sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

CHAKRAS (por quem já praticou) - (Otávio Leal)


Chakras são centros energéticos do corpo. Os seres humanos contêm sete Chakras principais que estão em constante atividade, embora sua presença não seja percebida conscientemente por não meditadores. A palavra sânscrita Chakra é traduzida por roda, círculo ou movimento. As representações pictóricas desses centros de energia são formadas por figuras geométricas e pétalas. São pelos Chakras que transitam e se movem as energias sutis do corpo.

Os Chakras estão localizados dentro e fora do corpo (duplo etérico); já Kundalinî, energia da vida que ativa os Chakras se mo­vimenta dentro do corpo.

Normalmente, os Chakras são pequenos, não apresentando mais do que 5 centímetros de diâmetro. Com a prática de mantram, Yoga, meditação, os Chakras aumentam de tamanho e sua luz se expande. Sua aparência pode ser descrita como circular, luminosa, tal qual um pequeno CD girando. Cada um tem uma cor, mantram e elemento que o estimula, seu movimento é ininterrupto, estão associados às glândulas do corpo físico e funcionam como centros de captação, contenção e distribuição de energia para todo o corpo.

Os sete Chakras estão localizados ao longo da coluna vertebral, dispostos verticalmente e cada Chakra tem funções específicas, mediante o recebimento de energias internas e externas. Temos nesses centros "nós" que impedem a subida de Kundalinî; um fica no muladhara (brahma-granthi), outro no vishnudha (vishnu-granthi) e o último no ajña chakra (rudra-granthi). Eles são conhecidos como granthi e quando são rompidos a energia se eleva. Mesmo com esses bloqueios, que é muito difícil alguém fazer bobagem com Kundalinî, sempre vá devagar em suas práticas.

Os Chakras inferiores, mais associados á matéria, são o Muladhara, o Swadhistana e o Manipura. O Médio, ou Intermediário é o Anahata, associado aos sentimentos. E os Superiores são o Vishuddha, o Ajña e o Sahashara, que estão associados ao mental e à iluminação. Sua rotatividade obedece ao sentido horário ou anti-horário, dependendo da qualidade energética de cada indivíduo.

Chakra Sentido Horário
Quando em rotação horária, o movimento é destrógeno (destro), para direita e se caracteriza por:

* Possuir força centrífuga (coloca energia para fora);
* ser menos suscetível a influências externas;
* não carregar miasmas energéticos;
* ser um pólo irradiador (de dentro para fora);
* produzir siddhis (intuição).
* Quem tem os Chakras em rotação horária é conhecido nos meios ocultistas como pessoa de "corpo fechado".

Chakra Sentido Anti-horário
Quando em rotação anti-horária, o movimento é sinestrógeno (sinistro), para a esquerda, com as seguintes características:

* Possui força centrípeta (para dentro);
* capta energia externa, mantendo o corpo astral "aberto";
* estimula a mediunidade e sensitividade;
* amplia a sensibilidade ao ambiente;
* promove a aptidão para fazer diagnósticos precisos. Quando se trata de um bom médium tem poder de captação (carrega miasmas).

Quando o Chakra gira no sentido anti-horário, perde-se energia. E quem perde muita energia pode sobreviver da energia alheia, por meio de uma relação de dependência chamada na metafísica de "vampirismo".

Existem muitas práticas que fazem o Chakra girar em sentido horário ou anti-horário. É importante evitar para não misturar essas práticas.

O Tantra trabalha para que os Chakras se movimentem cada vez mais depressa. Para isso, é necessário ter consciência e adotar práticas que os estimulem, por meio do método interno ou externo.

Método interno: por meio desse método, despertamos a Kundalinî com a prática de Yoga, mantram, tai-chi, chi-kun, iai-dô, aikidô ou maithuna. As escolas tântricas trabalham mais com os métodos internos e exclusivamente com os Chakras girando no sentido horário.

Método externo: consiste no recebimento de passe magnético, de massagem, na aplicação de acupuntura, moxabustão, geoterapia (pedras) ou cromoterapia (cores). Dentre outros métodos.

Os dois métodos contribuem para o estímulo de todos os Chakras, proporcionando melhor disposição física e mental aos praticantes.

É importante mantê-los em equilíbrio, utilizando técnicas corporais (Yoga, tai-chi, dança), técnicas mentais (mantram), alimentação equilibrada. Os Chakras influenciam e são influenciados também pelo corpo físico, daí a necessidade destes cuidados.

Como vimos até aqui, todos os Chakras possuem qualidades energéticas próprias que em desequilíbrio produzem determinadas doenças ou, do contrário, em situação de equilíbrio, conferem ao nosso organismo inúmeros benefícios. Contudo, o sexto Chakra pode ser mais estimulado que os demais pelo mantra Om, pois possui uma força que ajuda e atrai a subida da Kundalinî.

Conhecendo os Chakras

MULADHARA CHAKRA
Significado do nome: Fundação, ou suporte da base.

Nome ocidental: Chakra Básico.
Localização: Localizado nos órgãos genitais e na pélvis, relacionado com as gônadas (glândulas sexuais), governa o sistema reprodutor. Este Chakra anima a substância do corpo físico, é a vontade, o poder e o instinto de sobrevivência. É base da montanha, a ligação com a Terra. Concentra as energias da Kundalinî, que uma vez despertadas e controladas progridem coluna acima, seguindo um padrão geométrico similar ao padrão apresentado na dupla hélice das moléculas de DNA, que contêm o có­digo da vida.

Aspectos a serem compreendidos: Sobrevivência, alimento, conhecimento, auto-realização, valores (segurança financeira, coisas materiais), sexo (procriação), longevidade e prazer.

Cor: vermelho em brasa para tonificar. É a cor mais quente e densa. Aquece e estimula a circulação. Estimula o fluido da medula espinhal e o sistema nervoso simpático; energiza o ligado, estimulando os nervos e músculos. Vitaliza e organiza o corpo físico. Violeta, azul ou rosa para sedar este Chakra.

Mantra: Lam (concentrando-se nos genitais).
Elemento: Terra - o mais denso dos elementos. É uma mistura dos quatro elementos: água, fogo, ar e éter.

Fase da vida: Desde a união do espermatozóide com o óvulo, até sete ou oito anos.

Funções: É o Chakra onde nasce e reside a energia kundalínica que se movimenta em espiral, pelas nadis Ida e Píngala, e distribui por todo o corpo do indivíduo o impulso de vida: é também o centro erótico do ser.

Nadis são correntes, canais, corredores ou filamentos de energia vital que circulam por todo o corpo, alimentando a vida e mo­vimentando os Chakras.

Semelhantes aos meridianos de acupuntura, seus pontos são chamados na China de tsubos. Seu número é de aproximadamente 72.000.

As nadis estão intimamente relacionadas aos Chakras. A nadi central é conhecido por Sushumna e encontra-se situada no centro do corpo pela coluna vertebral, que recebe o nome de meru danda. A Sushumna nasce no Muladhara Chakra, e se estende corpo acima, até unir-se ao Sahasrara Chakra (que se situa no alto da cabeça). No espaço fora do meru danda, estão dois outros nadis, denominados Ida e Pingala. Ida é o canal esquerdo, de natureza feminina, lunar, emocional e materna. Por estar associado à procriação e à purificação, também é conhecido como Ganga (o rio sagrado da índia). Pingala é o canal direito, de natureza masculina, solar, racional e dinâmica.

Algumas pessoas têm dominante a energia (nadi) lunar (emoção) e outras solar (razão). O praticante adiantado consegue manter esses temperamentos equilibrados.

Todas as nadis do corpo se originam no períneo em forma de um ovo (kanda).

Todos os sistemas místicos hindus são radicais sobre a importância de manter-se esses canais energéticos absolutamente purificados.

No capítulo Angas do maithuna trataremos dessa autopurificação, principalmente com alimentação.

DEFINIÇAO PARA ESTUDO

*

Sushumna: nadi principal por onde Kundalinî sobe. Está relacionada à medula espinhal.
*

Ida: canal esquerdo transportador das correntes lunares, natureza feminina visual e emocional, produção de vida, energia materna, respiração esquerda que proporciona estabilidade para a vida. A narina esquerda é aberta durante o dia, equilibra a energia solar criando um equilíbrio para si, tornando-nos mais rela­xados e mais alertas mentalmente.
*

Píngala: canal direito, transporta correntes solares, natureza masculina, depósito de energia destrutiva, também purificador. A narina do lado direito é de natureza elétrica masculina, verbal e racional. Torna o corpo físico mais dinâmico (eficiente e ativo durante horas noturnas, aumentando a saúde). Quando um ca­sal tem um orgasmo, sem repressão e com consciência, algumas vezes elevam a Kundalinî, nutrindo todos os Chakras por meio de Ida e Píngala.

SWADHISTHANA CHAKRA
Significado do nome: Lugar-morada do ser ou o "fundamento de si próprio".
Nome em Português: Chakra Esplênico Umbilical.
Localização: Localizado na lombar e abaixo do umbigo no nível do púbis, está relacionado com as glândulas supra-renais, regendo a coluna vertebral e os rins. As supra-renais são constituídas por uma medula interna, coberta por um extrato chamado córtex e são responsáveis pela produção de adrenalina. Rege os rins, sistema reprodutor, sistema circulatório e bexiga. As energias como a paixão, a expansão, sensualidade e a criatividade são manifesta­das por este Chakra.

Aspectos a serem compreendidos: Poder de seduzir e atrair, criatividade e relacionamento.

Cor: Laranja - tonifica; é uma cor acolhedora e estimula a alegria. É uma cor social que traz otimismo, expansividade e equilíbrio emocional. Traz confiança, automotivação e senso de comunidade (auxilia a sair do choque). Azul ou verde para sedar.

Mantra: Vam (concentrando-se abaixo do umbigo).

Elemento: Água - forma circular - três quartos da Terra são co­bertos de água, três quartos do peso de uma pessoa são de água - a essência da vida. Os sons da água ampliam a vibração desse chakra, permitindo um fluxo sem obstruções.

Fase da vida: de 8 a 14 anos.

Funções: Energia de criatividade, purificação e impulso emocional; é o centro da procriação, manifesta-se sexualmente, mas sob o aspecto de sensação e prazer; fantasias e desejos sexuais. Neste Chakra inicia-se a expansão da personalidade.

MANIPURA CHAKRA
Significado do nome: Cidade das Gemas ou Cidade das pedras preciosas.

Nome em Português: Chakra Plexo Solar.

Localização: Um pouco acima do umbigo. Rege o pâncreas, glândula que possui função exócrina e endócrina e que secreta o suco pancreático, cujas enzimas ajudam a digestão das proteínas, carboidratos e gorduras. A parte endócrina da glândula é formada por pequenos grupos de células chamadas ilhotas de langerhan, produtoras da insulina, que possuem um papel importante no controle do metabolismo da glicose. a área de influência deste Chakra é o sistema digestivo: estômago, fígado e a vesícula biliar, além do sistema nervoso.

Aspetos a serem compreendidos: Escolhas, dentro do possível, do que você quer. Individualidade, poder pessoal, como você se vê, sua identidade no mundo.

Cor: Amarelo dourado para tonificar. É ativador dos nervos mo­tores, exercendo influência no sistema nervoso. Estimula a bílis e possui ação vermífuga, diminui a função do baço, porém estimula a função do pâncreas, fígado e vesícula biliar. Fortalece as articulações, o sistema digestivo e linfático. É regenerador dos tecidos, acelerando o processo de cicatrização. Estimula a função peristáltica e o raciocínio lógico. Violeta, azul ou verde para sedar.

Mantra: Ram - o principal ponto de concentração durante a pro­dução deste som é o umbigo. Traz longevidade.
Elemento: Fogo, auxilia a digestão e a absorção do alimento fornecendo a energia vital.

Fase da Vida: De 14 a 21 anos.

Funções: Desenvolvimento do ego e da identidade individual; impulso de liderança; praticidade; trabalho.

ANAHATA CHAKRA
Significado do nome: "Intocado" ou "Som não produzido" (batidas do coração).

Nome em português: Chakra Cardíaco.

Localização: Situa-se na região do tórax e está conectado com a glândula timo, responsável pelo funcionamento do sistema imunológico. É o Chakra do coração, centro energético do amor.

A elevação das energias do Chakra do plexo solar até o coração acontece em indivíduos que estão desenvolvendo a capacidade de pensar e atuar em termos de coletividade.

Aspectos a serem compreendidos: amor, compaixão, perdão, verdade e gratidão.

Cor: Rosa, estimula o amor incondicional e verde é relaxante do sistema nervoso. A cor violeta seda esse centro.

Mantra: Yam - a concentração deverá estar centralizada no coração, desfazendo qualquer bloqueio na região cardíaca, proporcionando controle sobre o prana e a respiração.

Elemento: Ar, auxilia o funcionamento dos pulmões e do coração.

Fases da vida: 21 a 28 anos.

Funções: Intermedia os Chakras superiores e inferiores; impulso de se ligar à verdade, ao amor; reequilíbrio; altruísmo; compaixão. Este Chakra se expande em todas as direções e dimensões, como uma estrela de seis pontas.

VISHUDDHA CHAKRA
Significado do nome: Puro ou "Centro da Pureza".

Nome em português: Chakra Laríngeo.

Localização: Sobre a garganta, comunica-se com a glândula tireóide que está relacionada ao crescimento e aos processos oxidativos, e com as paratireóides que controlam o metabolismo do cálcio. Este Chakra governa pulmões, brônquios e voz. Está ligado à inspiração, à comunicação e à expressão com o mundo.

Aspectos a serem compreendidos: Comunicação interna e externa - esclarecimento que conduz ao estado divino, consciência e crenças (no que você acredita e se apega).

Cor: Azul, atua como tranqüilizante na aura e regenerador celular. Traz quietude e paz mental, estimula a busca da verdade, a inspiração, a criatividade, a compreensão, a fé (confiança na existência) e está associada à gentileza, ao contentamento, à paciência e à serenidade. Turquesa, estimula a comunicação em público. Para tonificar, laranja e violeta.

Mantra: Ham - concentra-se na garganta.

Elemento: Ar, mas num sentido mais sutil, associado ao som. Fases da vida: 28 a 35 anos.

Funções: Autoconhecimento; felicidade. Segundo o Satchakra Virupana, "quem alcança o conhecimento mediante a concentra­ção constante da consciência neste loto, converte-se num grande sábio e encontra a paz. O indivíduo se eleva e se purifica de todos os carmas; morre-se para o passado e nasce-se novamente para a realização da unidade"

AJNÃ CHAKRA
Significado do nome: Autoridade, poder, comando intuitivo.

Nome em Português: Chakra do 3°- olho ou frontal.

Localização: Entre as sobrancelhas, relaciona-se com a glândula pituitária.
Aspectos a serem compreendidos: Intuição e a consciência. Capacidade de se observar sem julgamento.

Cor: Dourado para concentração falta de memória e confiança. Violeta, tranqüilizante, calmante e purificador. Clareia e limpa a corrente psíquica do corpo e da mente, afastando problemas de obsessão mental e psicose.

Mantra: Om.

Elemento: Presença de todos os cinco elementos, com três gunas que são manas (mente), buddhi (intelecto), Ahankara e chitta (o ato de ser - o ser).

Fases da vida: 35 a 42 anos.

Funções: Austeridade; intuição; serenidade. É o chakra sede da Faculdade do Conhecimento: Buddhi: (conhecimento intuicional), Ahankara (eu), Indriyas (sentidos) e Manas (mente). É representado por um triângulo branco simbolizando a yoni e, no meio, um lingan (órgão masculino). No centro do Chakra está o yantra do som Om, o melhor objeto de meditação.

“Meditando nesse centro, o praticante W a luz'; como uma chama incandescente. Fulgurante como o Sol matutino, claramente brilhante, reluz entre o 'Céu e a Terra'” Satchakra Nirupana.

SAHASRARA CHAKRA

Significado do nome: Chakra das Mil Pétalas.

Nome em português: Chakra Coronário.

Localização: No topo da cabeça. E o portal da espiritualidade, do reconhecimento da existência de Deus em nós, no outro e em todo o universo.
Aspectos a serem compreendidos: Iluminação.

Mantra: Sham.

Elemento: Todos os elementos, inclusive o éter, em suas forças mais sutis.

Funções: Iluminação; espiritualidade plena; transcendência; manifestação do Divino. Segundo o Satchakra Nirupana: "O Lotus das mil pétalas é o mais brilhante e mais branco que a lua cheia, tem a sua cabeça apontada para baixo. Ele encanta. Seus filamentos estão coloridos pelas nuanças do Sol jovem. Seu corpo é luminoso, é aqui o objetivo final de Kundalinî após ativar os outros Chakras. O indivíduo que atinge a consciência do sétimo chakra realiza os planos da irradiação (torna-se iluminado como o Sol), das vibrações primordiais, da supremacia sobre o prana, do intelecto positivo, da felicidade, da indolência"



Fonte: Livro - Maithuna - Sexo Tântrico

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Vibração - (Elisabeth Cavalcante)


"Prosseguindo no tema dos objetivos que nos propomos ao inicio de cada ano, me ocorreu o quanto eles estão, em sua maioria,

focados em desejos relacionados a realizações materiais.

A principal meta que foge a este padrão, geralmente, é aquela que se refere ao amor, ao encontro da alma gêmea, da parceria

afetiva duradoura, que acreditamos nos fará ainda mais felizes.

Entretanto, lembrei-me repentinamente de um desejo tão simples quanto essencial para qualquer ser humano: o de recuperar

a capacidade de extasiar-se, sentir o coração vibrando de emoção,

não por uma paixão ou por riquezas materiais.

Ser capaz de experimentar esta sensação, mesmo que a vida não tenha apresentado nada de extraordinário, depende exclusivamente

de nossa vontade, do quanto estamos dispostos a nos sentir

imensamente gratos pelo simples fatos de estarmos vivos e podendo usufruir de toda a beleza que a existência nos apresenta.

Para aqueles que passaram ou ainda estão passando por momentos dolorosos, sei que esta sugestão parece absurda. Porém, almejar

esta transformação é, em minha opinião, o primeiro passo

para que o milagre aconteça.

Tudo que se manifesta no mundo é gerado a partir de uma intenção. Em nosso universo interior não é diferente. Cultivar o desejo de se libertar de tudo aquilo

que nos torna infelizes, e voltar a sentir a vibração e o entusiasmo com que chegamos ao mundo, pode sim fazer toda a diferença.

Dediquemo-nos, então, a fazer o melhor que pudermos para realizar em nós este renascimento, com a certeza de que reencontraremos a fonte de alegria e amor

que habita nosso ser.

A sociedade lhe ensina:"opte pelo conveniente,pelo confortável. Opte pelo caminho batido no qual seus antepassados, desde Adão e Eva, já caminhavam.

Essa é a prova - tantos milhões de pessoas já o percorreram, não pode ser o caminho errado.

Mas lembre-se de uma coisa: a multidão nunca passou pela experiência da verdade. A verdade só aconteceu a indivíduos.

Sempre que houver alternativas, tenha cuidado. Não opte pelo conveniente, pelo confortável, pelo respeitável, pelo socialmente aceitável, pelo honroso.

Opte pelo que faz o seu coração vibrar. Opte pelo que gostaria de fazer, apesar de todas as conseqüências.

Cometer erros não é errado - cometa todos os erros de que for capaz. E desse jeito você aprenderá mais. Só não cometa o mesmo erro mais de uma vez:

isto faz de você um tolo.

... A diferença entre ambição e anseio é que a ambição visa um objetivo, o anseio visa à fonte. Ambição significa que existe algo a se conquistar "lá fora".

Ela depende de um objetivo, existe um motivo.

O anseio não tem um objetivo, mas tem uma fonte. O coração é a fonte.

... Olhe bem dentro de seu coração. Ouça a voz calma dentro de você. E lembre-se de uma coisa: uma pessoa só se realiza na vida por meio dos anseios,

nunca por meio das ambições.

... A vida é basicamente insegura. Essa é a sua qualidade intrínseca. Nada pode mudar isso. A morte é segura, absolutamente segura. No momento em

que você escolhe a segurança, sem saber está escolhendo a morte.

... Com a segurança, com o conhecido você fica entediado.Começa a ficar entorpecido. Com a insegurança, com o desconhecido, com o inexplorado,

você se sente extasiado, belo, criança novamente - mais uma vez aqueles olhos de admiração, mais uma vez aquele coração capaz de se maravilhar!"

Fonte: http://www.shanta.com.br/website/exibe_txt.asp?conteudo_txt=706&titulo=sobreoyoga

Deixando para trás o Ano 2009 - (Kryon através de Sabine Sangitar)

Kryon através de Sabine Sangitar
Canalização Pública de 02 de dezembro de 2009


"EU SOU Kryon. Saúdo-te com as palavras OMAR TA SATT. Chega um cortejo de Anjos entre vocês. Chegam para senti-los, para trazer-lhes o Elexir do Amor, para tocá-los e para cantar os Tons mais altos da Veracidade. Sinta entrando o mais profundamente possível em tua Alma, para especialmente tocar a ti mesmo.

Termina um ano para vocês. Kryon afirma: Foi um ano de rompimentos, um ano de lutas no exterior, assim como também no Interior. Muitos de vocês experimentaram turbulências energéticas. Deixe que Kryon transmita as palavras energéticas. Tens vivido tudo desde o Princípio dos Tempos, depois que decidiste viajar na Dualidade.Tens sido corajoso,és uma Luz Amorosa.Tens vivenciado tudo,entraste em um corpo pesado,tens tido muitas encarnações e tens lutado muito para a Luz.

Passaste pelo vale da obscuridade para iluminá-lo com tua Luz.Tens vivido,tens amado,tens sofrido,em tantas facetas.E agora estás sentado aqui nesta cadeira,nesta encarnação, nesteTempo.

E agora me dirijo a tua Luz Divina. Não me dirijo a tua Mente. Toco tua Luz Divina na profundidade, mais profunda, em um plano onde te elevas e te expandes. De que tens medo se já vivenciaste tudo?Não é a Luz o que te amedronta, mas a Dualidade e os limites que tens, porque tu mesmo te pões limites, tu mesmo te limitas, porque tua mente tenta convencer-te de algo. Chegou o tempo de eliminar estes limites, começa um novo dia e irás viver novas manhãs, cheias de Luz, Magia, Milagres, sem preocupações, nem medos- viver tua vida como Trabalhador de Luz, da forma que seja correto para ti.

Nada te obstaculizará na Veracidade e isto é o que conta, porque estas são as palavras da Verdade. Tua alma sente que estas são as palavras corretas. Por isto te pergunto: Estás disposto, agora e aqui neste momento a desfazer-te destes limites que te impedem de viver tua vida como uma Semente Divina? Queres viver uma vida cheia de magia, milagres, belezas, alegria, saúde, abundancia e amor humano? Queres sair das preocupações da Dualidade e liberar-te dos medos? Se quiseres fazer isto, então agora tens a possibilidade de fazê-lo definitivamente.

Kryon te pede: Entra na Intenção mais profunda, em tua alma e busca tua semente divina.

Por um lado sabe quem és, sentes o que significa tornar-se consciente e reconhecer-se, por outro lado existem as dúvidas e a Dualidade.

Respira a luz do amor dentro de ti. Escuta as palavras de Kryon: Terminou a energia da luta. Depois de teres vivido tudo em outras encarnações, de que tens medo agora? Tu alma te sussurra a verdade com todos teus aspectos. Libera-te de teus limites que tu mesmo te tens imposto. Se deixares de lutar no exterior, também diminui a luta interna. Porque neste momento sentirás como um Anjo te cobre com sua suavidade e ternura, na energia da Graça e na realização de teu Ser.Teus aspectos começam a arder e tua alma pode desenvolver-se na energia da graça e na realização do teu Ser.Vive o que És. E se estás preparado te ajudaremos com as altas luzes da Veracidade a eliminar todos teus limites e te presentearemos com tua liberdade. Começa nos ajudando, colocando tuas mãos sobre tuas pernas com as palmas para cima.

[Toca uma forte música) http://www.youtube.com/watch?v=FNu4H6

Deixa ir o velho e permite a entrada do novo. Permite-te senti a energia da Paz, da Alegria e da Magia. Começa o dia com a sabedoria que a Luz Divina dentro de ti pode mover montanhas. Oh, creia-me, este ano foi muito turbulento para muitos Seres Humanos, isto leva à felicidade porque em algum momento se elevará a Terra. Porém isto será só o início, começarão as agitações das energias em todos os sentidos.

É muito importante controlar seus pensamentos e as emoções, olhar para a Luz Divina e escutar o que diz a alma. Libera-te do medo e das preocupações. Dirigi-te para a Luz, a despreocupação, a satisfação e o poder de Deus. Não continues tendo limites. Reconhece que és o eleito. Reconhece o tão especial que és. Reconhece a Luz que se fusiona com tudo o que em algum momento foste. Todas as energias se unificam e se convertem em uma Totalidade.

És o que És. E isto libera uma força que é ilimitada se te permitires. Passaram os tempos de estar passivo, começam novos tempos de atividade e de intenção que queima em tua alma. Reconhecerás que as manhãs te despertarão com sorrisos.

Respira neste momento a energia dos Anjos dentro de ti. Os fatos mostrarão tudo o que esperas. Passou o tempo da espera, é tempo de atuar. Teus aspectos se unificam e tu irradias a Luz para os Seres Humanos. Reconhece que és grandioso e forte, reconhece tua Missão na Terra. Desperta!

E para finalizar o ano te pedimos que abras todos os teus canais

( chakras) e que celebres com Lady Gaia para enviares as energias que ela necessita.

Entra na profundidade de tua intenção e une-te com o consciente de Lady Gaia sentindo que És um com tudo o que És. Cheio de força e energia te diriges para Lady Gaia.Porque tu és uma parte de Lady Gaia. Lady Gaia sente os tempos difíceis. És um portador de energias oferecendo-te como canal. Juntos vamos enviar uma vez mais as energias com todos os tons da Veracidade através de ti para Lady Gaia.

[Toca una música.]

Deste modo fizestes algo muito importante para Lady Gaia como Trabalhador da Luz que És.Tempos difíceis são esperados para muitos Seres Humanos Se produzirão explosões energéticas ,o dinheiro perderá muito seu valor,as nações se dividirão,povos entrarão em luta. As altas autoridades tentarão meter medo nos Seres Humanos na Dualidade para que os Seres Humanos se mantenham pequenos. Produzir-se-ão processos energéticos que ninguém entenderá. Por isso é tão importante que te mantenhas em tua força. Porque se compreendes que levas o poder dentro de tua semente Divina podes conseguir tudo, então também podes dar tudo. Se podes aceitar todos os presentes, também podes seguir doando-os. Cada um de vocês é muito importante nestes tempos.

Volta a ouvir as palavras de Kryon: tua semente divina, tua alma, se dirige a ti. Escuta as palavras da alma, os sons. Afasta tua mente. Entra em ação. Não tenhas medo. Tu és forte e corajoso. Não deixes que a dualidade te tire isto.

Experimenta como se forma para ti a Veracidade na Terra. Não permitas sentir-se deprimido. Reconhece tua divindade, tua força e poder. Naturalmente sabemos que há muitos momentos difíceis para os Seres Humanos, tem os sintomas do corpo de Luz que te atrapalham. Porém não ajuda queixar-se ou chorar. Reconhece teu Poder e o que és.Porque já estivestes na Lemúria ancorando tua Luz.Em cada uma de tuas encarnações tens sido preparado para estes momentos.E creia-me,nem todas as preparações foram fáceis para ti.Tantas experiências,tantas energias que reunistes para estar presente aqui agora,com tua Luz Divina na Terra. Os Seres Humanos tentarão tirar-te de teu caminho, porém a Luz de Cristo está dentro de ti e se expande e responde com energia de Salvação.

É um tempo de reconhecimentos, um tempo de milagres, porém acima de tudo um tempo de magia. Recorda quando despertas pela manhã de convidar a Veracidade para que se expanda em tua alma e começa o dia com um sorriso, com a certeza de que a força que traz dentro de ti permitirá os milagres.

Agora pronunciaremos juntos as palavras sagradas:

Eheyh Asher Eheyh, Eheyh Asher Eheyh, Eheyh Asher Eheyh, So’Ham. ( Eu Sou O Que Sou,Eu Sou O Que Sou,Eu Sou o Que Sou, Sou Deus)

Dentro de pouco tempo se abrirão os Portais Dimensionais de Lentos. Isto significa que chegará um próximo avanço energético. Tudo se Unifica na Energia. Dê as Boas vindas. És amado incomensurávelmente.

AN’ANASHA. (agradecimentos)


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Copyright by Sabine Wenig
Ludwigsplatz 6a
D-83022 Rosenheim
Alemania
Fonte : www.escuelakryon.org

A ESCOLA DO NOVO TEMPO
Tradução: Lúcia Maria Shantorin Lima La Rosa - lmariarosa@uol.com.br
http://www.luzdegaia.org/

Mantra - (Composição: Nando Reis / Arnaldo Antunes)



Quando não tiver mais nada
Nem chão, nem escada
Escudo ou espada
O seu coração
Acordará!...

Quando estiver com tudo
Lã, cetim, veludo
Espada e escudo
Sua consciência
Adormecerá!...

E acordará no mesmo lugar
Do ar até o arterial
No mesmo lar
No mesmo quintal
Da alma ao corpo material...

Hare Krishna Hare Krishna
Krishna Krishna
Hare Hare
Hare Rama
Hare Rama
Rama Rama
Hare Hare

Quando não se têm mais nada
Não se perde nada
Escudo ou espada
Pode ser o que se for
Livre do temor...

Hare Krishna Hare Krishna
Krishna Krishna
Hare Hare
Hare Rama
Hare Rama
Rama Rama
Hare Hare

Quando se acabou com tudo
Espada e escudo
Forma e conteúdo
Já então agora dá
Para dar amor...

Amor dará e receberá
Do ar, pulmão
Da lágrima, sal
Amor dará e receberá
Da luz, visão
Do tempo espiral...

Amor dará e receberá
Do braço, mão
Da boca, vogal
Amor dará e receberá
Da morte
O seu dia natal...

Adeus dor!

Hare Krishna Hare Krishna
Krishna Krishna
Hare Hare
Hare Rama
Hare Rama
Rama Rama
Hare Hare

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Fazer Renascer o Natal - (Texto de Frei Beto)

"O melhor da festa é esperar por ela, diz o provérbio. O melhor do Natal é ter passado por ele, sentem muito sem dizer. É insuportável a fissura, a loucura e o desequilíbrio desencadeados pelas festas de fim de ano. O consumo e compras compulsórias de produtos, o apetite compulsivo de comilanças, a máscara da alegria estampada no rosto para encobrir o bolso furado, a corrida aos espaços de lazer, as estradas engarrafadas com mortes no trânsito e pedágios caríssimos, as filas intermináveis nos supermercados, os sinos de papel envoltos nas fitas vermelhas dos shoppings centers, aquela mesma musiquinha marota, tudo satura o espírito.
Seria este anticlima um castigo divino à nossa reverência à figura de Papai Noel?
Natal é pouco verso e muito reverso. Em pleno trópico e no verão, nossa imitação enfeita de neve de algodão a árvore de luzinhas intermitentes. O estômago devora castanhas, nozes, avelãs e amêndoas, quando a saúde pede saladas, legumes e principalmente jejuns e purificações.
Já que o espírito arde de sede daquela Água Viva do poço de Jacó (João 4), afoga-se o corpo em álcool e gorduras buscando, em vão, alimentar o vazio existencial. A gula de Deus busca, em vão, saciar-se no ato de se empanturrar na mesa.
Talvez seja no Natal que nossas carências fiquem mais expostas. Damos presentes sem nos dar, sem cuidarmos de nós, recebemos sem acolher, brindamos sem perdoar, abraçamos sem afeto, damos a mercadoria um valor que nem sempre reconhecemos nas pessoas. No íntimo, os verdadeiros buscadores, estão inclinados à simplicidade da manjedoura. O mal estar decorre do fato de nos sentirmos mais próximos dos salões de Herodes, de nossas ilusões, medo e de sonhos que desistimos
No Brasil, este Natal é de Reis “magros”. A nação, condenada a sustentar todo tipo de parasitas, corruptos, governantes e economistas que sacrificam o povo, dá as costas às alegrias do presépio para trilhar, com recessão, salários diminutos e tributos aumentados; instituições incompetentes e falidas que cuidam de legislar a seu favor, o caminho do Calvário.
Sem que fôssemos consultados, o Brasil foi vendido ao capital da pirataria especulativa, que saqueia nossas bolsas, quebra nossas pequenas e médias empresas, leiloa nosso patrimônio público, dilapida nosso sistema de ensino e gangrena o da saúde, segurança e "justiça". E ainda nos insistem em nos convencer de que esta é a melhor rota para o futuro e que devemos votar naqueles que seqüestram nossos anseios de felicidade.
Mudemos nós o Natal. Abaixo o Papai Noel, viva o Menino Jesus! Em vez de presentes, presença – junto à família, aos que sofrem, aos enfermos, aos soropositivos, às famílias das vitimas de crimes, às crianças de rua, aos dependentes de drogas, aos deficientes físicos e mentais, aos excluídos.
Façamos da ceia, cesta a quem padece de fome e do abraço laço de solidariedade a quem clama por justiça. Instalemos o presépio no próprio coração e deixemos germinar Áquele que se fez pão e vinho para que todos tivessem vida com a fartura e a alegria.
Abandonemos a um canto, a árvore morta coberta de lanjetouras e plantemos no fundo da alma uma oração que sacie nossa fome de transcendência.
Deixemo-nos, como Maria, engravidar pelo espírito de Deus. Então, algo de misteriosamente novo haverá de nascer em nossas vidas."

sábado, 12 de dezembro de 2009

Estamos com fome de amor... - (Arnaldo Jabour)

"O que temos visto por ai ???

Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micro e transparentes.

Com suas danças e poses em closes ginecológicos, cada vez mais siliconadas, corpos esculpidos por cirurgias plásticas, como se fossem ao supermercado e pedissem o corte como se quer... mas???

Chegam sozinhas e saem sozinhas.....

Empresários, advogados, engenheiros, analistas, e outros mais que estudaram, estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e..... sozinhos

Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos "personal dancer", incrível.

E não é só sexo não!

Se fosse, era resolvido fácil, alguém dúvida?

Sexo se encontra nos classificados, nas esquinas, em qualquer lugar, mas apenas sexo!

Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho, sem necessariamente, ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico na cama ... sexo de academia . . .

Fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão "apenas" dormir abraçadinhos, sem se preocuparem com as posições cabalísticas...

Sabe essas coisas simples, que perdemos nessa marcha de uma evolução cega?

Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção...

Tornamo-nos máquinas, e agora estamos desesperados por não saber como voltar a "sentir", só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós...

Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada nos sites de relacionamentos "ORKUT", "PAR-PERFEITO" e tantos outros, veja o número de comunidades como: "Quero um amor pra vida toda!", "Eu sou pra casar!" até a desesperançada "Nasci pra viver sozinho!"

Unindo milhares, ou melhor, milhões de solitários, em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis. Se olharmos as fotos de antigamente, pode ter certeza de que não são as mesmas pessoas, mulheres lindas se plastificando, se mutilando em nome da tal "beleza"...

Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento, e percebemos a cada dia mulheres e homens com cara de bonecas, sem rugas, sorriso preso e cada vez mais sozinhos...

Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário...

Pra chegar a escrever essas bobagens? (mais que verdadeiras) É preciso ter a coragem de encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa...
Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia isso é julgado como feio, démodê, brega, famílias preconceituosas...

Alô gente!!! Felicidade, amor, todas essas emoções fazem-nos parecer ridículos, abobalhados...

Mas e daí? Seja ridículo, mas seja feliz e não seja frustrado...
"Pague mico", saia gritando e falando o que sente, demonstre amor...

Você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta mais...

Perceba aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, ou talvez a pessoa que nada tem a ver com o que imaginou mas que pode ser a mulher da sua vida...
E, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso a dois...

Quem disse que ser adulto é ser ranzinza?

Um ditado tibetano diz: "Se um problema é grande demais, não pense nele... E, se é pequeno demais, pra quê pensar nele?"

Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo, assistir desenho animado, rir de bobagens ou ser um profissional de sucesso, que adora rir de si mesmo por ser estabanado...

O que realmente não dá é para continuarmos achando que viver é out... ou in...

Que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo, que temos que querer a nossa mulher 24 horas maquiada, e que ela tenha que ter o corpo das frutas tão em moda na TV, e também na playboy e nos banheiros. Eu duvido que nós homens queiramos uma mulher assim para viver ao nosso lado, para ser a mãe dos nossos filhos. Gostamos sim de olhar, e imaginar a gostosa, mas é só isso, as mulheres inteligentes entendem e compreendem isso.

Queira do seu lado a mulher inteligente: "Vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois, ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida"...

Por que ter medo de dizer isso, por que ter medo de dizer: "amo você", "fica comigo"?


Então, não se importe com a opinião dos outros!"

A verdade sobre o puja - (Pedro Kupfer)


Você sabe o que significa é o pújá? Alguns praticantes acreditam que o pújá seja uma espécie de transferência de energia, uma saudação esquisita onde quem 'dá' o pújá perde alguma coisa, e quem o 'recebe', ganha energia e longevidade, força e mais alguma coisa nebulosa, arrancada à força do doador.

A palavra sânscrita pújá significa literalmente adoração. Na Índia, a palavra pújá é usada para descrever as diferentes formas de adoração aos deuses, seja no templo, seja em casa.

Um pújá é um ato de reverência do devoto em relação a uma determinada representação de Deus, indicado pela presença de um símbolo (uma escultura, uma imagem, uma fogueira sagrada, etc.).

Entre os procedimentos do pújá estão a invocação inicial ao Ishta devattá, a deidade eleita, chamada áváhana, o convite para sentar, a lavagem dos pés e atos de adoração mediante o oferecimento de flores, incenso, luz e alimento.

O pújá é precedido pelo sankalpa, a resolução interior de levá-lo a cabo. Na continuação se faz o múla mantra, o mantra invocatório, e se dá o nome da deidade à qual o ritual é dirigido. Depois se oferecem os elementos rituais e se fazem os mantras propiciatórios. O ritual conclui com o visarjana, o convite para que a deidade se recolha.

Conforme o tipo de pújá, se usam tradicionalmente grupos de vinte e um, dezesseis, dez ou cinco elementos rituais, chamados upachára. Dentre eles, os cinco elementos que constituem a matéria (pañchatattwa), aparecem simbolizados por oferendas de flores (pushpa), incenso (dhúpa), luz (dípa), alimentos (naivedya) e sândalo (chandana), significando éter, ar, fogo, água e terra respectivamente.

Esses procedimentos formais prescritos para o pújá buscam venerar uma das representações de Deus, na forma de um hóspede que se recebe dentro de casa. Estes atos são feitos em estado de meditação e vão acompanhados pela recitação de certos mantras e textos escriturais que variam conforme a tradição do pújári (aquele que faz o pújá).

O ritual do pújá conclui com a distribuição de prasáda, alimento que foi oferecido à deidade. A aceitação do prasáda é um ato de reconhecimento da deidade como a fonte de toda a felicidade, a realização espiritual, a paz e a prosperidade de que desfrutamos.

Outros sinônimos de pújá são vandaná, saparyyá, namasyá, arhaná e bhajan. O pújá do Bhakti Yoga se faz diariamente, dirigido à deidade de culto pessoal, Ishta devattá: Vishnu se a pessoa for vaishnava, Shiva ou Ganesha se for shaiva, Deví no caso de um shakta, etc. É um tipo de prática chamada kámya, que se faz para realizar algum objetivo.

A quem pertence a Terra? - (Leonardo Boff)


No Brasil se discute muito a questão da internacionalização da Amazônia ou a quem pertence essa rica porção do planeta Terra. Sem querer entrar nesta discussão que um dia retomarei, percebo que ela remete a outra ainda mais fundamental: a quem pertence a Terra?

Muitas são as respostas possíveis, algumas verdadeiras, outras insuficientes ou até falsas. Com certa naturalidade poderíamos responder: a Terra pertence aos humanos. Apelamos até à palavra das Escrituras que nos dizem: ”entrego-vos tudo...propagai-vos pela Terra e dominai-a”(Gn 9,3.7). Estranhamente, os humanos irromperam no cenário da evolução quando a Terra estava em 99,98% pronta. Eles não assistiram ao seu nascimento nem ela precisou deles para organizar sua complexidade e biodiversidade. Como pode lhes pertencer? Só a ignorância unida à arrogância os faz pretender a posse da Terra.

Poderíamos ainda responder: a Terra pertence aos seres mais numerosos que a habitam. Então ela pertenceria aos microorganismos - bactérias, fungos, vírus - pois constituem 95% de todos os seres vivos. Segundo o conceituado biólogo E. Wilson um grama de terra contem cerca de 10 bilhões de bactérias de 6 mil espécies diferentes. Imaginemos os quintilhões de quintilhões de micro-organismos que habitam a totalidade dos solos terrestres. Todos estes têm mais direito de posse da Terra do que nós, seja por sua ancestralidade, seja pelo número seja pela função de garantir a vitalidade do planeta.

Ou ela pertence à totalidade dos ecossistemas que servem à comunidade de vida, regulando os climas e a composição físico-química do planeta. Esta resposta é boa mas insuficiente porque esquece as relações que a Terra entretém com as energias e os elementos do universo.

Assim, a Terra pertence ao sistema solar que, por sua vez, pertence à nossa galáxia, a Via Láctea que, por fim, pertence ao cosmos. Ela é um momento de um processo evolucionário de 13,7 bilhões de anos.

Mas esta resposta não nos satisfaz pois ela remete a uma pergunta ulterior: e o cosmos a quem pertence? Pertence àquela Energia de fundo, ao Vácuo Quântico, ao Abismo alimentador de todos os seres, à Fonte originária de tudo. Esta é a resposta que os astrofísicos e cosmólogos costumam dar. E é correta. Mas não é ainda a última.

Cabe uma derradeira pergunta: a quem pertence a Energia de fundo do universo? Alguém poderia simplesmente responder: ela não pertence a ninguém, pois pertence a si mesma. Esta resposta é simplesmente uma não-resposta porque nos coloca diante de um muro. Ela nos remete à teologia, a Deus.

Mudando de registro e caindo na nossa realidade cotidiana e brutal dos negócios: a quem pertence a Terra? Ela, na verdade, pertence aos que detém poder, aos que controlam os mercados, aos que vendem e compram seu chão, seus bens e serviços, água, genes, sementes, órgãos humanos, pessoas feitas também mercadorias. Estes pretendem ser os donos da Terra e dispõem dela como bem entendem.

Mas são donos ridículos pois esquecem que não são donos deles mesmos, nem de sua origem nem de sua morte.

A quem pertence à Terra? Fico com a resposta mais sensata e satisfatória das religiões, bem representadas pela judaico-cristã. Nesta Deus diz: “Minha é a Terra e tudo o que ela contem e vocês são meus hóspedes e inquilinos”(Lv 25,23). Só Deus é senhor da Terra e não passou escritura de posse a ninguém. Nós somos hóspedes temporários e simples cuidadores com a missão de torná-la o que um dia foi: o Jardim do Éden.



Fonte: www.leonardoboff.com
Leonardo Boff é autor de Opção Terra. A solução da Terra não cái do céu. Record 2009.

Qual o compromisso da minha religião com a paz? - (Monja Coen)


"Nirvana é Paz.

Todos os seres podem atingir Nirvana.

No Budismo Mahayana o voto principal é de auxiliar todos os outros seres a encontrar Nirvana, antes de pensar em si mesmo.

A tradição Zen Budista Soto Shu tem três prioridades: Paz mundial, Direitos Humanos e a Ecologia. Esses três pilares interagem criando seres responsáveis e atuantes na comunidade.

A Paz não pode ser obtida através de guerras, lutas, vitórias nem derrotas.

A Paz, este estado de Nirvana é a própria prática do Caminho Correto. Somos aquilo que fazemos, falamos e pensamos. Somos paz quando falamos pensamos e fazemos a paz conosco e com tudo que nos cerca, propiciando condições de paz para todos os seres.

O Nirvana, a Paz, faz parte da interdependência da vida. Causas e condições favoráveis e se manifesta. Causas e condições adversas e não se manifesta. Criamos, com nossas vidas, com nossas palavras, gestos, pensamentos causas e condições para a Paz. Dentro e fora de nós.

Quantos mais átomos de paz houver no mundo, mais este mundo como um todo poderá encontrar maneiras de compreensão, compaixão, ajuda, cuidado mutuo e reconciliação. Temos de nos reconciliar com nós mesmos e com Buda, o Ser Iluminado. Temos de nos reconciliar com os outros humanos, com a grande natureza iluminada. Temos de nos reconciliar com a paz. Nunca lutar pela paz. Nem pessoas, nem grupos nem países podem ser considerados inimigos. O ser humano sofre basicamente de três males: ganância, raiva e ignorância. Seus antídotos são a doação, a compaixão e a sabedoria iluminada.
Mais do que a simples tolerância temos de desenvolver a capacidade de ouvir, entender, compreender e querer o bem a todos os seres. Isto inclui as águas, as terras, os céus e todas as formas de vida. Cuidar respeitosamente, inclusivamente, de tudo que inter existe.

Chamamos Buda ao Ser Desperto, aquele que Acordou, o Iluminado.

Há tantos Budas quanto grãos de areia no Ganges, dizia nosso fundador histórico."

Nossa prece é para que todos Budas se tornem Budas, transmitindo a maravilhosa mente de Nirvana, de Paz.

Fonte: www.monjacoen.com.br

sábado, 5 de dezembro de 2009

Livre - (Bruna Caram)

"Tá tudo bem…

Bem mais suave

Bem à toa.

Gosto dele nessa calma

- Nesse vôo -

Que eu nem sei se vai vingar

Se vai prender

Ou escapar

Se vai crescer

Ou vai cansar…



Eu gosto dele assim,

De um jeito que eu não sei se vai fugir

Ou vai ficar.

Se é doer

Ou é sarar.

Eu gosto dele e nele eu posso até passar…



Eu gosto dele sem moldura

Sem dispor, sem partitura,

Sem lugar, sem peso, nem peça, nem par.



Eu gosto dele e nele eu posso passear…






E há quem aposte

E até quem goste

De dizer, pra prevenir,

que eu posso vir a precisar

Desse querer que eu nunca quis fazer fincar.



Mas meu querer é meu querer

E faz melhor:

E só trazer sem exigir

Sem vir correndo se exibir

Nem vir correndo se amarrar.



É sem palpite, sem convite, sem revide, sem qualquer rigor de altar:

É claro, é puro, é sempre à toa,

É brilho que não quer pegar.

É reluzir

Sem relutar.



Eu gosto dele

Mesmo se ninguém olhar

Num gesto livre, a me levar

De um jeito leve, decidido, que não deve,

Que nem sabe pra que serve,

Nem se atreve a se gastar…"

Amado Mooji

Realidade ilusória? - (Fonte: Prana Yoga Journal)

O elefante irreal!

Uma vez, um yogi vivia numa densa floresta com seus discípulos. Ele ensinava o desapego e repetia incessantemente para os estudantes que o mundo manifestado é pura ilusão, que a natureza é uma miragem e que somente o Ser tem existência real. Um dia, um elefante furioso e faminto atacou a ermida onde eles moravam. Todos os praticantes, junto com o professor, se refugiaram no alto de uma grande árvore enquanto o elefante se refestelava no estoque de arroz deles.



Quando o animal foi embora, um estudante bastante perspicaz perguntou ao mestre: “Sempre aprendemos de você que o mundo é ilusório e que não tem existência real, mas não pude deixar de observar que, quando fomos atacados pelo elefante, você se refugiou junto conosco no alto da árvore. Se de fato o mundo é ilusório, não bastava ter ficado quieto no lugar enquanto a ilusão do elefante passava?” O mestre, sem perder a pose, respondeu: “Olha, nós sabemos que o mundo é uma ilusão, mas o elefante não sabe. Por isso, tive que fugir junto com vocês”.

Ouvi esta piada do meu mestre, Swami Dayananda quem, aula sim, aula não, nos lembra: we are reality people. “Somos gente da realidade”. Ele sempre nos convida para mantermos os olhos bem abertos, para não misturar as coisas e não perder o pé da realidade. Lembremos que o Yoga é mais sobre compreender a realidade e manter os pés firmes no chão, do que sobre ficar equilibrando-se nas mãos ou na cabeça.



O mundo é uma miragem?

A palavra maya se traduz freqüentemente como “ilusão”. Porém, é um erro traduzirmos maya dessa maneira. Esta palavra nunca foi utilizada nesse sentido pelo grande mestre Adi Shankaracharya, e nunca apareceu dessa forma nas escrituras. Os intérpretes do Neovedanta trouxeram esse novo significado que, infelizmente, confunde até hoje muitos praticantes. Supor que maya, que é o próprio universo manifestado, possa ser uma ilusão, nos leva a olhar para a vida e todas suas manifestações como algo irreal, o que é uma tremenda equivocação.

Quando alguém me diz que o mundo é ilusório, convido a pessoa para atravessar as paredes de um salto, para me demonstrar que isso é verdade. Até agora, não encontrei ninguém que pudesse demonstrar que o mundo não tem consistência. Qualquer tentativa nos leva de volta para a piada do elefante faminto: o mundo é ilusório, mas as pessoas não sabem; o mundo é irreal, mas tem alguns teimosos que afirmam que ele é real.



Significados de maya.

Indo ao dicionário sânscrito, veremos que, em primeiro lugar, maya significa “sabedoria”, “poder extraordinário”. Num segundo nível de significado, é também “truque de mágica”, “feitiçaria”, “fantasma”, e designa, ainda, algo falso ou irreal. Num outro nível ainda, a palavra maya aponta para as manifestações da Deusa.

Misturar níveis de significados ou descontextualizar um significado específico, levando-o para outro contexto, só pode resultar em errar o alvo. Por exemplo, se formos traduzir a palavra Yoga como “união”, e sutra como “barbante”, o nome Yoga Sutra poderia ser traduzido como “barbante da união”. Ninguém pode negar que essa tradução seja correta. No entanto, se formos nos referir à obra do sábio Patañjali, o certo seria traduzirmos o nome Yoga Sutra como “Aforismos do Yoga”. Ora, bem sabemos da importância que tem no estudo o uso correto da palavra. Como a palavra é usada para revelar conhecimento, a maneira de manejá-la exclui esse tipo de extravagância cirúrgica, que pode resultar num verdadeiro Frankenstein filosófico.

Podemos usar três diferentes categorias para classificar aquilo que percebemos na realidade: 1) real, 2) falso, e 3) inexistente. Basicamente tudo aquilo que fazemos na vida está pautado pela compreensão da diferença entre o que é verdadeiro, o que é falso, e o que é inexistente. Desde o ponto de vista de cada um, existem coisas que são mais importantes e outras menos. Damos obviamente prioridade àquilo que consideramos essencial. No entanto, pode haver uma confusão entre o que é e o que não é importante. Maya não é verdadeiro, nem falso, nem inexistente, como veremos a seguir.



Ouro e ornamento: satyam e maya.

Vamos aqui considerar a questão forma-essência refletindo sobre o exemplo clássico do metal e os ornamentos feitos com ele. Uma pulseira de ouro é essencialmente igual a um colar ou a um anel de ouro, no sentido que todos os ornamentos são somente ouro, sob formas distintas. Aquilo que chamamos pulseira, colar ou anel, é maya, o relativo, aquilo que muda. O ouro é a essência imutável, da qual os ornamentos estão feitos. Chamemos essa essência imutável de satyam, que significa verdadeiro, real.




Objetivamente falando, não existem pulseiras, colares ou anéis, mas somente ouro. Da mesma maneira, ensina Swami Dayananda, é com a realidade. Maya não é uma ilusão ou algo irreal: tem existência objetiva. No entanto, a existência de maya depende da presença do Ser. Desta forma, tudo o que existe é o Ser, assim como todos os ornamentos são, essencialmente, ouro. Não podemos afirmar que os ornamentos sejam ilusórios ou inexistentes. Mas, se precisarmos vender as jóias, o comprador irá nos pagar somente pelo peso do ouro, independentemente da forma que esse ouro tenha.

Portanto, o ouro é a verdade, e a jóia é o relativo. O que é o real, então? O ouro. O peso de uma pulseira não pode ser separado do peso do ouro com o qual ela está feita. A realidade da pulseira é ser ouro. A textura da pulseira é a textura do ouro. A pulseira não está no ouro. A pulseira é ouro.



O Ser está em todas as formas. O Ser transcende todas as formas.

Porém, precipitadamente, concluímos que, se a pulseira é ouro, o ouro também será pulseira. Esse é justamente o problema. E é aí que o conhecimento adequado do Ser pode indicar o sentido das coisas. Ouro é ouro. Compreendendo a natureza do ouro, constatamos que as eventuais formas que ele possa assumir não fazem parte dessa natureza. Por isso, somos capazes de reconhecer o ouro, independentemente da forma que este assuma. O ouro transcende as formas. Compreendendo que o ouro transcende todas as formas, somos capazes de reconhecê-lo sob qualquer forma.

Similarmente, se quisermos nos livrar de algum problema vinculado com as formas, é questão de lembrar que somos essência. Isso resolve todos os problemas existenciais, emocionais e outros. Há inúmeras formas, mas um único Ser. Não podemos afirmar que as diversas formas da criação não existam. Entretanto, tampouco podemos dizer que elas sejam verdadeiras (satyam), já que elas dependem da presença do Ser para existir. A realidade do ornamento é que ele não é satyam. Satyam é o ouro, e somente ele. O ornamento não é nem verdadeiro, nem falso, nem não-existente. O que é o ornamento? A resposta: maya.

Quando dizemos pulseira de ouro, a palavra ouro torna-se um adjetivo da pulseira. Um adjetivo que o diferencia das demais pulseiras. Assim surge a dualidade. Existem diferentes pulseiras. O ouro é satyam, é a realidade. A pulseira depende da existência do ouro. A palavra, assim, revela a nossa compreensão da realidade. A pulseira não é satyam; é maya. Para mantermos a clareza, precisamos lembrar que satyam jamais deveria tornar-se um adjetivo. A palavra satyam cobre aquilo que é; a palavra maya, aquilo com o que lidamos no mundo das formas. Maya é aquilo que possui uma forma, que exerce uma função na criação, que é útil.



Somente precisamos descartar os nossos erros.

Então, este Ser, este satyam, dá origem às miríades de objetos, da mesma forma que do ouro surgem todos os ornamentos. De uma tonelada de ouro, derivam os diferentes ornamentos. Depois desses ornamentos serem confecionados, quanto ouro existe? A mesma tonelada. A tonelada de ouro foi reduzida a um milhão de jóias. Antes, havia uma tonelada. Agora, há uma tonelada. Isso nos remete ao belo mantra Purnamadah, que diz: “tirando-se a Plenitude da Plenitude, somente a Plenitude permanece”.

Reconheçamos a verdade: somos ouro, não ornamentos. O significado das diversas palavras é maya, pois todas elas dependem da Consciência. Não obstante, o significado da palavra Consciência (desde que não seja usada como adjetivo), é somente satyam.

Felizmente, esta Consciência é auto-revelada. Esse é o significado da palavra você na afirmação védica tat tvam’asi: “você é Isso [a Consciência]”. O ponto em que a palavra você se resolve, é em Você mesmo: Você é Ilimitado. Não estamos descartando nem negando mais nada, além das nossas próprias confusões. Não estamos negando os objetos. Somente os erros. Não precisamos, portanto, negar as coisas do mundo. Não precisamos negar aquilo que é relativo para compreender o verdadeiro. Não precisamos negar maya para compreender satyam. Namaste!



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Publicado originalmente na revista Prana Yoga Journal: www.eyoga.com.br
: www.eyoga.com.br

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Vivendo Felizes Para Sempre - (Abraham Hicks)

Fique feliz! - (Abraham Hicks)

Da argila ao pote - (Tereza Freire)


"Sofremos da síndrome do potinho. Se, ao invés de humanos, nascêssemos como potes de argila dotados de mente, pensaríamos mais ou menos assim: "sou um ínfimo potinho, vulnerável, esquecido numa prateleira qualquer da cozinha, muito inferior aos outros potes que existem na casa".

O que não sabemos é que os demais potes, por maiores e enfeitados que sejam, também se sentem muitas vezes inferiores a outros potes. Também se acham mofados e esquecidos no porão daquela casa onde os donos vivem viajando.

Pensamos que somos um pobre potinho e queremos ser o outro, maior, mais decorado e atraente. Queremos ter a forma do outro, a função do outro, o design do outro. Morremos de medo de cair da prateleira e quebrar. Ou pior, de sermos esquecidos ou jogados fora...

Vivemos com medo porque não sabemos que antes de sermos pote, somos argila. Apenas estamos, transitoriamente, na forma de pote. Como potes, nos sentimos limitados. Mas, se quebrarmos, continuaremos a ser argila. Portanto, não há nada a temer.

O pote está para a argila assim como o corpomente está para o Ser. Por conta da ignorância existencial, confundimos o corpomente, com todas as suas limitações e dificuldades, com o Ser que somos, e acabamos por atribuir ao Ser, que é intrinsecamente ilimtado e pleno, as limitações inerentes ao corpomente.

E não devemos querer ser mais do que argila porque a argila é perfeita em si mesma. Ela é o Todo! Nós já somos as pessoas que queremos ser, perfeitas dentro das nossas imperfeições. Porque o nascimento em si já é um big bang. Já é uma forma perfeita nesta ordem chamada Universo.

Cada dia de nossa vida é um milagre. Cada pensamento, cada palavra, cada gesto, faz parte desta ordem. Faz parte deste Ser. Nosso dharma é agir, disto não podemos fugir. Nosso svadharma é compreender aquilo que é correto fazer na vida, a cada momento.

Mas que seja por escolha e nunca por falta de opção, porque somos importantes demais para vivermos de forma mecânica e sem sentido. É preciso achar o sentido das coisas. Mesmo daquelas que, aparentemente, sejam simples e sem importância.

Não estamos sozinhos nunca porque fazemos parte desta ordem chamada Ishvara. Nascemos por uma complexa combinação de punya e papa, méritos e deméritos. Existe uma razão. Portanto, não precisamos desperdiçar as nossas vidas, ou descartá-las como se elas não tivessem valor.

Elas fazem todo o sentido do mundo. E como somos interligados, como as ondas que fazem parte do mesmo mar, cada gesto importa, e muito. Cada palavra, cada pensamento faz toda a diferença. Tudo o que eu fizer, e ainda o que deixar de fazer, reflete-se na ordem. Portanto, ao invés de lamentar pelo que não temos, devemos nos centrar em apreciar aquilo que temos.

Neste momento, agora, ser feliz agora, sabendo que o que tenho é aquilo que me cabe naquele determinado momento e não precisa ser diferente, já que a ordem é justa e adequada, sempre.

Devemos tirar as amarras, as cordas que fazem com que sejamos como o elefante que pensa que a frágil corda que o segura desde pequeno é capaz de detê-lo quando grande. Ou como a águia que foi criada como galinha e ignorava que seu dharma era voar.

Algo que une os humanos é a procura pela felicidade, pela libertação dos condicionamentos. Por nos livrar desse complexos de potinho, desse sentimento de insignificância, dessa ideia de sermos limitados. De nos livrar de nossas amarras e viver, finalmente, cada dia como uma obra de arte, dando pequenas pinceladas, errando e tentando de novo, descobrindo novos acordes, surfando ondas diferentes, sendo pessoas melhores.

Sendo melhores amigos, pais, filhos, irmãos. Sendo, de fato, um reflexo desta ordem maravilhosa na qual fazemos parte. Somos tão perfeitos como as ondas do mar. Somos completos e plenos como a Natureza. Somos livres como os pássaros e auto-efulgentes como o Sol, que brilha com luz própria. Apenas estávamos esquecidos disso.

Tirando a plenitude da plenitude
Resta apenas plenitude...
Harih Om!"

Jóia-estrela do Leão Azul - (Wagner Borges)



Ele veio num raio de luz e flutuou à minha frente.
Fitou-me com seus olhos brilhantes, e uma onda de serenidade e ternura preencheu todo meu Ser.
Então, ele depositou um pequeno pacote de presente em meu coração.
Eu o agradeci, mas ele me disse, naquela linguagem iniciática do silêncio, de espírito a espírito:

"Todos os presentes vêm de Brahman (1).

Eu só vim entregar o pacote. Agradeça a Ele, que é o Verdadeiro Poder Gerador da Vida".
Envolvido pela ternura dele, eu, homem quarentão nessa vida, velho iogue de outros tempos, novamente tornei-me criança.
Sim, eu virei criança; e ele, um leão, que, com sua sabedoria, serenidade e simplicidade, devorava o meu ego e minhas tolices.
Sob sua ação direta, o meu chacra básico (2) se encheu de luz dourada. Em seguida, um jorro de "luz líquida brilhante" se projetou dele até o centro do meu coração (3). E aí, o pequeno pacote se abriu na luz...
Dentro dele havia uma flor de lótus branca, em botão (4).
Ele riu e me disse: "Abra o presente. Está dentro da flor. Pense em Jesus, Krishna e Babaji. E agradeça a eles, por tudo".
Concentrei-me suavemente na flor e abri suas pétalas. Bem no meio dela havia uma esfera de luz dourada. Por dentro dela, outra esfera, azul opalina. E, no centro dela, uma estrela prânica (5).
Maravilhado, percebi que outras consciências extrafísicas também estavam ligadas no lance, algures, em outros planos, na mesma sintonia de amor.
Eu, a criança, estava recebendo um presente do Alto, pelas mãos do Leão Azul (6).
À minha frente, ele novamente fitou-me, e me disse: "Pense em Ganesha (7). Agradeça, por tudo!"
Então, do centro da estrela prânica emergiu uma pequena jóia (como uma pérola, só que transparente). E eu, velho iogue, espiritualista escolado por vários anos de trabalho e incontáveis experiências parapsíquicas, tornei-me criança de vez, embalado por um Grande Amor.
Do centro da estrela, a pequena jóia se desprendeu e ascendeu por dentro, pela parte superior do meu corpo, até chegar ao meio do alto da cabeça (8).
E ali, no centro das mil pétalas, na borda do samadhi (9), eu, criança do Eterno, percebi miríades de consciências espirituais felizes e despertas, saudando-me na luz.
E, de espírito a espírito, elas me disseram: "Continue falando sobre a imortalidade da consciência e os valores espirituais entre os homens, seus irmãos de jornada.
Seja você mesmo, sem máscaras, simples e criativo, sempre melhorando e aprendendo...
Cumpra sua jornada, com dignidade, simpatia e alegria.
Faça o bem, sem olhar a quem.
Só Deus é que sabe o tempo certo de cada coisa.
Só Ele é que conhece o valor real de cada Ser.
Agradeça a Ele, por tudo!
Ele é o Poder, a Glória e a Sabedoria.
O seu tempo de vida é d'Ele.
Então, entregue os frutos de seu trabalho a Ele.
Ele, o seu Grande Amor, que conhece o seu coração.
Ele, o Senhor de todos os presentes".

No centro da luz, eu vi a pequena jóia se derreter no centro do alto de minha cabeça, e se fundir em mim.
E, agora, um pedacinho do Céu está comigo.
Eu, velho iogue, mais criança do que nunca, nas asas de um Grande Amor, que não se explica, só se sente...

P.S.: Enquanto isso, o Leão Azul continua me dizendo, no centro do coração: "Agradecimento é sabedoria. É graça.

Continue agradecendo, por tudo, sempre..."


1. Brahman - do sânscrito - O Supremo, O Grande Arquiteto Do Universo, Deus, O Amor Maior Que Gera a Vida. Na verdade, O Supremo não é homem ou mulher, mas pura consciência além de toda forma. Por isso, tanto faz chamá-Lo de Pai Celestial ou de Mãe Divina. Ele é Pai-Mãe de todos.

2. Chacra Básico - é o centro de força situado na área da base da coluna. É o responsável pela absorção da energia telúrica e pelo estímulo direto da energia no corpo e na circulação do sangue. Está ligado às glândulas supra-renais e tem relação direta com os fenômenos bioenergéticos e parapsíquicos oriundos da ativação da kundalini. O seu nome em sânscrito é "Muladhara", a base e fundamento do corpo.
Obs.: Chacras - do sânscrito - são os centros de força situados no corpo energético e que têm como função principal a absorção de energia - prana, chi - do meio ambiente para o interior do campo energético e do corpo físico. Além disso, servem de ponte energética entre o corpo espiritual e o corpo físico.
Os principais chacras são sete - que estão conectados com as sete glândulas que compõem o sistema endócrino: coronário, frontal, laríngeo, cardíaco, umbilical, sexual e básico.

3. Chacra Cardíaco - é o centro de força responsável pela energização do sistema cardiorrespiratório. É considerado o canal de movimentação dos sentimentos. Por isso é o chacra mais afetado pelo desequilíbrio emocional. Bem desenvolvido, torna-se um canal de amor para o trabalho de assistência espiritual. Está ligado à glândula timo. O seu nome em sânscrito é "Anahata", o inviolável, o invicto, o som sutil do espírito imperecível.

4. No Oriente, o lótus simboliza a abertura espiritual. Por isso, os chacras são chamados simbolicamente de lótus espirituais.

5. Estrela Prânica: técnica iogue de concentração no olho espiritual. Consiste na visualização de uma estrela energética dentro de um círculo azul, que por sua vez, está situado dentro de outro círculo amarelo dourado. Isso é visualizado no ponto energético entre as sobrancelhas (próximo ao ajna chacra - chacra frontal). Essa técnica foi ensinada por Krishna a Arjuna e também é ensinada pelo sábio espiritual Vyasa.
A estrela prânica também pode ser visualizada em qualquer um dos chacras principais, com destaque para o chacra cardíaco. Eis um trecho de seus escritos inspirados, em que ele revela a estrela prânica no centro do coração: "Digo tudo isso para que compreendais, não só com a mente, mas também no espírito. A mente pesa e mede, mas é o espírito que atinge o coração da vida e abraça o segredo; e a semente do espírito é imortal.O vento pode soprar e, então, aquietar-se, e o mar erguer-se e então acalmar-se, mas o coração da vida é uma esfera quieta e serena, e a estrela que ali brilha está fixada para sempre". (Trecho extraído do inspirado livro "Jesus - O Filho do Homem" - de Khalil Gibran - página 118 - Editora Martin Claret.)
Obs.: Khalil Gibran (1883-1931) - ensaísta filosófico, romancista, poeta e pintor americano de origem libanesa, Gibran - cujo nome completo em árabe era Jubran Khalil Jubran - produziu uma obra literária marcada pelo misticismo oriental, que alcançou popularidade em todo o mundo. Suas obras mais conhecidas são: "O Profeta" e "Jesus - O Filho do Homem".

6. Leão Azul é uma forma carinhosa de chamar Sry Yuketswar, que foi um dos maiores mestres de Kryia-Yoga da Índia.

7. Ganesha - dentro da cosmogonia hinduísta é o deus com cabeça de elefante, o removedor dos obstáculos, filho de Shiva e Parvati.

8. Chacra Coronário - é o centro de força situado no topo da cabeça, por onde entram as energias celestes. É o chacra responsável pela expansão da consciência e pela captação das idéias elevadas. É também chamado de chacra da coroa. Em sânscrito o seu nome é "Sahashara", o lótus das mil pétalas. Está ligado à glândula pineal.
Obs.: A pineal é a glândula mais alta do sistema endócrino, situada bem no centro da cabeça, logo abaixo dos dois hemisférios cerebrais. Essa glândula está ligada ao chacra coronário, que, por sua vez, se abre no topo da cabeça, mas tem a sua raiz energética situada dentro dela. Devido a essa ligação sutil, a pineal - também chamada de "epífise" - é o ponto de ligação das energias superiores no corpo denso e, por extensão, tem muita importância nos fenômenos anímico-mediúnicos, incluindo nisso as projeções da consciência para fora do corpo físico.

9. Samadhi - do sânscrito - expansão da consciência; consciência cósmica.

domingo, 27 de setembro de 2009

Em Paz - (Bruna Caram)

Caminhemos, pois. - (Monja Coen)



"Sem começo nem fim. Além do nascer e do morrer. Eterno transformar. Podemos nós, pequenos seres humanos, direcionar a transformação.

Já há alguns anos caminhamos juntos. Como tem sido agradável encontrar outros tantos companheiros, irmãos e irmãs, parceiros deste caminhar de Cultura de Paz.

Reiteramos nossa parceria, agradecendo os momentos que juntos compartilhamos, as primeiras flores, os primeiros frutos ainda não muito doces, que colhemos na jornada, espalhando sementes ao vento, cuidando do solo, do céu, das águas e do nada.

Um ano termina, outro começa e nós recomeçamos a cada instante nossos votos de servir a humanidade, servir à toda vida com nossa vida.

Que haja Paz, ternura, amizade, compreensão e justiça no nosso caminho da Verdade."

Ensinamentos de Madre Teresa de Calcutá


"A vida é uma oportunidade, aproveite-a...
A vida é beleza, admire-a...
A vida é felicidade, deguste-a...
A vida é um sonho, torne-o realidade...
A vida é um desafio, enfrente-o...
A vida é um dever, cumpra-o...
A vida é um jogo, jogue-o...
A vida é preciosa, cuide dela...
A vida é uma riqueza, conserve-a...
A vida é amor, goze-o...
A vida é um mistério, descubra-o...
A vida é promessa, cumpra-a...
A vida é tristeza, supere-a...
A vida é um hino, cante-o...
A vida é uma luta, aceite-a...
A vida é aventura, arrisque-a...
A vida é alegria, mereça-a...
A vida é vida, defenda-a..."


"Um coração feliz é o resultado inevitável de um coração ardente de amor."


"Ontem foi embora. Amanhã ainda não veio. Temos somente hoje, comecemos."


"Qualquer ato de amor, por menor que seja, é um trabalho pela paz."


"Nunca compreenderemos o quanto um simples sorriso pode fazer."


"Como Jesus, pertencemos ao mundo inteiro, vivendo não para nós mesmos, mas para os outros. A alegria do Senhor é a nossa força".


"Buscando a face de Deus em todas as coisas, em todas as pessoas, em todos os lugares, durante todo o tempo, e vendo a Sua mão em cada acontecimento - isso é contemplação no coração do mundo".


"Amar, ser verdadeiro, deve custar - deve ser árduo - deve esvaziar-nos do ego."


"Famintos de amor, Ele olha por vocês. Sedentos de amabilidade, Ele pede por vocês. Privado de lealdade, Ele espera em vocês. Desabrigados de asilo em seu coração, Ele procura por vocês. Você será esse alguém para Ele ?"


"Os pobres que buscamos podem morar perto ou longe de nós. Podem ser material ou espiritualmente pobres. Podem estas famintos de pão ou de amizade. Podem precisar de roupas ou do senso de riqueza que o amor de Deus representa para eles. Podem precisar do abrigo de uma casa feita de tijolos e cimento ou da confiança de possuírem um lugar em nossos corações."

sábado, 26 de setembro de 2009

Cordel do Fogo Encantado - (videos)

Encantada com a beleza e simplicidade da cultura popular!
Como amante da arte em geral, ofereço o mais puro "olhar do Coração" hoje e sempre!

Ai se sêsse - Poesia de Zé Da Luz, por Cordel do Fogo Encantado



Preta - Cordel do Fogo Encantado



O Amor é Filme - Cordel do Fogo Encantado



Chover - Cordel do Fogo Encantado

Tudo é perfeição - (Fonte: Luz de Gaia)

Portanto, a própria "mudança" financeira é perfeição.

Se quisermos nos tornarmos "seres" verdadeiros.... devemos "ser"...

O dinheiro não é bom e nem mal... ele é simplesmente energia como tudo...Entretanto, por eons ele foi uma energia de troca... a própria troca é um conceito dualista... no mundo "real", não há nenhuma troca necessária para ter o que é desejado... tudo já está lá...

Na verdade... tudo já está aqui para nós AGORA... Entretanto, é necessário que nos desliguemos do mundo material, de modo que possamos novamente nos lembrarmos do mundo real interior... este espaço dentro de nós onde tudo o que é "real", existe agora... o que é necessário para dissolver esta ilusão é nos afastarmos de nossa ligação com ela. Sim... nós devemos liberar dentro de nós a nossa "obsessão" que ter o que pensamos é necessário para "sermos"...

O amor sabe o que é necessário para que todos e cada um de nós percorramos este caminho de volta a nossa fonte...

O amor é a voz que responde quando vocês perguntam...

E se não tivermos algumas moedas de ouro em um dia, é tão perfeito quanto termos muitas no seguinte...

E se este dia em que não parece haver nenhuma moeda de ouro for um dia para vocês estenderem o amor... Um dia para dar um passeio na natureza... Um dia para nos interiorizarmos e abençoarmos toda a criação... Sim, podemos ser gratos por aqueles dias, tanto quanto somos gratos pelos dias em que as moedas aparecem... A sua conduta é a do mestre. Não se trata de aprender como manifestar casas...carros... e todo o resto... sim... vocês podem colocar "lá" a sua atenção e assim manifestarão aquelas coisas... manifestarão naturalmente... vocês são criadores...

Entretanto, nós lhes perguntamos... "O que é que vocês querem verdadeiramente criar?"...O que vocês criarão aqui nesta encarnação?

Bem... a maior parte de nós sabe que é o nosso propósito trazer amor à dualidade... o lar à separação... e estamos fazendo isto "dentro de nós mesmos", pois não há na verdade "outro lugar"...

Não se trata de salvar o outro... não se trata de desistir de todas as suas moedas para alimentar o outro... pois não haveria outro para alimentar se vocês fossem verdadeiramente "alimentados"... pois, "todos são vocês"...

Assim... quando vocês assumem verdadeiramente a responsabilidade pela sua própria criação... então vocês vivem como os mestres... pois, na verdade... vocês estão simplesmente se lembrando que o Mestre é quem vocês sempre foram... Sim... vocês simplesmente se esqueceram...

Esta com quem eu me fundi, me deu a sua "vida"... entregou o seu eu físico, mental e emocional ao amor... Ela viveu muitos dias sem moedas de ouro... e muitos com...

Nestes últimos "anos" em seus termos, ela viveu muitos dias sem... Entretanto, eu lhes digo...

ELA VIVEU...

ELA AMOU...

ELA SE LEMBROU...

Ela sabe que não haverá um dia nesta vida onde ela não tenha o necessário...

Pois vocês entendem... o dinheiro é uma ilusão...

Entretanto a sua divindade... a sua beleza é eterna... vivam através deste espaço...

Novamente... vivam através deste espaço... este espaço de conhecer a sua divindade..

Sim... vivam deste conhecimento...

Tornen-se unos com a fonte de todas as coisas que vive bem no centro de todas as coisas...

Por favor, desliguem-se dos limites e restrições que vocês colocaram em si mesmos erroneamente...

Vocês são ilimitados agora... e, meus queridos, há somente O ETERNO AGORA...

...UM PONTO DA CONSCIÊNCIA... isto é o que vocês são...

Vocês são "um ponto da consciência" no todo de Deus...

E tudo o que Deus é, existe dentro de vocês, no mesmo momento do agora...

Estas mudanças financeiras... pois isto é o que elas são... sim, realmente.

Elas são mudanças... elas não são "crises"... A crise significa que algo pode estar "errado"...

Não meu querido...

Tudo é.... TUDO É.... TUDO É!!!

Simplesmente é...

Portanto, se tudo é Deus, então tudo isto é...

É Deus... é perfeição...

Vocês estão vivenciando esta mudança, de modo que todos "vocês" possam se tornar unos com o que é real novamente...

O que é real é o coração... é o amor... é a alegria... é a felicidade...

Vocês acreditam realmente que ter um mundo com aqueles que têm e aqueles que não têm, é um mundo que reflete a verdade e a beleza do que vocês são?

Naturalmente, não... Assim permitam... permitam queridos...

Permitam que tudo seja como é... fluam com a mudança... abençoem a mudança...

Amem a mudança... pois resisti-la é torná-la real para vocês...

E, na verdade... ela não é...

Entretanto, o resultado final lhes trará aquilo que é "real"...

Todos vocês são uma parte mágica da versão mais grandiosa do seu ser, gerado "neste mundo"...

Simplesmente permitam-na e a abençoem...

Venham mais freqüentemente e recostem em meu peito e me permitam cuidar de vocês...

Permitam-me lembrá-los da luz dourada que os envolve

A cada momento... esta luz dourada é o meu amor

Que os envolve... ele os inspira... ele vive com vocês...

Ele se comunica com vocês.... ele flui de dentro de vocês e toca tudo... "tudo" ao seu redor...

Nós somos uma grandiosa... imensa... eterna "chama"

Uma vez que vocês reacendam esta chama da união... vocês simplesmente assistem a dança perfeita...

Sim... vocês observam a perfeita tapeçaria...

E tudo o que lhes peço é que a abençoem... não resistam a ela... não a julguem... não a temam...

Amem-na... aceitem-na... adaptem-se a ela... sejam unos a ela...

Pois tudo isto É VOCÊS...

EU AGORA REVERENCIO A BELEZA QUE EU VEJO DENTRO DE VOCÊS QUE É O MEU REFLEXO...

NÓS SOMOS UM!

Paz... paz neste dia, querido coração!

Jeshua e Denisa

Harmonizados como um...


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Tradução: Regina Drumond - reginamadrumond@yahoo.com.br
Website: jeshuatheheartoflove.blogspot.com - E-mail:deniseanew@aol.com

http://www.luzdegaia.org/outros/diversos/perfeicao.htm

Pedro Coelho
http://www.luzdegaia.org/

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Dandara - (Simone & Ivan Lins)



"Ela tem nome de mulher guerreira
E se veste de um jeito que só ela
Ela vive entre o aqui e o alheio
As meninas não gostam muito dela
Ela tem um tribal no tornozelo
E na nuca adormece uma serpente
O que faz ela ser quase um segredo
É ser ela assim tão transparente

Ela é livre e ser livre a faz brilhar
Ela é filha da terra, céu e mar
Dandara

Ela faz mechas claras nos cabelos
E caminha na areia pelo raso
Eu procuro saber os seus roteiros
Pra fingir que a encontro por acaso
Ela fala num celular vermelho
Com amigos e com seu namorado
Ela tem perto dela o mundo inteiro
E à volta outro mundo admirado

Ela é livre e ser livre a faz brilhar
Ela é filha da terra, céu e mar
Dandara"


"É livre quem deixou de ser escravo de si mesmo."
(Sêneca)


“Ser livre é possuir a si mesmo!"
(P. Lacordaire)


"Tudo que é realmente grande e inspirador é criado pelo indivíduo que pode trabalhar em liberdade."
(Albert Einstein)

"A liberdade não tem qualquer valor se não inclui a liberdade de errar."
(Mahatma Gandhi)

"Se você ama alguém, deixe-o livre."
(Sting)

Declarações de uma yogini paulista - (Juliana Araújo)


"Um avião cai. Em poucas horas todos sabem dessa notícia. Um acidente. Um terremoto. Comoção geral. Pessoas sofrem, choram e se comovem na TV e on line. A informação circula e voa, assim como o tempo que parece cada vez voar mais rápido. Um som avisa sobre uma mensagem no computador. As palavras chegam cortadas, faltando letras, complicadas de se decifrar, toda codificada: ’R u fine’. Respondo com uma carinha sorridente. Superficial assim.

Tudo para tornar mais ágil o papo. A vida passa rápido, pessoas vêm e vão. A era é a da tecnologia para facilitar a vida. Não se perde mais tempo cozinhando e nem conversando. Tudo é feito para valorizar o tempo – universidades à distância, cursos superiores em menos tempo. Precisa-se falar vários idiomas. Conquistar o mundo, aprender a influenciar as pessoas, motivá-las a produzir mais e consumir mais. Aprender várias maneiras de usar melhor o tempo, o que conseqüentemente, para serem aprendidas, consomem o tempo. Obter o máximo possível de informações sobre os mais diferentes assuntos - www.saibatudoemaisumpouco.com.br.

Estar por dentro, estar antenado, estar ligado e conectado. Conhecer de artes, tecnologia, política, astrologia, religião, espiritualidade te destaca na multidão e o coloca numa situação melhor que os demais.

Toda essa competitividade e urgência me levaram um dia a entrar numa sala de Yoga. E a ansiedade companheira de sempre, foi comigo. E aumentou muito! Aquilo que deveria ser um bálsamo na minha existência fez piorar a minha competitividade e ânsia por ser uma pessoa melhor. Descobri que yogisdormiam, comiam e falavam pouco e eu pensava: fazem o quê com o tempo livre?

Tempo não é dinheiro? Então serviria para trabalhar mais, ganhar mais e depois de muitos anos, viajar e curtir a vida.

Eu descobri que era uma Pitta em desequilíbrio, segundo meu professor, que entendia de ayurvédica e me dava uns chás horrorosos pra tomar. Esse distúrbio de doshas me levou ao desespero para conquistar meu corpo e encaixá-lo nas posturas; ganhar alguns músculos e flexibilidade; passei pela penitência de ficar segundos focando minha atenção num símbolo cheio de formas geométricas; entrei na paranóia de virar uma vegetariana e saber tudo sobre a culinária em alguns minutos, e além de tudo, mudar a alimentação de todos que estavam ao meu redor para facilitar a minha vida; percorri pela vontade absoluta de ter a vida linda e maravilhosa do meu professor que me parecia tão calma, tão serena, tão perfeitamente maravilhosa; e chegar a tudo isso bem rápido. Cheguei à loucura com as comparações.

‘Minha perna não vai tanto quanto aquela da fulana’.

‘Como é que a perna daquele garoto passa por trás do pescoço?’.

‘Professor, o que eu tenho que fazer para chegar a isso?’ (detalhe: mostrando a foto do ásana no livro e apontando freneticamente com o indicador). E o professor explica: ‘tenha compaixão e paciência. O importante não é a conquista do seu corpo, mas a conquista sobre si mesmo! Trabalhe com a não violência e honestidade. ’

Eu observava tudo com rugas na testa e pensava: ‘Hã? Estou num treino para Dalai Lama?’ Anos de prática e eu começava a vivenciar aquilo que me parecia Yoga. Meu ásana saia mais fácil, minha respiração estava fluindo melhor, já permanecia cerca de dois segundos concentrada e meu silêncio era o mais silencioso de sala.

Só que eu sentia que tinha mais além daquelas posições e respirações e queria esse algo mais por trás daquele Om que eu repetia sempre; daquele mantra que tem uma tradução linda, algo relacionado à felicidade e plenitude, mas que já nem me lembrava, porque meu vatta estava sempre me atrapalhando. Então, comecei a investigar a aula porque desconfiei que o professor desse algumas mensagens subliminares ali no meio dos exercícios e já havia ouvido falar sobre este negócio com um amigo da publicidade, parece que algo relacionado a você querer comer pipoca no cinema, enfim, tinha que descobrir o que se passava porque no yoganidra eu aproveitava para cochilar e ele continuava falando, sabe lá o quê. Podia ser perigoso. E o negócio do sankalpa? Fica lá mentalizando uma coisa. Esquisito. Queria compreender e de preferência já! Assim como quando você joga um nome lá no Google, eu queria todo o conhecimento dos Vedas eUpanisads banda larga.

Pedi uma indicação de um livro bom e descobri que Yoga parece, cheira, anda e vive como uma religião. Duvidei e assustei. Sabia! Ele esta querendo importar uma religião! Será que estou virando uma adoradora do cabeça de elefante? E o professor que parece só entender de como respirar e como encaixar o quadril quer conquistar devotos pra uma seita?

Continuo a leitura e percebo que o Yoga está lá caminhando junto com o hinduísmo, mas é diferente. Está mais para uma cultura, uma forma de viver do que uma religião, afinal, não tem nenhum profeta. É umDarshana, um ponto de vista filosófico que se basta pela riqueza, mas pega emprestada de outras escolas tradicionais indianas formas de interpretar o mundo e responder as questões mais profundas da existência humana.

Alívio. Pronto! Uma informação para ser dada sempre que acessar o link da memória-yoga. Assim é mais fácil explicar para os amigos que não praticam porque tantas transformações começaram a ocorrer comigo do lado de fora da sala de aula. Porque, de repente, resolvi não discutir mais por qualquer coisa, fui deixando de lado alguns hábitos que atrapalhavam minha prática matinal e resolvi virar uma “rata” de yoga. Levava a sério o negócio do dharma.

Na fila do banco, aproveitava para ler um livro e não surtava mais quando alguém furava a fila no metrô. Agradecia antes das refeições. Andava exercitando bem mais que meus músculos, talvez um pouco da inteligência a meu favor e encaixava o contentamento, o espírito devocional e a verdade no meu dia-a-dia.

Logo, notei que a exigência e a competitividade que circulava no meu meio, nas amizades e no trabalho, não cabiam nas rodas de kirtans, nem no tapete e mais impressionante, em lugar nenhum. Queria muito e queria mais de tudo aquilo. Percebi que os professores a quem eu seguia e admirava estudavam com dedicação há anos e haviam abandonado o sentimento de urgência em conquistar o mundo e se importavam com conquistas mais nobres. Procuravam a total liberdade e em mostrar a possibilidade dessa felicidade aos demais.

Com o passar do tempo os nomes só se complicavam, assim como as minhas obrigações diárias.Brahmacharya, vairagya, viveka, hrih, japa, tapah, uma seqüencia diária matinal de surya namaskara, uma pitada de nadi sodhana pranayama, kapala bhati para limpar aqui, nauli para limpar ali, um jala neti, um sutra neti porque respirar o ar de Sampa não é fácil e o negócio foi tomando proporções abismais.

De repente, meu dia era composto por rituais que iam desde a limpeza aos cantos devocionais; da preparação da comida até a adoração do sol e da lua. Comecei a achar que estava me tornando uma pessoa um tanto primitiva. Primitiva, porém, em meio a shoppings, ipods, laptops, celulares, pen drives, etc. Sentia-me uma pessoa espiritualizada. Sentia-me mística. Uma mística importada da Índia no turbilhão paulistano.

Chuva forte. Alagamentos por vários pontos. Krishna Das tocando e me pego tamborilando os dedos no volante. Impaciência. Penso: qual será meu Prarabdha karma? O motoqueiro passa e chuta meu retrovisor. Adrenalina nas veias. Himsa! Manifestação única da raiva! Se eu pudesse chutava a bunda daquele miserável!

Caio na gargalhada. Como aquela situação me desestabiliza, rouba toda a paz que eu havia adquirido junto com o conhecimento da localização dos chackras e suas cores, os impronunciáveis nomes de ásanas, a ordem exata dos yamas e niyamas, os cinco vayus, os koshas, ida, pingala, sushumna,etc.

Acordo e abro a janela, respiro fundo o dióxido de carbono e a atmosfera pesada da cidade. Inocentemente imagino fazer uma prática ao ar livre e decido o local: Ibirapuera. Pego o carro e saio bem cedo num domingão de sol. Parece que não sou só eu que tive a ótima idéia. Chego e perco alguns minutos preciosos procurando uma vaga. Depois mais alguns procurando alguma nobre alma que venda o ticket zona azul. Quanta burocracia. E o parque começando a lotar. Praia de paulista. Cheio de verde. Rodeado pelas principais avenidas da cidade, com uma quantidade absurda de carros por todos os lados e aviões cortando o céu que é azul, eu sei, por trás de todo aquele cinza da poluição. Um cenário meio blade runner. Estico meu tapete e ao fazer o primeiro movimento do pescoço, uma bola de futebol acerta minha cabeça. Noto que há sempre uma oportunidade para ser testada a minha paciência. Penso como gostaria de estar numa ilha deserta, mas me lembro que o que eu penso que sou vai comigo.

Olho ao meu redor e vejo pessoas correndo, brincando, namorando, falando ao telefone, discutindo, vendedores ambulantes, crianças, cachorros, pais, mães, parentes de alguém, famílias, passos apressados, olhares pensativos e uma imensa avalanche de amorosidade e de cumplicidade com todos aqueles seres me invade. Observo o mahalila. Noto a urgência do ser humano na busca da felicidade.

Lembro-me daquele mantra: lokah samasta sukhino bhavantu. Todos querem a mesma coisa. A compaixão brota do centro do meu peito quando vejo uma criança cair da bicicleta e ralar o joelho. Por ela, pela mãe que se culpa por tê-la soltado. Pelo peixe que tenta respirar oxigênio no lago poluído. Pelas árvores que estão dando um duro danado para fazer as trocas gasosas. Sinto piedade dos cães neuróticos que vivem em espaços pequenos e só saem para passear poucas horas por dia.

O que oprime e traz sofrimento é não perceber-se como divino; é não notar a grandeza e a magnitude da existência. Lembro-me das notícias que vi antes de sair de casa. Mais acidentes, mais mortes e mais nascimentos. O mundo se comove e chora como há anos atrás e como irá chorar no próximo acontecimento.

E isso me dá esperança, pois percebo que no fundo, a natureza humana é puro amor e compaixão; cumplicidade e amizade. E a busca é, foi e sempre será pela paz. Agradeço com as mãos em frente ao peito, enrolo meu tapete e saio andando em meio à multidão de raças, cores e formas."


Fonte: http://www.espacoholistico.com.br/

Como medir o corpo prânico? - (Pedro Kupfer)


"O súkshma sharíra, aura ou corpo sutil possui três camadas: corpo energético, corpo emocional e corpo mental. Se você não tiver experiência suficiente para senti-lo, e efetivamente ver os chakras e as nádís ou se você não conseguir ainda medir o tamanho do seu corpo sutil, isto pode parecer incompreensível.

Então, para que estas afirmações não fiquem no ar, vamos aprender a medir auras e chakras. É mais fácil começar medindo a aura de outra pessoa. Coloque-se a algo menos de um metro de distância da pessoa em quem você fará a medição. Afaste a palma da mão do ombro do outro, e depois aproxime-a devagar, até sentir um misto de calor e formigamento bem característico, que emana do corpo. Para estimar com exatidão a largura da aura devemos prestar bastante atenção no centro da palma da mão, onde tem um chakra com o que você perceberá a energia do outro.

Observe que tecidos sintéticos ou de seda obstruem a circulação da energia e podem fazer uma diferença na leitura. Aliás, evite usar tecidos sintéticos, pois não têm boa energia. Repita a medição várias vezes, até ter certeza absoluta do tamanho da periferia da aura do seu companheiro. Faça isso com várias pessoas. Compare o tamanho do corpo energético antes e depois de uma boa prática de pránáyáma ou meditação. Você vai levar um susto.

Uma aura normal tem menos de dez centímetros de largura. Se você estiver cansado ou estressado, ela fica ainda menor. Após a prática de Yoga, cresce bastante. Depois de bastante tempo de prática, ela estabiliza, num tamanho muitas vezes maior que o normal. A aura de um yogi pode chegar a ser gigante. O tamanho da aura determina, entre outras coisas, a saúde, o karma e o magnetismo pessoal do indivíduo.

Para medir os chakras, é importante, em primeiro lugar, saber exatamente onde eles estão. Veja a localização dos principais centros de força e mais informação sobre eles no capítulo sobre meditação nos chakras. Um chakra não é um ponto, mas uma área que varia em tamanho, e que mede normalmente (antes da prática) entre oito e dez centímetros de diâmetro. Use ambas as mãos para medir o diâmetro, ou a palma de uma delas para medir a altura.



Digamos que você vai medir a altura do anáhata chakra do seu amigo. Afaste a palma da mão da região do coração, e depois aproxime-a devagar, até sentir o limite do chakra. Repita a experiência para ter certeza do tamanho. Agora, meça o diâmetro: aproxime a afaste as mãos, lenta e simultaneamente diretamente acima do chakra. Ao medir o diâmetro desta forma, você poderá ainda sentir o chakra girando nas palmas das suas mãos e observar o sentido predominante do giro.

O tempo todo, concentre-se na intenção de medir o corpo sutil. Compare a altura de cada chakra com a altura da aura. Devem ser parecidas. Depois, concentre-se em sentir a qualidade da energia que você percebe. Faça isso chakra por chakra, desde o múládhára até o sahásrara. No início pode resultar difícil, mas, com a prática, você desenvolve a habilidades e a sua leitura do corpo sutil fica precisa e bem rápida.

Há muitas outras coisas que se podem fazer para melhorar o rendimento na prática, como eliminar excessos ou deficiências de energia que prejudicam o corpo sutil e, conseqüentemente, a prática de Yoga ou ainda estimular a circulação de energia em partes definidas do corpo. A força do prána pode aplicar-se a todos os seres vivos com fins de cura. Mas esse é um assunto muito vasto, que daria por si só para mais um livro.

Há um certo ponto durante o pránáyáma em que a respiração pulmonar passa a suspender-se espontaneamente. Não é algo voluntário, como quando você prende a respiração para mergulhar. O yogi apenas pára de respirar pelos pulmões, e passa a assimilar o prána diretamente através dos centros de força (chakras).

Isso se chama kevala kúmbhaka, e é um estágio que se atinge depois de algum tempo de prática intensa, desde que o praticante esteja preparado para sentar-se e acompanhar as instruções. O resultado é imediato. No início, a pessoa não tem domínio sobre este fenômeno. Apenas acontece, às vezes durante a meditação, às vezes durante os respiratórios. Depois, a pessoa passa a dominá-lo e pode repeti-lo quantas vezes quiser e pelo tempo que quiser.

Mas o que há no final do caminho? Para que fazer esses exercícios? Porque prána também é consciência. Mas essa é outra história... É novamente a história da sede de poder. Da sede do poder da consciência. Porque a sede de ar é uma sede básica, vinculada ao instinto de sobrevivência. Mas a sede de prána é uma sede de transcender os próprios limites, mergulhar de cabeça no inconsciente e resgatar a verdadeira potencialidade latente no ser humano.
Isto pode parecer pretensioso, mas é o que queremos os yogis. E nos jogamos no abismo, sem outros elementos que nossos próprios corpos, vontades e temeridades. Sem aparelhos, sensores nem eletrodos, sem laboratório, sem outra testemunha que nós mesmos. E, lá dentro, tudo é muito vasto. Às vezes dá vertigem. É por isso que o yogi precisa ser um pouco temerário. Senão, não se joga. Seria como lançar-se ao labirinto guardando apenas um fio para poder voltar, como fez Teseu.



Salvador Dalí teve uma tirada brilhante e exibicionista, mas que define com precisão isto que acabamos de afirmar. Ele disse que "a diferença entre eu e um louco, é que eu não sou louco". Se você for yogi, pode assinar embaixo. Porque o louco está perdido no labirinto. Mas o yogi enlouquece conscientemente e sabe exatamente onde ele está e como agir. E conhece o caminho da volta.

Por isso, loucos são os outros. Talvez você possa ser criticado por praticar uma filosofia de vida "exótica", alheia ao seu contexto cultural. Vejamos um exemplo esquemático, porém claro. Se alguém trabalha sem parar, sem tirar férias, e fica estressado e alienado correndo atrás do dinheiro e do sucesso, os demais dirão: "Fulano é uma pessoa muito responsável e bem sucedida".

O detalhe é que Fulano terá o primeiro enfarte antes dos cinqüenta. E se outro trabalhar menos e dedicar uma parte do dia a fazer caminhadas ou subir montanhas para ficar deitado ao sol lá encima, as mesmas pessoas dirão: "Sicrano é muito esquisito. Você percebeu como ele gosta de entrar no mato e ficar sozinho?" Por isso é que digo que loucos são os outros. E isto não é uma questão de falta de opção."

Fonte: www.yoga.pro.br

sábado, 19 de setembro de 2009

Passarinho - (Composição e voz: Tiê)



"Como um brotinho de feijão foi que um dia eu nasci,
Despertei cai no chão e com as flores cresci.
E decidi que a vida logo me daria tudo
Se eu não deixasse que o medo me apagasse no escuro.

Quando mamãe olhou pra mim, ela foi e pensou
Que um nome de passarinho me encheria de amor
Mas passarinho se não bate a asa logo pia
Eu que tinha um nome diferente já quis ser Maria
Ah, e como é bom voar!"



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Tiê-sangue – O pássaro que desbota quando preso

Temos em nossa fauna um pássaro especial. É o tiê-sangue.
É avistado próximo às restingas, capoeiras e beiras de mata do litoral do Brasil.
Suas asas são vermelhas como o sangue, por isso ganhou esse nome.
Possui a cauda negra e uma linda mancha branca no bico.
As lindas cores do tiê-sangue atraem os criadores, mas é impossível apreciar sua beleza em cativeiro, visto que ele fica com uma cor pálida, alaranjada, desbotada; pois, entre a variedade dos frutos de que o passarinho se alimenta, há alguns que contém um pigmento de nome astaxantina, que mantêm sua coloração.
A beleza do tiê está na proporção de sua liberdade. Quanto mais livre, mais belo.