sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Este coração que explode - (Roslyn Moore)

"Esta história é uma tentativa de falar sobre o realinhamento de uma vida. Sinto que estou em águas perigosas. Por que será que eu, com todas as minhas limitações, quero escrever uma história sobre mim? Será que estou tentando provar algo? Não deveria ficar quieta e voltar minha atenção para a fonte de todas as histórias? O chamado para escrever é forte. Se eu for sincera, talvez a história seja bem-sucedida e sirva para um bem desconhecido. Eu ofereço esta história ao despertar de todos os seres.
Um cliente, com muita persistência, conseguiu me passar dois vídeos de Gangaji. De acordo com a capa de "River of Freedom" [Rio de Liberdade], um documentário sobre Gangaji, ela é uma mulher americana que foi atraída à Índia em 1990, onde recebeu uma transmissão viva de auto-realização de H.W.L Poonja, um satguru iluminado, discípulo de Ramana Maharshi. Ramana é conhecido como um dos maiores seres iluminados de nossa época. Na capa, Gangaji nos convida a descobrir que já somos Isso que estamos procurando.
As palavras eram intrigantes, mas eu nem pensava que estivesse à procura de uma "Gangaji" em minha vida. Entretanto, mais tarde, depois de assistir aos dois vídeos, um após o outro, fiquei completamente estarrecida. A quietude de Gangaji era tão palpável que eu tinha de conhecê-la.
No domingo de Páscoa de 1996, meu marido, Bruce, e eu assistimos a nosso primeiro satsang público. Satsang quer dizer "associação com a verdade", e Gangaji estava oferecendo satsang, uma reunião aberta gratuita, em San Rafael, na Califórnia. Vieram aproximadamente 300 pessoas.
Sentados em almofadas no chão, Bruce e eu estávamos bem perto da frente do salão, onde havia uma plataforma guarnecida de um pequeno sofá branco muito simples, adornada com buquês de flores e fotos de Sri Poonjaji e Sri Ramana Maharshi. Quando vi a foto de Ramana, especulei se era realmente uma coincidência o fato de Gangaji e Ramana estarem conectados. Quantos anos haviam se passado desde que eu vira, pela primeira vez, uma foto de seu rosto tão expressivo, e sentira algo despertar bem dentro de mim? Este ano mesmo, atraída mais pelo seu semblante do que por seus ensinamentos, eu tinha feito uma cópia xerox e emoldurado uma foto sua, que colocara no altar em nosso quarto. Conseguimos um lugar na frente porque chegamos cedo e esperamos muito tempo. A espera tinha sido prazerosa, do lado de fora, onde o frescor da primavera se misturava à antecipação e reverência de todos na fila. Sabia de antemão que iríamos meditar durante uns vinte minutos, e então Gangaji entraria no salão.
O que vi quando Gangaji entrou na sala não fez sentido algum. Ela era uma mulher de cinqüenta e poucos anos, trajando um vestido azul simples e elegante, e um requintado lenço azul e branco nos ombros. Seu rosto forte e belo, habilmente maquiado, era salientado por cabelos cacheados, provavelmente tingidos e com permanente. Atraente, pensei, mas certamente não era o meu tipo. Não era natural o suficiente.
Mas como a amei de imediato, "meu tipo" teve que mudar. Ou, mais precisamente, descobri que o que a minha mente pensava que eu gostava ou não gostava não significava nada. Algo mais fundo dentro de mim estava ressoando com este ser que inspecionava o salão com uma compostura tão genuína, sorria com tanta sinceridade, e exibia um entusiasmo tão jovial que meu coração se enchia de alegria. Como poderia ocultar qualquer coisa desta mulher, cujos olhos encontravam os meus, tão aberta e completamente, com um "sim" ressonante, enquanto eu tentava analisá-la secretamente, sentada no meu lugar?
Misteriosamente, senti-me como se estivesse vendo a minha própria inocência perdida, minha verdadeira face, perfeitamente fresca, refletida diante de mim. Logo após aquele satsang, fui ao meu primeiro retiro silencioso com ela, em Napa, na Califórnia. Na estância hidromineral de White Sulphur Springs, localizada nos bosques úmidos ao longo de um riacho chamado Sulphur Creek, Bruce e eu penetramos profundamente no silêncio. Só falamos uma vez durante os oito dias que estivemos lá, apenas umas poucas palavras, para esclarecer um engano.
Em Santa Helena, fiquei extasiada quando percebi que, quem quer que tenha inventado o ditado "O silêncio é de ouro", não havia sido uma pessoa tapada e antiquada, com o intento de manter as crianças caladas. Esta moralização tão popular no passado estava apontando para a verdade viva. Foi uma bênção descobrir diretamente o "ouro", o inestimável valor do silêncio.
No silêncio do retiro pode-se ver que todo acontecimento, todo pensamento, toda emoção, toda percepção, se origina de uma vasta ausência de som, um espaço aberto que está sempre presente, mas que geralmente passa despercebido.
Uma experiência que tive naquele retiro, que incluía dois satsangs por dia, precisa ser contada. Em um dos satsang matutinos, realmente vi a compaixão de Gangaji. Era óbvio que, com quem quer que ela falasse, Gangaji via diretamente através da personalidade da pessoa. Uma pessoa estava tentando simplesmente fazer a pergunta certa. Eu estava vendo um homem magro que era intelectual demais, tenso demais, demais isto ou aquilo. Raramente não sentia uma afinidade com qualquer pessoa que falasse com Gangaji, e meus julgamentos estavam me perturbando. Enquanto Gangaji mostrava a tensão desnecessária, estava claro que ela estava vendo alguém que era bonito, sincero e merecedor, sem quaisquer qualificações. Em um nível mais profundo, ela via este homem como o seu próprio ser.
Tive que admitir que sempre tivera uma obsessão pela aparência das pessoas. Na sala de jantar, depois daquele satsang, minha obsessão com minha aparência diante dos olhos das outras pessoas também foi vista claramente. Eu queria mudar, mas não sabia como. Depois de anos de luta, reconheci a futilidade de tentar me tornar mais compassível. Lembrando-me da ordem de Gangaji, parei de tentar. Deixei que a discussão interna fosse reabsorvida no silêncio do retiro.
Uma prece espontânea e fervorosa foi articulada mais tarde naquele mesmo dia: "Que eu possa transcender todo apego às aparências." Mais tarde, enquanto caminhava em silêncio pelo riacho, que corria impetuosamente, houve um momento de revelação, que me atravessou como uma golfada de vento.
Um rio de seres havia passado pela minha vida inteira, um fluxo interminável de indivíduos aparecendo na consciência. Eu podia vê-los mergulhando e voltando à tona no rio. De repente, soube (com um saber perfeito) que todos estes seres eram o mesmo ser. Então, da mesma maneira que fui inundada pela alegria de reconhecer isso, tive certeza de que este ser era o meu próprio ser. Meu próprio ser!
Naquele momento, meu coração se expandiu e eu senti que estava pronta para morrer. Filtrado, o pensamento era mais ou menos esse: "Se eu morrer agora, não tem problema, porque agora esta vida valeu a pena ser vivida." Mas, naquele momento, eu morri de verdade. Em um instante, desisti de minha vida inteira, pela verdade que estava sendo revelada.
Quase imediatamente notei um desenvolvimento revoltante. Poucos momentos após a revelação, minha mente começou a tentar imaginar uma maneira de usar esta revelação em benefício próprio. Foi chocante assistir à minha mente tentando diligentemente construir uma auto-imagem melhor, uma imagem à medida de alguém que tivesse tido uma experiência tão elevada.
Durante aquele primeiro retiro, tive a boa sorte de, em muitos momentos, estar consciente de não ser ninguém em particular. Tais momentos foram inesperadamente agradáveis. Foi exatamente como Gangaji tinha prometido. Estar vazia de "mim" não era vivenciado como uma ausência, como eu imaginara, mas como a mais verdadeira alegria. Minha compreensão do funcionamento da minha mente estava crescendo. O ambiente silencioso do retiro me deu a oportunidade de conferir empiricamente a minha mente pensante, e descobri que não podia confiar nela de modo algum. Vi que todo pensamento, por mais esclarecido que fosse, era seguido de outro pensamento, e depois de outro pensamento, e mais outro pensamento. Eu estava vendo o que Ramana viu. Não há nenhum pensamento verdadeiro, com a exceção de um. E esse é "Pare! Fique quieto!" Cerca de seis semanas depois do retiro tive uma experiência profunda de iluminação. Gangaji descreve as experiências de iluminação como experiências que estão em alinhamento com a Verdade Absoluta. Elas são eventos abençoados, a serem lembrados carinhosamente por toda vida. Ainda assim, são apenas experiências, e todas as experiências, ela lembra impiedosamente, vão e vêm.
Bruce e eu fomos a um pequeno satsang em Stinson Beach, em uma sexta-feira. Em um determinado momento, logo depois que começou, de maneira completamente inesperada, Gangaji olhou diretamente para mim e disse: "Você reconheceu a verdade do seu ser. Vejo isto claramente. Isto não pode ser escondido. Você tem uma tendência ou um padrão de autodiminuição. Não sei o que é. Talvez seja alguma crença no seu não-merecimento, ou algum mau uso de poder no passado, ou algo assim. Mas não importa. O que importa é que você percebe a verdade."
"Vou lhe contar o que Papaji me disse quando viu esta mesma autodiminuição em mim." Ela imitou a postura física, deixando cair os ombros e fazendo seu corpo parecer menor e seu rosto parecer estúpido. "Papaji disse:" e voltou à sua postura normal, 'Sem Restrições!' Este é o meu conselho para você. Você entende? Não tente se fazer menor do que o que reconheceu que é verdadeiramente."
Eu fiquei estupefata. Especulei se tinha sido escolhida por engano, dentre uma série de nomes em uma lista. Mas não tão estupefata a ponto de não dizer, mais adiante no satsang: "Gangaji, você tem mais alguma dica para mim sobre a autodiminuição?" Novamente o seu olhar direto: "Não, você entendeu tudo que eu disse perfeitamente." E eu tinha entendido. Só que havia aquela voz de elogio e culpa, tentando diligentemente decidir se o que ela me dissera me elevava, "Você é auto-realizada", ou me diminuía: "Você se vê como alguém sem valor, e agora seus medos estão expostos e todo mundo vai saber que você é insignificante." Que oportunidade para ver minha bagagem, na clareza de sua presença, e deixar que tudo se queimasse.
Nas duas manhãs seguintes, quando acordei no quarto de dormir em Berkeley, vi conscientemente o momento em que minha mente se tornava ativa, como se eu fosse um brinquedo mecânico que tinha sido ligado na tomada. Então, misteriosa e espontaneamente, vi que despertei novamente, mas desta vez estava despertando de tudo o que pensava. Eu me expandi e soube que este fluxo mental não era nada além de um ponto de luz em uma tela. Quem eu sou é um espaço vasto e interminável. Espaço preenchido pela cama, pelo canto dos pássaros, os galhos das árvores do lado de fora da janela, por mim. Eu vejo o espaço aberto e vejo as formas que emergem no espaço, mas não qualquer distinção real entre coisa e não-coisa.
Não há verdadeiramente nenhuma separação. Nenhum aspecto de "mim" está em oposição à vacuidade da qual é feito. Eu não existo. Mais precisamente, eu sou a própria existência. Eu incluo tudo que vejo e tudo que não vejo. Eu não sou limitada pelo surgimento de "mim". O surgimento de "mim" é impregnado de quem eu sou verdadeiramente.
Havia uma alegria e confiança insondáveis, resultantes da percepção direta. O véu tinha sido levantado. Não era mais possível retornar à minha falta de compreensão anterior. O que eu tinha ouvido Gangaji dizer, e o que tinham dito os Grandes Mestres, agora eu sabia que era a verdade. Sem dúvida. Não sabido pela mente, mas conhecido diretamente, por experiência própria.
Mais tarde, uma dúvida surgiu. Eu não duvidava do que tinha visto, mas de que poderia alinhar corretamente a minha vida com a perfeição que tinha sido revelada. De fato, pensei que estava fazendo um trabalho malfeito, e uma espécie de tortura mental se iniciou.
Através de uma graça, eu tinha recebido o presente incomparável de saber a verdade. Será que eu não tinha a responsabilidade monumental de ser um testamento vivo do que recebera? Tendo aceitado a responsabilidade, como poderia estar entretendo este fluxo de humores, pensamentos e emoções que continuavam a aparecer? Em suma, por que eu não era feliz?
Quando já não podia mais suportar a tensão da separação aparente, desabalei-me para um pequeno satsang, para falar com Gangaji sobre isto. A caminho, fui forçada, de uma vez por todas, a ver a inutilidade de tentar entender Isso. Durante a viagem de carro de quatro horas até Stinson Beach, minha mente dava voltas implacavelmente. Eu estava desesperada, queria entender o que estava fazendo de errado. Por fim, tornou-se óbvio que eu não ia entender nada e, finalmente, tornou-se óbvio também que eu estava enlouquecendo com minhas tentativas. Então, por pura necessidade, desisti. Completamente. E então houve paz.
Agora, sempre que percebo que estou dizendo a mim mesma que tenho que entender isto, que é importante entender aquilo, ou que preciso chegar ao fundo de algo mais, este momento é um chamado que me convida a parar. Parar e me render ao que existe neste momento, independente de quaisquer detalhes que minha mente esteja inventando. De repente, e inesperadamente, percebi instantaneamente que tinha uma imagem em minha mente de como é ser feliz. A imagem surgira quando eu era ainda muito jovem e permanecera inalterada. Ao ver uma foto minha aos sete anos, na qual eu estou dando pulinhos de alegria na calçada, com um semblante feliz, só podia mesmo desistir. A aparência de Roslyn, quando se sentia feliz e realizada não podia ser modelada de acordo com uma imagem infantil de felicidade. A imagem era uma obstrução à possibilidade da verdadeira felicidade.
De repente, soube que teria que abandonar todas as imagens que estavam ocultas em meu subconsciente. Mas como? A "Roslyn" não era nada além de uma coleção de fixações: medos e desejos. Este foi um reconhecimento poderoso de como era sério o problema. Não havia escapatória.
Apesar da aparente impossibilidade, ou talvez por causa dela, eu rezei. Fiz um convite de todo o coração, a que todas minhas imagens ocultas se revelassem. Por mais apavorantes que fossem, aonde quer que tivessem sido socadas. Agora tinha a sensação de que estava pronta, de que finalmente sabia o que fazer. Este saber não vinha da minha mente, mas do âmago do meu ser. Eu me casaria com a Verdade. Seria um verdadeiro matrimônio. Minha imperfeição era secundária. Qualquer coisa que surgisse e por mais tempo que levasse, esta relação entre mim e a Verdade permaneceria imutável.
Quando anunciei meu matrimônio no pequeno satsang, Gangaji me disse que tinha esperado por isto, embora não conscientemente. Ao término da reunião, quando os comes-e-bebes foram servidos, ela disse brincando que era hora de servir o bolo de casamento. Umas duas semanas depois do pequeno satsang, comecei a escrever um pequeno relato a Gangaji em minha mente, como freqüentemente fazia naqueles dias. As palavras surgiam espontaneamente. "Amada Gangaji, 'eu' e 'meu' continuam sofrendo, mas eu permaneço intacta." Sim, era isso. Isso descrevia a minha experiência exatamente.
Sentei-me confiante à minha escrivaninha. Foi fácil escrever a parte sobre continuar sofrendo. Saiu voando da minha caneta. Surpreendentemente, quando comecei a escrever as palavras "eu permaneço intacta", minha caneta parou de se mover. Foi realmente chocante ver quanta resistência eu sentia a escrever essas palavras especificas, a pronunciá-las alto para Gangaji. Era como se, ao dizê-las, eu estivesse negando toda a minha vida passada, as minhas vidas passadas, de sofrimento. Não só isso, mas eu teria que admitir, antecipadamente, que qualquer sofrimento que pudesse acontecer no futuro tampouco poderia me atingir. Porque, se eu permanecia intacta, quem estava sofrendo? Ocorreu-me que talvez eu tivesse investido demais neste eu inexistente, neste sofredor inexistente, em abandoná-lo. Eu não estava pronta. Eu escreveria outra coisa a Gangaji, ou não escreveria nada.
Então ouvi a sua voz claramente: "Simplesmente diga a verdade!" A pura verdade era que eu permanecia intocada por qualquer sofrimento pessoal, passado, presente, ou futuro. Assim eu ganhei coragem e contei a coisa do jeito que era, e um peso enorme foi aliviado.
Depois do retiro em Santa Helena, concluí que as bênçãos que recebera lá eram um resultado direto do silêncio. Então, é claro, quando cheguei a Crestone, no Colorado, para o meu segundo retiro de silêncio com Gangaji, eu já antecipava um encontro importante com o silêncio.
Em Crestone, eu estava cercada de montanhas cobertas de neve, um céu de um azul intenso, uma sinfonia de nuvens, as árvores, a terra deserta, e uma consciência do espaço. Em vez de me hospedar no local do retiro, onde poderia simplesmente atravessar a estrada para ir ao restaurante e ao salão dos satsangs, decidi montar uma barraca em um acampamento que ficava a uns cinco quilômetros de distância, uma caminhada cheia de subidas e descidas. Ainda em casa, tinha considerado meus apetrechos de acampamento cuidadosamente; tinha praticado armar minha barraca no gramado em frente à nossa casa. Mas, depois de uma noite completamente insone em meu colchão inflável que se esvaziava cada vez mais, decidi que acampar, pelo menos a uma altitude de 2.500 metros, nestas circunstâncias, não era para mim.
Felizmente, pude alugar uma tenda fixa de um homem que estava no retiro, por um preço módico. Naquela noite, a temperatura baixou até 1 grau centígrado e, embora estivesse usando várias camadas de roupas e deitada debaixo de vários cobertores, meu nariz estava frio demais para eu conseguir pegar no sono.
Em seguida, dei um jeito de mudar para um apartamento pequeno na mesma propriedade. Tudo isso envolveu um bocado de atividade, muita mudança, e muita conversa. Acrescente-se a isto uma viagem até um templo hindu, com um amigo que não parecia ter qualquer idéia de que o retiro era em silêncio, e você pode ver que a minha expectativa de que o retiro seria de um silêncio externo perfeito, que apoiaria minha quietude interna, estava se mostrando estar incorreta.
Fiquei surpresa e achei divertido ver que as coisas não estavam se desenrolando como eu esperava. Não obstante, estava me divertindo a valer e jamais poderia esperar ter uma experiência mais linda. Eu estava fisicamente perto de Gangaji, assistindo a dois satsangs por dia com ela. Um privilégio sem igual. Eu estava em um lugar sagrado e muito especial. No satsang no domingo de manhã, tive a grande sorte de falar com Gangaji. Eu estava sendo dissolvida pela graça.
Hoje é domingo, 25 de maio, e este é o terceiro satsang do Retiro de Crestone. Estou sentada no chão e sei que hoje vou levantar a mão. Sei até mesmo que serei chamada. Pretendo descrever para Gangaji a experiência de "despertar" que tive em Berkeley. Pergunto-a mim mesma por que este encontro é tão importante para mim, mas não sei a resposta.
O tempo que passo aguardando ser chamada por Gangaji é intenso, e provoca uma mudança em minha vida. É um tempo carregado energeticamente. Enquanto as duas primeiras pessoas falam, imagino como será quando eu estiver lá em cima. Como vou me comportar? Será que vou parecer inteligente? Iluminada? Completamente ridícula? Tenho medo de que as pessoas terão inveja das minhas experiências e não gostarão de mim. Esta é a primeira vez que vou falar com Gangaji em um satsang grande. Sei que a excitação de ser o centro das atenções e o medo de me expor não têm importância.
"Simplesmente seja fiel à verdade", digo a mim mesma. Repito estas palavras freqüentemente. Sempre que começo a imaginar o que poderá acontecer quando eu estiver no palco, com o coração palpitando, retorno àquelas palavras: "Simplesmente seja fiel à verdade, e se renda."
Agora estou sentada com ela. Com a nova disposição no palco, com duas cadeiras uma próxima da outra, é como estar na sala de estar de Gangaji. Estou muito feliz de estar com ela, ser vista por ela, e vê-la. Ficamos de mãos dadas por um bom tempo. Oceanos de amor e reconhecimento. Não consigo parar de sorrir.
Eu:
Bem, eu tive uma experiência há mais ou menos um mês e acho que preciso contá-la e depois você me diz... Nem que seja só para contá-la e esquecê-la, tudo bem, mas ela tem que ser contada.
Gangaji:
Ótimo. Não posso negar isso.
Eu:
Aconteceu em duas manhãs seguidas: eu acordei de manhã e foi como se eu estivesse saindo do sono e sendo ligada em uma tomada, como se fosse uma coisa mecânica, e então eu estava acordada.
Estou tentando fazer os gestos de um brinquedo mecânico e não faço a menor idéia se os pequenos movimentos abruptos das mãos e as contorções faciais que estou fazendo estão comunicando o que eu quero expressar.
Continuo, sem saber se as minhas palavras estão sequer comunicando isso. "Os pensamentos e tudo mais, sabe, simplesmente começaram a acontecer. E então eu acordei novamente." Quando Gangaji responde com um "Ah!" espontâneo, sei que ela está me entendendo e me incentivando a continuar.
Eu:
E então despertei de novo. Despertei! E eu nem mesmo estava presente. É difícil de falar, mas eu só quero falar sobre isso.
Gangaji:
Sim, eu quero que você fale.
Eu:
É como se as coisas estivessem ao redor de mim, e nós éramos todos a mesma coisa.
Gangaji:
Nós, coisas?
Eu:
Nós, coisas, éramos todos o mesmo.
Gangaji:
Sim.
Eu:
E se podia ver o espaço entre as coisas, que não estava exatamente entre elas, porque o espaço e as coisas eram todos o mesmo. Completamente. E eu... Meu primeiro pensamento foi que eu não existia, e meu segundo pensamento foi que eu sabia que era isso que eu era. Era isso que eu era. Completamente.
E tudo mais simplesmente não existia... Sabe, simplesmente não existia... Tudo o que você pensa, não existe.
Ouço pessoas rindo no salão. Acho este negócio de conversar com Gangaji no palco muito agradável. Meus olhos se fecham para eu poder retornar à sensação. "E eu sabia que eu não tinha começo nem fim, e que eu era o todo. E queria lhe agradecer por isso." Gangaji recusa com um gesto, e ficamos rindo, e ouço risadas vindo de todos os lados.
Eu:
Só para... Eu sei que você vai dizer... Quero dizer eu senti... Senti tanto que isso estava acontecendo através da sua graça, senão por que isto aconteceria? Você tinha me dito no dia anterior...
Gangaji:
É verdade que você recebeu a transmissão. E a única maneira de esquecê-la é se você tentar se lembrar dela como uma coisa. Como um acontecimento. Se tentar fazer da experiência da totalidade do ser o ponto de referência para a memória.
Sei exatamente o que ela quer dizer porque tentei isso, e por isso estou rindo. Quando vê isto Gangaji diz: " Ótimo. Você já tentou isto. Isto é maturidade. Você já tentou e viu a sua inutilidade." Ela tem toda a razão, e novamente rio, em reconhecimento. Digo a ela que já tentei de tudo
Gangaji:
Isso é maturidade espiritual. "Já tentei de tudo." E agora, nada. Agora, a vigilância. A resolução. Viver sendo fiel à verdade. Como quer que ela se apresente. Qualquer que seja a experiência. Sim, estou profundamente feliz por você falar sobre isso, que isto tenha acontecido. Agora você sabe, por sua própria experiência, o que eu tento dizer inutilmente.
Eu:
Exato. Se há uma coisa que eu poderia dizer, ao falar disso com outra pessoa, é que isto não é uma metáfora. Eu achava que era... Mas não é uma metáfora.
Isto é recebido com risos calorosos, e sinto que Gangaji e eu nos entendemos perfeitamente, quando ela afirma claramente que "não é uma metáfora."
Quando o salão muito quieto, Gangaji me agradece de todo o coração e diz que sem receber não se pode dar, e eu lhe agradeço de todo o coração. Há algo muito sólido na maneira como ela olha para mim e diz: "Ótimo" e então eu desço da plataforma.
Enquanto me dirijo de volta ao meu lugar, há uma pausa muito longa. Os olhos de Gangaji estão fechados. Quando se abrem, ela diz: "Esta é a consciência de Ramana. A consciência daquilo que está vivo no âmago de todos os seres, e que se reconhece como ISSO. Não através de esforço, ou pela tentativa de se lembrar, ou fazer algo. Não indo em busca ou evitando alguma coisa. Simplesmente despertando enquanto se está acordado."
Quando retorno ao meu lugar no chão, sinto como se, de algum modo, Gangaji tivesse me libertado. A essas alturas, já tinha descoberto que não há nenhuma possibilidade de se aterrissar em lugar algum, mas eu previra que, ao contar o que estava acontecendo comigo, Gangaji daria um sentido a tudo aquilo. Em vez disso, estou queimando. Gangaji me acendeu. Desde o momento em que saí do lado dela, é como se houvesse fogos de artifício, uma explosão de reconhecimento depois da outra.
Não há mais espaço para a vozinha egocêntrica que diz: "Nossa! Ela disse que eu recebi a transmissão? Oba! Agora sim!" Como odeio a vozinha, empurro-a para debaixo da superfície da consciência. Não só isso, mas confundo este ato de repressão com vigilância.
Deitada de costas em meu quarto, aberta, quieta, com uma grande sensação de vivacidade, mergulho na experiência da totalidade mais profundamente. É tão incrivelmente próxima. Eu estou procurando cuidadosamente a separação entre o que está dentro de mim e o que está fora de mim, e não consigo encontrá-la. O que pensava que era importante não é importante.
O que pensava que era insignificante, porque sempre fora verdade e não exigia minha atenção para ser verdade, é o que eu estou examinando agora.
Vejo que há somente um campo. A idéia de que eu sou a parte que está dentro deste corpo, e não a parte que está fora deste corpo, é completamente absurda. Que tolice ter atribuído tanta importância à aparência da pele como um limite significativo. Que diferença meros fenômenos físicos como sangue, tecido, órgãos, ossos, podem fazer neste vasto oceano de consciência?
Tento encontrar o limite entre dentro e fora, o limite entre mim e o silêncio, o limite entre mim e o outro. Não há palavras. Não há tempo. EU SOU CONSCIÊNCIA ILIMITADA. Estou me dissolvendo em ondas de bem-aventurança. Uma ondulação em expansão constante. Imensa. Orgástica. Delicada. Sutílima.
Ao anoitecer, tenho o pensamento de que talvez seja realmente a bem-aventurança que eu quero, afinal de contas. Como posso organizar minha vida de modo a ter mais bem-aventurança? Mudar-me para a Índia? Achar uma caverna? Gangaji me preveniu sobre a bem-aventurança, a grande sedutora. Querer a bem-aventurança, querer qualquer coisa, só pode me afastar do auto-reconhecimento.
Quando o medo surge, o medo de perder o estado desperto, descobre-se que ele se baseia em falsos pressupostos. Como posso perder qualquer estado, quando todos os estados já estão aqui?
Noto que a palavra "eu" continua a surgir. E todavia não há nenhum "eu". Eu sou a iluminação. Sou a ignorância. Sou todas as coisas e todas as não coisas. Que problema se tornou esta palavra!
Toda a estrutura do meu sistema de crenças está desmoronando. Vejo que todas as minhas convicções se baseiam na falsa convicção de que o que está dentro do meu corpo está separado e é mais importante do que a totalidade de mim. A partir desta falsa convicção, eu construí um universo inteiro. Criei comparação, avaliação e julgamento. Penso em alguém que conheço, que sei que é ignorante. É como se fosse meu primeiro julgamento, e eu o vejo pelo que é realmente. Eu sou esse mesmo "alguém". Vejo que todas as rivalidades mentais são imaginárias. Agora que se soltou o laço mais apertado do nó da identificação equivocada (a identificação de mim mesma como sendo um corpo), tenho uma confiança renovada em que todos os laços relacionados a ele vão se soltar naturalmente na consciência. Aleluia! Agora eles podem simplesmente se desenrolar na imensa tela da consciência.
A caminho do salão de refeições, para o café da manhã, deleito-me com a presença das montanhas, das árvores, a luz e a sombra, o céu. Esta vida vibrante é infinita! Lembro-me de um velho medo de que, se eu superasse todos os meus apegos, a vida seria um tédio. Eu rio. Pela primeira vez, tenho um vislumbre da verdadeira possibilidade. Quando tudo é "eu mesma", o enfoque da minha atenção se amplia e inclui tudo, sem limitação. Eu sou apegada a tudo. A possibilidade de descoberta é infinita. A possibilidade de amor é infinita.
Dou uma outra boa risada quando entro na sala de jantar. Percebo que estou levemente embaraçada. Num instante, entendo a piada. Eu não sou ninguém, e este ninguém pensa que é alguém! Que bela peça estou pregando em mim mesma.
A sensação de ser inundada por reconhecimento continua. Um "aha!" depois do outro irrompe do silêncio desperto. "Aha! Vigilância não é aquela voz que censura meus pensamentos e me diz o que não pensar. Não. É simplesmente render-se à verdade de quem eu realmente sou, a cada momento."
Agora é terça-feira de manhã. Ao contrário de outros retiros silenciosos, neste haverá dois encontros nos quais todos os participantes do retiro conversarão uns com os outros. Eu me inscrevi para participar de um grupo chamado "Satsang na Vida Cotidiana". Muitas pessoas escolheram o mesmo grupo, tantas que nem vamos caber todos numa sala só. Fui designada para o Grupo dos Excedentes. Após dois dias de revelação, reluto em me dirigir à reunião. Em dialeto psicodélico, não quero "cortar o barato". Não sabendo se irei ou não, descubro a casa onde a reunião acontecerá, e então vou passear no bosque. E percebo que estou retornando à casa.
Quando entro na sala, vejo que esta não será uma reunião convencional. A discussão é sobre ir ou não a uma estação de águas térmicas local. Aparentemente, a noção de realmente discutir a questão do satsang na vida cotidiana já fora descartada.
Olho ao redor da sala. À minha esquerda, estão dois jovens de cabelos longos, Jimmy e Michael. Eu não tinha notado Jimmy antes, mas Michael falara com Gangaji em satsang no dia anterior. Ele tem um corpo grande e relaxado, um sorriso espontâneo, e me parece imaturo. À direita deles está Paldrom. Presente, modesta e sábia, ela trabalha na Satsang Foundation [Fundação Satsang] e talvez seja a facilitadora responsável pelo grupo. Carol é do sul. Com cabelos louros ondulados e um ar de sinceridade, ela me lembra Gangaji. Lelia é o meu verdadeiro amor. Quando olho em seus olhos claros e luminosos, afundo neles. Todos nós nos apresentamos, e percebo que me apresento excentricamente como "não". A conversa flui livremente. Três de nós falaram com Gangaji em satsang e descrevemos o encontro. Terapia de Satsang, como diz Carol. Quando falo, sinto que Jimmy e Michael estão zombando de mim. Jimmy me pergunta sobre a experiência que descrevi a Gangaji quando falamos no domingo e diz, descartando-a: "Ah, você ainda estava vendo objetos, portanto não foi uma experiência de nirvikalpa samadhi." Diz que já esteve naquele estado, ou algum outro estado com um nome em sânscrito que não conheço, durante vários dias.
Digo que foi importante para mim o fato de Gangaji ter me dito que eu tinha recebido a transmissão, e Jimmy sussurra para Michael que eu não podia ter acreditado que Gangaji estava falando sério quando disse isso. Será que eu não tinha visto aquele sorriso trapaceiro em seu rosto enquanto ela falava comigo? Quem era ela para transmitir o quê para quem?
Não posso acreditar no que está acontecendo. Eu não sabia o que esperar depois das ocorrências dos dois últimos dias. Eu seria possivelmente identificada como alguém que tinha se realizado e seria tratada com reverência, ou talvez ninguém notasse. Estava preparada para ambas as possibilidades. Mas não para isto. Olho para as mulheres. Nem Carol nem Paldrom parecem se lembrar da conversa que tive com Gangaji. Lelia diz que foi muito importante para ela. Diz que quando Gangaji e eu conversamos, ela viu faíscas de luz saindo de nossas cabeças e iluminando a sala.
Quando temos um intervalo para o almoço, não sei se voltarei para a reunião da tarde. Não quero admitir o que estou sentindo. Humilhação. Raiva. Quando penso em Jimmy, percebo que o detesto. Parece que há anos eu não tinha uma reação tão forte a alguém. Volto para o meu quarto e vou para a cama. No início, estou desesperada. Como posso estar num estado tão desprezível? Depois, abandono o desespero, apenas o suficiente para investigá-lo. Vejo que aquela emoção forte surgiu quando o pensamento de que eu era iluminada ou auto-realizada, ou pelo menos era melhor do que antes, fora desafiado. Eu paro. Tenho a sensação de que a contração está pairando sobre mim. Abro-me a ela.
Na verdade, eu tinha visto um sorrisinho no rosto de Gangaji quando conversamos, não tinha? Para mim, ela estava não apenas confirmando a transmissão, mas também comunicando de maneira não-verbal que ambas estávamos apenas jogando um jogo uma com a outra, o jogo de professor e aluno, de guru e discípulo. Ela estava me informando que a auto-importância que eu estava trazendo para este jogo era desnecessária. Mas naquela altura, eu não estava pronta para reconhecer isto. Aquele aspecto de mim que queria usar as experiências de iluminação para elevar a minha auto-imagem não queria ser desalojado.
Eu vinha notando um certo orgulho de proprietária em relação às experiências que estava tendo, e tinha esperanças de que, para lidar com ele, bastaria estar consciente dele. Mas este orgulho era recalcitrante. Ele tinha camadas. Por trás do orgulho estava o orgulho do orgulho. Este orgulho não significava que havia algo correto a meu respeito, algo de que me orgulhar, já que eu estava tendo que lidar com ele? Sem me mover, deixei toda a devassidão penetrar até o fundo.
Um sorriso enorme se abriu em meu rosto. É simplesmente engraçado demais para eu poder manter a minha seriedade. A astúcia da mente egóica! Gangaji tinha razão. A declaração de união com Deus é um convite a todos os velhos fantasmas para que saiam das trevas. Mas também é certo que eles vêm somente para serem liberados.
Quando volto ao grupo, à tarde, todo mundo me parece belo. O que eu percebera como sinal da imaturidade de Michael, agora vejo como uma brincadeira amável. Cada um de nós está desempenhando seu papel totalmente. Juntos, iniciamos em uma peregrinação aos centros espirituais em Crestone. Quando andamos ao redor de um pagode budista tibetano, seguimos no sentido horário, como prescrito, com exceção de Jimmy, que segue no sentido oposto. Ele é o coiote. Eu agradeço ao coiote, em meu coração, pelo rude despertar que recebi. Este tempo que passamos juntos é glorioso. O Grupo dos Excedentes está transbordando de amor.
No dia seguinte ao dia em que Gangaji e eu conversamos, Gangaji disse em satsang que mesmo este negócio de despertar, até mesmo este negócio de iluminação, existiam dentro da leela [jogo divino]. Eu estivera ponderando o que as suas palavras significavam, tentando compreendê-las, usando a minha idéia conceitual sobre a iluminação como o ponto de chegada. Agora elas fazem sentido perfeitamente. Tanto a experiência de despertar quanto a experiência de sofrimento são fenômenos que surgem da mesma fonte imutável. O desafio não é ter mais experiências de iluminação, por mais reveladoras que sejam. O desafio é permanecer quieto. Não se mover da quietude, que é naturalmente aberta e determinada, seja qual for a experiência.
Paldrom tinha me contado que uma vez havia dito a Gangaji que nada de extraordinário jamais acontecia com ela, e Gangaji disse que nada precisava acontecer, que ela já sabia. Foi importante ouvir isso. Pensei em uma querida amiga de satsang, que mora na minha cidade, que estava despertando para a verdade do seu ser. Ela também me dizia que em sua história não havia fogos de artifício.
Dois dias depois do Grupo dos Excedentes, na tarde de quinta-feira, há um satsang em que tantas pessoas levantam a mão para falar com Gangaji, que me faz pensar em um frenesi de alimentação. Fico muito contente quando Gangaji pede para Amber cantar. Toda vez que Amber parece ter terminado, Gangaji pede, com uma voz infantil adorável: "Mais?" Ela faz o mesmo com Dana. Em seguida, com Al e Yani. Até aparecer a quarta cantora, uma mulher chamada Kirtana, eu tinha concluído que não poderia haver nada melhor. A consciência do grupo está elevada.
Não reconheço Kirtana quando ela se aproxima da plataforma com seu violão. Tenho a impressão, por sua breve conversa com Gangaji, que a última vez em que haviam conversado fora perturbadora para Kirtana. A conversa delas não me prepara de forma alguma para a canção de abertura de Kirtana, que ela está cantando pela primeira vez para Gangaji. A sua voz sussurrante me convida a escutar cada palavra atentamente.
Antes do corpo
Antes da história
Antes do nome
Além da tentativa
Da mente de achar
Ou explicar
Antes da respiração
Além da sensação de prazer ou de dor
E após a morte
E após a morte
Eu existo.
(copyright 1997 Wild Dove Music)
Que beleza! Estou chocada. Sei mais profundamente agora como foi tolice pensar que o abençoado reconhecimento refletia algo sobre a minha pessoa. Quando o Satsang Cantado termina, coloco uma nota no quadro de avisos: "Estou completamente humilhada. Eu amo todo mundo aqui."
Quando me inscrevi no retiro, fiquei decepcionada ao descobrir que o tema seria "Uma vida vivida a serviço da verdade" e que o programa incluía algumas reuniões faladas. Eu pensava que um retiro deveria ser em silêncio. Ao confirmar a minha presença, percebi que dois satsangs listados no Calendário de Eventos tinham o mesmo título, e fiquei imaginando quem os conduziria. Estava receosa que fosse Maitri, a diretora da Satsang Foundation & Press [Fundação e Editora Satsang], ou um grupo de membros da diretoria. Eu esperava, porém, que fosse Gangaji. Seria uma pena perder dois satsangs formais com a Amada.
No começo da semana, quando nos reunimos para o primeiro desses dois satsangs, Maitri se senta na cadeira de Gangaji. Ela está radiante. Não sinto a sensação antecipada de decepção. Na verdade, há uma abertura. É emocionante vê-la. Maitri nos convida a responder ao chamado de servir que é inerente ao nosso encontro com Gangaji. Da mesma forma que Gangaji, ela nos assegura que as possibilidades são infinitas, e não há como prever de que forma cada indivíduo atenderá a este chamado.
Reconheço a existência deste chamado mais profundo. À medida que se desenrola o retiro, fico impressionada com a sua força. Enquanto isso, algo incrível acontece. Depois de décadas tentando alcançar a iluminação pessoal, descubro que já não estou mais tentando. Não estou pensando em quão iluminada eu sou, ou quão iluminada é qualquer outra pessoa. Este hábito, como mais tarde verei, está terminado.
Será possível que o fim do desejo de iluminação pessoal abra espaço para um desejo mais profundo, o desejo de servir? Não sei. Mas na quinta-feira, estou incendiada por ele. Estou pensando se há alguma arrogância na idéia de ser casada com a Verdade, porque agora sinto que quero somente ser a Serva da Verdade. Como acontece tão freqüentemente, Gangaji aborda exatamente esta questão no satsang seguinte.
"Estou falando do nível de compromisso que reconhece que, qualquer que seja o sentimento, qualquer que seja a experiência, existe um laço de amor verdadeiro entre a alma e Deus, entre você e a Verdade, com a qual sua vida está casada. Como esposa, como a esposa tradicional à moda antiga. Não como uma parceria fria, não como o líder, mas como a esposa. A esposa aguardando a oportunidade de servir, esperando que lhe digam o que fazer, aguardando para seguir uma ordem." Sim! Este é exatamente o relacionamento para o qual eu estou despertando.
Antes de deixar o retiro, ofereço-me à Fundação como voluntária, para fazer qualquer trabalho que possa ser feito à distância. Também decido comprar um computador, algo a que resistira durante anos, pensando que isso me dará a possibilidade de fazer mais. Que bênção para mim encontrar-me neste retiro em especial, com o tema de serviço. Quando deixei Crestone, minha vida se tornou uma simples prece consciente de que eu possa ser aproveitada. De fato, vejo agora, é por isso que estou escrevendo esta história.
Sou eternamente grata que esta prece perfeita, que existira o tempo todo, tenha finalmente me encontrado. Compreendo que, de algum modo inexplicável, não existe separação entre uma prece feita de todo coração, para que se possa servir à verdade, e a sua realização. Não existe separação entre a prece eterna, sua segura realização, este coração que explode e mim."
No silêncio da noite ... - (Krishnamurti)

"No silêncio da noite e na serena tranquilidade da manhã, quando o Sol começa a iluminar os montes, apercebemo-nos de um grande mistério. Este mistério está em todas as coisas vivas. Se nos sentamos debaixo de uma árvore, sentimos este velho planeta com todo o seu incompreensível mistério. Na quietude da noite, quando as estrelas cintilam e parecem estar muito próximas, temos consciência do espaço a expandir-se e da ordem misteriosa de todas coisas, do imensurável e também do nada, do movimento dos montes na escuridão e do grito da coruja.
Nesse completo silêncio da mente, o mistério vai aumentando, sem tempo nem espaço... A experiência é a morte desse indizível mistério...para estar em comunhão com esse mistério, a nossa mente, o todo que nós somos deverá estar no mesmo nível, sincronizado, com a mesma intensidade que isso a que chamamos misterioso. E isso é amor. Com este amor todo o mistério do universo se abre."
*** Compartilhado pela minha irmãzinha de alma Dagmar Witt, uma grande expressão da leveza do Ser e do Amor.
O Amor Interno - (Shri Mataji Nirmala Devi)

Não é fácil descrever ou explicar o Amor em palavras humanas. Vocês podem apenas senti-lo dentro de Si mesmos. É aquilo através do que, quando vocês começam a sentir, podem saber quem é o seu Guru, por quem vocês pensam que estão sendo ensinados, persuadidos e induzidos a viver de uma determinada maneira. Tudo isso é possível. Tudo é possível, humanamente possível, mas amar e regozijar o Amor não é tão fácil, a menos e até que vocês estejam imersos nisso. É muito gratificante, é muito amável ver como as pessoas amam umas às outras e então esse Amor se espalha. O Amor gera Amor. Se alguém tem Amor, isso simplesmente se espalha. Vocês não precisam dizer a ninguém, não precisam confessá-lo, mas ele irá se espalhar. E isso é o que deve ser aprendido, como perceber esse Amor em outra pessoa.
De alguma forma, nós já estamos no Amor por causa do advento da Sahaja. Nós todos amamos e regozijamos o amor, demonstramos em nossos rostos que estamos no Amor, em nosso caráter, em nossas vidas, que estamos no Amor. Uma coisa, a qual não é muito comum, torna-se tão comum e tão facilmente disponível. É uma bênção muito grande que vocês sejam seres humanos e que essa fonte de Amor e esse sentimento de Amor existam. É uma situação muito intrincada, a qual não pode ser explicada em palavras, apenas pode-se estar nela e deleitar-se com ela.
Hoje é o dia em que estamos celebrando o Puja do Guru. O maior guru que nós temos é o Amor. O Amor Sahaja é o Guru interior que nos ensina, que de uma forma ou outra nos guia. Somos guiados para esse grande patamar de compreensão, para o que não precisamos ir a nenhuma universidade, a nenhuma escola para nos instruirmos. É algo tão interior que funciona e expressa a si mesmo, expressa-se como uma luz. Podemos sempre distinguir pessoas assim porque elas são completamente iluminadas. Elas têm luz e através dessa luz elas veem um mundo inteiro que é muito inocente e simples para elas. Nós temos amor por nossos filhos naturalmente, temos amor por nossos pais naturalmente. Temos amor por algumas pessoas, mas esse amor é diferente do Amor de Deus que Eu estou lhes falando, que tem algumas conexões, alguns significados, mas este Amor não pode ser descrito em palavras, tem que ser sentido interiormente.

Da mesma maneira, quando vocês falam do seu Guru, vocês deveriam ter esse Amor dentro de vocês. Por que vocês sentem tanto isso? A razão é que o Guru os ama e vocês amam o Guru. Esta é a única razão pela qual vocês deveriam amar seu Guru. Agora, não há nenhuma razão para isso. Porque o Amor é Amor. É dessa maneira que o Guru se torna muito importante na vida. Nós temos pessoas que amam seu Guru e têm uma compreensão muito casta de seu Amor. Então esta é uma grande oportunidade de Amor que temos, nós estamos aqui para regozijarmos uns aos outros plenamente, com nossos corações, onde há esse oceano dentro de nós. Temos apenas que submergir nesse oceano. Se estivermos perdidos nesse oceano, então não teremos problemas, nenhuma pergunta. Tudo será nosso e nós podemos organizar tudo sem nenhuma discussão, sem nenhum questionamento. Isso é que é ser Sahaja. A maneira Sahaja, se vocês têm esse Amor, vocês regozijam. Vocês podem deleitar-se com si próprios e com todos os outros, porque isso é Sahaja.
Vocês não têm que fazer nenhum esforço, não têm que tentar nada. Isso apenas existe e funciona. O sentimento do Amor não tem nenhuma maneira para se expressar. Ele apenas existe, ele não pode se expressar porque é algo sem expressão. É apenas para ser sentido dentro de vocês mesmos. Então vocês querem fazer tantas coisas: querem ajudar a todos, querem ajudar a si mesmos, querem fazer bem aos outros. Muito tem sido feito por grandes líderes mundiais porque eles tinham esse Amor. Eles não tinham nada mais do que esse Amor, o qual eles não conseguiam conter dentro de si mesmos e, portanto, tentaram divulgá-lo. E agora eles são chamados de nossos Gurus, nossos mestres. Com esse amor interior, que abordou as pessoas de uma maneira única. É aquilo que não podemos possuir, não podemos reivindicar, ele existe e funciona. Funciona automaticamente.
Isso é o que nós temos que saber agora, que nós somos esse Amor. Esse Amor dentro de nós. Nós temos que ter conhecimento, temos que ter um conhecimento completo de que nós somos esse Amor. Isso irá resolver nossos problemas, porque vocês podem explicar tudo, todo o seu comportamento, todas as suas falhas, - vocês podem explicar tudo quando vocês sabem que estão dotados desse Amor. Isso é o que o Guru é, o Amor interior que deseja dividir o Amor com os outros, deseja dar Amor aos outros. Isso é que é paz e alegria. Posso continuar a falar sobre o Amor, mas senti-lo dentro de si mesmo é a maior coisa. Como água: se vocês estão com sede, podemos lhes dar água, mas não podemos beber. Vocês têm que beber a água e têm que sentir o sabor, ter a sensação, o que ela faz, - e tudo isso é um conjunto, não é separado.
Não acho que esse assunto seja muito sutil para vocês. Todos vocês alcançaram uma certa dimensão de compreensão sobre esse Amor. Eu espero que ele cresça e vocês cresçam nele, todos vocês, e regozijem isso. Possa Deus abençoá-los!
(S.S. Shri Mataji Nirmala Devi, Puja do Guru, 2004)
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Menina - (O Teatro Mágico)
"Já sonhei nossa roda gigante esconde-esconde em você
Já avisei todo ser da noite que eu vou cuidar de você
Vou contar histórias dos dias depois de amanhã
Vou guardar tuas cores, tua primeira blusa de lã
Menina vou te guardar comigo
Menina vou te guardar comigo
Teu sorriso eu vou deixar na estante para eu ter um dia melhor
Tua água eu vou buscar na fonte teu passo eu já sei de cor
Sei nosso primeiro abraço, sei nossa primeira dor
Sei tua manhã mais bonita, nossa casinha de cobertor
Menina vou te casar comigo
Menina vou te casar comigo...Vou te guardar comigo
Sou teu gesto lindo
Sou teus pés
Sou quem olha você dormindo
Ô menina guardo você comigo
Menina guardo você comigo
Nosso canto será o mais bonito Mi Fá Sol Lápis de cor
Nossa pausa será o nosso grito que a natureza mostrou
A gente é tão pequeno, gigante no coração
Quando a noite traz sereno a gente dorme num só colchão
Menina vou te sonhar comigo
Menina vou te sonhar comigo
Sou teu gesto lindo
Sou teus pés
Sou quem olha você dormindo
Ô Menina guardo você comigo
Menina guardo você comigo"
Palavras de Sabedoria - (diversos)
"Até transcender o ego, você não poderá fazer nada além de aumentar a insanidade no
mundo. Essa declaração deveria encantá-lo em vez de desesperá-lo, pois retira a carga de seus ombros.”
(John Randolph Price, em A spiritual philosophy for the new world)
"Como dois pássaros dourados pousados no mesmo galho, intimamente amigos, o ego e a Consciência habitam o mesmo corpo. O primeiro ingere os frutos doces e azedos da árvore da vida; o segundo tudo vê em seu distanciamento."
(Rig Veda)
"Não posso afastar-me da grande tarefa!
A de abrir os mundos eternos, de abrir a visão imortal do homem
para os mundos interiores do seu pensamento;
para a eternidade em contínua expansão
no seio de deus,
a imaginação humana"
(Jerusalém, de William Blake)
"Aquilo que existe está manifestado;
aquilo que existiu ou existirá, não está manifestado,
mas não está morto;
pois a alma, a atividade eterna de deus,
anima todas as coisas."
(Hermes)
No livro "Fogo Interior", Carlos Castaneda ouve estas palavras do seu mestre feiticeiro:
“A auto-importância é o maior inimigo do homem. O que o enfraquece é sentir-se ofendido pelos atos bons e maus de outros homens. A auto-importância exige que se passe a maior parte da vida ofendido em relação a algo ou alguém.”
"É uma das mais bonitas compensações desta vida a de que nenhum homem pode sinceramente tentar ajudar outro sem ajudar a si mesmo ... sirva e será servido.
(Ralph Waldo Emerson)
mundo. Essa declaração deveria encantá-lo em vez de desesperá-lo, pois retira a carga de seus ombros.”
(John Randolph Price, em A spiritual philosophy for the new world)
"Como dois pássaros dourados pousados no mesmo galho, intimamente amigos, o ego e a Consciência habitam o mesmo corpo. O primeiro ingere os frutos doces e azedos da árvore da vida; o segundo tudo vê em seu distanciamento."
(Rig Veda)
"Não posso afastar-me da grande tarefa!
A de abrir os mundos eternos, de abrir a visão imortal do homem
para os mundos interiores do seu pensamento;
para a eternidade em contínua expansão
no seio de deus,
a imaginação humana"
(Jerusalém, de William Blake)
"Aquilo que existe está manifestado;
aquilo que existiu ou existirá, não está manifestado,
mas não está morto;
pois a alma, a atividade eterna de deus,
anima todas as coisas."
(Hermes)
No livro "Fogo Interior", Carlos Castaneda ouve estas palavras do seu mestre feiticeiro:
“A auto-importância é o maior inimigo do homem. O que o enfraquece é sentir-se ofendido pelos atos bons e maus de outros homens. A auto-importância exige que se passe a maior parte da vida ofendido em relação a algo ou alguém.”
"É uma das mais bonitas compensações desta vida a de que nenhum homem pode sinceramente tentar ajudar outro sem ajudar a si mesmo ... sirva e será servido.
(Ralph Waldo Emerson)
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Ciclo - (Jorge Vercilo)
"Eu não sei o que me domina
E mesmo assim não penso em me livrar
Num fascínio de alma gêmea
Você em mim constrói o seu lugar
O amor se fez me levando além onde ninguém mais
Criou raiz, ancorou de vez, fez de mim seu cais
Lendo a rota das estrelas
Nesse abraço se fez um ciclo
Que não tem fim e é todo o meu viver
É como alcançar o infinito
Reflete em mim e volta pra você
O amor se fez me levando além onde ninguém mais
Criou raiz, ancorou de vez, fez de mim seu cais
Lendo a rota das estrelas
O amor surgiu como um em mil, por você eu vim
E assim será a me conduzir, sem mandar em mim
Como o vento e o barco a vela, que nos leva sem fim"
*** Ao Amado, com todo meu amor e gratidão!
O Poder da Intenção - Retrato de uma pessoa conectada com o campo da intenção - (Wayne Dyer)

Retrato de uma pessoa conectada com o campo da intenção
“As pessoas auto-realizadas devem ser o que podem ser.”
(Abraham Maslow)
Uma pessoa que vive em um estado de unidade com a Fonte de toda vida não aparenta ser diferente das outras pessoas. Além disso, esta pessoa não possui uma auréola, nem se veste com roupas especiais que anunciem as suas qualidades divinas.
Entretanto, quando notar que alguém passa pela vida como os afortunados que parecem obter todas as vantagens, e parar para falar com estas pessoas, perceberá o quanto são singulares, comparando-se com as pessoas que vivem nos níveis ordinários de consciência. Se passar alguns momentos conversando com elas, que já estão conectadas com o poder da intenção, verá como são especiais.
Estas pessoas, que eu chamo conectores para ressaltar a sua harmoniosa conexão com o campo da intenção, são indivíduos que se fizeram a si mesmos disponíveis para o êxito. É impossível encontrá-los em um estado de pessimismo com relação à realização do que desejam para suas vidas. Ao invés de utilizarem uma linguagem indicadora de que os seus desejos não podem se materializar, falam com uma convicção interior que comunica o seu simples e profundo conhecimento de que a Fonte universal provê tudo.
Eles não dizem: “Com esta sorte que tenho, não pode ser que as coisas se ajeitem.” Ao invés disto, é muito mais provável ouvi-los dizendo algo como: “Planejo criar isto e sei que funcionará.” Não importa o quanto tente dissuadi-los com todas as razões pelas quais o seu otimismo deveria ser mitigado, pois eles parecem estar felizmente cegos a estas repercussões “realmente comprovadas”. É como se estivessem em um mundo diferente, um mundo em que não podem escutar as razões pelas quais as coisas podem não sair bem.
Se se empenhar em fazer que falem consigo sobre esta idéia, simplesmente dirão algo como: “Nego-me a pensar que poderia não acontecer, porque eu atrairei exatamente aquilo que penso, e, por isto, só penso no que sei que acontecerá.” Não importa o que aconteceu antes. Não se relacionam com os conceitos de fracasso ou impossibilidade. Sem mais alardes, eles não são afetados pelas razões que existem para serem pessimistas. Fizeram-se disponíveis para o êxito, como também conhecem e confiam em uma força invisível que é oniprovidente. Estão tão bem conectados à Fonte, que tudo provê, que é como se tivessem uma aura natural que impede que qualquer coisa vinda do exterior possa debilitar a sua conexão com a energia criadora do poder da intenção.
Os conectores não focalizam os seus pensamentos no que não querem porque, como lhe explicarão, a Fonte de tudo só pode responder com o que é, que não é outra coisa que abastecimento infinito. Não pode levá-lo a passar penúrias ou escassez, nem a coisas que não funcionem, porque não é nenhuma destas coisas. Se eu digo à Fonte de todas as coisas, “Isto provavelmente não vai funcionar”, receberei dela precisamente isto que enviei, de modo que será melhor não pensar em alguma coisa que não concorde com o que a minha Fonte é.
Para a pessoa média que tem temores sobre o futuro, tudo isto soará como algo incompreensível. Pedirão ao seu amigo, o conector, que dê uma olhada para a realidade e que, de modo realista, comprove em que mundo vive. Mas os conectores não se desviam do seu conhecimento interior. Dirão, se decidir escutá-los, que este é um universo de energia e atração, e que a razão pela qual tantas pessoas vivem vidas de medo e sofrimento é porque dependem do seu ego para o cumprimento dos seus desejos. É simples, dirão: “Reconecte-se com a sua Fonte, e sei como a sua Fonte e as suas intenções se encaixarão perfeitamente com a Fonte oniprovedora.”
Para os conectores tudo isto parece muito simples. “Mantenha os seus pensamentos naquilo que tem intenção de criar. Permaneça solidamente alinhado com o campo da intenção e busque as pistas que chegam até você vindas da Fonte onicriadora.”
Para um conector, simplesmente os acidentes não existem. Percebem os acontecimentos aparentemente insignificantes como se fossem orquestrados em perfeita harmonia. Acreditam na sincronicidade e não lhes surpreende que apareça a pessoa perfeita para uma certa situação; ou que alguém, em quem estavam pensando, logo telefone; ou que um livro chegue de improviso pelo correio trazendo a informação de que precisavam; ou que, misteriosamente, apareça o dinheiro necessário para financiar um projeto que estavam planejando.
Os conectores não tentarão convencê-lo do seu ponto de vista com argumentos. Sabem fazer algo melhor do que colocar um monte de energia discutindo ou se frustrando, porque isso atrairia discussões e frustrações para as suas vidas. Eles sabem que sabem e não lhes seduz construir uma força opositora de resistência para as pessoas que vivem de outra maneira. Aceitam a idéia de que os acidentes não existem em um universo que tem como Fonte uma força energética invisível que continuamente cria e proporciona uma provisão infinita a todo aquele que queira se abastecer dela. Se lhes perguntar, dirão simples e claramente: “Tudo o que se precisa fazer para chamar o poder da intenção é permanecer em perfeito alinhamento com a Fonte de tudo, e eu escolhi permanecer tão estreitamente alinhado com a Fonte como me é possível.”
Para os conectores, tudo o que aparece na sua vida está aí porque o poder da intenção assim o planejou. Por isto, sempre estão agradecidos. Sentem-se agradecidos por tudo, inclusive por coisas que poderiam parecer obstáculos. Têm a habilidade e o desejo de ver uma doença temporária como uma benção, e sabem no seu coração que, em alguma parte deste revés, há uma oportunidade, que é o que buscam em tudo o que surge nas suas vidas. Através do seu agradecimento, honram todas as possibilidades, ao invés de pedir tudo para a sua Fonte, porque isto seria como dar poder a algo que já desapareceu. Eles comungam com a Fonte em um estado de reverente gratidão para com tudo o que é apresentado em suas vidas, sabendo que isto faculta a sua intenção para manifestar precisamente o que precisam.
Os conectores se descrevem como pessoas que vivem em estado de agradecimento e audácia. É improvável que os escute se queixando de algo. Eles não são excessivamente exigentes. Se chove, desfrutam, sabendo que não conseguirão ir aonde querem se só viajarem nos dias ensolarados. Assim é como reagem frente a todas as coisas da natureza, com agradecida harmonia. A neve, o vento, o sol e os sons da natureza, tudo isto são lembranças de que eles são uma parte do mundo natural. O ar, independentemente da sua temperatura ou velocidade, é o venerado ar, fôlego de vida.
Os conectores agradecem ao mundo e a tudo o que nele está contido. A mesma conexão que experimentam com a natureza, sentem para com todos os outros seres, incluindo aqueles que viveram antes e os que ainda estão por chegar.
Têm consciência da unidade e, portanto, não fazem distinções entre tais e quais tipos de pessoas. Para um conector, tudo é “Nós”. Se pudesse observar o seu mundo interior, descobriria como lhes fere a dor imposta ao seu próximo. Carecem do conceito de inimigos, porque sabem que todos nós emanamos da mesma Fonte divina. Preferem valorizar as diferenças na aparência e nos costumes das demais pessoas, ao invés de se fixarem naquilo que não gostam nelas, criticando-as ou sentindo-se ameaçados por elas. A sua conexão com os demais tem uma natureza espiritual, mas não se separam espiritualmente de ninguém, independentemente de onde vivam ou quão diferentes possam ser seus aspectos ou costumes. No seu coração, os conectores sentem uma afinidade com toda a vida, assim como com a Fonte de toda vida.
Este vínculo de conexão é o que faz os conectores tão hábeis em atrair para a sua vida cooperação e assistência de outros no cumprimento de suas próprias intenções. Só o fato de se sentirem conectados significa que, nas mentes dos conectores, não há ninguém neste planeta com quem não estejam unidos espiritualmente. Em conseqüência, vivendo no campo da intenção, podem acessar, a todo momento, qualquer sistema de vida no universo em que coloquem a sua atenção, porque já estão conectados a este sistema de energia doadora de vida e a todas as suas criações. Eles agradecem esta conexão espiritual, e não esbanjam energia depreciando ou criticando. Nunca se sentem separados da assistência que todo este sistema doador de vida lhes oferece.
Portanto, os conectores não se surpreendem quando a sincronicidade ou as coincidências lhes trazem os frutos das suas intenções. Sabem, nos seus corações, que estes acontecimentos, aparentemente milagrosos, foram trazidos ao seu espaço vital imediato porque eles mesmos já estavam conectados com estes eventos. Pergunte aos conectores e lhe dirão que, naturalmente, é a lei da atração que está trabalhando. “Permaneça vibratoriamente afinado com o que a Fonte de toda vida planeja para si, e todas as pessoas e todos os poderes deste campo de intenção cooperarão consigo para atrair para a sua vida tudo o que desejar.” Eles sabem que assim é como o universo trabalha. Outros poderão insistir em que os conectores são meros afortunados, mas as pessoas que desfrutam do poder da intenção sabem que não é assim. Sabem que podem providenciar a presença de qualquer coisa em que fixem a sua atenção, enquanto permanecerem em consonância com as sete faces da intenção.
Os conectores não se gabam da sua boa fortuna, e se encontram em perpétuo estado de gratidão e de radical humildade. Entendem como o universo trabalha, e permanecem em um afortunado alinhamento com ele, não o desafiam, nem encontram defeitos. Pergunte-lhes isto e lhe dirão que todos somos parte de um sistema de energia dinâmica. Explicarão que a energia que se move com mais rapidez dissolve e anula a mais lenta. Estas pessoas escolhem estar em harmonia com a energia espiritual invisível. Treinaram os seus pensamentos para direcionar-se aos mais elevados níveis vibracionais e, conseqüentemente, são capazes de desviar as vibrações mais lentas/mais baixas.
Os conectores produzem um grande efeito quando entram em contato com pessoas que estão vivendo em níveis inferiores de energia. O seu sossego tem o efeito de fazer com que os demais se sintam seguros e tranqüilos, e irradiam uma energia de serenidade e paz. Não lhes interessa sairem vitoriosos das discussões, nem somarem aliados. Mais do que tentar persuadi-lo para que pense como eles, convencem-no através da energia que transpiram. As pessoas sentem amor pelos conectores, porque eles estão imbuídos na Fonte de toda vida, que é o amor.
Os conectores lhe dizem, sem duvidar, que escolhem sentir-se bem, independentemente do que aconteça ao seu redor ou de como os outros podem julgá-los. Sabem que sentir-se mal é uma escolha, e que a mesma não é útil para corrigir as situações desagradáveis no mundo. Por isto, utilizam as suas emoções como um sistema de orientação para determinar o quão sintonizados estão com o poder da intenção. Quando se sentem mal por algo, usam isto como indicador de que já é hora de mudar o seu nível de energia para sintonizar-se com a pacífica e amorosa energia da Fonte. Repetirão para si mesmos: “Quero sentir-me bem”, e, com este desejo, reconduzirão os seus pensamentos para a harmonia.
Ainda que o mundo esteja em guerra, continuarão optando por sentir-se bem. Ainda que a economia vire de pernas para o ar, continuarão querendo sentir-se bem. Ainda que as taxas de delinqüência subam ou os furacões rujam em alguma parte do planeta, continuarão escolhendo sentir-se bem. Se lhes perguntar por que não se sentem mal quando estão acontecendo tantas coisas más no mundo, sorrirão e lhe recordarão que o mundo do espírito, onde se planeja tudo, trabalha com a paz, o amor, a harmonia, a bondade e a abundância... “E eu escolho morar no interior de mim mesmo. Sentir-me mal garante que atrairei para a minha vida mais daquilo que me faz sentir-me mal.”.
Os conectores simplesmente não permitem que o seu bem-estar dependa de algo externo a eles mesmos, nem do tempo atmosférico, nem das guerras existentes em algum lugar do globo, nem do panorama político, nem da economia, nem, evidentemente, de alguém que tenha decidido estar em uma energia baixa. Trabalham com o campo da intenção, emulando o que eles sabem que é a Fonte criadora de tudo.
Os conectores sempre estão em contato com a sua natureza infinita. A morte não é algo que temam; e, se lhes perguntar, dirão que, na verdade, nada que nasceu pode terminar algum dia. Vêem a morte como uma troca de roupas ou como passar de uma sala para outra: uma mera transição. Eles estão apontados para a energia invisível, que vêem como seu verdadeiro ser, que planeja todas as coisas em nossa existência.
Graças ao fato dos conectores sempre se sentirem alinhados com todos e com todo o universo, não experimentam o sentimento de estarem separados de ninguém, nem de nada que queiram atrair para suas vidas. A sua conexão é invisível e imaterial, mas nunca é colocada em dúvida. Conseqüentemente, descansam nesta energia interna espiritual invisível que penetra em todas as coisas. Vivem em harmonia com o Espírito, não se vendo, jamais, como algo separado Dele. Este conhecimento é a chave na sua visão cotidiana do funcionamento do poder da intenção.
Simplesmente, será impossível convencer os conectores de que não se materializará o que propõem, porque confiam absolutamente na sua conexão com a energia da Fonte. Convidá-lo-ão a escolher com qual possibilidade você vai se identificar e, a partir daí, irão incentivá-lo a viver como se a houvesse obtido. Se não pode fazer isto e ainda permanecer firmemente ancorado na preocupação, na dúvida e no medo, desejarão o melhor para você, mas continuarão fazendo o que eles chamam “pensar com finalidade”. Podem ver o que pretendem manifestar nas suas vidas como se já houvesse se materializado e, para eles, como isto já é completamente real nos seus pensamentos, será a sua realidade. Dirão com franqueza: “Meus pensamentos, quando estão harmonizados com o campo da intenção, são pensamentos de Deus, e assim é como eu escolho pensar”. Se permanecer próximo deles o suficiente, verá o quão excepcionais são ao conseguir os frutos das suas intenções.
As pessoas conectoras são excepcionalmente generosas. É como se o que eles quisessem para si mesmos se subordinasse a um desejar ainda mais e com mais força para o seu próximo. Encontram um grande prazer em dar. Pode acontecer que os demais se perguntem como fazem para não acumular coisas para eles mesmos, ainda que em suas vidas reine a abundância, e porque não parece faltar nada do que eles desejam. O segredo do poder da intenção, dirão, está em pensar e atuar igual à Fonte oniprovedora, de onde tudo se origina. “Ela sempre está provendo, e eu também escolho ser um provedor. Quanto mais me entrego a mim mesmo e a tudo o que flui de mim, mais vejo fluir para mim”.
Os conectores são pessoas altamente inspiradas. Vivem mais no espírito do que nas formas. Conseqüentemente, são inspirados e inspiradores, o que vêem como oposição ao que já está formado e com informação completa. Estas pessoas têm um forte sentido do seu próprio destino. Sabem porque estão aqui, e sabem que são algo mais do que uma coleção encapsulada de ossos, sangue e órgãos metidos dentro de um corpo, debaixo de uma pele coberta de pelos. Estão vivendo, sobretudo, com propósito, e escolheram evitar serem distraídos pelas demandas do ego. Sentem um grande respeito pelo mundo do Espírito e, comungando com esta Fonte, permanecem inspirados.
O seu nível de energia é excepcionalmente alto. É uma energia que lhes define como conectores. É a energia da Fonte, uma freqüência vibratória rápida que leva o amor à presença do ódio e converte este ódio em amor. Exibem um semblante pacífico na presença do caos e da dissonância, e transmutam as energias mais baixas na energia superior da paz. Quando estiver em companhia destes que permanecem no campo da intenção, você se sentirá energizado, limpo, mais saudável e inspirado. Como têm uma notável ausência de juízo para com os demais, tampouco imobilizarão os pensamentos ou as ações alheias. Com freqüência são etiquetados como distantes e frios porque não se sentem inclinados para a conversa não-transcendente e para a maledicência. Dirão que o Espírito é quem dá vida, e que todos neste planeta levam este espírito em seu interior, esta força eternamente todo-poderosa. Eles assim acreditam, assim vivem, e inspiram os demais.
Irão ainda mais longe: dirão que os desequilíbrios da Terra, tais como terremotos, erupções vulcânicas e os padrões climáticos extremos são o resultado de um desequilíbrio coletivo da consciência humana. Recordar-lhe-ão que os nossos corpos foram feitos dos mesmos materiais da Terra, que 98% do fluído que compõe o nosso sangue foi alguma vez água oceânica, e que os minerais dos nossos ossos foram componentes das provisões finitas de materiais que há na Terra. Vêem a si mesmos unos com o planeta, e sentem a responsabilidade de permanecer em equilíbrio harmônico com o campo da intenção para ajudar a estabilizar e harmonizar as forças do universo que podem se desequilibrar quando vivemos com um ego excessivo. Dirão que os pensamentos, sentimentos e emoções são vibrações, e que a freqüência destas vibrações pode criar contrariedades que nos afetarão não só a nós mesmos, mas a tudo aquilo que for feito da mesma matéria.
Os conectores lhe estimularão a permanecer em harmonia vibratória com a Fonte, por um sentido de responsabilidade para com o planeta inteiro, e consideram que esta é uma função vital e emular. Isto não é algo sobre o que eles pensam ou discutam de uma perspectiva puramente intelectual, é algo que sentem profundamente dentro de si mesmos. Além disso, vivem cada dia apaixonadamente.
Quando observar estes conectores, notará que não vivem no mal-estar e na doença. Vivem como se o seu corpo gozasse de saúde perfeita. Na verdade, pensam e sentem que não existe nenhum tipo novo de doença que já não tenha sido curada. Acreditam que atraem soluções novas porque sabem que há muitas soluções possíveis para toda e qualquer situação, inclusive aquelas que para os outros podem parecer impossíveis de superar. Dirão que as possibilidades de obter soluções curadoras já estão aqui e agora, e que o rumo que tome qualquer doença dependerá da sua própria perspectiva. Precisamente, como acreditam que os turbulentos sistemas externos se pacificam na presença da nossa paz, vêem isto como uma possibilidade de evolução interna. Pergunte-lhes sobre as suas capacidades sanadoras e lhe dirão: “Eu já estou curado, e penso e sinto só esta perspectiva”.
Com freqüência verá como as suas doenças e moléstias físicas desaparecem quando está na presença dos conectores de energia excepcionalmente alta. Por quê? Porque a sua elevada energia espiritual anula e extirpa as energias inferiores da doença. Precisamente, estar na presença de conectores faz com que se sinta melhor porque eles emanam e irradiam uma afetuosa e alegre energia que cura o seu corpo, que também acontece quando você está dentro deste tipo de campo energético.
Os conectores são conscientes da necessidade de evitar a baixa energia. Silenciosamente, afastar-se-ão das pessoas ruidosas, belicosas e julgadoras, enviando-lhes uma silenciosa benção e retirando-se para deixar o caminho livre. Não perdem tempo contemplando os violentos programas da TV, nem lendo a recontagem de atrocidades ou as estatísticas da guerra. Estas pessoas, que desfrutam revirar-se nos horrores que se debatem e emitem, poderiam parecer dóceis ou desapaixonados. Partindo do fato de que os conectores não precisam ganhar, nem ter razão, nem dominar outras pessoas, o seu poder radica na sua capacidade de elevar os demais com a sua presença. Comunicam o seu ponto de vista permanecendo em harmonia com a energia criadora da Fonte. Nunca se ofendem, porque o seu ego não se implica nas suas opiniões.
Os conectores vivem as suas vidas nivelando-se vibracionalmente com o campo da intenção. Para eles, tudo é energia. Sabem que adotar uma posição hostil, de ódio e de raiva para com as pessoas que acreditam e que apóiam as atividades de baixa energia, que envolvem alguma modalidade de violência, só potencializará a presença deste tipo de atividades debilitantes neste mundo.
Os conectores vivem na sua energia mais rápida e elevada, que lhes permite acessar facilmente os seus poderes intuitivos. Têm um conhecimento interior sobre o que está chegando. Se lhes perguntar sobre isto, dirão: “Não posso explicar, mas sei, porque sinto no meu interior”. Conseqüentemente, é raro que se sintam confusos quando os acontecimentos que eles antecipam e planejam criar se manifestam. Na verdade, ao invés de se surpreender, esperam que as coisas se ajeitem. Permanecem tão conectados com a energia da Fonte que são capazes de ativar a sua intuição e experimentar revelações sobre o que é possível e como conseguir isto. O seu conhecimento interno lhes permite ser infinitamente pacientes, e nunca se desgostam pela velocidade ou pela maneira como as suas intenções se manifestam.
Os conectores freqüentemente refletem as sete faces da intenção descritas ao longo das páginas deste livro. Verá pessoas extraordinariamente criativas, que não precisam fazer ou ordenar as coisas da forma como os outros supõem que deve ser. Aplicam a sua individualidade única nas suas tarefas, e lhe dirão que podem criar qualquer coisa em que colocarem a sua intenção e imaginação.
Os conectores são pessoas excepcionalmente amáveis e amorosas. Sabem que, harmonizando-se com a energia da Fonte, reproduzem a bondade que provém dela. Ademais, para eles não pressupõe esforço algum em ser amável. Sempre são agradecidos com o que lhes chega, e sabem que esta bondade para com tudo na vida e para com o nosso planeta é a maneira de mostrar esta gratidão. Por causa do seu modo de ser, outros irão querer devolver os seus favores e se converterão em seus aliados, ajudando-os a atingir os seus propósitos. Associam-se com um número ilimitado de pessoas, com qualquer um que chegue revestido de amor, bondade e generosa assistência mútua para o cumprimento dos seus desejos.
Também apreciará o modo como os conectores vêem a beleza do nosso mundo. Sempre encontram algo que valorizar. Podem se perder na beleza de uma noite estrelada ou de uma rã pousada sobre um leito de lírios. Vêem a beleza das crianças e percebem o brilho natural e o esplendor dos anciãos. Não desejam julgar ninguém em termos da baixa energia negativa, e sabem que a Fonte criadora de todas as coisas só traz beleza à forma material, beleza que, desta forma, sempre está disponível.
Os conectores nunca se conformam com o que sabem! São curiosos sobre a vida, e lhes atrai todo o tipo de atividade. Sempre encontram algo para desfrutar em todos os campos do esforço criativo humano, e sempre estão expandindo os seus próprios horizontes. Esta abertura para tudo e para todas as possibilidades, e esta qualidade de expansão constante, caracterizam a sua habilidade na manifestação dos seus desejos. Eles nunca dizem “Não” ao universo. Para tudo o que a vida lhes envia, eles dizem “Obrigado. O que posso aprender e como posso crescer através do que estou recebendo?”. Negam-se a julgarem alguém ou qualquer coisa que a Fonte lhes ofereça, e esta atitude de constante expansão é a que finalmente lhes equipara com a energia da Fonte e é a que abre a sua vida para receber tudo o que a Fonte lhes quer proporcionar. São como uma porta aberta, que nunca se fecha para as possibilidades. Isto lhes faz totalmente receptivos à abundância que sempre, incessantemente, flui.
Estas atitudes que verá nas pessoas conectoras são precisamente a razão pela qual parecem tão afortunados na vida. Quando está com eles, você se sente energizado, decidido, inspirado e unificado. Se sente predisposto a estar na presença de pessoas como estas, porque lhe energizam, trazendo uma sensação de poder. Quando se sentir potente e energizado, você mesmo entrará no fluxo da energia de abundância da Fonte, e, sem perceber sequer, convidará outras pessoas a fazerem a mesma coisa. A conexão não se produz unicamente com a energia da Fonte, mas com todos e com todo o universo. Os conectores estão alinhados com todo o cosmos e com cada partícula do cosmos. Esta conexão faz possível e disponível o poder infinito da intenção.
Estas pessoas altamente realizadas pensam com uma finalidade, experimentando o que querem obter antes que assuma forma material. Utilizam os seus sentimentos como um calibre para determinar se estão sincronizados com o poder da intenção. Se se sentirem bem, saberão que estão em harmonia vibratória com a Fonte. Se se sentirem mal, usarão este indicador para se ajustarem com os níveis energéticos superiores. E, finalmente, atuam, com estes pensamentos de intenção e bons sentimentos, como se tudo o que desejam já estivesse aqui. Se lhes perguntar o que pode fazer para que os seus desejos se tornem realidade, decididamente lhe aconselharão que mude o modo como vê as coisas, e as coisas que vê mudarão.
Incentivo-lhe a reproduzir o seu mundo interior, e a regozijar-se no infinitamente magnificente poder da intenção.
(Recopilado y editado por Mario Liani: coilort@cantv.net)
Faleceu ontem a pessoa que atrapalhava sua vida - (Luis Fernando Veríssimo)

Um dia, quando os funcionários chegaram para trabalhar, encontraram na portaria um cartaz enorme, no qual estava escrito:
"Faleceu ontem a pessoa que atrapalhava sua vida na Empresa. Você está convidado para o velório na quadra de esportes".
No início, todos se entristeceram com a morte de alguém, mas depois de algum tempo, ficaram curiosos para saber quem estava atrapalhando sua vida e bloqueando seu crescimento na empresa.
A agitação na quadra de esportes era tão grande, que foi preciso chamar os seguranças para organizar a fila do velório.
Conforme as pessoas iam se aproximando do caixão, a excitação aumentava:
-Quem será que estava atrapalhando o meu progresso?
- Ainda bem que esse infeliz morreu!
Um a um, os funcionários, agitados, se aproximavam do caixão, olhavam pelo visor do caixão a fim de reconhecer o defunto, engoliam em seco e saiam de cabeça abaixada, sem nada falar uns com os outros.
Ficavam no mais absoluto silêncio, como se tivessem sido atingidos no fundo da alma e dirigiam-se para suas salas.
Todos, muito curiosos mantinham-se na fila até chegar a sua vez de verificar quem estava no caixão e que tinha atrapalhado tanto a cada um deles.
A pergunta ecoava na mente de todos: "Quem está nesse caixão"?
No visor do caixão havia um espelho e cada um via a si mesmo ...
Só existe uma pessoa capaz de limitar seu crescimento: VOCÊ MESMO!
Você é a única pessoa que pode fazer a revolução de sua vida.
Você é a única pessoa que pode prejudicar a sua vida.
Você é a única pessoa que pode ajudar a si mesmo.
"SUA VIDA NÃO MUDA QUANDO SEU CHEFE MUDA, QUANDO SUA EMPRESA MUDA, QUANDO SEUS PAIS MUDAM, QUANDO SEU(SUA) NAMORADO(A) MUDA. SUA VIDA MUDA ... QUANDO VOCÊ MUDA!
VOCÊ É O ÚNICO RESPONSÁVEL POR ELA."
O mundo é como um espelho que devolve a cada pessoa o reflexo de seus próprios pensamentos.
A maneira como você encara a vida é que faz toda diferença.
A vida muda, quando "você muda".
terça-feira, 4 de agosto de 2009
A vida tem tantos tesouros - (Krishnamurti)

"A vida é um fio de navalha e temos que andar por este caminho com cuidado extraordinário e com uma sabedoria flexível.
A vida é tão rica, tem tantos tesouros, nós vamos até ela com o coração vazio; não sabemos como satisfazer nosso coração com a abundância da vida. Somos pobres interiormente, e quando as riquezas nos são oferecidas, nós recusamos. O amor é uma coisa perigosa, ele traz a única revolução que dá felicidade completa. Tão poucos de nós são capazes de amar, tão poucos querem amar.
O amor é um estado de ser no qual todos os problemas são resolvidos. Nós vamos ao poço com um dedal, e assim a vida se torna um negócio de mau-gosto, insignificante e trivial.
Que lugar adorável a terra poderia ser, pois há tanta beleza, tanta glória, tanta amorosidade imperecível. Nós estamos presos na dor e não nos importa sair fora dela, mesmo quando alguém nos aponta uma saída.
Nada pode estragar o amor, pois tudo se dissolve nele – o bom e o mau, o feio e o bonito. É a única coisa que é a sua própria eternidade."
(Trechos do livro “Cartas a uma jovem amiga”, Edit. Terra sem Caminho, pgs 13 /14)
Tornando-se Um com o Senhor - (Sathya Sai Baba)

"No momento em que há um rio isolado, distante do oceano que é a sua fonte e o seu objetivo, então o rio conservará um nome distinto e possuirá uma identidade individual. Mas, uma vez que o rio se funde ao oceano, ele adquiri o sabor do oceano, adquiri a forma do oceano, recebe o nome do oceano. Se você desejar se tornar um com o Senhor, você deve adquirir os sentimentos do Senhor, você deve adquirir a forma do Senhor e você deve adquirir todas as características sagradas do Senhor. Somente então você se tornará um com Ele.
Você tem de sentir que todos os atributos do Senhor devem se manifestar em você. Afirme a si mesmo: "A amplidão mental do Senhor está dentro de mim. Todos os sentimentos abnegados do Senhor estão dentro de mim. O amor ilimitado do Senhor está dentro de mim." Ao viver fielmente esta convicção, então você finalmente atinge a realização de que você e Ele são um. Neste caso, há uma unidade perfeita.
Você deve lutar continuamente por este sentimento de unidade. Você deve fazer todo esforço para obtê-lo. Em seguida, você alcançará essa realização um dia. Este é o objetivo supremo da vida humana. Somente ao alcançar esse lugar, o lugar do qual você originalmente veio, a verdadeira realização será sua."
Recado à mãe divina - (Chandra Lacombe)
"Vem surgindo um novo tempo,
traz glórias do divino
mais puros e atentos
nos tornamos canais do infinito
Mãe divina eu quero ser
um filho realizado
e é perante o seu poder
que me entrego pra se libertado
Como um rio que corre para o mar
correntezas carregam o medo
confiança para atravessar
a fronteira do eu derradeiro
Não há desculpas para se escorar
já foi dito a hora é essa
o Tempo é de se integrar
abraçando o que ainda resta
Estou morrendo para o passado
e nem anseio pelo o futuro
minha coroa tem brilho dourado
provo o néctar do amor maduro"
(Imagens em homenagem ao mestre Prem Baba)
*** Compartilhado por "minha amiga e irmã de alma" Dagmar Witt.
Todo o meu amor e gratidão!
traz glórias do divino
mais puros e atentos
nos tornamos canais do infinito
Mãe divina eu quero ser
um filho realizado
e é perante o seu poder
que me entrego pra se libertado
Como um rio que corre para o mar
correntezas carregam o medo
confiança para atravessar
a fronteira do eu derradeiro
Não há desculpas para se escorar
já foi dito a hora é essa
o Tempo é de se integrar
abraçando o que ainda resta
Estou morrendo para o passado
e nem anseio pelo o futuro
minha coroa tem brilho dourado
provo o néctar do amor maduro"
(Imagens em homenagem ao mestre Prem Baba)
*** Compartilhado por "minha amiga e irmã de alma" Dagmar Witt.
Todo o meu amor e gratidão!
A abelha de minha mente adora beber do lótus azul de Teus pés - (Paramahansa Yogananda)

"Ó Mãe Divina, a abelha de minha mente se absorveu em Teus pés de lótus de luz azul. Ela bebe o mel de Teu amor maternal. Essa Tua abelha real não beberá outro mel que não seja o que é agraciado por Teu perfume.
Ó Mãe Divina, voando acima de todos os jardins de minha fantasia, negando a mim mesmo o mel de todos os prazeres, afinal encontrei a secreta ambrosia de Teu coração de lótus.
Eu era Tua abelha atarefada, que voava pelos campos das encarnações, aspirando o alento das experiências; já não vagarei, pois Tua fragrância apagou a sede de perfume de minha alma."
(Sussurros da Eternidade, ed. 1949)
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Oração Druida
Que jamais o teu coração acalante ódio. Que o canto da maturidade jamais asfixie a tua criança interior. Que o teu sorriso seja sempre verdadeiro. Que as perdas do teu caminho sejam sempre vistas como lições de vida.
Que a música seja tua companheira de momentos secretos contigo mesmo. Que os teus momentos de amor contenham a magia de tua alma eterna em cada beijo. Que os teus olhos sejam dois sóis olhando a luz da vida em cada amanhecer.
Que cada dia seja um novo recomeço, onde tua alma dance na luz. Que em cada passo teu fiquem marcas luminosas de tua passagem em cada coração. Que em cada amigo o teu coração faça festa, que celebre o canto da amizade profunda que liga as almas afins.
Que em teus momentos de solidão e cansaço, esteja presente em teu coração a lembrança de que tudo passa e se transforma, quando a alma é grande e generosa.
Que o teu coração voe contente nas asas da espiritualidade consciente, para que tu percebas a ternura invisível, tocando o centro do teu ser eterno. Que um suave acalanto te acompanhe, na terra ou no espaço, e por onde quer que o imanente invisível leve o teu viver.
Que o teu coração sinta a presença secreta do inefável! Que os teus pensamentos e os teus amores, o teu viver e a tua passagem pela vida, sejam sempre abençoados por aquele amor que ama sem nome. Aquele amor que não se explica só se sente.Que esse amor seja o teu acalanto secreto, viajando eternamente no centro do teu ser. Que este amor transforme os teus dramas em luz, a tua tristeza em celebração, e os teus passos cansados em alegres passos de dança renovadora.
Que jamais, em tempo algum, tu esqueças da Presença que está em ti e em todos os seres. Que o teu viver seja pleno de Paz e Luz!"
De Guerreira Ferida para Deusa - (Suzanna Kennedy do Reality Crafting)

Como reconhecer uma Deusa
"A Deusa se libertou de tudo o que não é Divino. Ela desfruta e expressa a sua feminilidade com coragem. Ela acha que tanto os homens, quanto as mulheres, estão mais confortáveis para trabalhar e brincar do que antes. Ela se liberou de seus sentimentos suprimidos de traição e de abandono, e irradia a energia da confiança. Então, outros se tornam acessíveis, baixam as suas defesas, e ela extrai a lealdade e a integridade deles.
Ela trata aos outros com compreensão e gentileza. Entretanto, é perceptível e sabe como traçar os limites, quando apropriado. Ela fala a verdade do seu coração, com respeito, honrando os sentimentos e os outros.
A Deusa carrega uma energia particular, mais elevada, uma vibração mais rápida em seu campo eletromagnético.
Ela criou um ambiente em seu corpo que magnetiza as energias Divinas mais refinadas. O seu corpo se torna uma torre de rádio que ancora as energias celestiais de compaixão profunda e de alegria na Terra e, então, as irradia para fora, em todas as direções.
Há muitos aspectos da Deusa. Ela pode ser como Ísis, expressando o aspecto da Mãe Criadora. Ela pode expressar Afrodite, o aspecto da companheira amorosa, sensual e sexual. Ela pode expressar Kali, a destruidora que não está mais a serviço. Ela pode expressar uma Deusa Guerreira, a protetora que sabe como arrancar e proteger fronteiras.
A diferença agora é que ela está curada e inteira, podendo recorrer a qualquer aspecto da Deusa que lhe sirva melhor em qualquer momento. Ela não se limita mais a agir somente fora da parte da Guerreira Ferida. Ela irradia a energia da União Sagrada dentro dela mesma, e isto atrai um companheiro de União Sagrada para ela no mundo físico. De acordo com o Momento Divino, naturalmente, ela atrairá um Deus para saudar a sua Deusa.
A Lei da Atração opera para atrair outros que são da mesma energia e consciência. Em breve, ela se encontra cercada por Deuses e Deusas - todos vivendo harmoniosamente no Paraíso na Terra que eles criaram de suas energias equilibradas do Amor Divino, Sabedoria Divina e Poder Divino."
Semelhante atrai semelhante - (Osho)

"Somente uma pessoa amorosa, aquela que realmente é amorosa; pode encontrar o parceiro certo.
Essa é minha observação: se você está infeliz você irá encontrar alguém também infeliz. Pessoas infelizes são atraídas pelas pessoas infelizes. E isso é bom, é natural. É bom que as pessoas infelizes não sejam atraídas pelas pessoas felizes; senão elas destruiriam a felicidade delas. Está perfeitamente bem.
Somente pessoas felizes são atraídas pelas pessoas felizes. O semelhante atrai o semelhante. Pessoas inteligentes são atraídas pelas pessoas inteligentes; pessoas estúpidas são atraídas pelas pessoas estúpidas.
Você encontra as pessoas do mesmo plano. Então a primeira coisa a lembrar é: um relacionamento está fadado a ser amargo se este surgiu da infelicidade.
Primeiro seja feliz, seja alegre, seja festivo e então você encontrará alguma outra alma festiva e haverá um encontro de duas almas dançantes e uma grande dança irá surgir disso.
Não peça por um relacionamento a partir da solitude, não. Assim você estará indo na direção errada. Então o outro será usado como um meio e o outro lhe usará como um meio. E ninguém quer ser usado como um meio! Cada indivíduo único é um fim em si mesmo. É imoral usar alguém como um meio.Primeiro aprenda como ser só. A meditação é um caminho para ficar sozinho.
Se você puder ser feliz quando você está só, você aprendeu o segredo de ser feliz. Agora você pode ser feliz acompanhado. Se você é feliz, então você tem alguma coisa para compartilhar, para dar. E quando você dá, você obtém; não é de outra maneira. Assim surge uma necessidade de amar alguém.
Geralmente a necessidade é de ser amado por alguém. É a necessidade errada. É uma necessidade infantil; você não está amadurecido. É uma atitude infantil.
Uma criança nasce. Naturalmente, a criança não pode amar a mãe; ela não sabe o que é amar e ela não sabe quem é a mãe e quem é o pai. Ela está totalmente desamparada. Seu ser ainda está para ser integrado; ela ainda não está reunida.
Ela é somente uma possibilidade. A mãe precisa amar, o pai precisa amar, a família precisa banhar a criança de amor. Agora ela aprende uma coisa: que todos têm que amá-la. Ela nunca aprende que ela precisa amar. Agora a criança irá crescer e se ela permanecer presa nessa atitude que todo mundo tem que amá-la, ela irá sofrer por toda
sua vida. Seu corpo cresceu, mas sua mente permaneceu imatura.
Uma pessoa amadurecida é aquela que chega a conhecer a necessidade do outro: que agora tenho que amar alguém.
A necessidade de ser amado é infantil, imatura. A necessidade de amar é maturidade.
E quando você está preparado para amar alguém, um belo relacionamento irá surgir; de outra maneira não.
"É possível que duas pessoas num relacionamento sejam más uma para com a outra"?
Sim, isso é o que está acontecendo por todo o mundo. Ser bom é muito difícil. Você não é bom nem para si mesmo.
Como você pode ser bom para outra pessoa?
Você nem mesmo ama a si próprio! Como você pode amar outra pessoa? Ame a si mesmo, seja bom para si mesmo.
Os seus assim chamados santos têm lhe ensinado a nunca amar a si mesmo, para nunca ser bom para si mesmo.
Seja duro consigo mesmo! Eles têm lhe ensinado a ser delicado para com os outros e duro para consigo mesmo. Isso é um absurdo.
Eu lhe ensino que a primeira e mais importante coisa é ser amoroso para consigo mesmo. Não seja duro; seja delicado.
Cuide de si mesmo. Aprenda como se perdoar, cada vez mais e novamente; sete vezes, setenta e sete vezes, setecentos e setenta e sete vezes. Aprenda como perdoar a si próprio. Não seja duro; não seja antagônico consigo mesmo.
Assim você irá florescer.
Nesse florescimento você atrairá alguma outra flor. Isso é natural. Pedras atraem pedras; flores atraem flores. Assim há um relacionamento que possui graça, que possui beleza, que possui uma bênção nele.
Se você puder achar um relacionamento assim, seu relacionamento crescerá para uma oração; seu amor se tornará um êxtase e através do amor você conhecerá o que é o divino."
domingo, 2 de agosto de 2009
Oração à Divina Mãe

"Ó Divina Mãe,
Que toda a minha fala e as minhas palavras vazias sejam Mantra,
Que toda ação de minhas mãos seja mudra,
Que tudo o que eu comer e beber seja uma oferenda a Ti,
Toda a vez que me deitar, que seja uma reverência diante de Ti,
Que todos os meus prazeres sejam minha total dedicação a Ti,
Que tudo o que eu faça sirva de adoração a Ti."
(Extraido do Livro “Mantras – Palavras de Poder” de Swami Sivananda Radha, Discípula de Swami Sivananda)
Halo - (Beyonce)
"Uma palavra nos liberta de todo peso e dor da vida: Esta palavra é amor."
(Sófocles)
"O amor é a asa veloz que Deus deu à alma para que ela voe até o céu."
(Michelangelo Buonarroti)
"No momento em que você tem em seu coração esta coisa extraordinária chamada amor, e sente a profundidade, a alegria e o êxtase dele, você descobrirá que para você o mundo é transformado."
(J. Krishnamurti)
"Prema (amor) é como uma corda: Deus está preso ao devoto por meio de prema e não pode mais se afastar dele."
(Ramakrishna)
"Se tomamos refúgio de verdade nos Budas, então deveríamos respeitar suas vontades. Afinal, na vida comum é normal nos adaptarmos de algum modo aos amigos, respeitando seus desejos. A capacidade de fazer isso é considerada uma boa qualidade.
É muito triste se, por um lado, dizemos com muita devoção que tomamos refúgio no Buda, Dharma e Sangha, mas por outro, em nossas ações ignoramos com desprezo aquilo que agrada as Três Jóias. Estamos preparados para seguir os padrões de pessoas ordinárias, mas não os dos Budas e Bodisatvas. Que coisa miserável!
Se, por exemplo, um cristão ama verdadeiramente a Deus, então ele deveria praticar o amor por todos os seres humanos, seus irmãos. De outro modo, ele falha em seguir sua religião: suas palavras e atos estão em contradição."
(Dalai Lama)
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