O que busca ardentemente fora, está dentro;
A luz que tanto procuras, encontra-se no escuro dos olhos fechados;
O que desejas ouvir, ressoa no silêncio;
A tristeza está na alegria;
Assim como a alegria na tristeza.
A plenitude está além delas.
(Tales Nunes)
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Sonâmbulo - (Céu )
Numa espécie de limbo, sonâmbulo anda feito pêndulo
Ora pende dormindo, ora pende contra o tempo
E faz deste inimigo atrasado, correndo,
justifica um vazio interno, imenso
Fugas mentais ocupam os pensamentos
E se torna incapaz de ocupar a si mesmo
Tvs, cines, jornais, químicas não me tento
Bloquear os canais
Domesticar seus anseios
Que é bom desconfiar dos bons elementos (4x)
Feito histórias de moebius, vão tirar sua visão
E te dar olhos passivos adequados a um padrão
Ora pende dormindo, ora pende contra o tempo
E faz deste inimigo atrasado, correndo,
justifica um vazio interno, imenso
Fugas mentais ocupam os pensamentos
E se torna incapaz de ocupar a si mesmo
Tvs, cines, jornais, químicas não me tento
Bloquear os canais
Domesticar seus anseios
Que é bom desconfiar dos bons elementos (4x)
Feito histórias de moebius, vão tirar sua visão
E te dar olhos passivos adequados a um padrão
Exercicio de Vedanta - (Hermogenes)
Ensina Ádi Shankaracharya, o sábio advaita, que somos, todos os seres, uma única e mesma Essência Real, e que devemos vivenciar esse postulado, pois somente a realização transformará a simples afirmação intelectual e imortal e libertadora Verdade. Quando tal ocorrer, teremos aberto a nós mesmos a porta da Unidade, que é o Absoluto Ser (Sat), Consciência Pura (Chit) e Absoluta Beatitude (Ananda). Teremos, assim, atingido o objetivo último da existência, que é realizar-nos, a nós mesmos, fundindo-nos no Todo, sumindo no Uno.
Acho-me sentado sob a árvore, tendo em torno de mim um universo inebriante de sensações. É a voz da criançada a brincar lá fora. É um motor que está rosnando, numa moto à distância. O farfalhar da acácia tangida de vento quase consegue abafar a música de mau gosto que sai de um rádio, numa casa distante. Há alegria no pipilar de alguns poucos passarinhos. Meu mundo sonoro é, portanto, variado, confuso, espontâneo e pouco harmônico. E ele atrai meus ouvidos.
Vejo rosas vermelhas e jasmins exibindo brancura. O cheiro do ar é bom. O vento faz tudo mover. O Sol, um pouco embuçado de névoa incerta, ainda consegue semear incertas sombras no chão. O vento continua buliçoso e brinca com os ramos das árvores, fazendo-os dançar. As sombras dos ramos também dançam, mas em silêncio. A dança é geral. É dança verde, imprevisível, fresca e bonita. Todo jardim é um balé sob a regência do vento.
A gatinha branca, sem saber que se arrisca a ser mencionada, com sua placidez limpa, habitual, entra em cena a lamber-se solene, emprestando uma boa dose de graça ao quadro de que faço parte.
O chão é canteiro de vida. Grama aqui. Terra escura estrumada, ali adiante. As bonitas me atraem a atenção por serem pequenas manchas escarlates bem nítidas. Há ainda florezinhas – umas brancas, outras amarelas. São miúdas, ínfimas, perdidas e anônimas em sua banalidade. Só um poeta ou um místico lhes daria atenção. Só a custo vou descobri-las. Há também matinho vagabundo e ignorado, sem brilho, sem história...
Naquele pequeno pedaço da Realidade, que é meu jardim, tento fazer um exercício vedantino: sentir-me unido, idêntico a todos os seres e impressões que o povoam e movimentam. Quero sentir-me entremeando e sustentando a existência de tudo. Quero sentir o Absoluto que está em mim e que é o mesmo em tudo. Quero tornar-me o jardim. Quero fundir-me com ele e confundir-me com todos os esses seres, com todas as variadas formas, que, sem pedir licença, me invadem pelas janelas dos sentidos.
Começo com o tornar-me as montanhas azuladas e me sinto engrandecido e nobre. Torno-me rosa, e sem dificuldade o faço. Rosa perfumada, exuberante, dadivosa, colorida... Sou cedro, agapanto, cravina, jasmim... E por que não a florzinha miúda, pobre e perdida no escuro do canteiro?... Chego a gozar a tranqüilidade horizontal da grama. Sou acácia dançarina... Sinto-me colibri, doidinho, de flor em flor. Sou andorinha sem compromissos, rasgando espaços... Sinto-me em cada criança gritando e correndo na estrada, brincando de pegar... Agrada-me sentir-me vento buliçoso, vento-menino, mexendo com as plantas... Olho o céu e gozo ser céu... É fácil identificar-me com a gatinha de olhos amarelos a explorar os canteiros. Não faz mal tornar-me areia, barro, humo, cimento, parede, cal, pedra... Gozo o sentimento de perenidade mineral do chão.
Vejo agora alguma coisa que a cadela deixou na grama. Repugnante e fétido, atrai somente a atenção da moscaria igualmente repugnante. É um acidente que perturba a beleza de toda aquela manhã no jardim ensolarado.
Não consigo ser mosca...
Não tenho jeito de tornar-me aquilo...
Há um desafio a meu espírito vedantino.
Tenho de ser equânime e não me negar a identificar-me com algo.
Se o Real Ser assume todos os aspectos, não somente os belos, mas também os feios; se o Absoluto está em tudo, seja qual for a sua aparência; se eu quero sentir o Real e a Ele unir-me; se meu objetivo é transcender o Reino das aparências e imergir no Absoluto, como rejeitar aquilo, pondo-o fora do que busco Ser?!...
Tornar-me aquilo, mesmo sendo manifestação do Uno Sem Segundo, francamente me enoja...
É nessas cogitações que percebo que há muito minha atenção não desgrudou daquilo. Agora são as moscas e eu que pousamos sobre aquilo nosso interesse... e, assim, já não tenho dificuldade em estar no inseto que todos acham repelente...
Continuo meditando. Não posso excluir do Todo aquela sua parte repelente. Repelente para quem?!
Para mim.
E quem é esse mim que tem a audácia de excluir algo que integra o Todo? Aquilo é uma aparência do Todo. E eu, que julgo, que penso, que valorizo, não serei também uma outra aparência?
E que tal um esforço para ultrapassar a cortina das aparências, o reino do ilusório?...
Vale tentar.
Prossigo a meditação. Tento descobrir a infinitude do Todo, o indivisível do Absoluto, a Eternidade do Uno... sob a muralha daquele aparente nojento. A primeira grande alegria foi deixar de ver aquilo e perceber fascinado o maravilhoso quimismo a processar-se sob a regência do Sol que incide, do ar que circunda, da terra que recebe e que dá... Vejo daquilo desprender-se não mais a fedentina, mas algo precioso, que penetra a areia e vai ser bebido pelas muitas boquinhas nas múltiplas radículas da grama e das grandes árvores, e aquilo vira seiva, seiva subindo, se transformando em rosa, produzindo fragrância, rosa enfeitando altares... É o milagre da Vida Perpétua...
Continuei esquecido de tudo mais e vi usinas febris e fecundas no coração dos átomos... No reino dos átomos não há repugnantes. Assisti extasiado a um drama de vibrante dinamismo no infinitamente pequeno, naquilo e em mim...
E cheguei àquele acontecimento divino em que a matéria some... Mergulhei corajoso no universo das energias puras...
Mas, distante, deslumbrou-me a eclosão do pensamento puro, que nasceu da morte da energia...
Depois, o milagre maior: o pensamento cessou... Parei de pensar...
Passei a Ser...
E...
(Extraído do livro Yoga, Caminho para Deus)
Acho-me sentado sob a árvore, tendo em torno de mim um universo inebriante de sensações. É a voz da criançada a brincar lá fora. É um motor que está rosnando, numa moto à distância. O farfalhar da acácia tangida de vento quase consegue abafar a música de mau gosto que sai de um rádio, numa casa distante. Há alegria no pipilar de alguns poucos passarinhos. Meu mundo sonoro é, portanto, variado, confuso, espontâneo e pouco harmônico. E ele atrai meus ouvidos.
Vejo rosas vermelhas e jasmins exibindo brancura. O cheiro do ar é bom. O vento faz tudo mover. O Sol, um pouco embuçado de névoa incerta, ainda consegue semear incertas sombras no chão. O vento continua buliçoso e brinca com os ramos das árvores, fazendo-os dançar. As sombras dos ramos também dançam, mas em silêncio. A dança é geral. É dança verde, imprevisível, fresca e bonita. Todo jardim é um balé sob a regência do vento.
A gatinha branca, sem saber que se arrisca a ser mencionada, com sua placidez limpa, habitual, entra em cena a lamber-se solene, emprestando uma boa dose de graça ao quadro de que faço parte.
O chão é canteiro de vida. Grama aqui. Terra escura estrumada, ali adiante. As bonitas me atraem a atenção por serem pequenas manchas escarlates bem nítidas. Há ainda florezinhas – umas brancas, outras amarelas. São miúdas, ínfimas, perdidas e anônimas em sua banalidade. Só um poeta ou um místico lhes daria atenção. Só a custo vou descobri-las. Há também matinho vagabundo e ignorado, sem brilho, sem história...
Naquele pequeno pedaço da Realidade, que é meu jardim, tento fazer um exercício vedantino: sentir-me unido, idêntico a todos os seres e impressões que o povoam e movimentam. Quero sentir-me entremeando e sustentando a existência de tudo. Quero sentir o Absoluto que está em mim e que é o mesmo em tudo. Quero tornar-me o jardim. Quero fundir-me com ele e confundir-me com todos os esses seres, com todas as variadas formas, que, sem pedir licença, me invadem pelas janelas dos sentidos.
Começo com o tornar-me as montanhas azuladas e me sinto engrandecido e nobre. Torno-me rosa, e sem dificuldade o faço. Rosa perfumada, exuberante, dadivosa, colorida... Sou cedro, agapanto, cravina, jasmim... E por que não a florzinha miúda, pobre e perdida no escuro do canteiro?... Chego a gozar a tranqüilidade horizontal da grama. Sou acácia dançarina... Sinto-me colibri, doidinho, de flor em flor. Sou andorinha sem compromissos, rasgando espaços... Sinto-me em cada criança gritando e correndo na estrada, brincando de pegar... Agrada-me sentir-me vento buliçoso, vento-menino, mexendo com as plantas... Olho o céu e gozo ser céu... É fácil identificar-me com a gatinha de olhos amarelos a explorar os canteiros. Não faz mal tornar-me areia, barro, humo, cimento, parede, cal, pedra... Gozo o sentimento de perenidade mineral do chão.
Vejo agora alguma coisa que a cadela deixou na grama. Repugnante e fétido, atrai somente a atenção da moscaria igualmente repugnante. É um acidente que perturba a beleza de toda aquela manhã no jardim ensolarado.
Não consigo ser mosca...
Não tenho jeito de tornar-me aquilo...
Há um desafio a meu espírito vedantino.
Tenho de ser equânime e não me negar a identificar-me com algo.
Se o Real Ser assume todos os aspectos, não somente os belos, mas também os feios; se o Absoluto está em tudo, seja qual for a sua aparência; se eu quero sentir o Real e a Ele unir-me; se meu objetivo é transcender o Reino das aparências e imergir no Absoluto, como rejeitar aquilo, pondo-o fora do que busco Ser?!...
Tornar-me aquilo, mesmo sendo manifestação do Uno Sem Segundo, francamente me enoja...
É nessas cogitações que percebo que há muito minha atenção não desgrudou daquilo. Agora são as moscas e eu que pousamos sobre aquilo nosso interesse... e, assim, já não tenho dificuldade em estar no inseto que todos acham repelente...
Continuo meditando. Não posso excluir do Todo aquela sua parte repelente. Repelente para quem?!
Para mim.
E quem é esse mim que tem a audácia de excluir algo que integra o Todo? Aquilo é uma aparência do Todo. E eu, que julgo, que penso, que valorizo, não serei também uma outra aparência?
E que tal um esforço para ultrapassar a cortina das aparências, o reino do ilusório?...
Vale tentar.
Prossigo a meditação. Tento descobrir a infinitude do Todo, o indivisível do Absoluto, a Eternidade do Uno... sob a muralha daquele aparente nojento. A primeira grande alegria foi deixar de ver aquilo e perceber fascinado o maravilhoso quimismo a processar-se sob a regência do Sol que incide, do ar que circunda, da terra que recebe e que dá... Vejo daquilo desprender-se não mais a fedentina, mas algo precioso, que penetra a areia e vai ser bebido pelas muitas boquinhas nas múltiplas radículas da grama e das grandes árvores, e aquilo vira seiva, seiva subindo, se transformando em rosa, produzindo fragrância, rosa enfeitando altares... É o milagre da Vida Perpétua...
Continuei esquecido de tudo mais e vi usinas febris e fecundas no coração dos átomos... No reino dos átomos não há repugnantes. Assisti extasiado a um drama de vibrante dinamismo no infinitamente pequeno, naquilo e em mim...
E cheguei àquele acontecimento divino em que a matéria some... Mergulhei corajoso no universo das energias puras...
Mas, distante, deslumbrou-me a eclosão do pensamento puro, que nasceu da morte da energia...
Depois, o milagre maior: o pensamento cessou... Parei de pensar...
Passei a Ser...
E...
(Extraído do livro Yoga, Caminho para Deus)
O verdadeiro e o relativo - (Swami Dayananda Saraswati)

Há palavras nas diferentes línguas que descrevem a realidade. Palavras que se referem ao real e ao falso. Esses são adjetivos. Por exemplo, você pode dizer “isto é falso”.
Qualquer coisa que vá contra um fato provado pode considerar-se falsa. Num tempo, quando o sol “saía” pelo horizonte, e a terra era plana, os pensadores eram os teólogos. Quando apareceu em cena o astrónomo Giordano Bruno e começou a questionar essas afirmações, e a dizer que a terra era esférica, ele foi excomungado e queimado vivo.
Quando alguém se coloca contra um fato provado que comprovadamente é falso, pode estar colocando-se contra o mundo, o que não significa que todo o mundo esteja certo.
Temos três palavras que revelam a nossa compreensão da realidade: 1) verdadeiro, 2) falso, 3) inexistente. Um círculo quadrado não existe, pertence à terceira categoria. Se você olhar para essas coisas não existentes, verá que elas são combinacoes de duas coisas que de fato existem: o coelho existe, os chifres existem, mas um coelho chifrudo não existe.
Podemos concluir então, que estas palavras sejam importantes. Tudo o que fazemos na vida está baseado na nossa compreensão do que é verdadeiro e do que é falso. Há aspectos na realidade que são mais importantes que outros, desde o nosso ponto de vista. Portanto, toda a nossa vida, tudo o que fazemos, está em função daquilo que é importante para nós.
A pulseira e o ouro
Existe, no entanto, uma confusão entre aquilo que é importante e aquilo que não é. Por exemplo, eis um colar feito de ouro. Demos a esse colar uma mente humana. Agora, o colar é consciente de si mesmo. Ele sabe que é um colar. Se você também der uma mente humana a uma pulseira, ela se verá como alguém diferente do colar. A pulseira está com um problema, pois percebe que está definhando. A pulseira está angustiada, pois está ficando cada vez mais fina. A cada vez que a dona dela lava as mãos, a pulseira vai se arranhando e desgastando.
A pulseira começa a pensar: “eu não quero ser mais uma pulseira. Gostaria de ser um colar”. Preste atenção. Estou falando de você. Eu pergunto para a pulseira: “você está feliz?” Ela responde: “nem queira saber. Eu gostaria de ser aquele colar. Ele sempre tem luz boa, está sempre em evidência. Eu estou coberta o tempo todo pela roupa. Não apareço. Meu trabalho é aparecer bonita, mas eu não apareço. Estou sempre coberta. Que vida é essa? Eu queria mesmo era ser um colar”.
Aí você pergunta para o colar, e descobre que ele tem o mesmo problema: ele quer ser um anel. Quer ser algo diferente do que é. Esse é um problema da psicologia humana. A psicologia tem esse problema, mas não tem uma resposta para ele.
O problema é o ponto de partida: a visão da realidade está equivocada. O detalhe é que não existen pulseiras, colares ou anéis. Só existe ouro, sob formas diferentes.
Quando você vende essas jóias, o comprador paga pelo ouro, não pelo trabalho, nem pela forma. Só pelo peso do ouro. O ouro é a verdade da jóia. Você não pode dizer que ele seja inexistente. Tampouco pode dizer que seja falso. É satyam, é verdadeiro.
Qual é a realidade? A pulseira não tem peso, separado do peso do ouro com que ela está feita. Qual é a realidade, então? A realidade é que a pulseira é ouro. A pulseira não está no ouro, ou sobre o ouro. A realidade da pulseira é ouro.
O pote e a argila
É como o pote. O peso do pote é o peso da argila. A textura do pote é a textura da argila. O pote não está na argila. O pote é a argila. Se o pote é argila, a argila deve ser pote. É aí que está o problema. É aí que o Ved€nta vem para dar um sentido para a sua vida.
A argila é argila. Na sua compreensão da argila, a forma não é uma parte dela. É por isso que você reconhece a argila, independentemente da forma que ela assuma. Você reconhece a argila na forma de pó, na forma de formigueiro, na forma dos diversos potes, pois ela transcende a forma.
Portanto, pode ser um pote, um formigueiro, um brinquedo ou a forma que for. Por causa de que a sua compreensão da argila transcende a forma, e porque você compreeendeu que a argila transcende todas as formas, você é capaz de reconhecer a argila, independentemente da forma que esta assuma.
Se a pulseira precisa se livrar do seu problema de ser uma pulseira, é só lembrar que ela é ouro. Se a pulseira soubesse que é ouro, seus problemas acabariam. A essência da pulseira é o ouro, que transcende todas as formas. Quantos ouros existem? Só um. Esse único ouro transcende todas as formas.
O fato da pulseira resolver seu conflito com a forma, não resolve o problema do anel nem do colar. Todas e cada uma das jóias precisam compreender isso.
O verdadeiro e o relativo
O pote não é não existente. Não é tucham. Entretanto, ele tampouco é satyam, tampouco é verdadeiro. A verdade do pote é a argila. Todos os problemas são reais. Pedem soluções práticas.
A realidade do pote é que ele não é satyam. Satyam é a argila, e somente ela. O pote não é falso nem não existente. O que é o pote, então? O que é o seu corpo? Maya. Asat significa não existente. Nossa mente precisa se segurar nas categorias que ela cria para se sentir segura, pois não consegue aceitar os fatos.
Explique a doçura, por exemplo. Ela é inexplicável. É ausência de rotulação em termos de verdadeiro/falso/não existente.
O fato é que o pote segura a água, mesmo sem ser satyam. Cada palavra tem sua importância. Não há nada aqui livrado ao azar. Nossa compreensão da realidade precisa de uma palavra. Que nossa compreensão precisa de um ajuste torna-se claro quando dizemos pulseira, colar, anel. Quando você diz pote de argila, ou pulseira de ouro, o “de ouro” torna-se o adjetivo da pulseira. Um adjetivo que o diferencia das demais pulseiras. Assim surge a dualidade. Existem diferentes pulseiras. Eu vivo a minha vida a partir da minha própria compreensão da realidade.
A verdade é que o ouro é satyam. O ouro é a realidade. A pulseira depende da existência do ouro. A palavra, assim, revela a nossa compreensão da realidade. A pulseira não é satyam. Como vou acomodar esta visão? De que jeito usarei as palavras? Se eu estiver confundido, para mim, satyam pode tornar-se um adjetivo.
Para conseguir acomodar esta visão em palavras, preciso de palavras que a revelem corretamente. Qual é o status da pulseira? Se não é satyam, e não é tucham, é o que? Se não tem substância real, é o que? A palavra pote tem significado. Esse significado está associado com uma substância? Chamemos o status da pulseira de mithyam, um objeto cuja existência depende da presença de outro.
Cada palavra revela sua compreensão da realidade. É preciso usar as palavras com cuidado. O que eu ensino não se presta a manipulações nem ao uso leviano das palavras.
Extrato de uma palestra proferida por Pujya Swamiji no Ashram de Rishikesh, Índia, em março de 2007, anotada e traduzida por Pedro Kupfer. Evetuais equivocações devem ser creditadas ao tradutor.
Se - (Hermogenes)
Se, ao final desta existência,
Alguma ansiedade me restar
E conseguir me perturbar;
Se eu me debater aflito
No conflito, na discórdia...
Se ainda ocultar verdades
Para ocultar-me,
Para ofuscar-me com fantasias por mim criadas...
Se restar abatimento e revolta
Pelo que não consegui
Possuir, fazer, dizer e mesmo ser...
Se eu retiver um pouco mais
Do pouco que é necessário
E persistir indiferente ao grande pranto do mundo...
Se algum ressentimento,
Algum ferimento
Impedir-me do imenso alívio
Que é o irrestritamente perdoar,
E, mais ainda,
Se ainda não souber sinceramente orar
Por quem me agrediu e injustiçou...
Se continuar a mediocremente
Denunciar o cisco no olho do outro
Sem conseguir vencer a treva e a trave
Em meu próprio...
Se seguir protestando
Reclamando, contestando,
Exigindo que o mundo mude
Sem qualquer esforço para mudar eu...
Se, indigente da incondicional alegria interior,
Em queixas, ais e lamúrias,
Persistir e buscar consolo, conforto, simpatia
Para a minha ainda imperiosa angústia...
Se, ainda incapaz
para a beatitude das almas santas,
precisar dos prazeres medíocres que o mundo vende...
Se insistir ainda que o mundo silencie
Para que possa embeber-me de silêncio,
Sem saber realizá-lo em mim...
Se minha fortaleza e segurança
São ainda construídas com os materiais
Grosseiros e frágeis
Que o mundo empresta,
E eu neles ainda acredito...
Se, imprudente e cegamente,
Continuar desejando
Adquirir,
Multiplicar,
E reter
Valores, coisas, pessoas, posições, ideologias,
Na ânsia de ser feliz...
Se, ainda presa do grande embuste,
Insistir e persistir iludido
Com a importância que me dou...
Se, ao fim de meus dias,
Continuar
Sem escutar, sem entender, sem atender,
Sem realizar o Cristo, que,
Dentro de mim,
Eu Sou,
Terei me perdido na multidão abortada
Dos perdulários dos divinos talentos, Os talentos que a Vida
A todos confia,
E serei um fraco a mais,
Um traidor da própria vida,
Da Vida que investe em mim,
Que de mim espera
E que se vê frustrada
Diante de meu fim.
Se tudo isto acontecer
Terei parasitado a Vida
E inutilmente ocupado
O tempo
E o espaço
De Deus.
Terei meramente sido vencido
Pelo fim,
Sem ter atingido a Meta.
“Deus me livre de ser normal”!
Alguma ansiedade me restar
E conseguir me perturbar;
Se eu me debater aflito
No conflito, na discórdia...
Se ainda ocultar verdades
Para ocultar-me,
Para ofuscar-me com fantasias por mim criadas...
Se restar abatimento e revolta
Pelo que não consegui
Possuir, fazer, dizer e mesmo ser...
Se eu retiver um pouco mais
Do pouco que é necessário
E persistir indiferente ao grande pranto do mundo...
Se algum ressentimento,
Algum ferimento
Impedir-me do imenso alívio
Que é o irrestritamente perdoar,
E, mais ainda,
Se ainda não souber sinceramente orar
Por quem me agrediu e injustiçou...
Se continuar a mediocremente
Denunciar o cisco no olho do outro
Sem conseguir vencer a treva e a trave
Em meu próprio...
Se seguir protestando
Reclamando, contestando,
Exigindo que o mundo mude
Sem qualquer esforço para mudar eu...
Se, indigente da incondicional alegria interior,
Em queixas, ais e lamúrias,
Persistir e buscar consolo, conforto, simpatia
Para a minha ainda imperiosa angústia...
Se, ainda incapaz
para a beatitude das almas santas,
precisar dos prazeres medíocres que o mundo vende...
Se insistir ainda que o mundo silencie
Para que possa embeber-me de silêncio,
Sem saber realizá-lo em mim...
Se minha fortaleza e segurança
São ainda construídas com os materiais
Grosseiros e frágeis
Que o mundo empresta,
E eu neles ainda acredito...
Se, imprudente e cegamente,
Continuar desejando
Adquirir,
Multiplicar,
E reter
Valores, coisas, pessoas, posições, ideologias,
Na ânsia de ser feliz...
Se, ainda presa do grande embuste,
Insistir e persistir iludido
Com a importância que me dou...
Se, ao fim de meus dias,
Continuar
Sem escutar, sem entender, sem atender,
Sem realizar o Cristo, que,
Dentro de mim,
Eu Sou,
Terei me perdido na multidão abortada
Dos perdulários dos divinos talentos, Os talentos que a Vida
A todos confia,
E serei um fraco a mais,
Um traidor da própria vida,
Da Vida que investe em mim,
Que de mim espera
E que se vê frustrada
Diante de meu fim.
Se tudo isto acontecer
Terei parasitado a Vida
E inutilmente ocupado
O tempo
E o espaço
De Deus.
Terei meramente sido vencido
Pelo fim,
Sem ter atingido a Meta.
“Deus me livre de ser normal”!
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Contos e Koans Zen
Um praticante Zen foi ter com Bankei e fez-lhe esta pergunta, aflito:
"Mestre, Eu tenho um temperamento irrascível. Sou às vezes muito agitado e agressivo e acabo criando discussões e ofendendo outras pessoas. Como posso curar isso?"
"Tu possuis algo muito estranho," replicou Bankei. "Mostra-me como é esse comportamento."
"Bem... eu não posso mostrá-lo exactamente agora, mestre," disse o outro, um pouco confuso.
"E quando o mostrarás para mim?" perguntou Bankei.
"Não sei... é que isso sempre surge de forma inesperada," replicou o estudante.
"Então," concluiu Bankei, "essa coisa não faz parte da tua natureza verdadeira. Se assim fosse, tu poderias mostrá-la sempre que desejasses. Quando tu nasceste não a tinhas, e teus pais não a passaram para ti. Portanto, reconhece que ela não existe."
"Mestre, Eu tenho um temperamento irrascível. Sou às vezes muito agitado e agressivo e acabo criando discussões e ofendendo outras pessoas. Como posso curar isso?"
"Tu possuis algo muito estranho," replicou Bankei. "Mostra-me como é esse comportamento."
"Bem... eu não posso mostrá-lo exactamente agora, mestre," disse o outro, um pouco confuso.
"E quando o mostrarás para mim?" perguntou Bankei.
"Não sei... é que isso sempre surge de forma inesperada," replicou o estudante.
"Então," concluiu Bankei, "essa coisa não faz parte da tua natureza verdadeira. Se assim fosse, tu poderias mostrá-la sempre que desejasses. Quando tu nasceste não a tinhas, e teus pais não a passaram para ti. Portanto, reconhece que ela não existe."
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Mensagem de Amor - Fonte: site do Uni-Yoga
Deixa-me falar a ti como gostaria de fazê-lo sempre, se as barreiras culturais mo permitissem. Deixa-me começar pedindo-te algo deveras difícil. Mas... faze-o por mim. Peço-te que transcendas o ego.
Não pela vida toda. Só para ler estas minhas palavras. Outras que leste ou que lerás, podem ter sido ditadas pela minha personalidade humana e, por isso, talvez não tenha conseguido tocar teu coração. Afinal, somos Humanos. Seres Humanos têm muita dificuldade de expressar amor e tolerância. Homens não sabem abrir-se totalmente, francamente. Homens não sabem dar-se globalmente e receber a outrem com plenitude. Gostam é de disputar e, se não há motivo, criam algum.
Assim, esquece que és um Ente Humano, esquece que és Homem ou Mulher. Esquece que o sou também. Só assim poderás receber esta mensagem, pois ela é de amor, de mim a ti.
Quem te fala não tem ego. Ama-o com intensidade. Experimenta um pouco deste sentimento sutil e inegoísta. O Ser Humano precisa de afeto. Embora, às vezes, hostil, suplica desesperadamente por esse afeto.
Já, com a tua ajuda, não é um Homem que ouves. É uma voz, só. Uma vibração anônima e indistinta que paira no espaço e vai, sem polaridade ao teu coração para tocá-lo lá no fundo. Para dar-te carinho e compreensão. Sente comigo! Vibra comigo!
Sente — como eu — os olhos úmidos de emoção. Sente o meu amor, pois eu o sinto por ti, sinceramente.
Tenta livrar-te dos tabus e condicionamentos culturais, solta as amarras e... permite a ti mesmo amar um pouco. Verás como é gratificante esse sentimento. Como é repousante e suave. Como refaz as energias para suportar as agruras e vicissitudes do dia-a-dia.
Experimenta, pelo menos uma vez, sentir um amor intenso, arrebatador e inegoísta. Sente-o comigo.
Ama profunda e sinceramente, sem reservas, sem receios, sem preconceitos.
Nada temas: também o sinto por ti e não me acanho de dizê-lo. Ouve:
— Eu te amo intensamente. Amo tua Alma e sei que ela é luminosa como a aurora; amo teu Corpo e creio com convicção que ele é puro e sem mácula.
Aceita-me! Olha: ofereço-te meu coração que palpita de paixão desinteressada por ti, cujo calor tenta te transmitir uma mensagem de amor incondicional.
Descontrai teus sentimentos antes que se atrofiem. Deixa que teu peito palpite e que teus olhos sorriam de inefável regozijo.
Sente a ternura da criança que te sorri: ama-a de todo o coração. Aspira a meiguice da flor que te agradece o amor total que tu sentes por ela (tu o sentes, não é?)
Não te envergonhes de apiedar-te daquele mendigo ancião ou de respeitar os vassalos da tua casa. Abre-te a mim como eu me abro a ti. Sente-me como te sinto a ti. Sinto-te, Criatura, e me identifico contigo. Sou uno com tua Alma a ponto de sentir-te a carne, pois, ó Ente Puríssimo, vejo o Todo em ti.
Não pela vida toda. Só para ler estas minhas palavras. Outras que leste ou que lerás, podem ter sido ditadas pela minha personalidade humana e, por isso, talvez não tenha conseguido tocar teu coração. Afinal, somos Humanos. Seres Humanos têm muita dificuldade de expressar amor e tolerância. Homens não sabem abrir-se totalmente, francamente. Homens não sabem dar-se globalmente e receber a outrem com plenitude. Gostam é de disputar e, se não há motivo, criam algum.
Assim, esquece que és um Ente Humano, esquece que és Homem ou Mulher. Esquece que o sou também. Só assim poderás receber esta mensagem, pois ela é de amor, de mim a ti.
Quem te fala não tem ego. Ama-o com intensidade. Experimenta um pouco deste sentimento sutil e inegoísta. O Ser Humano precisa de afeto. Embora, às vezes, hostil, suplica desesperadamente por esse afeto.
Já, com a tua ajuda, não é um Homem que ouves. É uma voz, só. Uma vibração anônima e indistinta que paira no espaço e vai, sem polaridade ao teu coração para tocá-lo lá no fundo. Para dar-te carinho e compreensão. Sente comigo! Vibra comigo!
Sente — como eu — os olhos úmidos de emoção. Sente o meu amor, pois eu o sinto por ti, sinceramente.
Tenta livrar-te dos tabus e condicionamentos culturais, solta as amarras e... permite a ti mesmo amar um pouco. Verás como é gratificante esse sentimento. Como é repousante e suave. Como refaz as energias para suportar as agruras e vicissitudes do dia-a-dia.
Experimenta, pelo menos uma vez, sentir um amor intenso, arrebatador e inegoísta. Sente-o comigo.
Ama profunda e sinceramente, sem reservas, sem receios, sem preconceitos.
Nada temas: também o sinto por ti e não me acanho de dizê-lo. Ouve:
— Eu te amo intensamente. Amo tua Alma e sei que ela é luminosa como a aurora; amo teu Corpo e creio com convicção que ele é puro e sem mácula.
Aceita-me! Olha: ofereço-te meu coração que palpita de paixão desinteressada por ti, cujo calor tenta te transmitir uma mensagem de amor incondicional.
Descontrai teus sentimentos antes que se atrofiem. Deixa que teu peito palpite e que teus olhos sorriam de inefável regozijo.
Sente a ternura da criança que te sorri: ama-a de todo o coração. Aspira a meiguice da flor que te agradece o amor total que tu sentes por ela (tu o sentes, não é?)
Não te envergonhes de apiedar-te daquele mendigo ancião ou de respeitar os vassalos da tua casa. Abre-te a mim como eu me abro a ti. Sente-me como te sinto a ti. Sinto-te, Criatura, e me identifico contigo. Sou uno com tua Alma a ponto de sentir-te a carne, pois, ó Ente Puríssimo, vejo o Todo em ti.
Love & compassion - Mooji
O Amor e a compaixão sendo transmitidos pelas palavras e presença desse Mestre ...
Que todos sintam e sejam esse Amor!
Gratidão eterna,
Amor eterno!
Que todos sintam e sejam esse Amor!
Gratidão eterna,
Amor eterno!
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
O Definitivo e o Inexprimível - (Osho)

O estado da não-mente é o estado do divino. Deus não é um pensamento mas a experiência de estar sem pensamentos. Ele não é um conteúdo na mente; ele é a explosão quando a mente fica sem conteúdo. Este não é um objeto que você possa ver; é a própria capacidade de ver. Não é o que é visto senão aquele que vê. Ele não é como as nuvens que se jutam no céu, mas o próprio céu quando não há nenhuma nuvem. Ele é esse céu vazio.
Quando a consciência não estiver indo para algum objeto externo, quando não houver nada para ver, nada para pensar, somente vacuidade ao redor, assim você recai em si mesmo. Não há para onde ir - a pessoa relaxa na própria fonte do ser, e essa fonte é Deus.
Seu ser interior é simplesmente o céu interior. O céu é vazio, mas é esse céu vazio que contém todas as coisas, toda a existência, o Sol, a Lua, as estrelas, a Terra, os planetas. É o céu vazio que dá espaço para tudo que é. É esse céu vazio que é a base de tudo que existe. Coisas vêm e vão e o céu permanece o mesmo.
Exatamente da mesma maneira, você tem um céu interior; esse também é vazio. Nuvens vêm e vão, planetas nascem e desaparecem, estrelas surgem e morrem, e o céu interior permanece o mesmo, intocado, imaculado. Chamamos esse céu interior de sakshin, a testemunha – e esse é todo o objetivo da meditação.
Vá para dentro, desfrute o céu interior. Lembre-se, o que quer que você possa ver, você não é isso. Se puder ver pensamentos, então você não é pensamento; se puder ver seus sentimentos, então você não é seus sentimentos; se puder ver seus sonhos, desejos, memórias, imaginações, projeções, então você não é nenhum deles. Prossiga eliminando tudo que você possa ver. Desse modo, um dia, o momento especial chega, o momento mais significante na vida de uma pessoa, quando nada resta para ser rejeitado. Tudo que foi visto desaparece e somente aquele que vê está ali. Este observador é o céu vazio.
Conhecer isso é não ter o que temer, e conhecer isso é estar repleto de amor. Conhecer isso é ser Deus, é ser imortal.
terça-feira, 14 de outubro de 2008
Antes do começo ... - (Papaji)

Namaskar,
Antes do começo você é pura Consciência.
Você é a totalidade do Amor no Amor e o vazio do Alerta.
Você é a Existência e a Paz além da Paz.
Você é a tela onde tudo é projetado.
Você é a Luz do Conhecimento.
Aquele que deu o conceito de criação ao criador.
Esqueça-se daquilo que puder ser esquecido e reconheça a si mesmo
como aquilo que não pode ser esquecido.
Você é o substrato onde tudo se move... deixe que se mova.
Você é Agora, você é o Agora.
Que “eu” existe que possa estar fora desse Agora?
Você é a Verdade e somente a Verdade é.
Você é Inatividade.
Atividade é o seu reflexo, a sua Brincadeira, o seu mundo.
O Sol é Inatividade, os espelhos são atividades.
Você é este precioso Momento, a Presença em Si,
qualquer brisa que te toque santificará até mesmo demônios.
Você é Aquele que está Consciente
da Consciência de objetos e idéias.
Você é aquele que é até mesmo mais Silencioso que o Alerta.
Você é a Vida que precede o conceito de vida.
A sua natureza é o Silêncio
e não é alcançável, É desde sempre.
“Espaço” foi sua primeira noção
e você tomou Sat-chit-ananda* como sua primeira forma.
O mundo é a sua mente
e Tudo brota do seu Coração.
Aqui e Agora é o seu coração.
Como Amor você aceita a caverna desse Coração
de onde todo tempo e espaço surgem.
Você é o Interior que não está nem dentro nem fora.
A mente não chegando a lugar algum está Dentro,
nenhuma parede está Dentro.
Você é a Existência em todos os átomos,
conheça isso e você será Felicidade.
Você é o Vazio, a Substância Suprema:
remover o Vazio do Vazio deixa apenas o Vazio, pois não há nada além Dele.
Tudo surge, dança ao redor e retorna a Isso.
Assim como o Oceano se torna uma onda para dançar
assim você é esse Vazio dançante!
Nada está fora desse Vazio e portanto Ele é a Totalidade.
O Vazio está entre o é e o não é.
Para ser Livre você precisa da firme convicção
de que você é esse Substrato, essa Paz, esse Vazio.
Você é aquilo onde todos os acontecimentos acontecem.
O que acontece, deve acontecer; assim, permaneça indiferente como Paz.
Seja Pacífico e essa Paz se espalhará.
O que surge da Paz é Paz
e o que surge da confusão é confusão.
Então Seja a Paz e dê isso ao Universo.
É tudo o que você deve fazer.
Mesmo pensar “eu sou Paz” perturba essa Paz.
Então apenas fique quieto; Seja como você é.
Você é “Sendo”, não “tendo Sido”,
não “seria”, mas “Sendo”.
Você é a Atemporalidade na qual nenhuma morte pode entrar
pois onde não há nenhum tempo, não há nenhuma morte.
Essa Atemporalidade é Agora e Isso é Ser.
O Ser está sempre brilhando. EU SOU é a Luz do Ser.
Esse Diamante não pode se esconder e não pode nunca ser escondido.
Quando não há mente, a face brilha de Beleza e Inocência.
Apenas simplesmente fique sossegado; apenas seja o que você é.
Sri H. W. L. Poonja (Papaji)
*Sat-chit-ananda:
Sat: O aspecto transcendental do Princípio Último em atividade.
Chit: Consciência Universal.
Ananda: Êxtase.
Formam uma trindade: existência, consciência e êxtase.
Gayatri Mantra

ॐ भूर्भुवस्व: | तत् सवितूर्वरेण्यम् | भर्गो देवस्य धीमहि | धियो यो न: प्रचोदयात्
OM BHUR BHUVAH SVAH
TAT SAVITUR VARENYAM
BHARGO DEVASYA DHIMAHI
DHIYO YONAH PRACHODAYAT
O Gayatri Mantra é o mais poderoso mantra dos Vedas. É devotado à deusa Gayatri (Mãe dos Vedas) e foi criado para receber as vibrações solares que nos trazem vigor e entusiasmo. Recomenda-se que ele seja cantado pela manhã, durante ou um pouco após o nascer do sol.
Nunca abandonem o Gayatri; vocês podem deixar ou ignorar qualquer outro mantra, mas vocês deveriam recitar o Gayatri pelo menos algumas vezes durante o dia. Ele os protegerá dos perigos onde quer que vocês estejam – viajando, trabalhando ou em casa. Os ocidentais investigaram as vibrações produzidas por este mantra e descobriram que quando ele é recitado com a pronúncia correta, como estabelecido nos Vedas, a atmosfera ao redor torna-se visivelmente iluminada. Assim, o resplendor de Brahma descerá sobre vocês, animará os seus intelectos e iluminará o seu caminho quando este mantra for entoado. Gayatri é a Mãe, a força que anima toda a vida. Portanto, dele não se descuide nunca." (SAI BABA)
BENEFÍCIOS DO MANTRA GAYATRI
O mantra Gayatri traz a sabedoria divina para aqueles o entoam com devoção e constância. A sabedoria e a direção divina são coisas muito importantes para pedirmos a Deus. Todos os problemas, sofrimentos, doenças, miséria, todas as barreiras, podem ser vencidas ao conquistarmos a sabedoria que é com certeza, divina. A sabedoria está no plano espiritual e este mantra é uma das mais fantásticas chaves para conquistar este poder.
Este mantra utiliza o poder do chakra da garganta para ativar o chakra da coroa. Esse efeito, nos traz mais do que sabedoria, traz-nos a capacidades de atuarmos mais como Alfa e menos como Ômega.
Se almejamos a ascensão nesta vida, precisamos atuar como Alfa, levando o fogo transmutador de Deus Pai, à todos os lugares onde estivermos.
Estamos habituados a querer, querer e querer o tempo todo. A energia ômega busca sempre receber e a Alfa, dar.
A Terra está poluída demais e atuar como ômega o tempo todo é algo muito ruim, perigoso e negativo. Este mantra nos ajuda a deixar de ser um buraco negro que a tudo busca dominar e controlar, para sermos um SOL que a tudo ilumina e dá a vida contínua.
Só há um meio de nos tornarmos Alfa como o Sol, e é sendo ômega para sua energia. Precisamos nos ligar nesta energia solar e enchermo-nos dela, a ponto de explodirmos nossa luz etérea, para todos os lados, iluminando todos ao nosso redor.
O mantra Gayatri Significa: "Imploramos ao grande e adorado Surya, pela manifestação em nossas vidas do fogo da vontade divina, o fogo da iluminação cristica, que consome toda a ignorância. Meditamos nesta Luz de inspiração cósmica, que vêm de Deus, para que possamos seguir o caminho correto do nosso plano divino, com o grande despertar da nossa consciência no Grande Um.”
Assim como o Sol acaba com a escuridão, também o mantra Gayatri destrói a ignorância. Este mantra magnetiza o poder e a radiação do Sol para a vida terrena, para nos livrar de nossos pecados e revelar a Suprema Luz do EU SOU O QUE EU SOU em nossas vidas.
Seja agora mais um SOL a iluminar esta Terra tão sofrida, e você verá a diferença que fará a todos os que o rodeiam.
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
Alem da ganancia

Sempre que as pessoas se tornam gananciosas, elas ficam bem apressadas, e tentam encontrar meios de ir mais rápido. Estão sempre correndo pois acreditam que a vida está se esgotando. São essas as pessoas que dizem, "tempo é dinheiro."
Tempo é dinheiro? Dinheiro é muito limitado; o tempo é ilimitado. Tempo não é dinheiro, tempo é a eternidade. Sempre foi e sempre será. E você sempre esteve aqui e sempre estará aqui.
Então abandone a ambição e não se incomode com o resultado. Às vezes acontece que, devido a sua impaciência, você perde muitas coisas.
O homem fica completo se estiver em sintonia com o universo; caso contrário estará vazio, completamente vazio. E dessa vacuidade procede a ganância. A ganância serve para preencher esse vazio – com dinheiro, com casas, com mobília, com amigos, com amantes, com qualquer coisa – pois ninguém pode viver vazio. Isso é horrível, é uma vida fantasma. Se você estiver vazio e nada houver dentro de você, fica impossível viver.
Para ter a sensação de plenitude, só há dois caminhos; ou você entra em sintonia com o universo... Assim você fica preenchido pelo todo, com todas as flores e estrelas. Elas estão dentro de você assim como estão fora de você. Essa é a verdadeira plenitude. Mas se não fizer isso – e milhões de pessoas não estão fazendo isso – então o mais fácil é preencher o vazio com qualquer porcaria.
Ambição simplesmente significa que você está sentindo um vazio profundo e você quer preenchê-lo com o que for possível, não importa o que seja. E uma vez que você compreende isso, então você nada mais tem a ver com a ambição. Você tem algo a ver com vir para uma comunhão com o todo, assim a vacuidade interior desaparece. E com isso, toda ganância desaparece.
Mas há pessoas loucas por todo o mundo, e elas estão colecionando coisas para preencher a vacuidade delas. Há quem esteja acumulando dinheiro embora nunca o utilize. Há os que comem compulsivamente; e ainda que não sintam fome continuam a engolir. Sabem que isso irá criar sofrimento, que ficarão doentes, mas não conseguem parar. Essa comilança também é uma forma de preenchimento.
Portanto, pode haver muitas maneiras de preencher o vazio, embora este nunca seja preenchido – permanece vazio, e você permanece miserável, pois nunca há o bastante. Mais é necessário, e esse mais e a exigência por mais é infinita.
Você precisa entender a vacuidade que você está tentando preencher, e faça a pergunta, “Porque estou vazio? A existência é tão plena, porque me sinto vazio? Talvez tenha perdido o rumo – não esteja mais movendo-me na mesma direção, não seja mais existencial. Essa é a causa da minha vacuidade.”
Então siga a existência.
Relaxe, e aproxime-se da existência em silêncio e paz, em meditação. E um dia você irá perceber que estará pleno – abundante, transbordante – de alegria, de êxtase, de bem-aventurança. Você estará tão pleno desses sentimentos que poderá distribuí-los para o mundo inteiro e ainda assim não se sentirá cansado.
Nesse dia, pela primeira vez você não terá qualquer ambição – por dinheiro, por comida, ou por qualquer outra coisa.
Você viverá naturalmente, e encontrará tudo que você precisar.
Amar significa abandonar fronteiras territoriais - (Osho)

Essa linha invisível precisa desaparecer, daí surgir o medo, porque essa é nossa herança animal. Por isso, quando você está em um estado amoroso da mente, você vai além da herança animal. Pela primeira vez você se torna humano, realmente humano.
Se você realmente deseja viver uma vida rica, preenchida, imensamente vibrante, não há outra maneira, exceto abandonar as fronteiras. A única maneira é estabelecer cada vez mais contato com as pessoas. Permita que mais e mais pessoas invadam o seu ser, permita que mais e mais pessoas entrem em você.
Podemos nos machucar - esse é o medo -, mas é um risco que precisa ser assumido, vale a pena. Se você se proteger por toda a sua vida e ninguém tiver permissão de estar próximo a você, qual é o sentido de estar vivo? Você estará morto antes de morrer. Você absolutamente não viverá. Seria como se você nunca tivesse existido, porque não há outra vida além do convívio. Assim, é preciso correr o risco.
Todos os seres humanos são como você. Essencialmente o coração humano é o mesmo. Portanto, permita que as pessoas se aproximem. Se você permitir, elas permitirão que você se aproxime delas. Quando essas fronteiras deixam de existir, o amor acontece.
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
IN LAKE’CH – EU SOU O OUTRO VOCÊ
“Sejas humilde, se queres adquirir a Sabedoria. Sejas mais humilde ainda, quando houveres te assenhoreado da Sabedoria. Sejas como o Oceano que recebe todos os rios e riachos. A imensa calma do Oceano permanece inalterada; ele não os sente. Refreia teu eu inferior com o teu Eu Divino. Refreia teu Eu Divino com o Eterno”.
(H.P. Blavatsky – A Voz do Silêncio)
(H.P. Blavatsky – A Voz do Silêncio)
Barco Vazio - Chuang Tsé
"Quem dirige os outros, acaba confuso.
E quem se deixa dirigir, vive triste.
O ideal é não desejarmos influenciar os outros
Nem nos deixarmos influenciar por eles.
E viver com o Tao, na terra do grande Vazio.
Mesmo que tenha muito mau feitio,
um homem que atravessa um rio num barco
não se zanga se um barco vazio colidir com o seu.
Mas, se nesse barco estiver alguém,
Vai-lhe gritar que vire o leme.
E gritará outra vez se o grito não for ouvido
E começará a praguejar.
Porque há alguém dentro do barco.
Se o barco estivesse vazio,
Não gritaria nem ficaria zangado.
Se conseguirmos esvaziar o nosso barco,
Ao atravessar o rio do mundo,
Ninguém se nos oporá.
Ninguém nos tentará fazer mal."
E quem se deixa dirigir, vive triste.
O ideal é não desejarmos influenciar os outros
Nem nos deixarmos influenciar por eles.
E viver com o Tao, na terra do grande Vazio.
Mesmo que tenha muito mau feitio,
um homem que atravessa um rio num barco
não se zanga se um barco vazio colidir com o seu.
Mas, se nesse barco estiver alguém,
Vai-lhe gritar que vire o leme.
E gritará outra vez se o grito não for ouvido
E começará a praguejar.
Porque há alguém dentro do barco.
Se o barco estivesse vazio,
Não gritaria nem ficaria zangado.
Se conseguirmos esvaziar o nosso barco,
Ao atravessar o rio do mundo,
Ninguém se nos oporá.
Ninguém nos tentará fazer mal."
terça-feira, 7 de outubro de 2008
Sathya Sai Baba (1° Discurso do Mahashivaratri - A Grande Noite de Shiva - Local: Prashanti Nilayam - Data: 12/03/02)
Manifestações do Eu Superior Divino!
Nunca dêem espaço para os sentimentos de "eu" e "meu". Primeiro, conheçam a si mesmos. Perguntem a si mesmos: "Quem sou eu?" Uma vez que saibam quem verdadeiramente são, irão perceber a unidade de todos. Uma vez que percebam que são a personificação do Eu Superior, irão verificar que todos os outros também são a personificação d’Ele. Entretanto, em sua vida diária, é difícil reconhecer essa igualdade baseada na profissão.
O que é espiritualidade? Eliminar as qualidades animais e elevar-se ao nível do Divino constitui a verdadeira espiritualidade. Espiritualidade (Adhyatmikam) refere-se a eterno (Adhi) e Eu Superior (Atmã). Portanto, a verdadeira espiritualidade é aquela que se relaciona ao Eu Superior eterno. Reconhecer o fato de que Eu e vocês somos um é a verdadeira espiritualidade. Quando Dharmaraja ofereceu a Krishna a primeira oferenda (Agratambulam), o perverso Sisupala sentiu que Krishna não a merecia. Ele ofendeu incansavelmente Krishna e disse: "Você pensa que merece essa honra porque roubou os sáris das pastorinhas quando elas estavam tomando banho ou Você pensa que merece isso porque brincou com elas? Pare com esse auto-engrandecimento e cale-se!” (Poema em télugu). Krishna, sorridente, respondeu: "Sim, você está certo, você fala verdadeiramente". Dharmaraja sentiu-se profundamente ofendido e caiu aos pés de Krishna e disse: "Ó Senhor! Como Você continua a sorrir em face dessa dura critica? Você pode estar sorrindo, mas eu estou derramando lágrimas de sofrimento." Então Krishna respondeu: "Dharmaraja, o elogio ou a culpa relacionam-se ao corpo, não ao Eu Superior. Por que alguém deve se sentir deprimido quando é criticado e enaltecido quando elogiado? De fato, criticamos nosso próprio corpo porque ele dá espaço para várias doenças e nos faz sofrer. Portanto, entenda que qualquer um que criticar seu corpo, está, de fato, prestando-lhe um favor". Dharmaraja ficou imensamente satisfeito com a resposta de Krishna e disse: "Porque há poucos mestres como este, as pessoas são afligidas pela ignorância". E sobre Duryodhana? Ele não era um ignorante. Mas, a despeito de seu conhecimento de tudo (sobre o certo e o errado), ele caiu no caminho da ignorância. Ele também pediu a Dharmaraja para manter sua boca fechada.
O que é silêncio? Vocês nunca devem falar mal dos outros. “A contenda não surge do silêncio”. Cumprimentem aqueles que os ofendem. Não devolvam ofensa com ofensa. Se agirem do mesmo modo que seu oponente, como poderão se tornar maiores? Enquanto dizem que o outro está agindo de modo errado, vocês estarão certos se agirem do mesmo modo? Nunca ajam dessa maneira. Deixem aqueles que cometem a ofensa continuar seu comportamento ofensivo. Vocês nunca devem reagir. Anseiem pelo bem de todos. Nossa oração diária é “Que todos os seres do mundo sejam felizes!” Quando todos estão felizes, vocês estão incluídos. Nós oramos para o bem, a riqueza e a saúde de todos. Nunca desejem a má sorte de qualquer pessoa. Não há lugar para o ódio nesse mundo. Todos são amigos. Se vocês persistirem nesse caminho, desejando o bem para todos, orando por sua prosperidade, vocês se tornam um ideal para o mundo inteiro. Vocês nasceram nesse mundo apenas para esse ideal. Há um propósito por trás da criação de cada indivíduo. É por isso que Deus os criou. E para isso, vocês foram presenteados com a capacidade de amar. Ajam de acordo com sua consciência. Consagrem Deus em cada ação de vocês.
Nunca dêem espaço para os sentimentos de "eu" e "meu". Primeiro, conheçam a si mesmos. Perguntem a si mesmos: "Quem sou eu?" Uma vez que saibam quem verdadeiramente são, irão perceber a unidade de todos. Uma vez que percebam que são a personificação do Eu Superior, irão verificar que todos os outros também são a personificação d’Ele. Entretanto, em sua vida diária, é difícil reconhecer essa igualdade baseada na profissão.
O que é espiritualidade? Eliminar as qualidades animais e elevar-se ao nível do Divino constitui a verdadeira espiritualidade. Espiritualidade (Adhyatmikam) refere-se a eterno (Adhi) e Eu Superior (Atmã). Portanto, a verdadeira espiritualidade é aquela que se relaciona ao Eu Superior eterno. Reconhecer o fato de que Eu e vocês somos um é a verdadeira espiritualidade. Quando Dharmaraja ofereceu a Krishna a primeira oferenda (Agratambulam), o perverso Sisupala sentiu que Krishna não a merecia. Ele ofendeu incansavelmente Krishna e disse: "Você pensa que merece essa honra porque roubou os sáris das pastorinhas quando elas estavam tomando banho ou Você pensa que merece isso porque brincou com elas? Pare com esse auto-engrandecimento e cale-se!” (Poema em télugu). Krishna, sorridente, respondeu: "Sim, você está certo, você fala verdadeiramente". Dharmaraja sentiu-se profundamente ofendido e caiu aos pés de Krishna e disse: "Ó Senhor! Como Você continua a sorrir em face dessa dura critica? Você pode estar sorrindo, mas eu estou derramando lágrimas de sofrimento." Então Krishna respondeu: "Dharmaraja, o elogio ou a culpa relacionam-se ao corpo, não ao Eu Superior. Por que alguém deve se sentir deprimido quando é criticado e enaltecido quando elogiado? De fato, criticamos nosso próprio corpo porque ele dá espaço para várias doenças e nos faz sofrer. Portanto, entenda que qualquer um que criticar seu corpo, está, de fato, prestando-lhe um favor". Dharmaraja ficou imensamente satisfeito com a resposta de Krishna e disse: "Porque há poucos mestres como este, as pessoas são afligidas pela ignorância". E sobre Duryodhana? Ele não era um ignorante. Mas, a despeito de seu conhecimento de tudo (sobre o certo e o errado), ele caiu no caminho da ignorância. Ele também pediu a Dharmaraja para manter sua boca fechada.
O que é silêncio? Vocês nunca devem falar mal dos outros. “A contenda não surge do silêncio”. Cumprimentem aqueles que os ofendem. Não devolvam ofensa com ofensa. Se agirem do mesmo modo que seu oponente, como poderão se tornar maiores? Enquanto dizem que o outro está agindo de modo errado, vocês estarão certos se agirem do mesmo modo? Nunca ajam dessa maneira. Deixem aqueles que cometem a ofensa continuar seu comportamento ofensivo. Vocês nunca devem reagir. Anseiem pelo bem de todos. Nossa oração diária é “Que todos os seres do mundo sejam felizes!” Quando todos estão felizes, vocês estão incluídos. Nós oramos para o bem, a riqueza e a saúde de todos. Nunca desejem a má sorte de qualquer pessoa. Não há lugar para o ódio nesse mundo. Todos são amigos. Se vocês persistirem nesse caminho, desejando o bem para todos, orando por sua prosperidade, vocês se tornam um ideal para o mundo inteiro. Vocês nasceram nesse mundo apenas para esse ideal. Há um propósito por trás da criação de cada indivíduo. É por isso que Deus os criou. E para isso, vocês foram presenteados com a capacidade de amar. Ajam de acordo com sua consciência. Consagrem Deus em cada ação de vocês.
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