sexta-feira, 30 de março de 2012

EU NÃO SOU... EU SOU... - (Tony Parsons)


"Eu não sou...
minha história de vida, a mente, o corpo, sentimentos, experiências de dor e prazer, luta, sucesso ou fracasso, solidão, quietude, frustração ou compaixão. Eu não sou nem mesmo o que eu penso ser o meu propósito, a busca, a descoberta, ou qualquer coisa chamada de experiência espiritual.

Quando eu sei o que sou, eu descubro que eu não sou a existência, mas a presença que permite a existência ser.

Eu sou...
a expressão divina exatamente como eu sou, aqui e agora. Você é a expressão divina exatamente como você é, aqui e agora. Nada, absolutamente nada precisa ser adicionado ou retirado. Nenhuma coisa é mais válida ou mais sagrada que qualquer outra coisa. Nenhum requisito é necessário. O infinito não é alguma coisa esperando que nós nos tornemos merecedores dele.

Eu não tenho que vivenciar "o lado escuro da alma", ou me entregar, ser purificado, ou passar por qualquer mudança ou processo. Como pode o ilusório ego-separado praticar alguma coisa a fim de revelar que é ilusório?

Eu não tenho que ser sério, honesto ou desonesto, moral ou imoral, simpático ou grosseiro. Não há necessidade de esperar por momentos de transformação, buscar pela não-ação, pela permanente bem-aventurança, um estado sem-ego, ou uma mente quieta.

Eu nem mesmo tenho que esperar que a graça desça sobre mim. Porque eu sou, você é, Isto é a graça constante."

Se somos Seres Divinos, porque não temos consciência disso? - (Mooji)



"Eu entendo sua pergunta.
Se somos Seres Divinos porque temos que sofrer,
E esquecer por completo?
Alguns seres humanos parecem ter esquecido tão completamente
Que não tem nenhum interesse, em absoluto.
Eu mesmo, em um tempo, não estava interessado em despertar
Não me interessavam estes tipos de coisas
Tinha outros interesses, mas não nisto
Então, de onde veio este interesse?
Então da mesma maneira em que surgiu dentro do meu coração
E de alguma forma chegou ao lugar em que se encontra agora
Que há Paz dentro de mim, em meu coração
Paz em minha mente,
Não a paz gerada por algo,
Nem sequer tem uma razão
É simplesmente Paz, Alegria, Silêncio e Espaço.
Como isso chegou a alguém tão comum como eu?
Por isso vejo que deve ser possível para todos
Porque não me sinto mais especial que ninguém
Alguém pode parecer completamente desinteressado
Até mentalmente escuro
E sua vida pode mudar
Pode chegar a uma plena compreensão
Ou a um completo despertar dentro de si mesmo
Este é o Milagre, de fato.
É uma transformação orgânica,
Ou um giro, em U, sem poder dizer sua causa.
Mas não é que algumas pessoas têm sorte e outras não
Aqueles que sentem que chegou o momento
De começar a descobrir, começam a sentir-se diferentes
Se sentem atraídos
Começam a olhar para os livros espirituais
Não querem mais livros românticos.
Querem saber sobre Buda.
Se você quer dar-lhe um livro de viagem
Eles não querem
O que desejam é saber o Buda disse sobre essas coisas
O que o leva a pensar desta maneira?
Não sabemos
Simplesmente esta atração floresce dentro de teu coração
E se começa a pensar diferente.
No sonho da vida tem que existir estes opostos:
Como esquecer e lembrar
Se nunca se sentiu ódio ou tristeza
Não se saberia o que é o Amor ou a Felicidade
Aprendemos através dos opostos, de alguma maneira.
Então, se estivéssemos, como dizes:
‘todos despertos e divinos’,
Não saberíamos o que é Despertar,
Não saberíamos o que é a Divindade,
Não saberíamos absolutamente nada
De fato, no Estado Original,
Não sabemos absolutamente nada,
Porque não há nada mais que saber
Quando tu estás completo em tua harmonia natural
Tu não sabes absolutamente nada
O que há para saber?
Qual é a razão para saber algo?
Estás em completa Alegria
Quando você está feliz
Você não quer saber nada
Você simplesmente está feliz, não é?
Mas quando você está triste você quer saber muitas coisas
Quando estamos em um estado de sofrimento e dor, algo assim,
Então surge esta pergunta:
Porque devemos sofrer desta maneira?
Quando estamos nos divertindo,
Nós não fazemos esta pergunta.
Estamos suficientemente contentes
Para continuar nos divertindo
Mas quando se sofre
Sente dor ou perda,
Ou tem uma profunda ferida emocional
Aí surgem estas perguntas: ‘o que é esta vida’?,
‘porque estamos aqui’?
Este gosto pela experiência
É parte do que poderíamos chamar “a Obra Divina”,
Porque amamos experimentar,
Amamos o contraste
Amamos também a incerteza da experiência
Amamos os altos e os baixos da experiência
Amamos tudo isso.
É parte do Jogo e da Obra:
O gosto por experimentar."

Fonte: http://toquenaunidade.com.br/luz-no-caminho/mooji-se-somos-seres-divinos-porque-nao-temos-consciencia-disso/

quarta-feira, 28 de março de 2012

A Fonte - (tarô Zen de Osho)



"Esta carta se chama A Fonte e só de olhar para a ilustração da mesma você já sente a força que emana deste Sol Central.

Leia com atenção como o Osho descreve esta carta: “Esta carta nos lembra que existe um vasto reservatório de energia à nossa disposição. E que não é quando pensamos ou planejamos que nos ligamos a ele, mas quando pomos nossos pés no chão, quando nos centramos, e quando permanecemos suficientemente em silêncio para que o contato com a Fonte possa se estabelecer. Ela está dentro de cada um de nós, como um sol pessoal, individual, proporcionando vida e alimento. Energia pura, ela permanece pulsando, disponível, pronta a nos dar o que for que precisamos para realizar alguma coisa, e pronta para nos acolher de volta em casa, quando quisermos descansar.”

Vamos ler juntos como o mestre continua a descrever esta carta: “O Zen lhe pede que deixe de lado a cabeça e volte-se para a fonte primordial... Não é que o Zen não esteja a par dos usos da energia na cabeça; mas, se toda a energia for usada na cabeça, você nunca se dará conta da sua eternidade... Você nunca conhecerá, como uma experiência, o que é tornar-se uno com o todo.

Quando a energia fica restrita ao centro, pulsando, quando ela não está se deslocando para alguma parte, nem para a cabeça e nem para o coração, permanecendo na própria fonte de onde o coração a retira, onde a cabeça vai buscá-la, pulsando na própria fonte - esse é o significado exato do Zazen.

Zazen quer dizer apenas que, se você permanece na própria fonte, sem deslocar-se para parte alguma, uma força imensa se levanta, uma transformação de energia em luz e amor, em uma vida maior, em compaixão, em criatividade. Ela pode assumir formas variadas. Primeiramente, porém, você tem que aprender como permanecer na fonte. Depois, então, decidirá onde está o seu potencial. Você pode relaxar na fonte, e ela o levará ao seu próprio potencial”.

Para acessar esta fonte, dentro da escola Osho, você será aconselhado a meditar.

Porém, acredito que com exercícios feitos com as imagens você poderá também reconhecer sua Fonte e nela encontrar inspiração e repouso.

Se quiser tentar, sugiro que esteja sentado com os pés firmemente apoiados no chão, mãos pousadas sobre suas pernas, olhos fechados. Respire lentamente três vezes e leve sua atenção para a intenção deste exercício: contatar a sua fonte.

E sinta, imagine, perceba, ouça ou faça de conta que vê a imagem que sua mente tem deste grande sol central. Como é sua fonte de luz? O princípio de tudo? Ele tem forma? Tem cor? Tem vibração ou cheiro? Tome contato com esta imagem e aproxime-se dela. Sinta a sua emanação, a sua voz (se ela tiver) a sua força e a sua calma. E perceba no seu corpo como ela pulsa, enviando suas mensagens de inspiração, calma ou esperança.

Usufrua deste contato e sabendo que poderá voltar a ele sempre que precisar estar ligado ao Todo, respire e abra os olhos.

Se sentir que fica mais fácil imaginar depois que olha fixamente para esta carta, pode sim dar esta ajudinha para a sua mente."

A Coragem, o Medo e a Terapia Floral - (Thais Accioly)



(Texto inspirado em Eduardo Galeano)

"O medo é uma epidemia na Terra.
Desde que nascemos aprendemos a cultivá-lo como um íntimo amigo que nos protegeria dos inimigos.
Medo dos vírus. Medo de amar e ser abandonado. Medo de nunca mais amar.
Medo de começar um novo trabalho e de perder o emprego.
Medo de casar. Medo de ficar só.
Medo de viver. Medo de morrer.
Medo do humano. Medo do inseto. Medo do invisível.
Medo da mente que sonha: e se o sonho não se realizar?
Medo da mente que não sonha: o vazio amedronta?
Medo de confrontar o medo.
Medo do capitalismo, da moda. Medo das ditaduras.
Medo do consumismo. Medo do comunismo.
Medo do medo.
Medo de sequestro.
Medo de não ser visto. Medo de não ser amado.
O medo congela. Trava. Faz o esconde. Ou então feito fera ataca e fere.
Medo da sombra.
Medo da Luz.
Medo da sombra que a Luz projeta. Será?
Medo da dúvida.
A saída não é óbvia.
Só a coragem de enfrentar não vence o medo.
O medo há de ser vencido pelo amor.
Pois só no amor há o aconchego, o encontro, o conforto.
Só no amor a beleza se acende.
Educar-se para o amor pode ser a alternativa para enfrentarmos as horas de temor desta nossa civilização.
O amor impulsiona a vida. Gera saúde e bem-estar.
Quem ama torna o viver mais leve e audacioso. Promove pequenas alegrias, as reais, e renova as esperanças.
Dr. Edward Bach sabia disso quando criou os Florais de Bach na Inglaterra em meio a epidemias e guerra, onde o medo e o terror eram evidentes.
Por isso, em seu sistema de Essências Florais, encontramos florais que nos ajudam a transformar a energia do medo, diluindo-a com forças de vida, de coragem, de amor.
Mas depois dos Florais de Bach muitos outros Sistemas de Florais foram criados nos quatro cantos do mundo, e todos desenvolveram florais que cuidam daqueles que enfrentam os mais diferentes medos.
Viver na ausência total do medo não é saudável neste planeta Terra. Mas viver o medo patológico, generalizado, que hoje sentimos é cruel, torna-nos não confiáveis, porque desconfiados de todos. Transforma-nos em criaturas mais violentas.
Faço um convite ao amor. Enfrente o medo. Busque saídas. Cultive o amor.
Vai ser preciso desarmar os pensamentos. Que tal iniciar a prática da meditação ou da yoga?
Vai ser preciso desarmar o pânico? Respire devagar.
Quer ajuda das essências florais? Quer ajuda das essências florais para fortalecer os pensamentos positivos, para aliviar medos e ansiedades? Comece buscando um Terapeuta Floral em sua cidade, para iniciar este cuidado integral do seu bem-estar, em busca da liberdade de viver sem tantos medos."



* Thais Accioly - é especialista em Terapia Floral pela Escola de Enfermagem da USP.
Professora da Pós Graduação em Terapia Floral na Escola de Enfermagem da USP.
Professora da Flower Essence Society/CA EUA no Brasil.
Professora da Bush Flower Essences/AU no Brasil.
Consultora em Cultura de Paz.
Fonte:: http://www.stum.com.br/conteudo/c.asp?id=11934

Como nossas emoções filtram e distorcem a realidade - (Andre Lima)


"A nossa forma de ver e interpretar os fatos é influenciada pelas emoções negativas que guardamos. Elas agem como um filtro que distorce a realidade e nos leva a agir de uma forma que gera mais sofrimento para nós mesmo e para outras pessoas.

É muito fácil observar isso quando estamos com muita raiva de alguém. Nossos pensamentos e ações são dominadas pela emoção e o nosso diálogo mental se torna intenso e agressivo. Essa negatividade poderá se manifestar em forma de ações ou agressões verbais, mesmo quando sabemos que essas não são as melhores formas de lidar com a situação. Mas a força da emoção toma conta dos nossos pensamentos e em muitos casos simplesmente nos deixamos levar por esse impulso. É como se fosse uma entidade que toma conta de nós temporariamente.

Algumas pessoas que são mais conscientes desse processo preferem não dizer nada no momento da raiva pois sabem que suas palavras e ações serão desproporcionais, inconsequentes, e irão causar mais problemas. Sendo assim, elas preferem esperar e deixar que a emoção diminua de intensidade para só depois tomar alguma providência prática. De alguma forma elas sabem que uma ação contaminada pela raiva irá trazer ainda mais sofrimento e conseguem ficar conscientes disso mesmo durante o "ataque" da emoção.

Tem gente que, para saber como agir, prefere pedir conselho a alguém que esteja imparcial. O amigo que está de fora do problema tem normalmente uma visão muito melhor da real situação pois ele não está contaminado pelas emoções envolvidas. Ele está na posição neutra do observador. Assim, ele consegue enxergar uma solução melhor e apontar também seus erros e qual sua contribuição para aquele problema. Isso, logicamente, quando é um amigo que tem um nível mais alto de consciência. Se for uma pessoa cheia de negatividade, assim que você contar sua situação para ele, emoções e sentimentos negativos surgirão e ele vai acabar dando conselhos que vão piorar a situação. Se porventura viermos a nos aconselhar com alguém, que seja apenas com pessoas sábias e sensatas.

A energia da emoção negativa, seja ela qual for, age como um ser que deseja se alimentar e fortalecer e nos usa para essa finalidade. Por isso, no momento em que essa negatividade se manifesta em nós, ela rapidamente toma conta dos nossos pensamentos gerando argumentos e diálogos bastante convincentes que servem apenas para nutrir aquele estado emocional e gerar mais sofrimento. Não é mais você que está pensando e, sim, a raiva ou mágoa, tristeza, medo ou qualquer outro sentimento (ou combinação de sentimentos) que está pensando por você.

Perdemos parte da lucidez e nos deixamos levar. Em alguns casos, isso é tão intenso que as pessoas chegam a cometer crimes. Algumas pessoas recobram o estado normal após o domínio da negatividade e reconhecem os erros que cometeram. Já outros, continuam sob o efeito da emoção e justificam suas ações. Para a maioria das pessoas ocorre um mistura entre uma parte dentro dela que está lúcida -tendo consciência do que fez- e outra parte que ainda está dominada pela emoção que argumenta e justifica seus atos.

Quando esse processo ocorre é que como se estivéssemos em um estado de transe. Estamos hipnotizados pelos pensamentos que surgem, acreditamos e damos razão pra eles e assim alimentamos a negatividade que está dentro de nós.

Todo essa negatividade é composta apenas por pensamentos e sentimentos, é só uma energia. É como se fosse um pesadelo que temos enquanto estamos acordados. Um pesadelo nada mais é do que um monte de pensamentos carregados com emoções negativas que são produzidos pela nossa mente enquanto estamos dormindo. Durante o sono, tudo aquilo parece muito real, não temos consciência da nossa verdadeira realidade. Ao acordarmos, sentimos alívio e nos damos conta que foi apenas um sonho ruim.

Quando estamos tomados pela negatividade durante o dia, é como se um pesadelo tivesse se instalado na nossa mente, em pleno estado de vigília. É preciso então acordar, ou seja, enxergar que aquilo tudo é monte de energia mental e emocional que deseja crescer.

É importante tomar conhecimento desses mecanismos que o ego utiliza para se fortalecer e perpetuar a negatividade que existe dentro nós. Assim, podemos observar e não cair na armadilha, ou pelo menos vamos diminuir a chance que isso ocorra. É preciso que estejamos lúcidos, nem que seja apenas uma parte dentro de nós, para não embarcarmos cem por cento nos pensamentos e sentimentos que estão sendo gerados naquele momento. A parte lúcida estará presente observando toda a turbulência que ocorre. Ela será nossa âncora para não perdermos a sanidade.

Contaminados pelos sentimentos negativos e, sem nos darmos conta disso, reagimos de uma forma desproporcional ao fato, tomamos atitudes que causam mais problemas, não enxergamos a nossa responsabilidade em termos contribuido para aquela situação, distorcemos os fatos, exageramos... Criamos um mundo de sofrimento. Isso ocorre por que a emoção está turvando a nossa percepção e agindo em nosso lugar.

As pessoas que atendo no trabalho profissional que faço com a *EFT, chegam contaminadas pela negatividade que carregam e, sendo assim, não conseguem enxergar a melhor forma de agir e sentir diante dos seus problemas. O meu papel como terapeuta é trazer à tona as emoções negativas daquela pessoa e de forma paciente e persistente dissolver tudo utilizando a EFT. Desse modo, a pessoa vai recobrando a lucidez. Ela passa a enxergar a situação de uma forma mais sensata e objeta. Os exageros e distorções desaparecem. Seus pensamentos não estão mais sob a influência das emoções negativas, e assim o cliente consegue se sentir em paz, mesmo diante de uma situação difícil. Surge naturalmente a melhor forma de agir para aquele caso. As ações que brotam do estado de lucidez não alimentam mais a negatividade.

Ao dissolvermos as emoções negativas, passamos a enxergar a situação de fora, do ponto de vista do observador. É como se você começasse a ver a situação da mesma forma que uma pessoa sábia que está de fora, sem qualquer contaminação de negatividade. Frequentemente, as pessoas relatam que ao passar pelo processo da EFT, os problemas vão ficando mais distantes. Aqueles pensamentos que eram tão intensos e pareciam tão vivos vão ficando mais longínquos. Uma sensação de paz e lucidez e a confiança de saber como lidar com a situação vem a tona."



* André Lima - EFT Practitioner
EFT - Emotional Freedom Techniques - É a auto-acupuntura emocional sem agulhas. Ensina a desbloquear a energia estagnada nos meridianos, de forma fácil, rápida e extremamente eficaz, proporcionando a cura para questões físicas e emocionais. Você mesmo pode se auto-aplicar o método. Para receber manual gratuito da técnica e já começar a se beneficiar: http://www.eftbr.com.br/manual-gratuito.asp
Fonte: http://www.stum.com.br/clube/c.asp?id=29843

terça-feira, 27 de março de 2012

"Se eu gritasse ..." - (Rainer Maria Rilke)



"Se eu gritasse, quem, entre as hierarquias angelicais, me ouviria? E mesmo que um deles me apertasse repentinamente contra seu coração: eu seria consumido naquela existência arrebatadora."
Rainer Maria Rilke, Elegias de Duíno

segunda-feira, 26 de março de 2012

O equilíbrio perfeito entre carreira e amor... é possível? - (Rosana Braga)



"Se trocarmos as palavras "amor e carreira" por "felicidade e sucesso", talvez fique mais fácil identificarmos em que temos investido nossa atenção e nosso talento, quais são nossas prioridades e quanto temos buscado o equilíbrio entre essas duas conquistas.

Sim, há quem aposte no dito popular que preconiza "sorte no jogo, azar no amor". Ou ainda que se dar bem no trabalho implica em se dar mal no relacionamento amoroso. Será? Será mesmo que o sucesso numa área da vida determina o fracasso na outra? Será que a vida é feita de extremismos e polaridades opostas?

Não necessariamente, posso garantir. Entretanto, vale lembrar que a vida é, sim, feita de escolhas, e requer dedicação. Além disso, o equilíbrio perfeito entre todas as áreas da vida seria o ideal, sem dúvida. Porém, entre o ideal e o real existem ilusões e crenças que precisam ser encaradas com consciência e maturidade.

Se a dúvida é sobre o que investir mais e mais rapidamente (amor ou carreira), a resposta é: depende do momento. Depende dos planos. Depende do que está acontecendo. Não há melhor maneira de acertar, quando o assunto é viver, do que observar atentamente o que se passa ao nosso redor.

Não aguenta mais pensar e não encontrar a resposta? Então, pare por um instante, desligue-se da intensa demanda de compromissos, desejos, pensamentos e pressões diárias. Respire fundo e relaxe. Mergulhe para dentro de si. E simplesmente sinta. O que você quer? Não pense. Sinta! O que seu coração está pedindo? O que sua alma está sussurrando? O que seu corpo está tentando lhe contar?

Todo o seu ser é uma sinfonia perfeita e num estado de equilíbrio repleto de sabedoria. Mas eis o segredo: trata-se de uma sabedoria silenciosa, que não briga com os ruídos do mundo. Que não disputa. Que não faz força. Simplesmente é. Está aí. Disponível para quando você estiver pronto para ouvi-la, ou melhor, para senti-la. E isso significa que, em princípio, você já sabe no que deve investir mais neste momento. Apenas não está em silêncio o bastante para ouvir.

Porque assim como quem anda numa corda bamba, tendo de pender o corpo ora mais para a direita, ora mais para a esquerda, a fim de não cair, nós também, na tentativa de não deixar sucumbir nem o sucesso e nem a felicidade, nem a carreira e nem o amor, teremos de pender ora mais para um, ora mais para o outro.

E se parece tão simples, por que será que, na maioria das vezes, é tão difícil? Simplesmente porque os extremos, por mais paradoxal que sejam, nos parecem mais fáceis. E quase sempre, é a partir deles que funcionamos: ou investimos tempo e energia demais no amor, ou investimos tempo e energia demais no trabalho. Resultado? Desequilíbrio, sensação de falta, de incompetência, de frustração.

Atualmente, o que mais vemos são pessoas relativamente satisfeitas com seu trabalho, conquistando bens materiais mesmo que com um pouco de sacrifício, mas perdidas e angustiadas no que tange ao coração, ao amor. Enroladas, sem conseguir conversar, sem chegar a um consenso, sem experimentar a paz no relacionamento.

É verdade que carreira depende de questões mais objetivas e amor depende de questões mais subjetivas. Além disso, o trabalho é um caminho mais individual, enquanto que o amor é trilhado a dois. Mas a despeito dessas diferenças, a duas questões começam e terminam sempre no mesmo ponto: quanto você está disposto a se dedicar, ouvir, aprender, ceder e investir?

Lembre-se de que as paixões cheias de dramas e de "tudo ou nada" são perfeitas para as telas da tevê e do cinema, mas bem pouco eficientes na vida real. Porque na vida real, o que conta é o que você faz, o que você diz e o quanto existe de autêntico nessas ações. É assim que funciona no seu trabalho e também naquele espaço infinito e inexplicável entre os seus olhos e os olhos da pessoa que você ama!"


* Rosana Braga -
é palestrante, jornalista, consultora em relacionamentos e autora dos livros "O PODER DA GENTILEZA" e "FAÇA O AMOR VALER A PENA", entre outros.
http://www.stum.com.br/conteudo/c.asp?id=11932

sexta-feira, 16 de março de 2012

Decida ser um Vencedor! - (Alessandra França)



"É preciso pensar sobre o significado dessa palavra "decisão". Decisão significa "cortar", quando decidimos por algo "cortamos" definitivamente todas as outras possibilidades e isso nos impulsiona a um passo direto rumo ao que se decidiu. Por exemplo, quando uma pessoa decide
(de verdade) parar de fumar, ela está cortando totalmente a possibilidade de voltar a fumar e pronto! Não tem essa de "estou tentando", o que significa que a pessoa não está decidida, nem empenhada realmente em seu intento. "Decidir", com toda a força do significado que a palavra possui, faz com que a pessoa se empenhe numa mudança verdadeira e honesta e numa direção mais focada em direção ao seu objetivo.

Uma pessoa que decide por não mais sofrer, não mais chorar, não mais se submeter a humilhações, ela provoca uma mudança real que a impulsiona a situações em que experimente mais alegria e situações que a motivem a continuar em busca da realização de seus sonhos. Ela
pararia de reclamar da vida, das circunstâncias, das pessoas, da mentalidade delas, da cidade, de relacionamentos e tudo o mais, e decidiriam a AGIR em direção ao que querem.

Como seria sua vida se você decidisse somente por aquilo que o impulsiona, o emociona e o desafia?

Certamente, você superaria todos os obstáculos que surgissem, o que o levaria cada vez mais além dos seus objetivos, ou seja, ultrapassaria seus limites com muito mais facilidade, viveria seus objetivos com muito mais paixão.

O campo da decisão é tão importante que se pudéssemos parar para pensar onde começaram as situações de sucesso ou fracasso, provavelmente descobriríamos que iniciaram no momento de alguma decisão.

Quando a decisão é tomada com os olhos voltados para o objetivo, para onde se quer chegar, certamente, muitas pedras no caminho seriam evitadas, mas seria a perda de grandes oportunidades de aprendizado e superação, pois para uma pessoa apaixonada pelos seus objetivos, esses insucessos são apenas lições que a levam apenas a mudar de rota, mas não de objetivo. Mas, existem os que preferem desistir e ficar parados reclamando das circunstâncias vividas, desistindo ou adiando a realização de seus sonhos.

Quantas vezes experimentamos frustração por decisões mal tomadas? E o que decidimos, em seguida? Decidimos seguir em frente ou desistimos? O quanto essas experiências reformularam nossos conceitos, valores e caráter? O quanto essas experiências nos transformaram no que somos hoje?

Você consegue perceber o quanto decidir é muito importante? Pessoas decididas chegam muito mais rápido aos seus objetivos. E não é a circunstância que as fazem desistir ou seguir em frente, elas é que criam suas próprias circunstâncias.

"O homem não é a criatura das circunstâncias; as circunstâncias é que são criaturas dos homens". Benjamim Disraeli

Decidir por alguma coisa ou situação provoca grandes mudanças na vida. Imagine se você decidisse a partir de agora ser um vencedor? O que significa ser um vencedor para você?

Pegue um papel e liste todos os significados que você pode encontrar em "ser um vencedor", não o que os outros pensam, mas o que significa para você em seu íntimo.

Agora, o que afetaria na sua vida se você decidisse ser um vencedor a partir de agora? O que você precisa "cortar" quando você decidir em ser um vencedor? Quais seriam suas atitudes de vencedor? Como é a vida de um vencedor? O que o impediu ou o vem impedindo de ser um vencedor até agora?

Tendo respostas para essas perguntas, verifique quais as ações são necessárias para seguir em direção ao seu objetivo? O que você decidiu? Decida como você quer viver sua vida nos próximos cinco anos. Decida sobre o que você quer realizar, decida sobre o que você quer sentir e sobre as experiências que quer adquirir.

"São nossas decisões e não as condições de nossas vidas, que definem o nosso destino". Anthony Robbins

Decida e seja feliz!"



* Alessandra França - Consultora em Medicina Integrativa, Personal Coach, Master Reiki e Ativista Quântica. Atende e desenvolve projetos na área de saúde integrativa e terapias energéticas. Presta consultoria para profissionais e empresas no campo da medicina integrativa, melhorando o comportamento terapêutico e desenvolvendo espaços de bem estar dentro das empresas.
Fonte: http://somostodosum.ig.com.br/clube/c.asp?id=29738

Ao Encontro de Si Mesmo - (Maria Cristina Tanajura)



"Através da voz da consciência, entramos em contato com a vontade divina com relação a cada um de nós. Mas, como ouvi-la, num mundo como o nosso onde vivemos cercados de ruídos todo o tempo, avassalados por informações que sequer buscamos, correndo para cumprir horários que nos impuseram e que aceitamos? Sempre cansados, estressados, com a terrível sensação de que não conseguimos cumprir o que precisávamos durante o espaço daquele dia...

Como compreender a sutil informação que nossa Fonte interior nos envia se estamos constantemente imersos em barulhos, preocupações com problemas do mundo material, buscando uma satisfação fora de nós, como desequilibrados que procuram um remédio milagroso que restaure a própria harmonia instantaneamente?

Somos bombardeados por notícias, frases, conceitos, teorias, vozes e muitas vezes nem percebemos como tudo isto é cultura inútil para nós. Não sabemos ouvir o silêncio. Fugimos dele, pois ele nos assusta mais do que o barulho em torno.

Como sabermos o que precisamos fazer e que caminho seguir, se não nos ouvimos e sempre buscamos respostas fora de nós?

Para sermos aceitos e amados pela maioria, achamos que precisamos ser de tal ou qual forma, vestindo tais roupas e agindo como esperam, e somos levados a nos distanciar de nós mesmos, nosso verdadeiro amigo, nosso grande Amor, nosso Guia, nosso ninho. Podemos conseguir todo o resto: sucesso profissional como espera a sociedade, uma família padrão e dentro dos moldes aceitos socialmente, uma conta bancária que nos permita ter o que pensamos precisar, e não termos nada de real valor que nos faça verdadeiramente felizes e serenos, seguros de que estamos fazendo o que precisamos e no lugar onde devíamos estar naquele momento.

O mundo hoje nos perturba sobremaneira. Não há dúvidas disto. Mas podemos viver nele sem nos anularmos desta forma criminosa e inconsequente. Buscando momentos de silêncio durante nossa jornada diária, para que possamos nos perceber, nos sentir, nos ouvir. Lembrando-nos de que estamos num corpo, mas que não somos ele. Que nossa energia é eterna e se conecta com tudo que existe neste Universo infinito! Que é vital cuidarmos dela e de nossa vivência da forma mais honesta possível, de acordo com os pedidos que vêm de dentro de nós. Ou nos tornaremos mortos vivos que já não sentem, já não amam de verdade, já não enxergam ou ouvem o que é real.

A moda e os costumes nos incentivam a copiar um padrão vigente, que sem sentirmos vai se tornando nosso. A mídia vai se infiltrando em nossa casa mental ditando pensamentos que acabamos por repetir como se fossem nossos. A falta de tempo nos empurra a andar sempre pra frente sem muita noção de para onde estamos indo e do por que disto...

É urgente que possamos dar uma pausa para reflexão, que peçamos à vida, se já não o fizemos, um tempo... Um momento de avaliação, de balanço dos nossos passos, para que possamos depois retomar a caminhada com mais segurança de que estamos em nosso caminho e não no atalho que nos foi imposto pela sociedade onde vivemos.

Mesmo Jesus, ser mais esclarecido e iluminado que já passou por este nosso planeta, precisava muito de momentos de solidão, quando podia entrar em contato consigo mesmo, com o Pai, como ele nos falou. Temos notícia de que chegou a passar 40 dias no deserto, em meditação.

Uma experiência de vida é algo muito valioso, para que a desperdicemos de forma irresponsável. Precisamos ter mais certeza de que estamos fazendo o que viemos fazer, ou não teremos paz! Não importa o quão simples nos pareça a nossa missão. Sendo a nossa, é importantíssima para o mundo todo.

Alguém pode nos dizer o que viemos fazer? Não. Cada um de nós precisa buscar em si mesmo a resposta - que virá, com certeza, se nosso desejo for sincero. O próprio Amor que nos criou, há de nos encaminhar de forma segura para encontrarmos a nossa tarefa de vida, que pode não nos render muito dinheiro, mas que certamente nos fará muito felizes!

Antes de buscar o outro, ou qualquer outra coisa, vamos nos encontrar! A partir daí, tudo vai acontecer, com nossa impressão digital e de forma muito natural. Boa sorte em nossa viagem!"



Fonte: http://www.stum.com.br/clube/c.asp?id=29772

Saudades de Krishna ... - (Wagner Borges)



"Krishna, fecho os olhos da carne e, em espírito, vejo os Seus Olhos de Lótus.
Eles cintilam, com um certo ar sapeca, e interpenetram o meu Ser.
Você sabe o que se passa nos corações e mentes; Você vê!
E sabe dessa saudade louca que temos de Você.
Talvez, por isso, você evite aparecer sempre, para não despertar mais saudades.
Mas, não dá para esquecer esse olhar, Cara.
E a Sua energia azulada, que serena os corações e pacifica até mesmo os seres trevosos? Sim, até eles ficam com saudades e, por isso, tomam novos rumos.
Você ri, e nós choramos, pois é muito amor para aguentarmos.
Você toca a flauta e chama para o dharma*, e nós aqui vamos tentando.
Você fala para jamais desistirmos e, por isso, nós insistimos...
Você não nos julga, só apoia, e diz: “Avante! Mesmo que ninguém entenda... E não se detenham, até alcançar a meta!”
E Você também diz: “Entreguem os frutos de seus trabalhos a Mim, o Senhor de todos os dharmas. Só eu é que sei o que está em seus corações e vidas.”
Ah, Maharaja**, você conhece essa nossa saudade, que os outros não entendem.
Cada um de nós aqui é um Narananda*** - mesmo que muitos nem percebam isso -, mas, de vez em quando, sentem essa mesma saudade.
Essa saudade, que não se explica, só se sente.
Na longa noite da alma dos homens tristes, Você nos enviou.
E nos confiou o dharma da espiritualidade esclarecida e amiga.
E apenas nos disse, antes de descermos nas lides da carne:
“Trabalhem com Amor. Confiem na Luz. Cumpram o dharma. Ajudem a humanidade com seus talentos. Por onde vocês forem, vida após vida, o Meu azul estará com vocês, em espírito. E quando a saudade apertar, recolham-se na prece e na meditação serena e amiga. E pensem, mais ainda, no Bem da humanidade. E lembrem-se de seus amigos de dharma, que também sentem essa mesma saudade. No Silêncio Que Ama Sem Nome, vocês se sentirão, em espírito, e Me sentirão também. E o Meu azul enternecerá seus corações nas trilhas da espiritualidade consciente. E a saudade se transformará em serviço a favor do mundo, até o momento final do estágio de cada um. Sim, vocês se sentirão, em espírito e coração...”
Ah, Vasudeva****, que esses escritos levem o Seu azul aos amigos de dharma, não só aos que estão por aqui, mas, também, aqueles que trabalham em outros sítios, com outras linguagens e roupagens, e que são nossos irmãos de sintonia invisível.
Que a saudade, deles e nossa, possa ser convertida em serviço a favor da humanidade... Para que, um dia, algures, na eternidade, nós possamos rir junto com Você dentro do azul suave do dharma bem cumprido.
Ah, Krishna, esses olhos sapecas... Que saudade, Cara!

Om Maharaja!"


- Wagner Borges
Sujeito com qualidades e defeitos, que não é hinduísta nem segue doutrina alguma criada pelos homens da Terra, e que sabe que a saudade de algo maior não se explica, só se sente. E sabe que o que preenche é só o Amor, que também não se explica, só se sente, dentro do coração de quem ama.
Sim, há um Amor que não é desse mundo, é do espírito.
É esse Amor que guia a jornada daqueles que trabalham em prol de climas melhores na existência, mesmo sob a pressão das dificuldades e da incompreensão alheia.


- Notas:
* Dharma – do sânscirto - trabalho, dever, missão, programação existencial, mérito, benção, atitude sadia, ação correta.

Fonte: http://www.stum.com.br/conteudo/conteudo.asp?id=11921
** Om Maharaja – do sânscrito – Om, o Verbo Divino / Maha, Grande / Raja, Rei. Logo, o mantra significa "Grande Rei". Refere-se a Krishna, o Grande Rei dos corações; o Grande Rei de amor-luz; o Grande Rei que é o verdadeiro Senhor da alegria divina que mora nos corações. Para melhor entendimento, é como um cristão referindo-se a Jesus como o Grande Rei do Amor. E, diga-se de passagem, feliz é o coração que tem como Rei alguém como Jesus, Krishna, Buda, ou alguma das consciência elevadas que ajudam a humanidade.
*** Narananda – do sânscrito - é um dos epítetos de Arjuna, o discípulo-arqueiro de Krishna. Nara, homem – Ananda, Bem-Aventurança, êxtase espiritual. Logo, significa “o homem portador de bem-aventurança”. Ou seja, é aquele que porta as boas novas do céu entre os homens da Terra.
**** Vasudeva – do sânscrito - nome familiar de Krishna, criado pela família dos Vasudeva.

terça-feira, 13 de março de 2012

O analfabetismo emocional - (Andre Lima)




"Até mais ou menos o ano de 2006, eu era um analfabeto emocional. Diferente do analfabetismo comum onde a pessoa tem consciência de que não sabe escrever, o analfabeto emocional não tem a percepção da sua falta de conhecimento.

O que é então ser um analfabeto emocional? É desconhecer coisas básicas sobre o que são as emoções, como elas funcionam, como influenciam a nossa vida em todas as áreas. O que aprendemos durante a nossa formação escolar diz respeito de forma geral ao intelecto. Aprendemos e desenvolvemos o raciocínio lógico, a memória, a capacidade de aprender conceitos sobre coisas do mundo. O analfabeto emocional investe apenas no aumento da sua capacidade intelectual pois pensa que isso é o mais importante.

Esse aprendizado é útil, entretanto, fica faltando algo vital, que entendo como mais importante e que irá influenciar nossa vida de uma forma mais profunda. Formamos seres humanos dotados de uma grande capacidade intelectual mas que não conseguem criar uma vida feliz, em paz, próspera e saudável.

Tive uma boa educação e sempre fui considerado uma pessoa inteligente. Entretanto, minha vida profissional se tornou um caos, e a ansiedade me consumia. Se eu era tão inteligente isso não era para acontecer. A maioria pensa que a única coisa que podemos fazer para ajudar um ser humano a ser feliz e bem sucedido na vida é dar uma boa educação formal e uma boa educação caseira. A educação que temos em casa é fortemente contaminada pela negatividade dos nossos pais, que eles acabam nos passando de forma inconsciente.

São essas as ferramentas que damos às crianças até que completem sua formação. A partir daí, temos a ilusão de que a pessoa tem toda a base que interessa e assim ela terá condições seguir na vida de forma satisfatória. Se ela não consegue o resultado esperado não compreendemos a razão.

Apesar de ter tido uma boa educação, eu desconhecia sobre os aspectos emocionais, e o quanto essa área em desequilíbrio sabotava a minha vida. Talvezeu tivesse uma leve noção sobre essa influência, mas eu pensava que ela era mínima. Eu achava que se eu estudasse mais e tomasse as atitudes que me parecessem mais lógicas, eu encontraria as soluções. Só que as minhas ações e escolhas eram totalmente influenciadas pelo estado emocional, inconscientemente, e eu não tinha a menor idéia disso. A escolha da profissão, dos relacionamentos e as atitudes tomadas no dia a dia eram mais reflexo do meu estado emocional interior do que da minha inteligência.

A forma como eu lidava com a vida, de uma forma sutil e inconsciente, levava a mais e mais resultados negativos. Eu não percebia os erros que eu cometia. Tudo o que eu sabia é que as coisas davam errado e mais sofrimento surgia. E as razões por trás de tudo isso? Eu nem sabia que haviam razões. Parecia acaso, má sorte, qualquer coisa, só não parecia que tinha uma explicação tão óbvia como eu consigo enxergar hoje.

Depois de muito sofrimento e de não entender o porque tudo dava tão errado, percebi que somente estudar e ser inteligente não era o suficiente. Despertou, então, o interesse pelo autoconhecimento. Comecei então um lento e gradual processo de alfabetização emocional. Aprendi muito com GaryCraig, criador da *EFT.

Durante esse aprendizado foi ficando cada vez mais claro pra mim o quanto as crenças que eu carregava, e os problemas de autoestima (muitos que eu nem sabia que tinha) estavam criando resultados negativos. Somente a inteligência intelectual jamais seria capaz de me levar a bons resultados. Pela primeira vez, eu comecei a entender profundamente que eu era o criador de tudo aquilo e que precisa curar muitas coisas dentro de mim para que a minha vida mudasse. E foi o que aconteceu. Passando por diversos processos terapêuticos, lendo livros, textos na internet, vídeos, meditação e outrascoisas, o interior foi mudando e o resultado foi aparecendo em todas as áreas: melhora da saúde física, dos relacionamentos, da parte profissional, diminuição da ansiedade.

O analfabeto emocional não tem uma consciência profunda deque quando a sua vida não está indo bem, ele é a única pessoa que pode mudar a situação e que somente curando o seu interior sua vida vai mudar. Ele normalmente vai achar que são fatores externos a ele são os principais responsáveis pela sua infelicidade: seu pais, seu sócio, sua mulher, o Brasil, a cultura da cidade, o governo. Na sua lógica inconsciente, são esses fatores que precisam mudar para que ele seja feliz. Ele mesmo gerou muito sofrimento para si mesmo e não percebe. Não criou de forma proposital, mas sim inconscientemente. Mesmo assim, ele é o responsável.

O analfabeto emocional também não sabe que ele cria suas doenças físicas a partir de sentimentos negativos que vão se acumulando dentro de si. Toda emoção negativa é produzida quimicamente pelo nosso corpo e afeta a nossa fisiologia gerando: tensão nos músculos, alteração do hormônios, mudançado PH sanguíneo. Sentimentos vão ficando guardados dentro de nós e se somando até que começam a provocar reflexos mais visíveis na parte fisica: diabetes, pressão alta, câncer, doenças de pele, alergias, doenças cardíacas e etc.

É muito provável que a pessoa desenvolvida intelectualmente, mas analfabeta emocionalmente fique com raiva de mim ao ler esse texto. Pois ela tem certeza de que as doenças são causas por fatores externos, e que se sua vida está mal em outras áreas, a maior causa está em coisas fora do seu interior. Seu ego defenderá a posição da vítima, que gera muito sofrimento e não permite que a pessoa mude, mas é o que ela está acostumada a ser.

Seria muito bom que aprendêssemos desde criança a perceber nossos sentimentos. Saber o que é raiva, o medo, a culpa, a frustração. Perceber a manifestação física dessas emoções. Sim, toda emoção quando surge provoca um desconforto no corpo, é a sua química afetando a fisiologia. Deveríamos aprender como os sentimentos negativos sabotam a nossa vida de forma inconsciente, influenciando nossas escolhas. Poderíamos aprender na escola sobre crenças limitantes, quais são e como elas nos prejudicam. Se aprendêssemos a detectar aspectos da autoestima baixa, jogos de manipulação familiar, padrões negativos que se repetem, teríamos muito mais condições de nos libertamos dessa negatividade. Mas nossos pais e professores também são analfabetos emocionais, eles não sabem lidar com nada disso. Normalmente, só vamos aprender na idade adulta, depois de muito sofrimento, buscando professores nessa áreas através de livros, palestras, vídeos e terapeutas."




* André Lima - EFT Practitioner
EFT - Emotional Freedom Techniques - É a auto-acupuntura emocional sem agulhas. Ensina a desbloquear a energia estagnada nos meridianos, de forma fácil, rápida e extremamente eficaz, proporcionando a cura para questões físicas e emocionais. Você mesmo pode se auto-aplicar o método. Para receber manual gratuito da técnica e já começar a se beneficiar, http://www.eftbr.com.br/manual-gratuito.asp
Fonte: http://somostodosum.ig.com.br/clube/c.asp?id=29496

Bons pensamentos geram boas energias! -




"A existência da aura ou do campo energético, que envolve o nosso corpo físico, é uma confirmação científica realizada através da bioeletrografia que ajuda a detectar o surgimento de enfermidades no organismo humano.

Há muitos anos, religiões e filosofias orientais, associadas ao surgimento do espiritismo no ocidente, orientam a prática da meditação e do pensamento elevado como forma de higienizar a mente e depurar o espírito.

Quando temos uma aura saudável, temos uma proteção natural que atrai energias afins com o nosso estado de ser diante do universo. Mas quando este campo energético sofre uma interferência desarmonizadora, que pode ser de origem emocional, psíquica ou espiritual, a aura fica exposta à ação de energias deletérias.

Por isso, somos o resultado daquilo que sintonizamos. E os nossos pensamentos e atos no cotidiano da vida são responsáveis por esta sintonia que pode ser de alta ou de baixa frequência vibratória.

Quando direcionamos o foco da vida para o bem, aos poucos, internalizamos um modelo comportamental fundamentado na prática do amor. O exercício sistemático e desinteressado desta filosofia de vida, depura a nossa aura e elimina energias negativas que trazemos do passado.

O campo áurico é a nossa verdadeira identidade universal. É a forma como os desencarnados e alguns encarnados portadores de percepção suprasensorial nos vêem, sem os disfarces que encobrem a verdade de cada um.

Uma mente contaminada por pensamentos e atos negativos cometidos contra o outrem, reflete um psiquismo enfermo e uma aura desarmonizada pela relação com energias afins. É do pacificador Mahatma Gandhi a célere mensagem: "Comece por você mesmo a transformação que deseja ao mundo". Ou a frase do escritor Aldous Huxley ao registrar a importância do amor nas relações interpessoais: "Convenientemente aplicado a qualquer situação, o amor vence sempre. É um fato que se verifica empíricamente. O amor é a melhor política. A melhor não só para os que são amados, mas também para quem ama, pois o amor é um potencial de energia". Mensagens e gestos que parecem isolados e irracionais, mas quando associados a milhares de mensagens do gênero espahadas pelo planeta, ganham força à medida que o homem se conscientiza com as mudanças previstas para o terceiro milênio, a Era da Sensibilidade.

A fórmula para a mudança interior refletida na aura, é simples, objetiva e natural: "bons pensamentos geram boas energias..." E o instrumento de uso desta reforma é o livre-arbítrio, condição inerente aos seres dotados de inteligência e capacidade de discernimento.

O egocentrismo, o pessimismo e a agressividade, são polos geradores de energias negativas que interferem no campo áurico do indivíduo adulto. Desprotegida, a aura fica suscetível à invasão de energias deletérias que representam a origem de muitas doenças nas esferas psíquica e física do ser humano.

Neste sentido, a Psicoterapia Interdimensional tem atendido muitos casos em que a energia do passado continua atuando no presente, envolvendo o indivíduo em verdadeiras "síndromes" de culpa ou de vitimização, dissimuladas em crises depressivas, fóbicas ou de pânico.

O despreendimento de energias negativas do pretérito, ocorre quando o indivíduo, a partir da clareza de suas origens, processa, conscientemente, a mudança comportamental em relação ao seus efeitos, traduzidos como dor ou sofrimento psíquico.

Embora, processados ou emitidos num nivel inconsciente ou semi-consciente, os pensamentos negativos variam de intensidade ou intencionalidade. Porém, são todos de característica autodestrutiva, ou seja, prejudicam somente o agente emissor da energia. Nesta direção, a malediscência, observada em suas diversas formas e praticada sistemáticamente, reflete um vício comportamental -e de caráter-, que compromete a saúde do indivíduo no seu sentido mais amplo: o da transcendência do espírito.

Contudo, independentemente do grau de intensidade ou intencionalidade, a energia negativa pode ser substituída por energias restauradoras da saúde humana. Se você tiver dúvidas sobre esta afirmação, faça um teste de autocontrole que consiste em praticar durante sete dias seguidos, pensamentos elevados no bem e direcionados a si próprio, ao outrem e ao planeta Terra. Finalizado o teste, faça uma avaliação e verifique o saldo da experiência em si mesmo."




* Flavio Bastos
- é criador intuitivo da Psicoterapia Interdimensional (PI) e psicanalista clínico. Outros cursos realizados: Terapia Regressiva Evolutiva, Psicoterapia Reencarnacionista, Terapia Floral, Eteriatria Quântica, Parapsicologia, Capacitação em Dependência Química, Hipnose e Auto-hipnose e Dimensão Espiritual na Psicologia e Psicoterapia.
http://somostodosum.ig.com.br/clube/c.asp?id=29559

sexta-feira, 9 de março de 2012

Meditação do pensamento positivo - (Video)

Acabando com o Autoboicote - (Eneas Guerriero)



"Por que será que muitas vezes nos vemos estagnados, sem força para agir? Ou pior, tudo começa a dar errado, ficamos confusos e nos colocamos no papel de vítima ou de sofredor?

Esse quadro, apesar de fatalista, ocorre em maior ou menor grau em todos nós. E a resposta é sempre a mesma: nós nos autoboicotamos! Seja por traumas passados, seja por complexo de inferioridade, seja por pura precaução, temos a incrível capacidade de fomentar nossa própria destruição. Pode ocorrer de uma maneira quase que imperceptível, quando, por exemplo, nos entregamos a um vício não tão forte, ao sedentarismo, à ansiedade ou a uma leve depressão. Mas o quadro fica mais complicado quando nos confrontamos com uma auto-sabotagem mais forte, quando nos tornamos escravos de um vício, da depressão profunda, da automutilação ou de problemas sérios de saúde, a diabete entre elas.

Existem inúmeras terapias bastante eficazes em trazer de volta o equilíbrio do eu e, com ele, a cura e a percepção do ser íntegro e pleno de opulência que de fato somos. No entanto, enquanto não nos confrontarmos com esse "inimigo" que existe dentro de nós, dificilmente reverteremos o problema, não importa qual seja a terapia. Esse inimigo somos nós mesmos, incentivados pelo que chamamos de "ganho secundário". Esse ganho com a dor é o prazer de ser a vítima, de sofrer, seja para castigar alguém mais, seja para castigar a si próprio por algum sentimento de culpa ou seja para continuar em sua própria zona de conforto, sem ter de lutar para vencer.

Não importa aprender na teoria que somos os heróis, capazes de vencer e obter a paz, enquanto não formos mais a fundo, entendendo que o buraco é mais embaixo. Se dependêssemos apenas da inteligência, teríamos soluções para tudo. Mas por que, então, não fazemos aquilo que sabemos que tem de ser feito? Por que, apesar de querer largar um vício sabendo de seus malefícios, não somos capazes de fazê-lo? Por que, mesmo sabendo que deveríamos manter o pensamento positivo, somos tão assolados pela negatividade?

Podemos responder que nosso inconsciente assim o quer. É aí que estamos nos deixando levar pelo ABC do autoboicote. Esse ABC nada mais é do que as siglas para:

A) Ausência, ou seja, quando temos o sentimento de que nos falta algo.
B) Bloqueio, ou seja, quando nos confrontamos com barreiras físicas ou emocionais.
C) Clareza, ou seja, quando não temos claro a sabedoria ou guia interna.

Nos sentimos carentes de algo, quando estamos desalinhados entre nosso talento e desejos. Ou seja, queremos fazer algo, mas não temos a capacidade ou talento para tal. Ter claro qual é o propósito na vida já é, em si, a porta para a cura e isso requer um exercício forte de autoconhecimento e espiritualidade. Mais do que tudo, é necessário coragem para poder mudar o rumo e assumir nova realidade, para aprender algo novo e deixar de lado o velho. Enquanto não estivermos claros nesse ponto, iremos sempre protelar ou nos esconder sob alguma desculpa, ou pior, doença.

As barreiras que nos impedem a cura são as crenças limitantes de nos acharmos imperfeitos(as), de mantermos emoções negativas (medo, culpa, dúvida, ressentimento, etc.) e de nos deixarmos levar por condições físicas adversas. A base desse bloqueio é o sentimento inconsciente de insegurança e falta de auto-estima. Por precaução, terminamos nos impedindo de ir em frente. Como isso é uma armadilha do inconsciente, vale estarmos cientes desse conceito e assim será mais fácil processarmos a mudança.

Como exemplos desse bloqueio, podemos citar alguém que diz não estar satisfeito com seu trabalho, mas inconscientemente não faz nada para mudar pois isso poderia lhe trazer mais carga de trabalho, ou alguém que diz querer emagrecer, mas em seu inconsciente pode haver a crença de que é necessário comer muito para poder enfrentar futuros tempos difíceis, o então, alguém que se mantém doente pois se sarar terá que enfrentar a realidade da vida. Enfim, não há lógica para as desculpas inventadas pelo inconsciente, mas devemos entender que na maioria das vezes não nos está claro nossos bloqueios, especialmente aqueles relacionados a condições físicas e doenças.

Quanto à clareza, faz-se necessário saber ouvir a intuição, a voz interna. Muitas vezes a situação ainda não está madura e temos que esperar. Isso pode ocasionar impaciência, desânimo e desejo de mudar de rumo. Mas talvez seja apenas uma questão de esperar o sinal verde. Pode muito bem ser, também, que o rumo não esteja certo. Novamente, quanto mais esclarecido estivermos sobre o que queremos, mais fácil será ouvir essa voz interna da intuição. Se não soubermos ouvir essas mensagens do guia interno, nosso inconsciente fará de tudo para que as coisas não dêem certo. Com esse guia ficamos cada vez mais esclarecidos sobre o quê e em que momento fazer.

Estar ciente em relação a esse ABC do autoboicote não é o suficiente. Para ajudar, é necessário uma mudança no quadro vibracional. Quando nosso eu vibra em sintonia, todos os caminhos se abrem. Eu costumo usar a técnica da EFT para isso (se quiserem saber mais a respeito da técnica, entrem nessa página aqui).

A EFT facilita essa mudança vibracional, transformando as energias e comportamentos contra-producentes em atitudes e sentimentos liberadores. Ela não só ajuda na identificação desses problemas como também transforma e rompe os bloqueios para que possamos seguir adiante sem impedimentos. Ela é uma ótima ferramenta para nos ajudar a identificar os males e acabar com os problemas mentais e físicos que nos impedem de viver nossos sonhos e objetivos. Ela nos ajuda a crescer em confiança e harmonia e nos abre o mundo da prosperidade.

A auto-sabotagem não precisa necessariamente ser considerada um inimigo. Temos apenas que compreender que uma parte de nós está tentando nos ajudar ou nos proteger. É só uma questão de aprender a usá-la e não necessariamente ir contra ela.

Da próxima vez que nos encontrarmos estagnados e sem forças, ou mantendo uma situação doentia e crônica, vale recorrermos a técnicas da psicologia energética (a EFT entre elas) para liberarmos essa carga de energia negativa. Dessa maneira, mais do que simplesmente ficarmos cientes de nossa condição de vítima, estaremos dando um basta ao autoboicote."




* Eneas Guerriero - Trabalha há mais de 30 anos com desenvolvimento da espiritualidade e do eu, realizando cursos, seminários e aulas em diversos países. Reside atualmente em Freiburg, na Alemanha, e coordena estudos para a integração de terapias, usando a EFT, onde criou o programa Total CheckUp.
http://somostodosum.ig.com.br/clube/c.asp?id=29707

quinta-feira, 8 de março de 2012

Comunicação não-violenta. JÁ! - (Roberto Inácio)




"Um dos mais importantes princípios éticos do Yoga é a prática de Ahimsa, a não-violência. Interessante que, ao contrário das 'malhações' acadêmicas ocidentais, o Ahimsa deve ser aplicado inclusive na prática do Yoga, ou seja, ninguém deve cometer violências sobre seu corpo, deve praticar dentro de seus limites.

E foi com o Ahimsa que o Gandhi botou para fora da Índia os ingleses, depois de dezenas e dezenas de anos de exploração. Aliás, será que os problemas que ingleses, europeus em geral e americanos estão enfrentando é kármico? Ou seja, estão pagando pela exploração imensa e atrocidades que cometeram contra dezenas de países, inclusive o nosso?

E acho que hoje, além da violência física, a comunicação violenta está institucionalizada, principalmente nos grandes veículos da tal da mídia. Você acha que crianças e adolescentes vendo sem parar videocassetadas, pegadinhas e programas de humor com uma grossura total, não vão achar que a violência e a grossura é uma coisa natural na vida dos seres humanos?

Será que a violência que estamos vendo no futebol, entre torcidas, e agora até entre 'torcidas' de escolas de samba não tem nada a ver com a violência e a grossura desenfreadas que a mídia nos repassa?

Como não podemos mudar as outras pessoas, nem a mídia (essa podemos deixar de ver, ouvir e ler), que tal analisarmos como é a nossa comunicação. É gentil, cordial ou mais ou menos? A minha é mais ou menos, mas já melhorou bastante, porque a minha irritabilidade era bem grande (e por isso até hoje tenho probleminhas no fígado, porque segundo a Medicina Tradicional Chinesa nossas raivas e irritações desaguam direto no fígado e o prejudicam bastante).

Para mim, a melhora começou quando li a frase Você quer ser feliz ou quer ter razão?, no livro Um Curso em Milagres. No começo não entendi bem a frase, o que uma coisa tinha a ver com a outra? Mas continuando a reflexão fui percebendo tudo, aos pouquinhos. Querer ter razão sempre é um dos motivos porque a maioria de nós não é lá muito feliz.
Praticar Yoga ajuda bastante quando começamos a escolher ser felizes ao invés de termos razão. Mas o básico mesmo é meditar.

Como Meditação para algumas pessoas que tem ligação com religiões, podemos sugerir que você, quando sentir que está ficando irritado(a), pare um tempinho e simplesmente não faça nada, nem pense em nada. Para facilitar o não pensar em nada (que no começo é meio impossível, porque a idéia de não pensar em nada já é um pensamento, então, já estamos pensando), comece apenas observando sua respiração. E logo você observará que a respiração vai ficando mais longa e profunda e seu corpo começa a relaxar, e logo, logo, as raivinhas, ou raivonas, começam a ir embora ou pelo menos começam a diminuir. Por quanto tempo você faz isso? Por quanto tempo você puder, até um minuto já vale, desde que repetido várias vezes por dia.
E, antes ou depois, do não fazer nada, faça alguns alongamentos e espreguiçamentos, do jeito que você preferir.

Observe também como você responde para alguma pessoa quando você se irrita. Você se irritou com o que a pessoa disse ou com o que as palavras dela despertaram dentro de você?

Agora o melhor trabalho que conheço sobre Comunicação Não-Violenta é a do médico Dean Ornish (que tem ótimos livros como Salvando o seu Coração, onde fala muito da importância da autoestima e do sentir-se amado na cura de todas as doenças). Ele forma e trabalha grupos de apoio para pessoas que têm problemas graves de saúde, onde a base é "A capacidade de sentir as emoções de outra pessoa é a essência da compaixão." E Dean também faz a diferenciação entre pensamentos e sentimentos, na comunicação.

Para melhorar a comunicação, diz ele no livro Amor e Sobrevivência, precisamos reforçar o amor e a intimidade. Como? Seguindo 4 preceitos básicos: 1. Identifique o que você está sentindo 2. Revele o que está pensando. 3. Ouça atentamente o que a outra pessoa está sentindo. 4. Preste atenção ao sentimento da outra pessoa com empatia, interesse e compaixão.

Porque os pensamentos de outras pessoas nos irritam muito mais do que os sentimentos delas. Exemplo: Eu acho que você está fazendo uma enorme besteira. Ou: Eu sinto que você está fazendo uma enorme besteira (normalmente, quem fala com sentimentos ameniza as suas próprias palavras e poderia dizer: 'Está me parecendo que você está fazendo uma coisa que poderá prejudicá-lo'.) Deu para sentir a diferença? Mas para nos comunicarmos usando mais os sentimentos do que os pensamentos (claro que os pensamentos também são muito importantes, afinal para escrever tudo isso é claro que estou pensando) é necessário ser autêntico sempre (ou sempre que possível) e praticar muito.
(Aqui entre nós, sei de gente que vai me cobrar sobre este artigo, dizendo: 'Nem sempre você faz o que você escreve.' Eu sei disso, mas estou praticando e, para quem era supercrítico e de uma irritabilidade enorme, sinto que já melhorei um pouquinho.
Pratique e você vai gostar e as outras pessoas também vão gostar, e assim, estaremos desenvolvendo o poder curativo da compaixão."




* Roberto Inácio - é jornalista (há 46 anos), foi publicitário, radialista, é diretor-proprietário do Jornalternativo e é autor do livro Yoga para os Olhos e do DVD Yoga no Computador. É terapeuta energético e dá cursos de Pranaterapia e Radiestesia.
http://www.stum.com.br/conteudo/c.asp?id=11882

"Audazes e felizes - na Terra ou no Astral ..." - (Wagner Borges; nas Asas da Companhia do Amor)



"AUDAZES E FELIZES - NA TERRA OU NO ASTRAL...
(Nas Asas da Companhia do Amor*)

Eu os vi, por entre os planos...
E eles me acenaram e riram, e disseram:
"O Papai do Céu é o Cara!
Não se esqueça disso.
E nem de ser feliz.
E diz para o povo aí embaixo,
Que aqui em cima está tudo bem.
Está todo mundo vivo pra dedéu!
E diz mais uma coisa aí para toda gente:
Só é feliz quem é audaz!
Quem se atreve a sair da mesmice...
Para fazer sua própria canção.
E sábio não é o doutor de alguma coisa,
Mas, quem ri de si mesmo.
A vida continua... E nós estamos nela.
Por favor, receba o nosso abraço.
E, se quiser, escreva alguma coisa.
De preferência, descendo o pau na morte.
Faz assim: nós vamos mandar algo daqui de cima.
E você, aí embaixo, pega e completa.
E, acima de todos nós, o beijo do Papai do Céu.
Porque, sem a inspiração d'Ele, não tem graça.
Escreva sobre a vida, o mar e o amor...
Com o coração audaz, para ser feliz.
E vamos nessa, juntos..."
Então, admirado, eu ri com eles.
E, entre o Céu e a Terra, escrevi o que veio.

* * *

Quem compreende o coração da gente?
O amor que se sente...
A alegria que é igual brisa do mar,
Que, contente, bate na cara de gente.

Tudo vem do coração...
Poema, oração ou canção.
Todo dia é de recomeço...
Porque viver não tem preço.

No Céu, nós somos iguais às gaivotas:
Planamos por aí...
Sem medo da luz e da vastidão.
Ah, nós voamos com o coração...

O luto é uma coisa medonha!
E o dia de finados? É coisa sem nexo.
Todo desencarnado tem sorte,
Porque não há morte.

Quem ama, não dá pedrada!
Porque isso é coisa feia.
Quem odeia, se dá mal...
Na Terra ou no Astral.

Quem bate, é fraco.
Porque violência não resolve nada.
Quem agride é doente,
E isso queima o filme do vivente.

O amor ama!
Isso parece óbvio.
Mas tem gente que não entende...
E, depois, se arrepende.

Ser audaz não é ser temerário.
É ter a coragem de ser feliz.
É mergulhar no próprio coração...
Para encontrar sua canção.

Morte? Conversa fiada!
O audaz sabe que, na Terra ou no Astral,
Está todo mundo vivo, e o amor chama...
Então, ele escuta, canta e ama.

Ah, sábio é quem ri de si mesmo...

P.S.:
Eu os vi, por entre os planos...
Porque eles estão bem vivos e ativos.
E eu também... E nós rimos e escrevemos juntos.
Eles, que não são deuses ou mitos; mas, gente, igual à gente.
Sim, eles, os amigos da Companhia do Amor, audazes e felizes.
Que sempre dizem que, o Papai do Céu é o Cara!
E que não se cansam de alertar sobre essa grande verdade:
"Sábio não é algum doutor, mas, quem ri de si mesmo".

(Dedicado a Tom Jobim, Tim Maia, Vinicius de Moraes, Vidigal, Pixinguinha, Silveira Sampaio, e Ari Leite.)



Paz e Luz.
Wagner Borges - rindo de algumas coisas..."

Um leve rumor de integridade... - (Rubia A. Dantés)




"Será que temos coragem de ser verdadeiros com a gente mesmo e admitir que muitas das coisas que falamos que estão boas, na verdade, poderiam estar muito mais satisfatórias?

Será que muitas vezes não nos acomodamos nas coisas por pensar que só daquela forma elas podem acontecer... e que, mesmo que essa forma esteja longe do que sonhamos, acabamos nos adaptando, como se só assim fosse o possível?

Quantos sonhos ainda nos fazem vibrar a Alma?

Tem horas em nossas vidas que são muito especiais porque nos levam a questionar coisas que eram verdades, até então... E nesses horas, podemos perceber o quanto estávamos presos e limitados nas antigas crenças e o quanto podemos ampliar nosso horizontes e nossos sonhos...

Nessas horas, é preciso a gente ter coragem de olhar para dentro e observar com cuidado onde estamos nos deixando enganar... o quanto estamos sendo verdadeiros com a gente mesmo... e o quanto estamos abrindo mão da nossa verdade para seguir a verdade do outro... para seguir a verdade dos nossos medos, das nossas culpas e de todas as partes que rejeitamos em nós mesmos, mas que mesmo assim, ditam suas verdades, lá do mundo das sombras... onde as colocamos e onde elas têm um poder muito maior do que quando nos dispomos a trazê-las à Luz...

Aprendemos que existem boas e más qualidades, e que as boas deveriam ser mostradas e as más deveriam ser negadas e escondidas... e que estes conceitos variam de acordo com a época, a cultura, os grupos religiosos, políticos, etc. e dentro das nossas inúmeras experiências vividas nesse Planeta Terra, nesse e em outros corpos, nessa e em outras épocas... acredito que já passamos por tantas experiências onde esses conceitos variavam, que acho que temos dentro de nós muitas possibilidades que brigam entre si, que a mesma coisa que hoje é "boa" já foi "ruim" e vice-versa, e que se não nos dispusermos a olhar para dentro e liberar essa parafernália toda que dirige a nossa vida, estamos fadados a viver no " mais ou menos bom", estamos condenados a acreditar que o mundo limitado que enxergamos é tudo que existe... Mas olhar com olhos de ver e com bons olhos...

Estava nesse ponto do texto e tive que deixar para o dia seguinte... e na hora de dormir, fiquei pensando em como poderia encontrar uma situação que exemplificasse de forma clara o que eu queria dizer...

Acordei com o telefonema de uma amiga que entusiasmada me conta que ao caminhar descobriu uma crença que ela não sabia que tinha...
Essa amiga é uma pessoa muito bonita e especial, com dons maravilhosos... que ela assume de forma muito corajosa e verdadeira... porque fogem ao convencional e se manifestam pelo uso da intuição e... inexplicavelmente, ela não conseguiu ainda um relacionamento satisfatório...

Ela me conta, então, que durante a caminhada, teve clareza que uma parte dela acreditava que teria de dar conta sozinha da parte financeira, porque o trabalho dela fugia ao que era convencional e que ela tinha, em alguma época remota, assumido o compromisso de ter que dar conta dessa parte sem a ajuda de um companheiro.
Nos lembramos, então, que ela uma vez falou assim -nenhum homem me banca- o que confirmava essa crença.

Ao mesmo tempo, conscientemente, ela acreditava e, até esperava, que a ajuda financeira poderia vir de um companheiro...

Falei que ela tinha duas crenças conflitantes e brinquei assim: a metade das possibilidades de pessoas que existem no mundo, para você se relacionar, são eliminadas pela primeira crença, e a outra metade pela segunda...

Rimos muito... mas, percebemos como é sério o fato de como entregamos a criação da nossa realidade a essas crenças e... como é importante a gente ter coragem de olhar para tudo que temos guardado no mundo das sombras, porque aí pode estar a chave da tão buscada felicidade.

Se quer mergulhar fundo para se encontrar por inteiro, deixe de lado o julgamento e coloque o Amor e Aceitação em seu lugar...
Uma pitada de bom humor também ajuda muito... e os tesouros que vamos encontrar escondidos por trás das partes que estavam no mundo das sombras... vão nos resgatando pouco a pouco e um leve rumor de integridade já começa a se instalar em nossa realidade..."



* Rubia A. Dantés - é Designer, cria mandalas e ilustrações em conexão.
Trabalhos individuais e em grupo, com o Sagrado Feminino, o Dom e o Perdão.
http://www.stum.com.br/conteudo/c.asp?id=11885

Não há ninguém para decidir por você - (Osho)




"Não há ninguém para decidir por você.

É a sua vida, de ninguém mais. Toque a guitarra, toque a flauta, ouça música, crie música. Apenas escolha as coisas que você gosta.
Não há ninguém mais para decidir por você. E é onde você está criando
problemas - você está ouvindo as opiniões dos outros....

Não ouça ninguém. E lembre-se que o que quer que você goste, desfrute
e aceite as consequências -, porque haverá consequências...

A minha abordagem é: ouça o seu ser, a sua natureza. Este é o seu destino, nada mais é importante. Aceite a si mesmo na totalidade, não condene".

Experiências divinas que a vida nos traz - (Teresa Cristina Pascotto)



"A vida é uma experiência divina. Do ponto de vista espiritual, quando expandimos nossa consciência, somos perfeitamente capazes de compreender e enxergar a vida como uma dádiva. Conseguimos compreender os motivos pelos quais nossa existência é permeada de dificuldades e situações que nos afligem, pois entendemos que tudo faz parte de um plano, escolhido pela nosso ser espiritual, para que possamos desenvolver um experimento aqui na terceira dimensão, no sentido de gerar energia que move o Universo, enquanto nos purificamos, evoluímos e ascendemos.

Tudo é lindo e divino quando conseguimos ter esse olhar. Porém, quando estamos mergulhados na dualidade e desconectados de nossa essência, nos tornamos limitadíssimos, ignorantes e sofredores.

Se somos capazes de ter uma compreensão tão sublime e elevada quando nos expandimos, então, precisamos encontrar meios de trazermos essa realidade para o aqui e agora, mesmo enquanto experienciamos situações típicas da dualidade, que nos trazem dor, conflito, angústia e perturbação. Quanto mais evoluímos, mais somos capazes de viver as questões negativas que estão ocultas nas profundezas de nosso inconsciente e que precisam vir à tona para serem solucionadas e equilibradas. Quanto mais luz recebemos, mais a escuridão que há em nós é iluminada e trazida à nossa consciência.

Esta condição faz com que a vida nos proporcione uma série de experiências divinas, se observadas a partir de uma visão espiritual e, ao mesmo tempo, assustadoras, se observadas e vividas a partir de uma visão limitada da terceira dimensão.

Desta forma, quando conseguimos avançar e alcançar níveis de consciência mais elevados, somos surpreendidos por acontecimentos dentro de contextos que acreditávamos que não mais nos ocorreriam, são situações difíceis, angustiantes e dolorosas. Estávamos nos sentindo bem e confiantes, firmes em nosso propósito de seguir o caminho do coração, e o ego estava acreditando que "daqui para frente tudo seria mais fácil e tranqüilo". Porém, justamente por essa condição tão mais equilibrada em nosso ser, é que somos capazes de passar por situações até mais negativas que as anteriores, situações que achávamos que já havíamos resolvidos. E essas questões antigas, que nos traziam muita dor e confusão, nos acometem de súbito. Ficamos perplexos e confusos, e pensamos: Não resolvi essa questão? Por que ainda estou me sentindo perdido dentro dos velhos contextos? Como fui novamente perder aquilo que já havia conquistado? Como estou novamente sendo atacado, se já havia resolvido essa questão?

Para tornar mais claro, vou usar o exemplo de uma interação com determinada pessoa que sempre teve forte poder de domínio sobre nós - e podemos estender isso para a força da "teia que nos ata" à nossa família (e ancestrais). Nós escolhemos mudar e resolver a relação, mas essa pessoa não. Então, quanto mais nos tornamos conscientes e nos distanciamos das velhas interações que tínhamos com ela, dizendo não ao velho jogo, nos desapegando e buscando desaprender o antigo caminho na relação, mais essa pessoa ficará desesperada em nos puxar de volta para o velho contexto, para continuar nos dominando. Se antes a pessoa já tinha poder sobre nós e nos era impossível resistir ao seu domínio, agora que resolvemos dizer "não ao domínio", a força extra e mais negativa que ela colocará para nos puxar, irá nos afetar de forma muito mais intensa.

Sermos acometidos pelas velhas experiências, não significa que, de verdade, estamos vivendo o velho. Quanto mais nos empenhamos em abandonar e desaprender os velhos caminhos, mais situações que nos coloquem dentro desses caminhos nos ocorrerão. É como se a vida estivesse nos oferecendo a oportunidade de passarmos por essa divina experiência, com muita consciência e aceitação, para que possamos sentir as habituais tentações dos jogos e vícios nos atraindo para o velho, para nos libertarmos verdadeiramente e com mais certeza dessa escolha.

Sentiremos a força desses vícios tentando nos arrastar. Se nos entregarmos ou se lutarmos contra ele, seremos arrastados para dentro do jogo, mas não iremos mais nos perder como antigamente, pois a experiência dentro do velho, depois que já conseguimos compreendê-lo e já conseguimos nos afastar um pouco, será totalmente diferente. Talvez ainda precisemos viver um pouco de nosso velho vício para termos a certeza de que não o desejamos mais e isso nos fortalecerá para nos firmar em nosso propósito de nos abrirmos para o novo e para que deixemos, verdadeiramente, que o novo seja trazido a nós - nosso Espírito já tem o novo caminho preparado em potencial criativo e só está esperando que abandonemos o velho e estejamos abertos e encorajados para deixar o novo "programa" ser "baixado" -, para que, então, possamos aguardar as mudanças internas que a experiência do novo nos trará.

Mas pode ser que não precisemos mais viver um pouco do velho vício, por já termos avançado em nosso processo. Neste caso, ainda assim sentiremos o forte fluxo negativo da pessoa, que nos puxa para dentro do velho, sentiremos a força que nos envolve e nos entorpece e sentiremos muito medo de não sermos capazes de resistir. Sentiremos e perceberemos com consciência esse nosso medo. Deveremos, então, aceitar e apenas deixar que o fluxo negativo, com todos os seus tentáculos, se manifeste sobre nós, sem tentarmos lutar contra e sem deixarmos que ele nos puxe de volta e isso se faz apenas com uma firme intenção que diz "NÃO AO VELHO JOGO", não ao fluxo. Perceberemos que não é simples fazer isso, pois isso nos abalará, pela antiga tendência em lutar ou nos deixar arrastar. O "NÃO" não deve acontecer como luta ou fuga, mas com a firmeza de quem não quer mais o jogo e de quem sabe o quanto é difícil resistir a essa força. Enquanto nos firmamos nisso, as energias que nos seduzem, envolvem e puxam, começam a se perder, pois elas não conseguem reconhecer esse novo modelo de firmeza interior e isso faz com que as energias comecem a se dissipar.

Assim, aos poucos, estaremos mais firmes em nosso propósito de desaprendermos o velho. Perceberemos, então, que essa situação, apesar de ter nos assustados, nos fazendo crer que estávamos novamente caindo nas velhas armadilhas, foi uma dádiva, uma experiência divina que nos fez perceber o tamanho de nossa força interior, que nos leva, imediatamente, a fortalecer ainda mais nossa nova estrutura energética e as novas conexões neurais que se formam agora a partir de nossa abertura para o novo real, muito mais saudável e adequado à nossa ascensão."



* Teresa Cristina Pascotto - Atua através da manifestação de seus dons naturais, é sensitiva. Desenvolveu um trabalho de Aconselhamento Terapêutico, com metodologia própria. Considera-se uma pesquisadora do insconsciente, sempre em busca de novos conhecimentos sobre realidade oculta na mente humana.
http://somostodosum.ig.com.br/clube/c.asp?id=29706

quarta-feira, 7 de março de 2012

Quanto tempo perdemos na vida! - (Maria Isabel Carapinha)




"A vida hoje nos leva sempre a termos a nítida sensação que fizemos pouco, que os dias voam e que nunca temos tempo para fazer o que de fato nos dá prazer. O bombardeio de informações nos assola a cada momento e por mais que nos sintamos antenados com o mundo sempre temos a impressão que deixamos algo por fazer. Essa correria intensa não nos permite perceber que muitas vezes estamos no caminho errado.
Mas existe outro ângulo desta questão de tempo que precisamos observar com carinho: será que estamos perdendo tempo com coisas que não nos trarão nada de bom? O fato de estar completamente inserida em uma situação não nos permite assumir a posição de observador, e uma paradinha para reflexão pode nos fazer chegar à conclusão que estamos perdendo tempo com coisas que nada nos acrescentarão.
Uma das principais causas da falta de energia e cansaço é o "aborrecimento" e a tristeza.

Perdemos tempo com aquele emprego que nada nos acrescenta e não nos faz progredir, perdemos tempo com aquele relacionamento doentio que só nos derruba, perdemos tempo tentando modificar os outros em vão, perdemos tempo chorando e lamentando por situações que deixaram de fazer parte de nossa vida e, depois de tudo isso, a única coisa que obtemos é uma enorme falta de energia e motivação pela vida.
A perda de tempo está associada à tendência de permanecer no estado em que nos encontramos, ou seja, se a situação me incomoda e nada faço para mudar, estou perdendo tempo. Nossa! Que dura essa realidade que pode em determinados momentos fazer parte da vida de todos nós, pois somos seres humanos em contínuo aprendizado.

Você se tornará mais feliz no dia em que passar a cuidar melhor de você, e como consequência disto, as pessoas se sentirão melhor em sua companhia. Cuidar melhor de você significa analisar a sua vida hoje e tentar melhorá-la. Neste momento, você pode dizer que é impossível mudar tudo ou ainda existem situações que não podem ser modificadas de imediato. Concordo plenamente, mas a atitude inicial já lhe trará um sabor de conquista, comece pelo primeiro passo, cuide de você. Muitas vezes, aquele emprego que você não gosta, e que você não consegue se adequar, não é tão ruim quanto parece ser. O seu relacionamento pode estar desgastado em função de tantas cobranças que você faz a si mesma, muitas delas sem fundamento.

Dando este primeiro passo, é bem provável que você chegue à conclusão que determinada situação que incomoda, não faz bem e o aborrece, deva deixar de fazer parte da sua vida.
O equilíbrio pessoal nos traz discernimento e com ele percebemos que o sofrimento pessoal se origina da diferença entre o que está acontecendo e o que acho que deveria estar. E, nesse momento, a nossa tomada de decisão se faz importante no sentindo de pararmos de perder tempo na vida.
Há duas emoções básicas presentes na vida de todos nós: uma é o amor e a outra é o medo, a presença de uma representa a falta da outra. Quem ama confia e quem confia se entrega a um amanhã sempre melhor que hoje, completamente isento de vibrações negativas que estão associadas ao medo.
Outro erro muito comum que cometemos é colocar os outros na frente e a nós por último. A solução está em equilibrar nossos desejos, sentimentos e interesses com o dos outros.

Nos relacionamentos, podemos ter necessidades satisfeitas como: carinho, atenção, romance e desejo... Mas não se tornar feliz... isso cabe a você.
Somente quando deixamos de fazer o que nada nos adianta é que as coisas melhoram.
Nossa atitude mental gera mais fadiga do que o próprio esforço físico.
Há algum tempo atrás, atendi uma linda moça que namorava um rapaz com transtorno bipolar, que é um tipo de transtorno caracterizado pela variação extrema de humor, onde haviam fases intensas de hiperatividade física e mental, permeadas de depressão, inibição, lentidão para conceber e realizar ideias e ansiedade ou tristeza. Na fase extrema negativa, por qualquer motivo sem nenhum fundamento, ele a agredia com palavras e a colocava como um ser desprezível. A seguir, vinha o completo isolamento por parte dele. Passada esta fase comportamental complicada, ele a procurava como se nada tivesse acontecido e a fazia sentir-se como a pessoa mais importante do mundo. Ela, então, relevava o que havia ocorrido. As crises, porém, tornaram-se mais frequentes e intensas. Assim, ela me procurou achando haver algo de errado consigo.

Fiz, então, uma análise completa de suas frequências energéticas com a Mesa Radiônica e verifiquei os possíveis bloqueios e descobri que seu pai era um homem fraco e viciado em álcool e sua mãe passara a vida inteira cuidando dele em vão. Por uma repetição de comportamento, ao longo do tempo, sem perceber ela estava adquirindo o mesmo padrão para sua vida. Cuidamos, então, intensamente de sua autoestima e segurança pessoal, demonstrando claramente que ela não necessitava deste padrão vibracional em sua vida. Concluído o tratamento, ela se sentia mais forte e segura. Dessa maneira, na primeira crise que seu namorado teve, ela se manteve firme e distante, reconhecendo o padrão de doença que ele tinha e sugeriu que se quisesse de fato continuar com ela que buscasse ajuda profissional. Foi a primeira vez em seis anos que ela tinha conseguido se posicionar.

Hoje o namorado se encontra em tratamento e com a doença sob controle e ela se sente feliz e realizada, consciente que não conseguia se posicionar antes pelo medo de perdê-lo... Mas a partir do momento em que começou a se colocar em primeiro plano, e se cuidar através da Mesa Radiônica, sua vida se modificou por completo.
Quanto tempo perdido!!!"



* Maria Isabel Carapinha - é radiestesista e trabalha também com Feng Shui.
Ministra cursos e faz atendimentos em residências e empresas.
Trabalha também com a mesa radiônica fazendo atendimentos em seu consultório ou à distância.
http://www.stum.com.br/conteudo/c.asp?id=11878

De onde vem esta tristeza? - (Maria Isabel Carapinha)



"O aperto no peito é real, o sentimento se instala e perdemos o controle sobre nossas emoções, a tristeza é algo que sentimos quando nossa vida de alguma forma perde o sentido.

Sim, tenho uma vida perfeita, um bom emprego, um excelente companheiro, filhos maravilhosos, sou saudável e bonita, mas esta tristeza não me deixa usufruir o que de melhor a vida pode me dar, e me impede de ver o colorido do mundo.

Não consigo prosperidade, moro em um lugar ruim e não consigo sair dele, vivo doente, não consigo ter e muito menos manter um bom relacionamento com ninguém.

Nos dois casos descritos, a tristeza está presente, em um deles podemos dizer que é a falta que traz o sofrimento, no outro, podemos dizer que é o excesso, mas o sentimento presente nos dois casos é real.

O ser humano é uma incógnita que, por mais que se estude, surpresas sempre podem ser desvendadas e nunca julgadas nem criticadas. O respeito ao sentimento alheio é algo que sempre deve se sobrepor à nossa razão. As explicações podem ser as mais diversas possíveis, mas o mais importante é que no momento em que encontramos o nosso objetivo de vida, nossa missão, essa tristeza se desfaz e encontramos o rumo da felicidade.

Por vezes nos encontramos envoltos em uma imensa nuvem de dúvidas e ressentimentos e tudo isso não nos permite a conexão plena com nossa essência. A dissonância entre espírito e matéria também nos leva a sentimentos de tristeza. Em outras palavras, nosso corpo age e se conecta com coisas que não pertencem a nossa essência e nosso espírito reclama por outra trajetória.

Estar triste não significa permanecer triste, o mais importante é encontrar a razão desta tristeza e dela nos livrarmos. O ser humano aqui está para criar um mundo melhor, com ele nos desenvolver e aos nossos companheiros de jornada estendemos a mão sempre de uma forma incondicional.

As situações vividas ao longo de nossas vidas nos trazem marcas, que em alguns casos podem se transformar em feridas que nos conectam com o negativo. Essa conexão com o negativo pode virar um mantra em sua vida. Este mantra só tem uma função: deixá-la cansada, vazia e sem energia.
Para viver de uma forma plena, precisamos curar nossas feridas e fazer as pazes com o nosso passado.

Uma vez fora desta tristeza, você perceberá que a vida de seus sonhos e a satisfação de seus desejos é possível desde que você se conecte a eles, e faça deles o seu foco de vida, utilizando para isso seu poder pessoal.

A dor de uma situação que vivemos e não desbloqueamos irá atrair para nossas vidas situações semelhantes, na ânsia de mais uma vez fazer a história ser diferente.
Um meio eficaz de detectar se você está vivendo seu objetivo de vida é observar a qualidade.

Há algum tempo, atendi uma moça que tinha de tudo na vida e mesmo assim sentia-se triste e não realizada; sua vida pela ótica dos outros era perfeita, mas ela estava além de tudo acabando com seu casamento, pois tudo que sentia atribuía ao marido.

Não se sentia feliz, pois achava que o marido não lhe dava toda a atenção que precisava. Dizia que o marido era egoísta e só se preocupava com seus objetivos pessoais. A dependência era tal que monitorava cada passo do marido e suas reações.

Escutei sem nenhuma intervenção ou crítica. Ao final do discurso pude perceber claramente que havia algum bloqueio energético que fizera com que ela se tornasse uma pessoa insegura e sem objetivos pessoais.
Comecei trabalhando na Mesa Radiônica com seu equilíbrio pessoal, sem entrar na identificação de bloqueios, tal era a fragilidade da moça.
No pleno restabelecimento de seu equilíbrio, a esperança voltou a fazer parte de sua essência.

Identifiquei, então, uma data onde havia acontecido algo de muito marcante. Perguntei a ela o que ocorrera e ela me contou que foi a morte da mãe por traição. Fiquei chocada e pedi que me descrevesse o ocorrido. Sua mãe havia morrido de Aids apesar de levar uma vida muito regrada; por isso, ela atribuía ao pai todo sofrimento de sua vida a partir daquele momento. A figura masculina estava para sempre desacreditada e assim tratava o marido, sofria por antecipação por algo que ele pudesse vir a fazer, monitorava seus passos na tentativa de impedir uma repetição de história. Com isso, não definia seus objetivos pessoais e não tinha vida própria.

Trabalhei na Mesa Radiônica energeticamente aquele momento desbloqueando-o. Hoje passados alguns anos, ela concluiu sua faculdade de moda e, pelo bom gosto e refino que lhe é peculiar, está trabalhando como Personal Stylist completamente realizada e dando sentido à sua vida.

O único sentimento que deve ser parte integrante do seu ser é a felicidade. Vá em busca dela."




* Maria Isabel Carapinha - é radiestesista e trabalha também com Feng Shui.
Ministra cursos e faz atendimentos em residências e empresas.
Trabalha também com a mesa radiônica fazendo atendimentos em seu consultório ou à distância.
www.stum.com.br/conteudo/conteudo.asp?id=11826

segunda-feira, 5 de março de 2012

Trabalho porque preciso!!! - (Maria Silvia Orlovas)




"Quantas vezes já ouvi esse tipo de colocação em sessão terapêutica. E sinto muito em dizer que a maioria das pessoas se sente assim: Trabalham porque precisam, mas como se isso não bastasse, além da obrigação de ter que trabalhar para se sustentar, também se sentem limitadas e sem valor.

Claro que muitas vezes, de fato, o momento é difícil. Por exemplo, quando as empresas têm que enfrentar uma crise mundial que repercute em todas as áreas... Mas quando nos sentimos valorizados pelo que fazemos, qualquer peso fica mais fácil de carregar. Ainda que a pessoa tenha que encarar um longo dia de trabalho, se ela se sente recompensada, tudo muda de figura.
Sei que a maioria de nós, ao longo do caminho profissional, já se perguntou porque seguiu esse rumo e não gostou das respostas.

Pode ser que você seja uma dessas pessoas que escolheu a profissão muito cedo porque era hora de começar a trabalhar e, na verdade, tinha outros planos que adiou e agora fica difícil voltar. Outros ainda podem ter simplesmente se deixado levar por uma oportunidade e hoje vêem que fizeram uma escolha equivocada.

Questionar a vida faz parte do nosso crescimento como ser humano, pois, afinal, viemos para essa vida para aprender.
Assim, não é errado entrar nesses questionamentos. O que é desagradável é deixar passar o desgosto e ir empurrando com a barriga as coisas negativas que sentimos, para resolver num momento depois que nunca é encarado. Por que agir assim? Por que ter medo de responder às perguntas que brotam do coração?
Se a crise do mundo externo pesa em nós o que diríamos da crise interna?
Será que podemos ou devemos deixar nossas inquietações de lado porque não temos respostas que nos agradem?

Muitas vezes, uma mudança naturalmente exigirá de nós uma série de sacrifícios. Mas nos sentir bem com nossos caminhos vale qualquer preço. Até o de encarar que a melhor resposta nos sinaliza que, apesar de não estarmos completamente felizes, fazendo o que fazemos, isto é o melhor que o momento pode oferecer.
Muitos de nós passamos mais tempo no trabalho do que com a família ou fazendo algo do seu gosto e é por isso que devemos encontrar um ponto de equilíbrio entre o que fazemos e o que gostamos de fazer. Às vezes, em algum momento, precisamos fazer concessões. Precisamos encontrar alegria em algo aparentemente sem graça.

Se, por acaso, não nos damos bem com nossos colegas precisamos nos perguntar por que. E tenho certeza que se a resposta for que são todos uns chatos ou mal intencionados, precisamos averiguar nossos valores porque, se assim for, o que você está vibrando para estar exatamente aí onde está? Por que sua vida profissional seguiu este rumo?

Mas, amigo leitor, não se culpe. Algumas situações são kármicas, e não necessariamente negativas. Em alguns momentos de nossas vidas, precisamos trocar energias, aprender com essas pessoas que hoje fazem parte do seu mundo. Havia, então, onde você está um aprendizado, uma necessidade de perdão, de entendimento e de aceitação.

Ao longo da minha experiência como terapeuta e sensitiva, entendi que existem muitos resgates importantes acontecendo na vida profissional das pessoas e que ninguém é exatamente do mal nem do bem. As pessoas ao nosso redor não são culpadas da nossa desgraça, nós é que precisamos mudar.
Assim, amigo, tenha coragem de analisar seu caminho e suas escolhas e lembre-se que fazer cursos e mais cursos sem saber para onde isso tudo está o levando, também de nada adianta. É como encher um carro de bagagem sem saber para onde ir.

Se sua vida está difícil e o ambiente complicado faça um exercício de perdão envolvendo a todos e tenha a coragem de mergulhar numa auto-análise profissional para descobrir se seus desejos podem ser realizados no mundo objetivo ou se são apenas miragens sem consistência ou uma espécie de sonho para aliviar a carga que você não quer carregar. E seja qual for a resposta que você encontrar, sempre lembre que para tudo há uma cura. Basta ter coragem de enfrentar seus próprios fantasmas..."




* Maria Silvia Orlovas - é uma forte sensitiva que possui um dom muito especial de ver as vidas passadas das pessoas à sua volta e receber orientações dos seus mentores.
http://www.stum.com.br/clube/artigos.asp?id=18329