quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Ciclo - (Jorge Vercilo)
"Eu não sei o que me domina
E mesmo assim não penso em me livrar
Num fascínio de alma gêmea
Você em mim constrói o seu lugar
O amor se fez me levando além onde ninguém mais
Criou raiz, ancorou de vez, fez de mim seu cais
Lendo a rota das estrelas
Nesse abraço se fez um ciclo
Que não tem fim e é todo o meu viver
É como alcançar o infinito
Reflete em mim e volta pra você
O amor se fez me levando além onde ninguém mais
Criou raiz, ancorou de vez, fez de mim seu cais
Lendo a rota das estrelas
O amor surgiu como um em mil, por você eu vim
E assim será a me conduzir, sem mandar em mim
Como o vento e o barco a vela, que nos leva sem fim"
*** Ao Amado, com todo meu amor e gratidão!
O Poder da Intenção - Retrato de uma pessoa conectada com o campo da intenção - (Wayne Dyer)

Retrato de uma pessoa conectada com o campo da intenção
“As pessoas auto-realizadas devem ser o que podem ser.”
(Abraham Maslow)
Uma pessoa que vive em um estado de unidade com a Fonte de toda vida não aparenta ser diferente das outras pessoas. Além disso, esta pessoa não possui uma auréola, nem se veste com roupas especiais que anunciem as suas qualidades divinas.
Entretanto, quando notar que alguém passa pela vida como os afortunados que parecem obter todas as vantagens, e parar para falar com estas pessoas, perceberá o quanto são singulares, comparando-se com as pessoas que vivem nos níveis ordinários de consciência. Se passar alguns momentos conversando com elas, que já estão conectadas com o poder da intenção, verá como são especiais.
Estas pessoas, que eu chamo conectores para ressaltar a sua harmoniosa conexão com o campo da intenção, são indivíduos que se fizeram a si mesmos disponíveis para o êxito. É impossível encontrá-los em um estado de pessimismo com relação à realização do que desejam para suas vidas. Ao invés de utilizarem uma linguagem indicadora de que os seus desejos não podem se materializar, falam com uma convicção interior que comunica o seu simples e profundo conhecimento de que a Fonte universal provê tudo.
Eles não dizem: “Com esta sorte que tenho, não pode ser que as coisas se ajeitem.” Ao invés disto, é muito mais provável ouvi-los dizendo algo como: “Planejo criar isto e sei que funcionará.” Não importa o quanto tente dissuadi-los com todas as razões pelas quais o seu otimismo deveria ser mitigado, pois eles parecem estar felizmente cegos a estas repercussões “realmente comprovadas”. É como se estivessem em um mundo diferente, um mundo em que não podem escutar as razões pelas quais as coisas podem não sair bem.
Se se empenhar em fazer que falem consigo sobre esta idéia, simplesmente dirão algo como: “Nego-me a pensar que poderia não acontecer, porque eu atrairei exatamente aquilo que penso, e, por isto, só penso no que sei que acontecerá.” Não importa o que aconteceu antes. Não se relacionam com os conceitos de fracasso ou impossibilidade. Sem mais alardes, eles não são afetados pelas razões que existem para serem pessimistas. Fizeram-se disponíveis para o êxito, como também conhecem e confiam em uma força invisível que é oniprovidente. Estão tão bem conectados à Fonte, que tudo provê, que é como se tivessem uma aura natural que impede que qualquer coisa vinda do exterior possa debilitar a sua conexão com a energia criadora do poder da intenção.
Os conectores não focalizam os seus pensamentos no que não querem porque, como lhe explicarão, a Fonte de tudo só pode responder com o que é, que não é outra coisa que abastecimento infinito. Não pode levá-lo a passar penúrias ou escassez, nem a coisas que não funcionem, porque não é nenhuma destas coisas. Se eu digo à Fonte de todas as coisas, “Isto provavelmente não vai funcionar”, receberei dela precisamente isto que enviei, de modo que será melhor não pensar em alguma coisa que não concorde com o que a minha Fonte é.
Para a pessoa média que tem temores sobre o futuro, tudo isto soará como algo incompreensível. Pedirão ao seu amigo, o conector, que dê uma olhada para a realidade e que, de modo realista, comprove em que mundo vive. Mas os conectores não se desviam do seu conhecimento interior. Dirão, se decidir escutá-los, que este é um universo de energia e atração, e que a razão pela qual tantas pessoas vivem vidas de medo e sofrimento é porque dependem do seu ego para o cumprimento dos seus desejos. É simples, dirão: “Reconecte-se com a sua Fonte, e sei como a sua Fonte e as suas intenções se encaixarão perfeitamente com a Fonte oniprovedora.”
Para os conectores tudo isto parece muito simples. “Mantenha os seus pensamentos naquilo que tem intenção de criar. Permaneça solidamente alinhado com o campo da intenção e busque as pistas que chegam até você vindas da Fonte onicriadora.”
Para um conector, simplesmente os acidentes não existem. Percebem os acontecimentos aparentemente insignificantes como se fossem orquestrados em perfeita harmonia. Acreditam na sincronicidade e não lhes surpreende que apareça a pessoa perfeita para uma certa situação; ou que alguém, em quem estavam pensando, logo telefone; ou que um livro chegue de improviso pelo correio trazendo a informação de que precisavam; ou que, misteriosamente, apareça o dinheiro necessário para financiar um projeto que estavam planejando.
Os conectores não tentarão convencê-lo do seu ponto de vista com argumentos. Sabem fazer algo melhor do que colocar um monte de energia discutindo ou se frustrando, porque isso atrairia discussões e frustrações para as suas vidas. Eles sabem que sabem e não lhes seduz construir uma força opositora de resistência para as pessoas que vivem de outra maneira. Aceitam a idéia de que os acidentes não existem em um universo que tem como Fonte uma força energética invisível que continuamente cria e proporciona uma provisão infinita a todo aquele que queira se abastecer dela. Se lhes perguntar, dirão simples e claramente: “Tudo o que se precisa fazer para chamar o poder da intenção é permanecer em perfeito alinhamento com a Fonte de tudo, e eu escolhi permanecer tão estreitamente alinhado com a Fonte como me é possível.”
Para os conectores, tudo o que aparece na sua vida está aí porque o poder da intenção assim o planejou. Por isto, sempre estão agradecidos. Sentem-se agradecidos por tudo, inclusive por coisas que poderiam parecer obstáculos. Têm a habilidade e o desejo de ver uma doença temporária como uma benção, e sabem no seu coração que, em alguma parte deste revés, há uma oportunidade, que é o que buscam em tudo o que surge nas suas vidas. Através do seu agradecimento, honram todas as possibilidades, ao invés de pedir tudo para a sua Fonte, porque isto seria como dar poder a algo que já desapareceu. Eles comungam com a Fonte em um estado de reverente gratidão para com tudo o que é apresentado em suas vidas, sabendo que isto faculta a sua intenção para manifestar precisamente o que precisam.
Os conectores se descrevem como pessoas que vivem em estado de agradecimento e audácia. É improvável que os escute se queixando de algo. Eles não são excessivamente exigentes. Se chove, desfrutam, sabendo que não conseguirão ir aonde querem se só viajarem nos dias ensolarados. Assim é como reagem frente a todas as coisas da natureza, com agradecida harmonia. A neve, o vento, o sol e os sons da natureza, tudo isto são lembranças de que eles são uma parte do mundo natural. O ar, independentemente da sua temperatura ou velocidade, é o venerado ar, fôlego de vida.
Os conectores agradecem ao mundo e a tudo o que nele está contido. A mesma conexão que experimentam com a natureza, sentem para com todos os outros seres, incluindo aqueles que viveram antes e os que ainda estão por chegar.
Têm consciência da unidade e, portanto, não fazem distinções entre tais e quais tipos de pessoas. Para um conector, tudo é “Nós”. Se pudesse observar o seu mundo interior, descobriria como lhes fere a dor imposta ao seu próximo. Carecem do conceito de inimigos, porque sabem que todos nós emanamos da mesma Fonte divina. Preferem valorizar as diferenças na aparência e nos costumes das demais pessoas, ao invés de se fixarem naquilo que não gostam nelas, criticando-as ou sentindo-se ameaçados por elas. A sua conexão com os demais tem uma natureza espiritual, mas não se separam espiritualmente de ninguém, independentemente de onde vivam ou quão diferentes possam ser seus aspectos ou costumes. No seu coração, os conectores sentem uma afinidade com toda a vida, assim como com a Fonte de toda vida.
Este vínculo de conexão é o que faz os conectores tão hábeis em atrair para a sua vida cooperação e assistência de outros no cumprimento de suas próprias intenções. Só o fato de se sentirem conectados significa que, nas mentes dos conectores, não há ninguém neste planeta com quem não estejam unidos espiritualmente. Em conseqüência, vivendo no campo da intenção, podem acessar, a todo momento, qualquer sistema de vida no universo em que coloquem a sua atenção, porque já estão conectados a este sistema de energia doadora de vida e a todas as suas criações. Eles agradecem esta conexão espiritual, e não esbanjam energia depreciando ou criticando. Nunca se sentem separados da assistência que todo este sistema doador de vida lhes oferece.
Portanto, os conectores não se surpreendem quando a sincronicidade ou as coincidências lhes trazem os frutos das suas intenções. Sabem, nos seus corações, que estes acontecimentos, aparentemente milagrosos, foram trazidos ao seu espaço vital imediato porque eles mesmos já estavam conectados com estes eventos. Pergunte aos conectores e lhe dirão que, naturalmente, é a lei da atração que está trabalhando. “Permaneça vibratoriamente afinado com o que a Fonte de toda vida planeja para si, e todas as pessoas e todos os poderes deste campo de intenção cooperarão consigo para atrair para a sua vida tudo o que desejar.” Eles sabem que assim é como o universo trabalha. Outros poderão insistir em que os conectores são meros afortunados, mas as pessoas que desfrutam do poder da intenção sabem que não é assim. Sabem que podem providenciar a presença de qualquer coisa em que fixem a sua atenção, enquanto permanecerem em consonância com as sete faces da intenção.
Os conectores não se gabam da sua boa fortuna, e se encontram em perpétuo estado de gratidão e de radical humildade. Entendem como o universo trabalha, e permanecem em um afortunado alinhamento com ele, não o desafiam, nem encontram defeitos. Pergunte-lhes isto e lhe dirão que todos somos parte de um sistema de energia dinâmica. Explicarão que a energia que se move com mais rapidez dissolve e anula a mais lenta. Estas pessoas escolhem estar em harmonia com a energia espiritual invisível. Treinaram os seus pensamentos para direcionar-se aos mais elevados níveis vibracionais e, conseqüentemente, são capazes de desviar as vibrações mais lentas/mais baixas.
Os conectores produzem um grande efeito quando entram em contato com pessoas que estão vivendo em níveis inferiores de energia. O seu sossego tem o efeito de fazer com que os demais se sintam seguros e tranqüilos, e irradiam uma energia de serenidade e paz. Não lhes interessa sairem vitoriosos das discussões, nem somarem aliados. Mais do que tentar persuadi-lo para que pense como eles, convencem-no através da energia que transpiram. As pessoas sentem amor pelos conectores, porque eles estão imbuídos na Fonte de toda vida, que é o amor.
Os conectores lhe dizem, sem duvidar, que escolhem sentir-se bem, independentemente do que aconteça ao seu redor ou de como os outros podem julgá-los. Sabem que sentir-se mal é uma escolha, e que a mesma não é útil para corrigir as situações desagradáveis no mundo. Por isto, utilizam as suas emoções como um sistema de orientação para determinar o quão sintonizados estão com o poder da intenção. Quando se sentem mal por algo, usam isto como indicador de que já é hora de mudar o seu nível de energia para sintonizar-se com a pacífica e amorosa energia da Fonte. Repetirão para si mesmos: “Quero sentir-me bem”, e, com este desejo, reconduzirão os seus pensamentos para a harmonia.
Ainda que o mundo esteja em guerra, continuarão optando por sentir-se bem. Ainda que a economia vire de pernas para o ar, continuarão querendo sentir-se bem. Ainda que as taxas de delinqüência subam ou os furacões rujam em alguma parte do planeta, continuarão escolhendo sentir-se bem. Se lhes perguntar por que não se sentem mal quando estão acontecendo tantas coisas más no mundo, sorrirão e lhe recordarão que o mundo do espírito, onde se planeja tudo, trabalha com a paz, o amor, a harmonia, a bondade e a abundância... “E eu escolho morar no interior de mim mesmo. Sentir-me mal garante que atrairei para a minha vida mais daquilo que me faz sentir-me mal.”.
Os conectores simplesmente não permitem que o seu bem-estar dependa de algo externo a eles mesmos, nem do tempo atmosférico, nem das guerras existentes em algum lugar do globo, nem do panorama político, nem da economia, nem, evidentemente, de alguém que tenha decidido estar em uma energia baixa. Trabalham com o campo da intenção, emulando o que eles sabem que é a Fonte criadora de tudo.
Os conectores sempre estão em contato com a sua natureza infinita. A morte não é algo que temam; e, se lhes perguntar, dirão que, na verdade, nada que nasceu pode terminar algum dia. Vêem a morte como uma troca de roupas ou como passar de uma sala para outra: uma mera transição. Eles estão apontados para a energia invisível, que vêem como seu verdadeiro ser, que planeja todas as coisas em nossa existência.
Graças ao fato dos conectores sempre se sentirem alinhados com todos e com todo o universo, não experimentam o sentimento de estarem separados de ninguém, nem de nada que queiram atrair para suas vidas. A sua conexão é invisível e imaterial, mas nunca é colocada em dúvida. Conseqüentemente, descansam nesta energia interna espiritual invisível que penetra em todas as coisas. Vivem em harmonia com o Espírito, não se vendo, jamais, como algo separado Dele. Este conhecimento é a chave na sua visão cotidiana do funcionamento do poder da intenção.
Simplesmente, será impossível convencer os conectores de que não se materializará o que propõem, porque confiam absolutamente na sua conexão com a energia da Fonte. Convidá-lo-ão a escolher com qual possibilidade você vai se identificar e, a partir daí, irão incentivá-lo a viver como se a houvesse obtido. Se não pode fazer isto e ainda permanecer firmemente ancorado na preocupação, na dúvida e no medo, desejarão o melhor para você, mas continuarão fazendo o que eles chamam “pensar com finalidade”. Podem ver o que pretendem manifestar nas suas vidas como se já houvesse se materializado e, para eles, como isto já é completamente real nos seus pensamentos, será a sua realidade. Dirão com franqueza: “Meus pensamentos, quando estão harmonizados com o campo da intenção, são pensamentos de Deus, e assim é como eu escolho pensar”. Se permanecer próximo deles o suficiente, verá o quão excepcionais são ao conseguir os frutos das suas intenções.
As pessoas conectoras são excepcionalmente generosas. É como se o que eles quisessem para si mesmos se subordinasse a um desejar ainda mais e com mais força para o seu próximo. Encontram um grande prazer em dar. Pode acontecer que os demais se perguntem como fazem para não acumular coisas para eles mesmos, ainda que em suas vidas reine a abundância, e porque não parece faltar nada do que eles desejam. O segredo do poder da intenção, dirão, está em pensar e atuar igual à Fonte oniprovedora, de onde tudo se origina. “Ela sempre está provendo, e eu também escolho ser um provedor. Quanto mais me entrego a mim mesmo e a tudo o que flui de mim, mais vejo fluir para mim”.
Os conectores são pessoas altamente inspiradas. Vivem mais no espírito do que nas formas. Conseqüentemente, são inspirados e inspiradores, o que vêem como oposição ao que já está formado e com informação completa. Estas pessoas têm um forte sentido do seu próprio destino. Sabem porque estão aqui, e sabem que são algo mais do que uma coleção encapsulada de ossos, sangue e órgãos metidos dentro de um corpo, debaixo de uma pele coberta de pelos. Estão vivendo, sobretudo, com propósito, e escolheram evitar serem distraídos pelas demandas do ego. Sentem um grande respeito pelo mundo do Espírito e, comungando com esta Fonte, permanecem inspirados.
O seu nível de energia é excepcionalmente alto. É uma energia que lhes define como conectores. É a energia da Fonte, uma freqüência vibratória rápida que leva o amor à presença do ódio e converte este ódio em amor. Exibem um semblante pacífico na presença do caos e da dissonância, e transmutam as energias mais baixas na energia superior da paz. Quando estiver em companhia destes que permanecem no campo da intenção, você se sentirá energizado, limpo, mais saudável e inspirado. Como têm uma notável ausência de juízo para com os demais, tampouco imobilizarão os pensamentos ou as ações alheias. Com freqüência são etiquetados como distantes e frios porque não se sentem inclinados para a conversa não-transcendente e para a maledicência. Dirão que o Espírito é quem dá vida, e que todos neste planeta levam este espírito em seu interior, esta força eternamente todo-poderosa. Eles assim acreditam, assim vivem, e inspiram os demais.
Irão ainda mais longe: dirão que os desequilíbrios da Terra, tais como terremotos, erupções vulcânicas e os padrões climáticos extremos são o resultado de um desequilíbrio coletivo da consciência humana. Recordar-lhe-ão que os nossos corpos foram feitos dos mesmos materiais da Terra, que 98% do fluído que compõe o nosso sangue foi alguma vez água oceânica, e que os minerais dos nossos ossos foram componentes das provisões finitas de materiais que há na Terra. Vêem a si mesmos unos com o planeta, e sentem a responsabilidade de permanecer em equilíbrio harmônico com o campo da intenção para ajudar a estabilizar e harmonizar as forças do universo que podem se desequilibrar quando vivemos com um ego excessivo. Dirão que os pensamentos, sentimentos e emoções são vibrações, e que a freqüência destas vibrações pode criar contrariedades que nos afetarão não só a nós mesmos, mas a tudo aquilo que for feito da mesma matéria.
Os conectores lhe estimularão a permanecer em harmonia vibratória com a Fonte, por um sentido de responsabilidade para com o planeta inteiro, e consideram que esta é uma função vital e emular. Isto não é algo sobre o que eles pensam ou discutam de uma perspectiva puramente intelectual, é algo que sentem profundamente dentro de si mesmos. Além disso, vivem cada dia apaixonadamente.
Quando observar estes conectores, notará que não vivem no mal-estar e na doença. Vivem como se o seu corpo gozasse de saúde perfeita. Na verdade, pensam e sentem que não existe nenhum tipo novo de doença que já não tenha sido curada. Acreditam que atraem soluções novas porque sabem que há muitas soluções possíveis para toda e qualquer situação, inclusive aquelas que para os outros podem parecer impossíveis de superar. Dirão que as possibilidades de obter soluções curadoras já estão aqui e agora, e que o rumo que tome qualquer doença dependerá da sua própria perspectiva. Precisamente, como acreditam que os turbulentos sistemas externos se pacificam na presença da nossa paz, vêem isto como uma possibilidade de evolução interna. Pergunte-lhes sobre as suas capacidades sanadoras e lhe dirão: “Eu já estou curado, e penso e sinto só esta perspectiva”.
Com freqüência verá como as suas doenças e moléstias físicas desaparecem quando está na presença dos conectores de energia excepcionalmente alta. Por quê? Porque a sua elevada energia espiritual anula e extirpa as energias inferiores da doença. Precisamente, estar na presença de conectores faz com que se sinta melhor porque eles emanam e irradiam uma afetuosa e alegre energia que cura o seu corpo, que também acontece quando você está dentro deste tipo de campo energético.
Os conectores são conscientes da necessidade de evitar a baixa energia. Silenciosamente, afastar-se-ão das pessoas ruidosas, belicosas e julgadoras, enviando-lhes uma silenciosa benção e retirando-se para deixar o caminho livre. Não perdem tempo contemplando os violentos programas da TV, nem lendo a recontagem de atrocidades ou as estatísticas da guerra. Estas pessoas, que desfrutam revirar-se nos horrores que se debatem e emitem, poderiam parecer dóceis ou desapaixonados. Partindo do fato de que os conectores não precisam ganhar, nem ter razão, nem dominar outras pessoas, o seu poder radica na sua capacidade de elevar os demais com a sua presença. Comunicam o seu ponto de vista permanecendo em harmonia com a energia criadora da Fonte. Nunca se ofendem, porque o seu ego não se implica nas suas opiniões.
Os conectores vivem as suas vidas nivelando-se vibracionalmente com o campo da intenção. Para eles, tudo é energia. Sabem que adotar uma posição hostil, de ódio e de raiva para com as pessoas que acreditam e que apóiam as atividades de baixa energia, que envolvem alguma modalidade de violência, só potencializará a presença deste tipo de atividades debilitantes neste mundo.
Os conectores vivem na sua energia mais rápida e elevada, que lhes permite acessar facilmente os seus poderes intuitivos. Têm um conhecimento interior sobre o que está chegando. Se lhes perguntar sobre isto, dirão: “Não posso explicar, mas sei, porque sinto no meu interior”. Conseqüentemente, é raro que se sintam confusos quando os acontecimentos que eles antecipam e planejam criar se manifestam. Na verdade, ao invés de se surpreender, esperam que as coisas se ajeitem. Permanecem tão conectados com a energia da Fonte que são capazes de ativar a sua intuição e experimentar revelações sobre o que é possível e como conseguir isto. O seu conhecimento interno lhes permite ser infinitamente pacientes, e nunca se desgostam pela velocidade ou pela maneira como as suas intenções se manifestam.
Os conectores freqüentemente refletem as sete faces da intenção descritas ao longo das páginas deste livro. Verá pessoas extraordinariamente criativas, que não precisam fazer ou ordenar as coisas da forma como os outros supõem que deve ser. Aplicam a sua individualidade única nas suas tarefas, e lhe dirão que podem criar qualquer coisa em que colocarem a sua intenção e imaginação.
Os conectores são pessoas excepcionalmente amáveis e amorosas. Sabem que, harmonizando-se com a energia da Fonte, reproduzem a bondade que provém dela. Ademais, para eles não pressupõe esforço algum em ser amável. Sempre são agradecidos com o que lhes chega, e sabem que esta bondade para com tudo na vida e para com o nosso planeta é a maneira de mostrar esta gratidão. Por causa do seu modo de ser, outros irão querer devolver os seus favores e se converterão em seus aliados, ajudando-os a atingir os seus propósitos. Associam-se com um número ilimitado de pessoas, com qualquer um que chegue revestido de amor, bondade e generosa assistência mútua para o cumprimento dos seus desejos.
Também apreciará o modo como os conectores vêem a beleza do nosso mundo. Sempre encontram algo que valorizar. Podem se perder na beleza de uma noite estrelada ou de uma rã pousada sobre um leito de lírios. Vêem a beleza das crianças e percebem o brilho natural e o esplendor dos anciãos. Não desejam julgar ninguém em termos da baixa energia negativa, e sabem que a Fonte criadora de todas as coisas só traz beleza à forma material, beleza que, desta forma, sempre está disponível.
Os conectores nunca se conformam com o que sabem! São curiosos sobre a vida, e lhes atrai todo o tipo de atividade. Sempre encontram algo para desfrutar em todos os campos do esforço criativo humano, e sempre estão expandindo os seus próprios horizontes. Esta abertura para tudo e para todas as possibilidades, e esta qualidade de expansão constante, caracterizam a sua habilidade na manifestação dos seus desejos. Eles nunca dizem “Não” ao universo. Para tudo o que a vida lhes envia, eles dizem “Obrigado. O que posso aprender e como posso crescer através do que estou recebendo?”. Negam-se a julgarem alguém ou qualquer coisa que a Fonte lhes ofereça, e esta atitude de constante expansão é a que finalmente lhes equipara com a energia da Fonte e é a que abre a sua vida para receber tudo o que a Fonte lhes quer proporcionar. São como uma porta aberta, que nunca se fecha para as possibilidades. Isto lhes faz totalmente receptivos à abundância que sempre, incessantemente, flui.
Estas atitudes que verá nas pessoas conectoras são precisamente a razão pela qual parecem tão afortunados na vida. Quando está com eles, você se sente energizado, decidido, inspirado e unificado. Se sente predisposto a estar na presença de pessoas como estas, porque lhe energizam, trazendo uma sensação de poder. Quando se sentir potente e energizado, você mesmo entrará no fluxo da energia de abundância da Fonte, e, sem perceber sequer, convidará outras pessoas a fazerem a mesma coisa. A conexão não se produz unicamente com a energia da Fonte, mas com todos e com todo o universo. Os conectores estão alinhados com todo o cosmos e com cada partícula do cosmos. Esta conexão faz possível e disponível o poder infinito da intenção.
Estas pessoas altamente realizadas pensam com uma finalidade, experimentando o que querem obter antes que assuma forma material. Utilizam os seus sentimentos como um calibre para determinar se estão sincronizados com o poder da intenção. Se se sentirem bem, saberão que estão em harmonia vibratória com a Fonte. Se se sentirem mal, usarão este indicador para se ajustarem com os níveis energéticos superiores. E, finalmente, atuam, com estes pensamentos de intenção e bons sentimentos, como se tudo o que desejam já estivesse aqui. Se lhes perguntar o que pode fazer para que os seus desejos se tornem realidade, decididamente lhe aconselharão que mude o modo como vê as coisas, e as coisas que vê mudarão.
Incentivo-lhe a reproduzir o seu mundo interior, e a regozijar-se no infinitamente magnificente poder da intenção.
(Recopilado y editado por Mario Liani: coilort@cantv.net)
Faleceu ontem a pessoa que atrapalhava sua vida - (Luis Fernando Veríssimo)

Um dia, quando os funcionários chegaram para trabalhar, encontraram na portaria um cartaz enorme, no qual estava escrito:
"Faleceu ontem a pessoa que atrapalhava sua vida na Empresa. Você está convidado para o velório na quadra de esportes".
No início, todos se entristeceram com a morte de alguém, mas depois de algum tempo, ficaram curiosos para saber quem estava atrapalhando sua vida e bloqueando seu crescimento na empresa.
A agitação na quadra de esportes era tão grande, que foi preciso chamar os seguranças para organizar a fila do velório.
Conforme as pessoas iam se aproximando do caixão, a excitação aumentava:
-Quem será que estava atrapalhando o meu progresso?
- Ainda bem que esse infeliz morreu!
Um a um, os funcionários, agitados, se aproximavam do caixão, olhavam pelo visor do caixão a fim de reconhecer o defunto, engoliam em seco e saiam de cabeça abaixada, sem nada falar uns com os outros.
Ficavam no mais absoluto silêncio, como se tivessem sido atingidos no fundo da alma e dirigiam-se para suas salas.
Todos, muito curiosos mantinham-se na fila até chegar a sua vez de verificar quem estava no caixão e que tinha atrapalhado tanto a cada um deles.
A pergunta ecoava na mente de todos: "Quem está nesse caixão"?
No visor do caixão havia um espelho e cada um via a si mesmo ...
Só existe uma pessoa capaz de limitar seu crescimento: VOCÊ MESMO!
Você é a única pessoa que pode fazer a revolução de sua vida.
Você é a única pessoa que pode prejudicar a sua vida.
Você é a única pessoa que pode ajudar a si mesmo.
"SUA VIDA NÃO MUDA QUANDO SEU CHEFE MUDA, QUANDO SUA EMPRESA MUDA, QUANDO SEUS PAIS MUDAM, QUANDO SEU(SUA) NAMORADO(A) MUDA. SUA VIDA MUDA ... QUANDO VOCÊ MUDA!
VOCÊ É O ÚNICO RESPONSÁVEL POR ELA."
O mundo é como um espelho que devolve a cada pessoa o reflexo de seus próprios pensamentos.
A maneira como você encara a vida é que faz toda diferença.
A vida muda, quando "você muda".
terça-feira, 4 de agosto de 2009
A vida tem tantos tesouros - (Krishnamurti)

"A vida é um fio de navalha e temos que andar por este caminho com cuidado extraordinário e com uma sabedoria flexível.
A vida é tão rica, tem tantos tesouros, nós vamos até ela com o coração vazio; não sabemos como satisfazer nosso coração com a abundância da vida. Somos pobres interiormente, e quando as riquezas nos são oferecidas, nós recusamos. O amor é uma coisa perigosa, ele traz a única revolução que dá felicidade completa. Tão poucos de nós são capazes de amar, tão poucos querem amar.
O amor é um estado de ser no qual todos os problemas são resolvidos. Nós vamos ao poço com um dedal, e assim a vida se torna um negócio de mau-gosto, insignificante e trivial.
Que lugar adorável a terra poderia ser, pois há tanta beleza, tanta glória, tanta amorosidade imperecível. Nós estamos presos na dor e não nos importa sair fora dela, mesmo quando alguém nos aponta uma saída.
Nada pode estragar o amor, pois tudo se dissolve nele – o bom e o mau, o feio e o bonito. É a única coisa que é a sua própria eternidade."
(Trechos do livro “Cartas a uma jovem amiga”, Edit. Terra sem Caminho, pgs 13 /14)
Tornando-se Um com o Senhor - (Sathya Sai Baba)

"No momento em que há um rio isolado, distante do oceano que é a sua fonte e o seu objetivo, então o rio conservará um nome distinto e possuirá uma identidade individual. Mas, uma vez que o rio se funde ao oceano, ele adquiri o sabor do oceano, adquiri a forma do oceano, recebe o nome do oceano. Se você desejar se tornar um com o Senhor, você deve adquirir os sentimentos do Senhor, você deve adquirir a forma do Senhor e você deve adquirir todas as características sagradas do Senhor. Somente então você se tornará um com Ele.
Você tem de sentir que todos os atributos do Senhor devem se manifestar em você. Afirme a si mesmo: "A amplidão mental do Senhor está dentro de mim. Todos os sentimentos abnegados do Senhor estão dentro de mim. O amor ilimitado do Senhor está dentro de mim." Ao viver fielmente esta convicção, então você finalmente atinge a realização de que você e Ele são um. Neste caso, há uma unidade perfeita.
Você deve lutar continuamente por este sentimento de unidade. Você deve fazer todo esforço para obtê-lo. Em seguida, você alcançará essa realização um dia. Este é o objetivo supremo da vida humana. Somente ao alcançar esse lugar, o lugar do qual você originalmente veio, a verdadeira realização será sua."
Recado à mãe divina - (Chandra Lacombe)
"Vem surgindo um novo tempo,
traz glórias do divino
mais puros e atentos
nos tornamos canais do infinito
Mãe divina eu quero ser
um filho realizado
e é perante o seu poder
que me entrego pra se libertado
Como um rio que corre para o mar
correntezas carregam o medo
confiança para atravessar
a fronteira do eu derradeiro
Não há desculpas para se escorar
já foi dito a hora é essa
o Tempo é de se integrar
abraçando o que ainda resta
Estou morrendo para o passado
e nem anseio pelo o futuro
minha coroa tem brilho dourado
provo o néctar do amor maduro"
(Imagens em homenagem ao mestre Prem Baba)
*** Compartilhado por "minha amiga e irmã de alma" Dagmar Witt.
Todo o meu amor e gratidão!
traz glórias do divino
mais puros e atentos
nos tornamos canais do infinito
Mãe divina eu quero ser
um filho realizado
e é perante o seu poder
que me entrego pra se libertado
Como um rio que corre para o mar
correntezas carregam o medo
confiança para atravessar
a fronteira do eu derradeiro
Não há desculpas para se escorar
já foi dito a hora é essa
o Tempo é de se integrar
abraçando o que ainda resta
Estou morrendo para o passado
e nem anseio pelo o futuro
minha coroa tem brilho dourado
provo o néctar do amor maduro"
(Imagens em homenagem ao mestre Prem Baba)
*** Compartilhado por "minha amiga e irmã de alma" Dagmar Witt.
Todo o meu amor e gratidão!
A abelha de minha mente adora beber do lótus azul de Teus pés - (Paramahansa Yogananda)

"Ó Mãe Divina, a abelha de minha mente se absorveu em Teus pés de lótus de luz azul. Ela bebe o mel de Teu amor maternal. Essa Tua abelha real não beberá outro mel que não seja o que é agraciado por Teu perfume.
Ó Mãe Divina, voando acima de todos os jardins de minha fantasia, negando a mim mesmo o mel de todos os prazeres, afinal encontrei a secreta ambrosia de Teu coração de lótus.
Eu era Tua abelha atarefada, que voava pelos campos das encarnações, aspirando o alento das experiências; já não vagarei, pois Tua fragrância apagou a sede de perfume de minha alma."
(Sussurros da Eternidade, ed. 1949)
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Oração Druida
Que jamais o teu coração acalante ódio. Que o canto da maturidade jamais asfixie a tua criança interior. Que o teu sorriso seja sempre verdadeiro. Que as perdas do teu caminho sejam sempre vistas como lições de vida.
Que a música seja tua companheira de momentos secretos contigo mesmo. Que os teus momentos de amor contenham a magia de tua alma eterna em cada beijo. Que os teus olhos sejam dois sóis olhando a luz da vida em cada amanhecer.
Que cada dia seja um novo recomeço, onde tua alma dance na luz. Que em cada passo teu fiquem marcas luminosas de tua passagem em cada coração. Que em cada amigo o teu coração faça festa, que celebre o canto da amizade profunda que liga as almas afins.
Que em teus momentos de solidão e cansaço, esteja presente em teu coração a lembrança de que tudo passa e se transforma, quando a alma é grande e generosa.
Que o teu coração voe contente nas asas da espiritualidade consciente, para que tu percebas a ternura invisível, tocando o centro do teu ser eterno. Que um suave acalanto te acompanhe, na terra ou no espaço, e por onde quer que o imanente invisível leve o teu viver.
Que o teu coração sinta a presença secreta do inefável! Que os teus pensamentos e os teus amores, o teu viver e a tua passagem pela vida, sejam sempre abençoados por aquele amor que ama sem nome. Aquele amor que não se explica só se sente.Que esse amor seja o teu acalanto secreto, viajando eternamente no centro do teu ser. Que este amor transforme os teus dramas em luz, a tua tristeza em celebração, e os teus passos cansados em alegres passos de dança renovadora.
Que jamais, em tempo algum, tu esqueças da Presença que está em ti e em todos os seres. Que o teu viver seja pleno de Paz e Luz!"
De Guerreira Ferida para Deusa - (Suzanna Kennedy do Reality Crafting)

Como reconhecer uma Deusa
"A Deusa se libertou de tudo o que não é Divino. Ela desfruta e expressa a sua feminilidade com coragem. Ela acha que tanto os homens, quanto as mulheres, estão mais confortáveis para trabalhar e brincar do que antes. Ela se liberou de seus sentimentos suprimidos de traição e de abandono, e irradia a energia da confiança. Então, outros se tornam acessíveis, baixam as suas defesas, e ela extrai a lealdade e a integridade deles.
Ela trata aos outros com compreensão e gentileza. Entretanto, é perceptível e sabe como traçar os limites, quando apropriado. Ela fala a verdade do seu coração, com respeito, honrando os sentimentos e os outros.
A Deusa carrega uma energia particular, mais elevada, uma vibração mais rápida em seu campo eletromagnético.
Ela criou um ambiente em seu corpo que magnetiza as energias Divinas mais refinadas. O seu corpo se torna uma torre de rádio que ancora as energias celestiais de compaixão profunda e de alegria na Terra e, então, as irradia para fora, em todas as direções.
Há muitos aspectos da Deusa. Ela pode ser como Ísis, expressando o aspecto da Mãe Criadora. Ela pode expressar Afrodite, o aspecto da companheira amorosa, sensual e sexual. Ela pode expressar Kali, a destruidora que não está mais a serviço. Ela pode expressar uma Deusa Guerreira, a protetora que sabe como arrancar e proteger fronteiras.
A diferença agora é que ela está curada e inteira, podendo recorrer a qualquer aspecto da Deusa que lhe sirva melhor em qualquer momento. Ela não se limita mais a agir somente fora da parte da Guerreira Ferida. Ela irradia a energia da União Sagrada dentro dela mesma, e isto atrai um companheiro de União Sagrada para ela no mundo físico. De acordo com o Momento Divino, naturalmente, ela atrairá um Deus para saudar a sua Deusa.
A Lei da Atração opera para atrair outros que são da mesma energia e consciência. Em breve, ela se encontra cercada por Deuses e Deusas - todos vivendo harmoniosamente no Paraíso na Terra que eles criaram de suas energias equilibradas do Amor Divino, Sabedoria Divina e Poder Divino."
Semelhante atrai semelhante - (Osho)

"Somente uma pessoa amorosa, aquela que realmente é amorosa; pode encontrar o parceiro certo.
Essa é minha observação: se você está infeliz você irá encontrar alguém também infeliz. Pessoas infelizes são atraídas pelas pessoas infelizes. E isso é bom, é natural. É bom que as pessoas infelizes não sejam atraídas pelas pessoas felizes; senão elas destruiriam a felicidade delas. Está perfeitamente bem.
Somente pessoas felizes são atraídas pelas pessoas felizes. O semelhante atrai o semelhante. Pessoas inteligentes são atraídas pelas pessoas inteligentes; pessoas estúpidas são atraídas pelas pessoas estúpidas.
Você encontra as pessoas do mesmo plano. Então a primeira coisa a lembrar é: um relacionamento está fadado a ser amargo se este surgiu da infelicidade.
Primeiro seja feliz, seja alegre, seja festivo e então você encontrará alguma outra alma festiva e haverá um encontro de duas almas dançantes e uma grande dança irá surgir disso.
Não peça por um relacionamento a partir da solitude, não. Assim você estará indo na direção errada. Então o outro será usado como um meio e o outro lhe usará como um meio. E ninguém quer ser usado como um meio! Cada indivíduo único é um fim em si mesmo. É imoral usar alguém como um meio.Primeiro aprenda como ser só. A meditação é um caminho para ficar sozinho.
Se você puder ser feliz quando você está só, você aprendeu o segredo de ser feliz. Agora você pode ser feliz acompanhado. Se você é feliz, então você tem alguma coisa para compartilhar, para dar. E quando você dá, você obtém; não é de outra maneira. Assim surge uma necessidade de amar alguém.
Geralmente a necessidade é de ser amado por alguém. É a necessidade errada. É uma necessidade infantil; você não está amadurecido. É uma atitude infantil.
Uma criança nasce. Naturalmente, a criança não pode amar a mãe; ela não sabe o que é amar e ela não sabe quem é a mãe e quem é o pai. Ela está totalmente desamparada. Seu ser ainda está para ser integrado; ela ainda não está reunida.
Ela é somente uma possibilidade. A mãe precisa amar, o pai precisa amar, a família precisa banhar a criança de amor. Agora ela aprende uma coisa: que todos têm que amá-la. Ela nunca aprende que ela precisa amar. Agora a criança irá crescer e se ela permanecer presa nessa atitude que todo mundo tem que amá-la, ela irá sofrer por toda
sua vida. Seu corpo cresceu, mas sua mente permaneceu imatura.
Uma pessoa amadurecida é aquela que chega a conhecer a necessidade do outro: que agora tenho que amar alguém.
A necessidade de ser amado é infantil, imatura. A necessidade de amar é maturidade.
E quando você está preparado para amar alguém, um belo relacionamento irá surgir; de outra maneira não.
"É possível que duas pessoas num relacionamento sejam más uma para com a outra"?
Sim, isso é o que está acontecendo por todo o mundo. Ser bom é muito difícil. Você não é bom nem para si mesmo.
Como você pode ser bom para outra pessoa?
Você nem mesmo ama a si próprio! Como você pode amar outra pessoa? Ame a si mesmo, seja bom para si mesmo.
Os seus assim chamados santos têm lhe ensinado a nunca amar a si mesmo, para nunca ser bom para si mesmo.
Seja duro consigo mesmo! Eles têm lhe ensinado a ser delicado para com os outros e duro para consigo mesmo. Isso é um absurdo.
Eu lhe ensino que a primeira e mais importante coisa é ser amoroso para consigo mesmo. Não seja duro; seja delicado.
Cuide de si mesmo. Aprenda como se perdoar, cada vez mais e novamente; sete vezes, setenta e sete vezes, setecentos e setenta e sete vezes. Aprenda como perdoar a si próprio. Não seja duro; não seja antagônico consigo mesmo.
Assim você irá florescer.
Nesse florescimento você atrairá alguma outra flor. Isso é natural. Pedras atraem pedras; flores atraem flores. Assim há um relacionamento que possui graça, que possui beleza, que possui uma bênção nele.
Se você puder achar um relacionamento assim, seu relacionamento crescerá para uma oração; seu amor se tornará um êxtase e através do amor você conhecerá o que é o divino."
domingo, 2 de agosto de 2009
Oração à Divina Mãe

"Ó Divina Mãe,
Que toda a minha fala e as minhas palavras vazias sejam Mantra,
Que toda ação de minhas mãos seja mudra,
Que tudo o que eu comer e beber seja uma oferenda a Ti,
Toda a vez que me deitar, que seja uma reverência diante de Ti,
Que todos os meus prazeres sejam minha total dedicação a Ti,
Que tudo o que eu faça sirva de adoração a Ti."
(Extraido do Livro “Mantras – Palavras de Poder” de Swami Sivananda Radha, Discípula de Swami Sivananda)
Halo - (Beyonce)
"Uma palavra nos liberta de todo peso e dor da vida: Esta palavra é amor."
(Sófocles)
"O amor é a asa veloz que Deus deu à alma para que ela voe até o céu."
(Michelangelo Buonarroti)
"No momento em que você tem em seu coração esta coisa extraordinária chamada amor, e sente a profundidade, a alegria e o êxtase dele, você descobrirá que para você o mundo é transformado."
(J. Krishnamurti)
"Prema (amor) é como uma corda: Deus está preso ao devoto por meio de prema e não pode mais se afastar dele."
(Ramakrishna)
"Se tomamos refúgio de verdade nos Budas, então deveríamos respeitar suas vontades. Afinal, na vida comum é normal nos adaptarmos de algum modo aos amigos, respeitando seus desejos. A capacidade de fazer isso é considerada uma boa qualidade.
É muito triste se, por um lado, dizemos com muita devoção que tomamos refúgio no Buda, Dharma e Sangha, mas por outro, em nossas ações ignoramos com desprezo aquilo que agrada as Três Jóias. Estamos preparados para seguir os padrões de pessoas ordinárias, mas não os dos Budas e Bodisatvas. Que coisa miserável!
Se, por exemplo, um cristão ama verdadeiramente a Deus, então ele deveria praticar o amor por todos os seres humanos, seus irmãos. De outro modo, ele falha em seguir sua religião: suas palavras e atos estão em contradição."
(Dalai Lama)
sábado, 1 de agosto de 2009
Deus como Mãe Divina - (Swami Sivananda)

O Conceito Indiano de Mãe Divina
Desde a aurora da civilização, quando as pessoas viviam numa socieade matriarcal, existe a adoração da Mãe Divina. Mais tarde, quando a civilização progrediu, e o patriarcalismo gradualmente surgiu, e o pai tornou-se o cabeça família, o homem, então, passou a ocupar a autoridade, bem como as coisas começaram a ficar sob o seu guia e aprovação. Conseqüentemente, houve uma troca de conceitos de Deus; a paternidade de Deus foi estabelecida. Mas a adoração à mãe permaneceu de forma simultânea, e uma vez que o conceito foi psicologicamente mais atraente para o devoto, que via Deus com amor maternal pelo filho, tal qual uma mãe. Subseqüentemente, uma síntese harmoniosa entre a visão paternalista e maternalista de Deus desenvolveu-se na religião Hindu; as pessoas adoram Sita e Rama, bem como Radha e crista de forma unidas.
O conceito de mente humana está baseado na experiência relativa. O idealismo subjetivo, portanto, nos seus estágios iniciais, toma ajuda de analogias objetivas e relativas. Deus não é limitado pelos conceitos abstratos ou concretos. Mas é fácil de estabelecer um relacionamento consciente com a Providência Divina em termos de paternidade benevolente, ou afeição amável da mãe, do que um conceito de um vazio imensurável. Deus pode estar, na realidade, desprovido de qualidades, mas uma colocação de ideais positivos, como virtudes divinas mãe divina, é essencial para a o auto-conhecimento e o progresso espiritual do aspirante.
A mãe é muito querida com seus filhos. Tods têm mais liberdade com a sua mãe do que com qualquer outra pessoa. É a sua mãe que lhe protege, nutre, consola-o, encoraja-o, e lhe cuida. Ela é o primeiro preceptor ou instrutor. A mãe faz qualquer sacrifício pelo seu filho. No campo espiritual, também, o aspirante possui um íntimo relacionamento com a Mãe Divina.
O Upasana ou adoração da Mãe Universal conduz ao alcance do conhecimento do Ser. O Yaksha Prasna, no Kenopanishad, mantém esta idéia. Aproximamo-nos da Mãe Divina com um coração aberto; abrindo nossa mente com franqueza e humildade; tendo pensamentos puros e sublimes; tornando-nos como simples crianças. Desta forma, deve-se pulverizar nosso egoísmo individual, bem como as naturais tendências individualistas, astúcias interesseiras, egotismo e desonestidade. Renda-se de forma completa e dedicada a Divina Mãe. Cante os Seus Mantras. Adorem-nA com fé e devoção.
Navatri é a ocasião mais adequada para a adoração da Mãe Divina. Nesta ocasião, deve-se praticar Sdhana Japa com intensidade. São nove dias muito sagrados para a Mãe Divina. Ligue-se a Mãe Divina através da adoração a Ela. Esta sagrada ocasião simboliza a vitória do superior por sobre o mais inferior; das forças divinas por sobre as inferiores e materialistas; qualidades positivas por sobre as negativas; derrota das qualidades como injustiça, opressão, ódio, orgulho, e todas as coisas não divinas que fazem o homem sofrer.
Adorem a Mãe Divina em todas as Suas manifestações. Ela é o aspecto criativo ou gerador do Absoluto. Ela é o símbolo da energia cósmica. A energia é o fundamento de toda a matéria e sustentação das forças do espírito. A energia e o espírito são inseparáveis. Eles são, essencialmente, unos. Os cinco elementos e suas combinações são as manifestações externas da Mãe Divina. Inteligência, discernimento, poder psíquico, e vontade, são manifestações internas da Mãe Divina. A humanidade é a Sua forma visível. O serviço a humanidade é, portanto, uma forma de adoração a Mãe Divina.
Sinta como que a Mãe Divina enxergando através dos seu olhos, ouvindo através dos seus ouvidos, e trabalhando através de suas mãos. Sinto o corpo, a mente, o Prana, o intelecto, e suas funções como manifestações da Mãe Divina. O UNO, a vida universal, pulsa no coração de todos. Quando percebemos esta Mãe Divina no interior do coração não haverá espaço para ódio e nem para o egoísmo. Mergulhe dentro de você mesmo nesta consciência interna. Sempre medite na Mãe Divina como sendo graça e bondades puras. A misericórdia da Mãe Divina é ilimitada. Ela agrada-se com a simples pureza, por pequena que seja, do coração do devoto. O dia do sagrada Navaratri é uma forma de aproximar-se da Mãe Divina. Não perca esta gloriosa oportunidade. Faça um sincero e profundo esforço para obter a graça da Mãe Divina. Ela irá transformar inteiramente a sua vida, e irá abençoá-lo com o leite da sabedoria divina, vislumbre espiritual e Kaivalya!
Que todos obtenham a graça da Mãe Durga, Parvati, Maya, Kali, Yashoda, etc., etc.!
De coração para coração - (Texto: Liane Alves - Revista Bons Fluidos)

A líder espiritual e humanitária Mata Amritanandamay, ou simplesmente Amma (Mãe, em sânscrito), chega ao Brasil para distribuir abraços sua forma de transmitir o imenso sentimento amoroso que sente por todos os seres e ajudar a despertar nosso próprio amor incondicional, pois é no abraço que um coração vai de encontro ao outro coração.
Texto: Liane Alves
Na fila, o jovem repórter inglês Louis Theroux esperava pacientemente o abraço de Amma, a pequena senhora indiana de pele escura e sorriso aberto que estava ali para receber em seus braços milhares de fiéis numa cidade do sul da Índia. Ele acabava de percorrer o território indiano, entrevistando gurus, sem manifestar a mínima emoção ou qualquer indício de uma experiência espiritual marcante e estava ali para registrar francamente suas impressões para uma série inglesa exibida pela TV a cabo, inclusive no Brasil. Mas a presença de Amma, o clima de devoção e fé, os mantras e os incensos e perfumes de flores pouco a pouco começaram a atuar sobre Louis. Sem mais nem menos, diversos episódios importantes de sua vida surgiram em sua mente e ele passou a sentir um turbilhão de emoções. E começou a chorar. Quando finalmente chegou a abraçá-la, disse que experimentou um sentimento jamais provado de amor e aceitação incondicional. Amma foi o único guru da Índia a tocar verdadeiramente seu coração.
Essa cena se repetiu com milhões de pessoas em todo o mundo. Várias delas sentiram a mesma coisa que o jornalista inglês. Outras não perceberam absolutamente nada. Mas durante os 45 segundos que dura o abraço, às vezes acompanhado de palavras de conforto e estímulo, muita gente garante que sente uma transformação. E por muito tempo o efeito desse abraço pode permanecer. “A sensação é indescritível e muito poderosa. O fluxo de meus pensamentos parou completamente”, garante o terapeuta Wilton Gaya, que hoje representa Amma em um pequeno grupo de adeptos em São Paulo. Em Araruama, no Rio, Amma tem um templo dedicado a ela e, no restante do Brasil, outros grupos se reúnem semanalmente para fazer o satsang a partilha de ensinamentos, cantos e mantras.
MÃE DIVINA UNIVERSAL
Calcula-se que mais de 26 milhões de pessoas já tenham tido a experiência do abraço carinhoso de Amma. Numa sessão, ela pode dar mais de 18 mil abraços e permanecer até 40 horas assim. É nesse ato que ela oferece a bênção divina, ou darshan, como dizem os indianos. Embora sua espiritualidade se expresse por meio das figuras sagradas do hinduísmo ela é considerada pelos seus adeptos como a encarnação da Mãe Divina Universal, na forma de Devi, esposa do deus Shiva , Amma insiste no respeito a todas as tradições. “Ela não quer conversões, mas sim que a pessoa encontre a fé dentro de sua própria religião”, garante Wilton. Essa intenção ecumênica é reconhecida: ela presidiu, em 1993, o Parlamento Mundial das Religiões da Organização das Nações Unidas (ONU) e no seu ashram, ou comunidade, na Índia, circulam rabinos e rabinas, padres e freiras e monges budistas.
Vários corações se sentem motivados a doar recursos para sua instituição, a Missão Mata Amritanandamay Math, criada em 1981, cuja ação também é reconhecida pela ONU. A instituição arrecada, ainda, fundos com a venda de livros e CDs e tem a sua disposição um dos maiores, senão o maior, voluntariado do mundo. Mantém escolas e hospitais na Índia e é a líder humanitária e espiritual de maior expressão de seu país, superando até outro guru igualmente famoso por suas obras, o indiano Sai Baba.
Hoje Amma é conhecida como um dos principais líderes humanitários do planeta: foi a que fez a maior doação (US$ 23 milhões) às vítimas do tsunami, em 2004, na Ásia, e a que distribui refeições a pessoas carentes em mais de 33 cidades dos Estados Unidos, sem falar das 53 escolas, dezenas de asilos e centenas de obras assistenciais que mantém na Índia. Atualmente, 22 universidades americanas firmaram convênios de colaboração com a universidade fundada por ela. E seu hospital, especializado em medicina aiurvédica, é considerado o melhor da Ásia.
MENINA FRANZINA
Amma nasceu em Kerala, uma aldeia de pescadores ao sul da Índia, há 54 anos. Como em outros nascimentos divinos, seus adeptos contam que sua vinda foi anunciada com sinais auspiciosos: sua mãe sonhou que dava à luz ao deus Krishna e o bebê nasceu com um tom azul-escuro, a cor com que a divindade é representada.
Mesmo amada pelas crianças, que queriam sempre brincar com a menina que cantava mantras em voz alta e dramatizava cenas do livro sagrado Vedas, sua família a rejeitou pelo seu estranho modo de ser. E houve tempo em que a menina viveu na rua, abandonada. Mas o amor de Amma, ainda chamada de Sudhamani, era tão grande que desde os 8 anos ela começou a atrair outras pessoas para ouvi-la.
Sua união com a Mãe Divina Universal se tornou tão grande que, ainda jovem, Amma conseguiu transcender a si mesma e, segundo seus adeptos, transformar-se na expressão desse ser divino. Diz ela em sua biografia: “Sorrindo, a Divina Mãe se tornou um corpo de luz e se fundiu comigo. Daí em diante, eu mais nada reconheci como separado de meu próprio Ser”. Adotou então o nome de Amritanandamayi, ou Mãe da Eterna Felicidade.
Vestida sempre com sáris brancos e usando um diamante no nariz, Amma vive num quarto de cerca de 6 m2, onde estão uma cama e uma penteadeira. Quando não está no seu ashram, percorre o mundo, distribuindo bênçãos em forma de abraços. “Para Amma, só existe o amor”, diz a própria mestra.
Ágape, o amor divino
O amor incondicional, ou agapé (ágape, em português), já era identificado pelos antigos gregos, que o distinguiam da philia, a amizade, e de eros, o amor carnal. “É o amor que transcende os dois primeiros porque na amizade se amam os ‘meus’ amigos e, no amor carnal, o ‘meu objeto de desejo’”, diz o pensador francês André Comte-Sponville no livro Pequeno Tratado das Grandes Virtudes (ed. Martins Fontes).
Na amizade e no amor mais erótico, o sentimento nos inclui em primeiro lugar. Mas o amor incondicional é intransitivo: ama-se e pronto, a tudo e a todos com seus limites, defeitos e idiossincrasias. Como diz Sponville, é o amor que Deus tem por nós e que nasce no coração quando Deus ali está presente, quer chamemos pelo seu nome ou não. “É um amor espontâneo e gratuito, sem motivo, sem interesse, até mesmo sem justificação”, afirma o pensador Anders Nygren. Ágape é um amor criador. O amor divino toma como objeto o que não tem nenhum valor em si e lhe dá um valor. Agapé nada tem em comum com o amor que se fundamenta na constatação do valor do outro (como faz o amor erótico e como faz a amizade, quase sempre). O amor incondicional é, portanto, um princípio criador de valor. É o único amor capaz de abranger esta frase de Cristo: “Ama teus inimigos” porque os inimigos são sempre destituídos de valor.
Há um amor que se parece com uma fome, o de eros. Outro que se nutre da alegria, o de philia. Mas há um amor, o de ágape, que se assemelha a um sorriso. Ou, quem sabe, a um abraço.
Fonte: http://bonsfluidos.abril.com.br/livre/edicoes/0100/05/05.shtml
Amma's darshan
***Sinta-se abraçado!***
sexta-feira, 31 de julho de 2009
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Monja Coen por Monja Coen

Meu nome é Coen. É um nome composto de dois caracteres chineses. "Co" significa "só" ou "um só, única" (como monos em latim) e "en" significa "círculo perfeito" ou "compleição, perfeição". Há um poema Chinês muito antigo no qual esses caracteres aparecem.
Mente-lua
Única e perfeita
A luz permite todas as formas
Quando luz e formas não são
O que é?
Os poemas Zen budistas são geralmente intrigantes. Manifestam o estado iluminado superior ou conduzem a questionamentos que encorajam a penetração no cerne do ser.
Vocês fizeram um momento de meditação hoje, antes do início deste encontro? Não? Então os convido. Vamos nos sentar sem recostar nas poltronas mantendo as costas retas, os pés firmes no chão, paralelos. Vamos procurar encontrar nosso ponto de equilíbrio balançando o corpo para a esquerda e para a direita como um pêndulo. Ao perceber o centro físico de seu corpo, fique aí. Solte o ar pela boca, profundamente. Esvazie os pulmões de ar e a mente de todos os pensamentos, idéias, conceitos. Coloque as mãos no mudra cósmico, ou seja, a direita por baixo e a esquerda sobre ela, ambas com as palmas para cima, apoiando as costas das mãos no colo e tocando com os dedos mínimos o abdômen. Os polegares em linha reta se tocam de leve, como se houvesse uma finíssima folha de papel entre eles. A ponta da língua no palato atrás dos dentes frontais. Os olhos pousados, entreabertos, num ângulo de 45 graus. Soltando todo o ar, vamos perceber tudo o que é neste instante. Vamos encontrar o ponto de equilíbrio perfeito. Exatamente aqui, exatamente agora. Foco firme e perfeito abrange toda a vida do universo.
Isto é Zen.
Zen significa um estado de meditação profunda. Não é algo que possa ser comprado em alguma loja. Nós temos de fazê-lo!
A palavra vem do sânscrito Dhyana ou Jhana, que os chineses chamaram de Ch'na e os japoneses de Zen.
O Buda histórico, Xaquiamuni, que viveu cerca de 600 anos antes de Cristo, torna-se Buda através da meditação, através do Zen. Num tratado muito antigo, transcrito de um país para outro por monges discípulos de Buda, o Livro da Transmissão da Luz - anais da transmissão dos ensinamentos de mestre a discípulo em sucessão histórica - o episódio de Xaquiamuni Buda é o Prólogo.
Segundo essa narrativa Xaquiamuni Buda sentou-se em Zen por uma semana. As ervas cresceram entre seus braços e pernas, um pássaro fez o ninho na sua cabeça, e teias de aranha cobriram seu corpo. Imóvel e irremovível assim permaneceu.
Na manhã do oitavo dia, depois de sete dias e sete noites de meditação profunda, durante a qual percebeu sua mente cheia de dúvidas, incertezas e tentações, tendo sido de permanecer focalizado no instante absoluto, ao ver a estrela da manhã, subitamente despertou e exclamou:
- Eu e todos os seres do céu e da terra, simultaneamente, nos tornamos o Caminho.
O Caminho é em todos nós! O ser iluminado percebe isto com clareza consciente.
Uma vez perguntaram a Buda:
- O que é a Verdade? Viemos discutir a verdade.
- Então não é sobre a verdade que nós vamos falar, porque a verdade não se discute - ela é! Sendo assim é impossível discutir a verdade.
Quando falamos o verdadeiro, todos entendemos. Não é verdade?
Quando não é a verdade se manifestando sabemos. Por quê?
Não é apenas porque lemos ou estudamos em algum lugar, mas porque todos nós sabemos em nós. Somos a manifestação da verdade do universo.
Há um monge que viveu na China por volta do século VIII. Seu nome era Gensha Shibi. Era uma pessoa simples, um pescador. Uma noite saiu como sempre para pescar com seu pai. O mar estava revolto, Águas turbulentas, ventania. O idoso pescador caiu do barco. O filho tentou, em vão, salvá-lo.
No vazio da noite escura as nuvens se abriram e a lua despejou-se no mar.
Foi nessa circunstância que ele entendeu aquilo que os monges estavam comentando alguns dias atrás. Os reverendos falavam sobre a lua na água, sobre a iluminação da mente, a paz de Nirvana. Gensha Shibi se aquietou.
Ao voltar à praia, deixou seu barco de pesca e foi para o mosteiro.
Anos e anos se passaram. Foi nomeado Abade Superior. Respeitado por monges e leigos que se juntavam para ouvir seus ensinamentos do Darma.
- O universo é uma jóia arredondada. Somos a vida do universo em constante transformação. Não há fora nem dentro.
Quando percebemos o que Gensha Shibi percebeu, quando penetramos no ponto de equilíbrio central do ser como Xaquiamuni Buda, a paz se manifesta, a verdadeira compreensão superior.
Conecta-se com o despertar a noção de profetas de tolerância. Mas creio que hoje em dia temos de ir um passo adiante da tolerância apenas. É preciso conhecer e respeitar as diferenças, compreender.
O XIV Dalai Lama, Tenzin Gyatzo, embora não seja de minha tradição japonesa e sim do Tibet, é muito respeitado por todos religiosos. Seus seguidores o consideram uma manifestação de Kanzeon Bodhisatva, em Sânscrito é Avaloktesvara Bodhisatva, o bodhistava da Compaixão. Na cosmologia budista, bodhisatva não é um ser humano que se tornou uma divindade ou que era um santo. Seria alguma coisa como se nós falássemos da "santidade", a santidade ela mesma, que pode se manifestar em qualquer um de nós, e que às vezes se manifesta e de outras vezes desaparece. Há momentos em que somos bons e há um momento em que somos maus, por exemplo. Avaloktesvara Bodhisatva.é a capacidade de compaixão total.
Eu nunca encontrei com o Dalai Lama pessoalmente. A última vez em que ele esteve no Brasil, em Curitiba, quase, por um fiozinho, nos encontramos. Mas não foi possível. Tenho acompanhado seus ensinamentos e sua vida pelos livros, filmes, revistas.
Uma de suas histórias é muito interessante. Um monge foi preso, quando a China invadiu o Tibet. Foi torturado e passou por grandes dificuldades. Quando esse aluno é solto, vai se encontrar na Índia com o Dalai Lama. O seguinte diálogo ocorre:
- O que foi mais difícil para você durante esse tempo que esteve preso na cadeia: as torturas físicas, a fome, o medo, as torturas mentais? O que foi mais difícil para você suportar?
- Por um instante, quase que por um breve instante, quase deixei de sentir compaixão por aqueles que me torturavam.
Isso é que é o mais temível: perder a capacidade de tolerância, de compreensão, de compaixão pelo outro... Isso é que é terrível, isso é que é amedrontador.
Mahatma Ghandi usou uma frase que eu acho maravilhosa:
- Devemos ser a transformação que nós queremos do mundo.
Como é que nós queremos este mundo? Depende de cada um de nós, do que fizermos.
Xaquiamuni Buda dizia.que há tantos Budas quanto grãos de areia no Ganges.
Outro aspecto importante é saber que os seres iluminados não estão isentos de discriminações. Isto é um assunto muito sério. Em minhas últimas etapas de treinamento, no Japão, fizemos estudos que poderiam ser chamados de Budismo Crítico. Nós começamos a reler todos os textos sagrados e rever toda a nossa prática religiosa sob o prisma de: será que nós discriminamos ou será que nós permitimos no passado que discriminações, injustiças, guerras e perseguições fossem feitas em nome do Budismo e dos Budas?
Foi um trabalho sério e muito difícil que continua...
Sob o prisma inter disciplinar Xaquiamuni Buda é importante ao transformar todo o sistema de castas da Índia. Ele não nega o sistema de castas (e isso é interessante), mas o vê de uma forma diferente. A casta não é por nascimento, mas sim por comportamento, atitude, gestos, palavras e pensamentos.
"Aquele que age, fala e pensa como um brâmane é um brâmane".
Ele aceitava todos na sua comunidade, igualmente.
Certa feita Xaquiamuni Buda andava por uma rua e do lado oposto caminhava um jovem limpador de fossas, carregando nas costas um recipiente com tudo o que havia tirado das fossas. Quando vê Xaquiamuni Buda se aproximando, fica terrivelmente amedrontado, porque o sistema de castas não permitia um paria se aproximar de alguém de uma casta qualquer. E nessa sua aflição, não tendo para onde fugir, tropeça, cai, espalhando as fezes e urina no meio da rua. . Xaquiamuni Buda se aproxima e o ajuda a se levantar. Este jovem se torna um monge. Assim havia entre sua comunidade pessoas de todas as castas e mesmo aqueles que eram considerados parias (sem casta). Ele teve muitos seguidores.
Também teve seus desafetos. Devadata, um de seus primos monge, era muito ciumento. A comunidade de Buda crescia com muitos discípulos. Devadata querendo ser o líder, ter seus próprios discípulos, provoca cisões. Chega a tentar matar Buda, jogando uma pedra de cima de uma montanha. Buda nunca ficou com raiva dele, nunca sentiu rancor, nunca quis fazer nenhum mal a ele. Os sutras contam que no momento da morte Devadata se arrepende e roga por Buda.
O inferno tenebroso que se abrira imediatamente se transforma num mundo um pouco melhor.
Nesse relato há dois aspectos importantes. Um é que nunca, em nenhum momento, em nenhum sutra(sermão de Buda), em nenhum relato, Xaquiamuni Buda age como violência, com raiva, com rancor ou não-compreensão.
O segundo aspecto é a força do arrependimento. Pode transformar situações.
Entrando aqui a noção do livre arbítrio. Embora o Budismo ensine um universo de causas, efeitos e condições, não é pré-determinismo. Nossa ações transformam. Herdamos inúmeras coisas do passado, não só o DNA, o nosso corpo, a nossa maneira de ser, a nossa educação que recebemos, os nossos pais, as coisas que nos influenciaram na infância, tudo isto está em nós. Está nos formando, entretanto cabe a cada um discernir, escolher como ser.
No convento em que vivi por oito anos, no Japão, a Abadessa constantemente nos lembrava de uma jovem que perdera ambos os braços. Mesmo sem eles tornara-se monja, poetisa, escritora e pintora. Fazia tudo com os pés e a boca.
- O que é que você está reclamando? Você tem as suas duas mãos, você tem seus pés, você tem sua boca e você tem seu corpo, tanta coisa que você pode fazer, Esforce-se!.
Não havia sido fácil para essa monja. Teve momentos de desespero, tristeza, mas persistia - assim como fizera Xaquiamuni Buda sob a árvore da iluminação. Isso impedia o mal, protegendo a pessoa dentro de um campo de força positivo - a nossa determinação. A determinação e a persistência estão muito ligadas com a fé.
Às vezes me perguntam qual é a fé no budismo, se o budismo não fala de Deus. A palavra "Deus", o conceito de Deus não é importante no Budismo. A fé é nos Três Tesouros: Buda - Ser Iluminado, Darma - Lei Verdadeira e Sanga - Comunidade de praticantes em harmonia.
Quando Buda teve a experiência de iluminação, pensou:
- Não vão me entender, ninguém vai me compreender... Eu não vou falar nada, eu vou ficar na montanha em meditação...
Nisso ouve a voz de Brama, que é a divindade superior do hinduísmo.
- Vá e faça como já fizeram todos os Budas do passado! Use meios, expedientes e analogias, mas faça com que as pessoas tenham a mesma percepção que você!
Quando perguntavam a Buda qual a causa primeira, neste universo de causas, condições e efeitos, ele silenciava. Não-palavras...
Certa ocasião fazia uma palestra na PUC em São Paulo quando um dos alunos me perguntou
- E como é Deus para você?
Eu falei:
- Primeiro me diga como é para você. Qual é seu conceito de Deus?O que você está chamando de Deus? Eu não sei o que você está chamando de Deus...
O Professor de Teologia, Fernando Althmeyer interferiu:
- Deus vem de Zeus. E Zeus é "Oh". Não é isto? Aquilo a que não pode se dar nome.
Lembrei-me de uma história Zen, contada por um monge nos Estados Unidos, por volta da década de 30:
" Uma pessoa queria chegar ao fim do mundo. Andou, andou, andou, subiu, desceu, subiu montanhas, desceu montanhas, finalmente chegou ao topo da montanha mais alta e disseram para ele:
- Aqui o mundo acaba!...
Ele deu mais alguns passos e encontrou-se frente a um precipício imenso
Nesse local havia muitas pessoas que tendo chegado ao fim daquilo que conheciam paravam abismadas ou retrocediam ao conhecido.
O praticante Zen nem para nem retrocede. Avança e se entrega àquilo que é absolutamente desconhecido, onde não há mais palavras, não há mais conceitos, não há idéias... Muitas pessoas voltam desse ponto pensando:
- Eu cheguei até onde eu podia ir. Até aqui é o que eu conheço, é até onde a minha maneira de pensar alcança. Se for além daquilo que a minha maneira de pensar alcança, eu não posso penetrar!...
O Mestre Zen diz:
- Aqui e agora é o local e o momento certo. Dê o salto quântico, o encontro com o que nós chamamos no budismo de "eu verdadeiro"."
Esse encontro com o "eu verdadeiro" é que nos permite maior flexibilidade. Isso não implica que imediatamente fique isento de discriminações, como comentei anteriormente acerca do Budismo Crítico.
Xaquiamuni Buda, por exemplo, não queria ordenar mulheres. A primeira monja, Mahaprajapati, segue-o por anos.
Uma das vezes em que Buda vai fazer uma palestra, ela está na porta esperando com os pés ensangüentados, sujos... Mahaprajapati era uma nobre, ela não andava tanto assim... Ananda, que era o atendente de Buda,vendo-a, se apieda e interfere junto ao Mestre.
Xaquiamuni Buda durante sua palestra diz:
- Todos os seres igualmente são seres iluminados, todos sem exceção. Não tem nada a ver com etnia, com inteligência, com nível de aprendizado - todos nós somos seres iluminados. Mas se não houver prática, não há essa percepção. É a própria prática a manifestação do ser iluminado em nós.
Então Ananda levanta-se:
- Todos com certeza?
- Com certeza!
- As mulheres também?
- Claro, as mulheres também, claro!
- Então por que o senhor não ordena as mulheres?
Foi assim que Xaquiamuni Buda iniciou as ordenações femininas.
Foi uma grande mudança, importantíssima! As mulheres eram consideradas seres inferiores, que deveriam ser tocadas com a mão esquerda, considerada impura.
Há pouco tempo o Dalai Lama estava com um grupo de monges e pediu a uma das monjas, que é uma monja do Havaí (que eu até cheguei a conhecer há alguns anos atrás), discípula dele, que conduzisse a meditação. Todos se sentaram e ela começou a meditação de forma inusitada.
- Vamos supor que todas as imagens de Buda fossem femininas, vamos supor que o Dalai Lama fosse uma mulher, vamos supor que quem fizesse a recepção e servisse chá fossem os homens, os monges, vamos supor que as mulheres todas tivessem acesso aos níveis superiores de educação e de ensinamento, e que os monges não...
No final o Dalai Lama chorou:
- Perdão, nunca havia pensado nisso... Nunca havia percebido que nós discriminamos. Eu me comprometo a transformar isso, a mudar.
Eu comecei a praticar nos EUA no começo dos anos 80. Logo, depois de uns dois ou três meses de prática, pedi para ser ordenada monja. Pedia insistentemente porque o meu professor Maezumi Roshi dizia:
- Você nasceu de uma família católica cristã, você não entende nada de budismo, como que você vai virar budista? Não, não é assim, sem entender não pode...
- O tempo que senhor quiser eu fico...
Minha mãe, que é Católica Apostólica Romana, me questionava muito.
- Por que você não se torna freira, minha filha? Se você quer servir a Deus seja uma freira católica... Por que escolher uma religião do outro lado do mundo?
Seu questionamento foi muito importante. Eu precisava responder a ela. Afinal o cristianismo também viera de terras distantes.
Xaquiamuni Buda exortava seus discípulos:
- Vocês não podem ser ordenados sem o consentimento de seus pais. O questionar de minha mãe tornou-se o meu próprio. Estaria traindo Jesus? Então tive um sonho, uma visão, na qual Xaquiamuni Buda e Jesus conversavam como dois grandes amigos e tudo que me parecia tão pesado não existia. Imagine se seres superiores ficariam discutindo, escolhendo: "este é meu... pegou o meu, vamos brigar!" Essas são nossas fantasias. Telefonei para minha mãe. Antes que eu pudesse falar ela me abençoou dizendo:
- Minha filha, eu já entendi, eu a abençôo. Você estará servindo a Deus.
Feliz, fui falar com meu professor. Ele abriu seu calendário e marcou a ordenação. Foi em 14 de janeiro de 1983.
Conheci nessa época, em Los Angeles, o monge Thich Naht Hahn, do Vietnã. Ele é um exemplo vivo de tolerância, de compaixão iluminada. Sempre ajudou os carentes, principalmente os refugiados de guerra. Certa feita estava na Malásia, um dos países que às vezes aceitava, às vezes não aceitava os refugiados. Dois barcos estavam no porto, esperando a decisão das autoridades. O monge se esforçava tentando conseguir alimentos e água para os refugiados. Eram mais de 800 pessoas. Estava uma noite em seu quarto de hotel quando ouviu batidas fortes na porta:
- Polícia! Aqui está sua passagem de volta para Paris ( ele morava em Paris e até hoje vive na França). O sr. saia imediatamente do país, o sr. está sendo um desacato às autoridades locais, não queremos mais o sr. aqui, o sr. saia!
- Ele disse: - Mas eu tenho pessoas, muitas, dependem de mim...
- Não queremos saber, a passagem está aqui, no primeiro vôo amanhã cedo, prepare as malas, viremos buscá-lo!...
Ele ficou desesperado. Ele, que costumava dizer às pessoas cheias de rancor, querendo vingança " chamem pela paz que a paz vem, procure a paz no seu coração!" de repente ele se viu furioso:
- Eu estou com raiva. Estão condenando à morte estas 800 famílias. Não é possível!
Sem conseguir se sentar ele caminhava pelo aposento, coordenando sua respiração com seus passos:
- Eu clamo pela paz..., eu clamo pela paz..., eu invoco a paz..., eu invoco a paz...
Assim respirando e caminhando foi se acalmando. Não sentiu ódio das pessoas, do governo. Lembrou-se de alguém, de um cartão recebido na embaixada. Telefonou, conseguiu adiar o seu vôo algumas horas, tempo suficiente para pôr alimento e água no navio, que pudessem pelo menos tentar um novo porto.
É disto que precisamos em nossa vida. Essa é a mensagem que eu gostaria de trazer para vocês hoje. Quando nos desesperamos, quando parece que não há solução, tantas injustiças, indignidades contra mim, contra a humanidade... Nunca lute! Nós não lutamos pela paz, nós construímos a paz. É diferente. Não se luta, constrói-se com a não-violência ativa, a ação de respeito pelo outro, porque o ser que está agindo injustamente erradamente, discriminando, ferindo, injuriando merece compaixão, e ensinamento.
Não há uma pessoa má, um país inimigo.
Existem situações frutos da ganância, raiva, ignorância - os três venenos que atacam o ser humano.
Contra a ganância, existe a doação: em vez de querer mais e mais para si, passamos a compartilhar, a doar.
Contra a raiva: a compreensão, a compaixão, a tolerância.
Contra a ignorância: a sabedoria iluminada.
Que possamos todos acessar à Sabedoria Iluminada e à Compaixão Suprema fazendo o bem a todos os seres.
Fonte: http://www.monjacoen.com.br
terça-feira, 28 de julho de 2009
Sarada Devi, a Santa Mãe

"Viva em santa companhia. Tente ser puro. E tudo será alcançado gradualmente. Ore a Sri Ramakrishna. Eu estou com você. Por que temer? No tempo certo Ele fará tudo para você."
Sri Sarada Devi (1853-1920) é chamada afetuosamente de "Santa Mãe" por milhões de pessoas ao redor do mundo. Sarada Devi foi a esposa de Ramakrishna, companheira espiritual e uma gigante em espiritualidade por seu próprio mérito. Viveu uma vida muito simples, despretenciosa e extraordinariamente modesta, mesmo assim sua vida e ensinamentos ressoam com a verdade da mais alta realização espiritual. Como a grande discípula de Swami Vivekananda, Sister Nivedita escreveu: “Nela se vêem realizadas aquela sabedoria e doçura que a mais simples das mulheres pode alcançar. E ainda, para mim a grandeza da sua cortesia e sua mente incrivelmente aberta são quase tão maravilhosas quanto a sua santidade. Sua vida é expressa no intenso silêncio da oração.”
Seu Nascimento
A uns cem quilometros a oeste de Calcutá, está situada a pequena aldeia de Jayrambati, onde nasceu a Santa Mãe. Apesar de ser uma aldeia atrasada, a vida transcorria bastante feliz, antes de ser invadida pela malária, que fez estragos durante a segunda metade do século dezenove.
A monotonia da vida dos aldeões, com frequência, era interrompida pela celebração das grandes festas religiosas hindus, tais como Durga Puja, Kali Puja, Dol Purmina, etc, e pelo culto especial que se rendia a várias deidades, entre elas, Shitala, Dharma, Shantinath ( a imagem de Shiva ) e Simhavahini, que era a Deidade tutelar de Jayrambati.
Sri Sarada Devi nasceu em 22 de dezembro de 1853, e foi a primera filha de Ramachandra Mukherji e Shiamasundari Devi. Nascida e criada na atmosfera rural de Jayrambati, ela recebeu a mesma educação das aldeãs pobres da India, pertencentes às castas altas. Era demasiado séria e recatada para entregar-se aos jogos infantis, como faziam as meninas da sua idade.
Aghormani, que foi sua companheira de jogos costumava dizer: A Santa Mãe era muito simples em seus hábitos. Durante as brincadeiras, gostava de fazer papel de dona de casa. Entre seus brinquedos haviam bonecas; mas ela costumava adorar muito devotadamente, com flores e folhas de bilva, as imagens em argila de Kali e Lakshmi. Uma vez, por ocasião do Yagaddhatri Puja, estava meditando tão profundamente que chegou a identificar-se com a deidade a tal ponto, que Ramhridai Ghoshal de Haldepukur, ao vê-la, experimentou grande assombro e reverência.
O Casamento
Enquanto a pequena Sarada crescia, em outra parte da India a grande alma a qual ela estava destinada passava por um grande período de desenvolvimento espiritual. Sri Ramakrishna,nascido em 1836 em Kamarpukur, como terceiro filho de Khudiram Chatterji, se havia tornado, em 1855, em sacerdote de Kali, no templo de Dakshineswar. Desde a infância tinha un temperamento muito devoto e místico. Perdeu todo interesse pela vida mundana, e todo seu tempo passava em um estado de absorção e práctica de austeridades. Se entregou totalmente à oração e à contemplação, esquecendo de comer e dormir; não se dava conta do passar dos dias e das noites. Fizeram então Sri Ramakrishna retornar à casa paterna para administrar-lhe algum tratamento;quando então estando Ramakrishna mais calmo resolveram aplicar-lhe um remédio mais drástico: Arranjariam um casamento para ele.Pensaram que um casamento seria a melhor maneira de atar sua mente ao mundo.
Em seguida começaram as buscas de uma noiva conveniente;mas não foi tarefa fácil. A família Chatteryi era pobre, e as somas que os pais que tinham filhas para casar pediam como dote eram supeiores aos recursos do senhor Rameswar. Para surpresa de todos Ramakrishna aceitou a ìdéia de casar-se e vendo frustrados os esforços de seus pais para arranjar-lhe uma noiva disse:
"Vã é a vossa busca neste ou outro lugar. Ide a Jayrambati e alí,na casa de Ramachandra Mukherji.achareis aquela que está destinada para mim". Pouco tempo depois em maio de 1859 celebrou-se o casamento entre a pequena Sarada e Sri Ramakrishna."
A Divina Esposa de Sri Ramakrishna
A Santa Mãe teve a oportunidade de se familirizar com Sri Ramakrishna por volta de 1867, muito depois do casamento. Sri Ramakrishna não se descuidou dela. Tomou-a sob Seus cuidados e, gradativamente, carinhosamente, impartiu-lhe profundo conhecimento do caráter humano, ensinando-a como viver no espirito de completa resignação a Deus. Ele, literalmente, adorou-a como a Divina Mãe. Afirmando que ela e a Mãe Kali do templo, eram uma só, despertou nela o sentido de maternidade a todas as criaturas. O relato de sua vida simples, austera, auto-apagada e maternalmente amante de todos, é realmente ímpar e ultrapassa todos os exemplos. Sua vida foi uma longa quietude de oração e de singular devoção. Com transbordante afeto, a Santa Mãe era o consolo infalível a todo coração amargurado que buscava refúgio em Seus santos pés, paz eterna e liberação das ansiedades e tribulações da vida do mundo. Homens e mulheres que se aproximavam dela para serem desafogados da extrema tensão de suas aImas afligidas, tornavam-se recipientes de suas bençãos imortais e de doces palavras de amor e sabedoria que acalmavam as dôres pungentes de seus corações, para sempre. Sua vida foi a síntese perfeita dos supremos ideais de Gñana, Bhakti e Karma, raramente encontrados, em tão harmoniosa união, em qualquer parte do mundo. Em sua vida de pura simplicidade, pureza, piedade e auto-dedicação, o hindu atual descobriu a perfeição do ideal da feminilidade, que tanto tem solidificado sua cultura. Ela era única em ser a espôsa dedicada, a perfeita Sannyasini, a mãe afetuosa ,mestra e preceptora. A Santa Mãe entrou em Mahasamadhi a 20 de juiho de 1920, em Calcutá.
O Magnetismo da Personalidade de Sarada Devi
Qual é a fonte do magnetismo deste nome e desta personalidade? Mesmo um tênue conhecimento da sua vida nos fará concluir que este magnetismo não provém de quaisquer aspectos da sua personalidade que sejam reconhecidos pelo mundo moderno como significativos em uma mulher. Por todos os aspectos externos, a Santa Mãe era bastante comum, ou mais que comum. Rústica na simplicidade, quase que iletrada, tímida e modesta, estava a quilômetros de distância do tipo de mulher moderna ativa, educada e independente. E ainda assim, sua vida encontra poderosos ecos de receptividade no coração de todos os homens e mulheres, por mais simples ou modernos que possam ser. É evidente que ela captou, na sua vida e ser, o valor fundamental que reside por trás da feminilidade da mulher e que transcende todas as distinções baseadas meramente no sexo e seus atrativos. Este fato sozinho explica o seu apelo universal, representando, como ela foi, não um tipo meramente nacional ou racial, mas a realização da mulher como mulher, a realização, em carne e osso, do Eterno Feminino.
Sarada Devi: Sua Eminência Espiritual
O próprio Sri Ramakrishna reconheceu a eminência espiritual de Sri Sarada Devi. Diferente do rumo geral dos aspirantes espirituais que abandonam todos os contatos mundanos ao entrarem na vida religiosa, para quem existe as sanções das leis religiosas e costumes por trás deles, Sri Ramakrishna acolheu Sarada Devi ao seu lado quando ela, no devido tempo, veio requerer seus direitos junto a ele. É um episódio profundamente comovedor das suas vidas, que ajuda a revelar a essência dos dois. Sri Ramakrishna estava em Dakshineswar, passando por verdadeiras tempestades de estados e experiências espirituais; exceto por duas ocasiões das suas curtas visitas à aldeia natal, ele não havia se encontrado com sua legítima esposa nesses dose longos anos e aparentemente parecia ter se esquecido dela.
Sarada Devi, então com dezoito anos, entrou em seu quarto tarde da noite depois de uma árdua jornada da sua aldeia natal na companhia de seu pai. Ela tinha receios em seu coração devido aos rumores que tinha ouvido em sua aldeia sobre a transtornada condição mental de seu marido, e sobre o seu conhecimento da completa indiferença que ele demonstrava pelos assuntos mundanos. Mas Sri Ramakrishna, embora um pouco surpreso com a sua chegada inesperada, a acolheu com muita cordialidade, acomodando-a em seu próprio quarto para facilitar ao atendimento médico e cuidados necessários ao seu corpo acometido pela doença e pela fadiga durante a longa caminhada. Ela reconheceu nele o mesmo amável e divino marido que havia conhecido durante as suas visitas anteriores à aldeia. Um dia, quando ela estava mais confortável, Sri Ramakrishna lhe falou assim:
'Quanto a mim, a Divina Mãe mostrou-me que Ela habita em toda mulher, e sendo assim, aprendi a olhar para toda mulher como Mãe. Essa é uma idéia que posso ter sobre você; mas se você deseja me arrastar para o mundo, como me casei com você, estou a seu dispor.'
A essa complicada questão de seu marido divino, Sarada Devi deu esta simples resposta:
'Por que eu desejaria arrastar sua mente para o plano mundano? Eu vim somente para ajudá-lo no caminho escolhido. Desejo apenas viver com você, servi-lo e aprender com você.'
Esta resposta de sua pura e imaculada esposa agradou imensamente a Sri Ramakrishna, que experimentou uma grande ascensão de força espiritual. Sua missão, no mundo, de fazer a humanidade se tornar consciente da sua natureza divina inata não seria um esforço solitário; ele reconheceu em Sarada Devi uma companheira em sua nobre missão; com um ano da sua chegada, ele confirmou a verdade desta elevada consideração da sua esposa através do Shodasi puja em 1872. Desde então até o final da vida dele, por quatorze anos inteiros, Sarada Devi serviu a pessoa de Sri Ramakrishna e a um grande número de discípulos e devotos que o visitavam, com uma rara devoção e uma impessoalidade sem par na história humana. Foi também o período da sua intensa educação espiritual sob a orientação de seu divino esposo. Ela se referia a este período como uma experiência contínua de intensa felicidade. Por meses viveram no mesmo quarto e dormiram na mesma cama, sem qualquer traço de pensamento carnal em mente. Suas mentes planavam constantemente na região da divina consciência e felicidade; cada um foi transfigurado pelo outro; e ambos se tornaram instrumentos para o cumprimento da vontade divina. O imenso reservatório de energia espiritual--divina shakti—que foi gerada pelas sâdhanâs de Sri Ramakrishna e Sarada Devi encerram a promessa da evolução espiritual da humanidade moderna que lamentavelmente sente sua trágica pobreza espiritual em meio à abundante riqueza material.
Seu Papel como Mestra Espiritual
Sri Ramakrishna deixou este mundo em 1886. Sarada Devi tinha então trinta e três anos. Tendo vivido num plano não físico de relacionamento com seu marido, ela não experimentou o sentimento de viuvez quando da morte deste. Para ela, ele continuou a ser uma realidade vivente até o final dos seus dias. E pelos trinta e quatro anos seguintes, ela viveu uma vida complexa em seus papéis e variada em sua riqueza, doce e silenciosa, que ganhou para si o carinhoso título de 'Sri Ma', 'a Santa Mãe', pelo qual passou a ser conhecida. Ela foi convocada a ser a guia espiritual dos monges da Ordem Ramakrishna, constituída inicialmente pelos discípulos diretos de Sri Ramakrishna sob a liderança do Swami Vivekananda; e a ser guru de um crescente círculo de homens e mulheres famintos de espiritualidade. Sua eminência espiritual e o poder divino da sua personalidade capacitaram-na a desempenhar este significativo papel com facilidade e naturalidade. Mas foi no papel de uma mulher do lar, no seio do seu próprio círculo familiar constituído por seus irmãos de sangue, cunhadas, e sobrinhos, que a santa mãe manifestou uma faceta exclusiva do seu caráter e personalidade. É este aspecto da sua personalidade que provê um magnífico exemplo de espiritualidade prática capaz de inspirar a todos os homens e mulheres. A monja brilhou através da dona de casa, e ambas brilharam através do coração de uma mãe amantíssima. Longe de se esquivar de um mundo de distrações, ela o abraçou, envolvendo-o em seu amor. E no meio de milhares de distrações, preservou a naturalidade e a paz de sua personalidade.
Sua Maternidade de Natureza Divina
Verificação é prova de uma teoria ou de uma afirmação. Somente o teste da vida demonstra a genuinidade de uma virtude moral ou de um valor espiritual; virtudes são melhor examinadas no infortúnio que na boa fortuna. É bastante fácil manter-se a postura e a elegância nos bons tempos; mas é somente no mau tempo que comprovamos a sua genuinidade. A tranqüilidade, postura, elegância, e o espírito de amor incondicional e serviço impessoal, que Sarada Devi expressou em sua vida diária no contexto de um ambiente altamente perturbador de total materialidade, a possessão deste poder por um homem ou uma mulher os torna puros e santos. A expressão deste poder na vida é amor.
Sarada Devi foi a verdadeira personificação desta pureza, santidade, e amor que é o significado do ideal de maternidade em sua melhor e mais elevada acepção. Sua pureza está incorporada no coração de cada mulher. Uma mulher comum apreende em sua vida somente uma fração deste ideal pelo qual ela resplandece em terna amabilidade e santidade. Uma função meramente biológica se torna elevada graças ao insuflo de um valor espiritual. Mas este valor espiritual resplandeceu em sua plenitude, ainda que fora do contexto biológico, na personalidade da Santa Mãe, demonstrando por isso o ideal em sua forma simples. Fora a abundância do seu coração, ela deu seu amor a todos sem qualquer distinção, justificando assim o carinhoso epíteto de ‘Santa Mãe’.
Fora do comum em todos os valores básicos de caráter e personalidade, porém ocultando-os sob o manto da simplicidade na esfera do físico e social, a Santa Mãe ilude a compreensão das mentes comuns, mas revela a sua verdadeira forma a todos os buscadores dos valores fundamentais. Não disse Sri Ramakrishna sobre ela? 'Ela é Sarasvati, a deusa da Sabedoria, que veio para distribuir conhecimento espiritual à humanidade.' E não disse ela com respeito si mesma: 'Sri Ramakrishna deixou-me aqui para manifestar o ideal da Maternidade Divina.'
Fonte:http://www.vedantarj.org.br/SITE/Portugues/VEDANTA/maedivina.htm
Ensinamentos de Sathya Sai Baba

"Onde está a Retidão? Ela está em sua conduta, em seus pensamentos, em suas palavras e em suas ações. A Retidão mora em seu coração. Quando os impulsos que surgem do coração são expressos em palavras, isso é Verdade (Sathya). Traduzir tais palavras em ação é Retidão (Dharma). Para tudo isso, o Amor é o requisito principal. Amor na ação é Retidão. Amor na fala é Verdade. Amor no pensamento é Paz Interior. Amor na compreensão é Não-violência. Quando você percebe que Deus está em todos, você praticará a não-violência. Deus é somente um, embora Ele possa ser adorado em Formas diferentes e através de Nomes diferentes: Rama ou Krishna, Alá ou Jesus, Hari ou Sai."
"Deus é o amor encarnado. Esse amor brilha igualmente em cada ser humano. A fragrância de uma flor permanece a mesma se a flor estiver na mão direita ou na esquerda. Igualmente, Deus não faz qualquer tipo de distinção, tais como favorecidos e excluídos. Mas as pessoas de mente estreita não podem entender facilmente a imparcialidade do Divino. Cada um percebe os poderes e os atributos de Deus de acordo com suas próprias concepções e experiências limitadas. Pessoas diferentes, dependendo de suas próprias preferências ou aversões, atribuem ao Divino as diferenças que existem em suas próprias mentes. Deus não faz distinções, como bom e mau, agradável e repugnante, pernicioso e virtuoso. A árvore do sândalo concede sua fragrância até mesmo ao machado que a derruba. Do mesmo modo, Deus está sempre preparado para amar, nutrir e proteger todos igualmente."
"Você tem hoje, no mundo, homens de riqueza, de força, de erudição e de virtude. Mas há poucos que perceberam o Ser Superior. Ignorando o Ser Superior, de que servem todas as outras posses, que são temporárias e evanescentes? De que serve o conhecimento sobre o mundo, quando você não está ciente de si mesmo? É por isso que a Filosofia Védica (Vedanta) roga a cada um para que descubra a verdade sobre si mesmo. Autoconhecimento é a chave para todo o conhecimento. Para isso, você deve aproximar-se da pessoa certa para lhe ensinar os meios para descobrir seu verdadeiro Ser. Se não estiver preparado para empreender essa auto-indagação, cultive a fé, se não em Deus, pelo menos em seu próprio Ser. O homem que não tem fé em si mesmo não pode ter fé em ninguém; ele não pode ter fé em Deus. Torne a fé (Vishwasa) sua respiração vital (Shwasa)."
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