barreiras que te impedem de se unir ao outro. Isso inclui identificar o não para a revelação. Isso inclui identificar o ódio do sexo oposto, inclui olhar os pactos de vingança; olhar para o passado que ainda não foi integrado e que você projeta no outro. Assim, você vai se movendo em direção ao outro, até que seja possível entrar numa esfera mais amorosa; na consciência tântrica que naturalmente vai apontando o caminho do brahmacharya."

Deus - (Segundo Spinoza)


“Pára de ficar rezando e batendo o peito! O que eu quero que faças é que saias pelo mundo e desfrutes de tua vida.

Eu quero que gozes, cantes, te divirtas e que desfrutes de tudo o que Eu fiz para ti.
Pára de ir a esses templos lúgubres, obscuros e frios que tu mesmo construíste e que acreditas ser a minha casa.

Minha casa está nas montanhas, nos bosques, nos rios, nos lagos, nas praias. Aí é onde Eu vivo e aí expresso meu amor por ti.

Pára de me culpar da tua vida miserável: Eu nunca te disse que há algo mau em ti ou que eras um pecador, ou que tua sexualidade fosse algo mau.

O sexo é um presente que Eu te dei e com o qual podes expressar teu amor, teu êxtase, tua alegria. Assim, não me culpes por tudo o que te fizeram crer.

Pára de ficar lendo supostas escrituras sagradas que nada têm a ver comigo. Se não podes me ler num amanhecer, numa paisagem, no olhar de teus amigos, nos olhos de teu filhinho... Não me encontrarás em nenhum livro! Confia em mim e deixa de me pedir. Tu vais me dizer como fazer meu trabalho?

Pára de ter tanto medo de mim. Eu não te julgo, nem te critico, nem me irrito, nem te incomodo, nem te castigo. Eu sou puro amor.

Pára de me pedir perdão. Não há nada a perdoar. Se Eu te fiz... Eu te enchi de paixões, de limitações, de prazeres, de sentimentos, de necessidades, de incoerências, de livre-arbítrio. Como posso te culpar se respondes a algo que eu pus em ti? Como posso te castigar por seres como és, se Eu sou quem te fez? Crês que eu poderia criar um luga r para queimar a todos meus filhos que não se comportem bem, pelo resto da eternidade? Que tipo de Deus pode fazer isso?

Esquece qualquer tipo de mandamento, qualquer tipo de lei; essas são artimanhas para te manipular, para te controlar, que só geram culpa em ti.

Respeita teu próximo e não lhe faças o que não queiras para ti. A única coisa que te peço é que prestes atenção a tua vida, que teu estado de alerta seja teu guia.

Esta vida não é uma prova, nem um degrau, nem um passo no caminho, nem um ensaio, nem um prelúdio para o paraíso. Esta vida é o único que há aqui e agora, e o único que precisas.

Eu te fiz absolutamente livre. Não há prêmios nem castigos. Não há pecados nem virtudes. Ninguém leva um placar. Ninguém leva um registro.

Tu és absolutamente livre para fazer da tua vida um céu ou um inferno. Não te poderia dizer se há algo depois desta vida, mas posso te dar um conselho. Vive como se não o houvesse.

Como se esta fosse tua única oportunidade de aproveitar, de amar, de existir. Assim, se não há nada, terás aproveitado da oportunidade que te dei. E se houver, tem certeza que Eu não vou te perguntar se foste comportado ou não. Eu vou te perguntar se tu gostaste, se te divertiste... Do que mais gostaste? O que aprendeste?

Pára de crer em mim - crer é supor, adivinhar, imaginar. Eu não quero que acredites em mim. Quero que me sintas em ti.

Quero que me sintas em ti quando beijas tua amada, quando agasalhas tua filhinha, quando acaricias teu cachorro, quando tomas banho no mar.

Pára de louvar-me! Que tipo de Deus ególatra tu acreditas que Eu seja? Me aborrece que me louvem. Me cansa que agradeçam.

Tu te sentes grato? Demonstra-o cuidando de ti, de tua saúde, de tuas relações, do mundo. Te sentes olhado, surpreendido?... Expressa tua alegria! Esse é o jeito de me louvar.

Pára de complicar as coisas e de repetir como papagaio o que te ensinaram sobre mim. A única certeza é que tu estás aqui, que estás vivo, e que este mundo está cheio de maravilhas. Para que precisas de mais milagres? Para que tantas explicações? Não me procures fora! Não me acharás. Procura-me dentro... aí é que estou, batendo em ti"

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

"Toda decisão que você toma ..." - (Neale Donald Walsch)


"Toda decisão que você toma - toda decisão - não é uma decisão sobre o que você faz. É uma decisão sobre Quem Você É. Quando você vê isso, quando você entende isso, tudo muda. Você começa a ver a vida de um modo novo. Todos eventos, ocorrências, e situações se transformam em oportunidades para fazer o que você veio fazer aqui."

(Neale Donald Walsch)

"Quando você está inspirado por algum grande propósito, ..." - (Patanjali)


"Quando você está inspirado por algum grande propósito, algum projeto extraordinário, todos os seus pensamentos fazem com que ultrapasse suas limitações: Sua mente transcende as limitações, sua consciência se expande em todas as direções, e você se encontra em um mundo novo, grande e maravilhoso. Forças adormecidas, faculdades e talentos tornam-se vivos, você descobrirá ser uma pessoa maior, longe do que você jamais sonhou que poderia ser."

(Patanjali)

"No princípio ..." - (Hino da Criação, do Rig Veda)




"No princípio
Não havia existência ou inexistência
O mundo era energia não revelada...

ELE vivia, sem viver, por SEU próprio poder
E nada mais havia..."

(Hino da Criação, do Rig Veda)

Uma outra maneira de ver os chakras - (Ricardo Freitas e Tales Nunes)


"Sempre ouvimos que os chakras deveriam ser visualizados ou sentidos. Como não conseguimos vê-los ou senti-los em toda a complexidade que é apresentada pelo Tantra, propomos interpretá-los de uma maneira diferente. Sugerimos, neste artigo, apenas pensarmos sobre os chakras. Acreditamos que o caminho à iluminação proposto pela prática tântrica pode ser pensada como uma simbologia da nossa própria trajetória de vida e da nossa busca pessoal pela espiritualidade, ou melhor, pela liberação.

De acordo com Vedanta, independente de raça, nacionalidade ou crença, são quatro as buscas dos seres humanos: artha (segurança), kama (prazer), dharma (o correto agir) e moksha (a liberdade).


Moladhara e a segurança
A primeira preocupação do ser humano é com a sua segurança. Todas as nossas ações básicas têm como objetivo nos trazer a preservação da vida. O primeiro chakra, moladhara, é dito ser responsável pelo instinto de sobrevivência, pelo apego às coisas materiais e pelo medo. Ou seja, podemos entender o primeiro chakra e os “bloqueios” relacionados a ele como esse nosso anseio natural por segurança.
Dentro do caminho em busca da liberdade é necessário trabalhar as emoções e sentimentos relacionados e esse primeiro chakra.

É dito que as tendências do moladhara chakra em desequilíbrio seriam a inércia, posse, medo, apego, rigidez, cobiça, avidez, bloqueio na comunicação, tendência de ser manipulado, credulidade, dificuldade em dar e receber, possessividade. Algumas destas tendências são citadas por Patanjali como obstáculos para permanecermos na nossa verdadeira natureza. Da mesma forma, se observarmos as qualidades ditas sobre esse mesmo chakra quando ele esta equilibrado: sobrevivência, solidez, autoconfiança, materialidade, boa comunicação, relação sadia com a matéria, capacidade de transcender limites, discernimento, estas são citadas em vários textos, inclusive no Yoga sutra, como as qualidades sugeridas para o aspirante a moksha.


Svadistana, Manipura e o prazer
O segundo chakra é chamado de “o fundamento de si próprio”. Este chakra está relacionado à sexualidade, o pai de todos os nossos desejos. Depois de termos resolvido a nossa busca por segurança, dizem os Vedas, é natural que busquemos prazer. Prazer por meio da sexualidade e da sensualidade. O “fundamento de si próprio”, nome dado a este chakra, indica-nos a consciência que o indivíduo tem de si mesmo, de sua individualidade. Antes do ego ser questionado, é necessário ser sedimentado. O indivíduo ainda encontra-se centrado no eu. Eu enquanto individualidade e personalidade. Mas enquanto grudado ao ego, o indivíduo buscará apenas a saciedade de seus desejos pessoais.

Na busca por saciar seus desejos, o indivíduo sai para o mundo. O desejo é o motor da ação e para a transformação do mundo à sua maneira. Tudo e todos são vistos como um meio para que o indivíduo obtenha segurança e prazer. Nasce dentro de si o desejo de controlar o mundo, pois as ações do indivíduo estão centradas no seu próprio umbigo – local onde está localizado o manipura chakra. Por muito tempo a pessoa pode ficar presa no seu impulso de controle do mundo para obter a sua segurança e o seu prazer. Quando algo sai diferente do que planejado, a pessoa enraivece-se, pois não consegue se conformar com a idéia de não ter controle sobre o mundo externo. Para conseguir os seus dois objetivos, a pessoa muitas vezes esquece os valores e a ética, porque o que está em primeiro lugar é si mesmo, em lugar dos outros. Muitos podem permanecer nessa incessante busca por toda a vida. Então pode-se dizer que a pessoa ficou presa no manipura chakra, ou apenas que ela estacionou no seu desejo por segurança e prazer.

Se observarmos as latências mentais referentes a estes chakras em desequilíbrio: agressividade, violência, excessos, vergonha, autodestruição, obsessão sexual, domínio, solidão, egoísmo, vontade domínio sobre os demais, distorção da sexualidade, ambição, arrogância, raiva vemos que essas emoções são obstáculos para a libertação. E ao mesmo tempo valor, coragem, reações positivas ante os obstáculos, criatividade, vitalidade, domínio sobre as paixões, bem-estar, poder, consciência do eu, impulso pelo autoconhecimento, confiança, discernimento, são valores e qualidades muito parecidas com as citadas por Krishna na Gita e por Patanjali no Yoga sutra como imprescindíveis para o autoconhecimento.


Anahata e o Dharma
Num determinado ponto da sua vida, ao refletir sobre as suas ações e as suas conseqüências, a pessoa pode reconhecer a importância dos valores na sua vida. As ações guiadas pelos valores universais trazem para si uma tranqüilidade mental e uma paz no coração (anahata chakra) que vale mais do que qualquer outro ganho. A pessoa pode seguir na busca por segurança e por prazer, mas ao reconhecer a importância dos valores, estes guiarão suas ações nesta busca. É como se o centro de atenção da pessoa mudasse de si mesmo para o todo, pois reconhece que o que ele deseja que os outros façam para ele é exatamente o que ele deve fazer pelos outros. O praticante continua pensando em si, pois ele reconhece o valor que existe para ele em seguir o que é correto, mas as suas ações são inofensivas ou benéficas aos outros.

Se alguém então diz que o anahata chakra esta desequilibrado é porque a pessoa sente passividade, falta de motivação ou confiança, angústia, desespero, aversão, ódio, agressividade e essas qualidades não são muito diferentes dos obstáculos citados por Patanjali no sutra 30: inércia, dúvida, negligência, preguiça, volubilidade, equivocação, inconstância e instabilidade.

Sabemos que o amor, solidariedade, manter uma relação com Ishvara (o Todo), alegria, autoridade, compreensão, generosidade, nobreza, compaixão, o que chamamos de um anahata equilibrado, são valores que nos ajudam a ter uma mente satisfeita com a pessoa que eu sou.


Vishuddha e o alinhamento dos Chakras
Dentro da interpretação que propomos, o alinhamento dos chakras pode ser pensado como o próprio alinhamento pessoal. Como a busca pelo agir correto. Arjuna, o protetor do dharma na Bhagavad Gita, carrega em seu nome o nobre significado da palavra, “alinhado”, “reto”. Estar alinhado significa sermos Arjunas, estarmos comprometidos com o agir correto, com a retidão. Quando comprometidos com os valores universais, não apenas as nossas ações, mas as nossas palavras são um reflexo destes valores.

Alcançar essa retidão faz parte de um intenso processo de purificação (Vishuddha chakra significa “grande purificador”), de deixar para trás o que não precisamos. Viveka (questionamento) e Vairagya (desapego) são essenciais nesse processo. Cada vez mais atenção é necessária em direção ao nosso dia a dia. A prática principal não é feita de olhos fechados ou com a atenção fixa em alguma parte do corpo, mas com a atenção plena nas pequenas ações diárias. Para isso, refletir, questionar, para se lembrar o que é mais importante na vida e desapegar para simplificar, para não se perder no caminho, são qualidades fundamentais.

Questionamento e desapego são precisos para que possamos trilhar o caminho do autoconhecimento. É o questionamento que nos torna capazes de nos refletirmos, de refletirmos sobre nós mesmos. Apenas quando estamos alinhados é que podemos ter a paz e a tranqüilidade necessárias para escutar os ensinamentos dos mestres e a partir disso refletir e posteriormente colocar em prática o que foi escutado e apreciado.

Quando o Vishudha está em desequilíbrio é dito que sentimos conflito de auto-imagem, dificuldade em expressar o que pensamos e sentimos, ganância, insensatez, negatividade. Se observarmos com cuidado veremos que esses são vrttis de pessoas que são divididas, que mentem, que negligenciam a verdade e que agem em desacordo com os valores universais. Acreditamos que isso seja uma simbologia de que precisamos trabalhar a retidão. Assim adquirimos o que é dito como as características positivas do chakra: capacidade de reflexão, criatividade, receptividade, expressão, intuição, magnetismo, compreensão do subconsciente e assim usamos a nossa energia para estar atento e nos mantermos no caminho ao autoconhecimento

Apenas uma mente tranqüila é capaz de olhar para si mesmo com compaixão para reconhecer o apego, o medo, o desejo, a raiva, e aceitar que tudo isso faz parte do seu ser, mas a pessoa não é apenas esses aspectos. Em si jaz um ser liberto, pleno e completo. Somos seres que temos, como o Ganesha nas suas representações, um pé tocando o chão, outro fora dele. Um em contato com o mundo da matéria e o que há de mais denso no universo: apego, medo da morte, desejo de controlar o mundo exterior; o segundo que simboliza a nossa conexão com o divino, com a consciência sutil que é a causa de todo o universo e que é refletida no que temos de mais sutil em nós, a nossa mente. A nossa mente, por meio da consciência, ilumina o mundo ao nosso redor e elimina a nossa ignorância sobre ele, sobre nós e sobre a existência.


Kundalini Podemos então dizer que despertar a Kundalini é usar nossa atentividade e energia para desidentificarmos das nossas latências mentais.

Essa kundalini deve subir, então, da base, da nossa necessidade por segurança. Passa pelo segundo e terceiro chakras, que estão relacionados à busca pelo prazer. Chega ao quarto chakra que está relacionado ao agir correto, ao Dharma e traz a purificação, que está relacionada ao quinto chakra. E finalmente a Kundalini alcança os dois últimos, que representam nossa busca final por moksha.

Dentro dessa visão essa energia não seria algo físico que desperta liberta-me das latências mentais negativas como num passe de mágica e instantaneamente me faz adquirir latências mentais positivas. Essa energia seria o esforço, o discernimento, a atentividade e a compreensão de que essas latências mentais existem, mas eu não sou elas. Eu permaneço na verdadeira natureza do sujeito.

Kundalini é a energia necessária, no meu dia a dia, na hora de me relacionar com o mundo e de fazer as ações, para que essas latências mentais “negativas” não tirem a minha consciência do ser pleno que somos e para que possamos nos manter em Yoga e agirmos, então, sem nos identificarmos como os vrttis. Como nos ensina Patajnali: “Yoga Chitta Vrtti Nirodha”.


Ajna, Sahashara e a liberdade
É a mente que ao mesmo tempo tem o poder de nos aprisionar e de nos libertar. Por isso que o sexto chakra é chamado de ajna, “chakra do comando”. Quando em contato com o conhecimento de si mesmo e quando desenvolvida uma compreensão sobre si mesmo, sobre o funcionamento da mente, o indivíduo tem a capacidade de ser livre, pois reconhece que não é apenas a personalidade, as latências mentais que são relacionadas aos chakras, mas elas fazem parte de si. O conhecimento de si mesmo é o reconhecimento de que não somos apenas a mente que julga e que anseia por controle, mas somos a consciência que a ilumina e que está acima dela, como o sahashara chakra, que está acima de todos os outros chakras.

Quando reconhecemos isso, nos estabelecemos na nossa própria natureza, que é divida. O ser está liberto. Ele continua conectado com a terra, aterrado e sentindo tudo o que todos os seres humanos sentem, todas as latências dos chakras: medo, ansiedade, raiva. No entanto, ao mesmo tempo, ele sempre reconhece-se como o todo, como pura Consciência que ilumina todos os aspectos de si mesmo, que é a causa, que está na base e acima de todas as suas tendências como ser humano. Mas ele está liberto, pois não se identifica com elas, apenas as reconhece. E ri. O sábio ri de si mesmo, dos outros e das armadilhas que a mente constrói para nos aprisionar. Mesmo que essa armadilha seja tentar controlas os chakras.

O sábio, em realidade, está consciente dos chakras e das suas influências sobre si mesmo, pois os chakras são os nossos condicionamentos, as nossas emoções, o nosso corpo. Ele, porém, reconhece-se como o ser que observa e que está fora da influência dos chakras. O sábio está livre das suas influências, positivas ou negativas."


Fonte: Dharmabindu - http://dharmabindu.com/?l=pt&p=ensinamento&id=245

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Estou Firmado - (Chandra Lacombe)

A canção que o Pai das Estrelas ensinou - (Wagner Borges)


"O Pai das Estrelas nos ensinou a canção dos elementos:
A canção das águas, a canção dos ventos, a canção do fogo e a canção da terra.
Ele nos falou do respeito por todos os seres da natureza, pois o Seu Amor está em todas as coisas e seres.
Na canção das águas correntes, Ele nos ensinou a passagem do tempo e o valor das experiências que passam e a fluência das emoções.
Na canção do vento, Ele nos falou de renovação e do movimento do Invisível que viaja e canta.
Na canção do fogo, Ele nos falou do calor do coração e na incineração das dores do passado.
Na canção da terra, Ele nos ensinou sobre a firmeza necessária para a realização dos objetivos firmados.
O Pai das estrelas ensinou a canção dos elementos da natureza para o povo antigo. Eles aprenderam as lições das canções e cantaram com o coração.
Os ecos de suas palavras inspiradas ainda ecoam pelos sítios extrafísicos na presença dos espíritos guardiões.
E eles cantam e repassam aos homens de hoje a presença espiritual e os objetivos firmados na Espiritualidade.
Para o Eterno, todos nós, encarnados e desencarnados, somos crianças.
Por isso, Ele ensinou as canções.
Que os homens cantem, com todo coração, a alegria das estrelas nos elementos da criação, e respeitem a Mãe Terra.

P.S.:
Enquanto eu digitava esses escritos, fui inspirado espiritualmente, por um xamã extrafísico, a escrever o seguinte:
"Que o som do chocalho possa dissolver as dores do passado e aliviar o coração.
Que o som dos tambores relembre aos homens da pulsação do coração da Mãe Terra, nossa amiga e protetora.
Que o som da flauta siga com o vento e eleve os espíritos para a morada celestial.
Que o som das águas correntes relembre aos homens de que tudo passa e que o destino de todos é a Casa do Pai Celestial, no mar das estrelas, onde desembocam todos os espíritos após a corrida da vida.
Que o calor do amor aqueça os corações e inspire às canções que libertam os espíritos das noites trevosas de seus medos.
Que o Amor do Pai das estrelas brilhe em nossas canções de cura e apaziguamento emocional"."




* Wagner Borges - é pesquisador, conferencista e instrutor de cursos de Projeciologia.
Autor dos livros Viagem Espiritual 1, 2 e 3 entre outros.


"Andar com fé ..." - (Gilberto Gil)


Seja grato pela oportunidade de viver, ..." - (Anastasia Harlamova)


"Seja grato pela oportunidade de viver, por poder corrigir os erros do passado e poder evoluir a sua alma para um futuro melhor. Agradeça pelos obstáculos que Universo te traz para você poder melhorar como ser espiritual que é. Pequenas ou grandes dificuldades do dia são apenas lições para nossa evolução. Agradecer, agradecer e agradecer a cada minuto por você poder aprender, pela sua família que está ao seu lado, pela saúde que você tem. Verá como sua vida irá se tornar uma alegria só e compreenderá que na vida existe uma Lei de ação e reação, tudo que você planta agora ( mesmo só nos pensamentos) , você colherá em um futuro próximo, portanto vamos pensar e agir de uma forma melhor, sempre ajudando o próximo se possível e jamais tendo pensamentos ruins sobre alguém. Nunca é tarde para dizer à alguém ''EU TE AMO"  Que todos tirem uma boa lição do que aconteceu estes dias. "
(Anastasia Harlamova)

domingo, 27 de janeiro de 2013

"O Cosmos também está em nós ..." - (Carl Sagan)


Você e o universo - (Flávio Bastos)


"A coisa mais perfeita que podemos experimentar é o misterioso. É a fonte de toda a arte e de toda a ciência verdadeira". (Albert Einstein)

"Energia psíquica, pensamento, aura, bionergia, magnetismo, entre outras, são denominações que usamos para definir aquilo que nos liga à vida, ou seja, o elo de ligação entre o ego representado pela nossa fisicalidade e a energia imaterial que geramos e emanamos ao universo.

Seja a denominação que for, a energia que liberamos e pela qual somos identificados no universo, é uma síntese de nosso pensamento-escolha, isto é, o resultado energético de nossas decisões de vida conforme orientação do livre-arbítrio.

Neste âmbito de invisibilidade aos olhos humanos, os sentimentos ou pensamentos que emitimos em forma de energia, repercutem e retornam a nós conforme as intenções no ato da emissão.

Voluntária ou involuntariamente, liberamos ao universo energias densas ou sutis. Pensamentos impregnados de energias deletérias ou curativas que identificam o nosso nível consciencial através de nossa frequência vibratória ou aura, o campo energético que envolve o corpo físico de cada ser dotado de inteligência.

Na dinâmica universal, somos apenas pontos luminosos de referência e padrões energéticos que correspondem à mecânica da vida individualizada, mas que soma no sentido coletivo e se identifica conforme a intencionalidade do pensamento.

Portanto, tudo que emitimos em forma de pensamento-escolha retorna ao seu ponto de origem, sejam pensamentos de ódio e vingança ou de amor e gratidão, entre outros.

Esta síntese energética que nos identifica diante do universo e implica na qualidade de vida do indivíduo, dos grupos familiar, social e profissional, aos quais ele faz parte, e também no enorme agrupamento humano chamado "humanidade", que é a síntese dos pensamentos-escolhas emitidos por todos os seres inteligentes do planeta Terra.

No entanto, o sentido individualista pelo qual percebemos a vida através da ótica materialista, impregnado de condicionamentos da cultura ocidental, cria uma barreira perceptiva que impede uma melhor compreensão deste contexto no qual transitam nossos pensamentos, sentimentos, emoções e intensões do dia a dia de nossas vidas. Não "visualizamos" o fato de sermos indivíduos inseridos numa contextualidade e sincronicidade que nos leva à unicidade, ou melhor, à Fonte de energia universal.

O pensamento pode representar a flecha lançada ou o raio de luz que retornam ao seu ponto de partida. O pensamento-escolha pertence ao âmbito de responsabilidade individual e coletiva do ser humano, porque o nível de energia que emitimos é o que plasmamos para a nossa realidade individual, sintonizada com a energia planetária, que como afirmamos anteriormente, é a síntese da emissão coletiva de pensamentos.

Nesta direção, despertar para a autorresponsabilidade e responsabilidade social em relação à melhoria da qualidade de vida de todos, passa pelo processo de conscientização de que devemos, aos poucos, depurar o nosso pensamento através de emissões energéticas elevadas, como a gratidão e o perdão, entre tantas opções que temos pela prática meditativa ou da prece espontânea direcionada à Fonte de amor, verdade, justiça e sabedoria do universo. Ou simplesmente, por intermédio da prática da caridade ou do pensamento elevado a Jesus Cristo, nosso exemplo maior e iluminado caminho.

Quando Mahatma Gandhi disse: "Comece em você a transformação que deseja ver no mundo", ele referiu-se ao padrão energético da humanidade que precisa ser alterado através de iniciativas individuais e não por intermédio de revoluções sangrentas que ajudam a manter o modelo que nos acompanha há milênios.

Neste sentido, do individual chegamos ao coletivo, pois cada iniciativa, independentemente de sua intenção, tem um retorno proporcional superior ao que matematicamente imaginamos. São as leis da vida que ainda desconhecemos, inseridas nas leis universais impregnadas de energia que tramitam no tempo-espaço entre a ordem e o caos, ou entre o equilíbrio e o desequilíbrio.

Nesta lógica, você é o universo e o universo é você, que existe de uma forma interdependente com os semelhantes e demais seres vivos da natureza. Esta é a lógica da responsabilidade universal que expande a nossa consciência através do princípio emissor: o pensamento humano elevado. Momento cósmico em que a Nova Era nos convida a sermos os agentes de mudança do nosso próprio modelo energético."



* Flávio Bastos - é criador intuitivo da Psicoterapia Interdimensional (PI) e psicanalista clínico. Outros cursos: Terapia Regressiva Evolutiva, Psicoterapia Reencarnacionista, Terapia Floral, Psicoterapia Holística, Parapsicologia, Capacitação em Dependência Química, Hipnose e Auto-hipnose e Dimensão Espiritual na Psicologia e Psicoterapia.

A Lei da Atração - (FB)