quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Como posso amar melhor? - (Osho)




"O amor se basta, ele não precisa de melhorias. Ele é perfeito como é e de maneira nenhuma precisa ser mais perfeito.

O próprio desejo demonstra um mal-entendido a respeito do amor e de sua natureza. Pode-se ter um círculo perfeito? Todos os círculos são perfeitos; se eles não forem perfeitos, não são círculos.

A perfeição é intrínseca a um círculo, e a mesma lei diz respeito ao amor. Não se pode amar menos nem mais, pois ele não é uma quantidade. Ele é uma qualidade, que é imensurável.

Sua própria pergunta mostra que você nunca provou o que é o amor e que está tentando esconder sua falta de amor no desejo de saber “como amar melhor”. Ninguém que conhece o amor pode fazer essa pergunta.

O amor precisa ser entendido não como um encantamento biológico — isso é sensualidade e existe em todos os animais; nada há de especial nisso. Isso existe mesmo nas árvores; essa é a maneira da natureza se reproduzir. Nada há de espiritual nisso e nada especialmente humano.

Assim, o primeiro ponto é fazer uma clara distinção entre sensualidade e amor. A sensualidade é uma paixão cega; o amor é a fragrância de um coração silencioso, sereno e meditativo. O amor nada tem a ver com a biologia, com a química ou com os hormônios.

O amor é o voar de sua consciência para reinos mais elevados, além da matéria e além do corpo. No momento em que você entende o amor como algo transcendental, ele deixa de ser uma questão fundamental.

A questão fundamental é como transcender o corpo, como conhecer algo dentro de você que esteja além, além de tudo que seja mensurável. Esse é o significado da palavra matéria. Ela vem da raiz sânscrita matra, que significa medida; ela significa aquilo que pode ser medido. A palavra metro vem da mesma raiz.

A questão fundamental é como ir além do mensurável e penetrar no imensurável. Em outras palavras, como ir além da matéria e abrir os olhos para uma consciência maior. E não existe limites para a consciência — quanto mais você fica consciente, mais percebe o quanto ainda existe à sua frente.

Quando a pessoa atinge um cume, um outro cume surge à sua frente. Essa é uma peregrinação eterna."




Fonte: OSHO; Livro - Amor, Liberdade e Solitude: Uma Nova Visão Sobre os Relacionamentos.

Agnya Chakra - “O perdão deve ser totalmente espontâneo interiormente ..." - (Shri Mataji Nirmala Devi)


“O perdão deve ser totalmente espontâneo interiormente. Não deve haver nenhuma agitação, nem mesmo de raiva, porque vocês são tão poderosos. Que mal alguém pode fazer a vocês? Mas, se você bloquear o seu Agnya, você só está fazendo mal a si mesmo.”
S.S. Shri Mataji Nirmala Devi, Itália, 21.06.1992

Para saber mais sobre o Agnya Chakra, acesse:
http://www.sahajayoga.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=236&Itemid=118

“Vocês acham que obtêm a alegria pela aquisição de coisas ..." - (Shri Mataji Nirmala Devi)



“Vocês acham que obtêm a alegria pela aquisição de coisas, vocês não a obtêm. Mas, através do despertar da Kundalini, vocês obtêm essa alegria e nessa alegria, vocês não querem nada, vocês não pedem nada, vocês simplesmente regozijam a si mesmos, vocês são a propriedade da alegria. Em Sânscrito, eles dizem: "Atmanyeva atmane ahrushta", "O Espírito fica satisfeito com seu próprio Espírito." Assim, em pequenas coisas, vocês devem ver a alegria e vocês devem observar o Universo inteiro, com essa alegria.”
S.S. Shri Mataji Nirmala Devi, Itália, 21.06.1992

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Uma vida meditativa - (Tales Nunes)


"A meditação não deve estar separada de uma vida meditativa. No capítulo 06 da Bhagavad Gita Krishna apresenta o Yoga como um meio de preparação da mente, como um estilo de vida que conduz ao autoconhecimento. E a meditação faz parte desse estilo de vida. Este artigo pretende refletir sobre o objetivo da meditação e sobre a diferença entre a meditação sentada, como uma ação isolada, e a atitude meditativa, que é uma postura que engloba toda uma vida de Yoga.

Achamos que a meditação tem como objetivo aquietar a mente, produzir uma tranquilidade, um estado de paz e nada mais. Então sentamos imóveis cheios de expectativas de que aquilo vai produzir um grande efeito sobre nós mesmos a ponto de nos tornar pessoas melhores. No entanto se o ato de meditar estiver isolado de uma vida meditativa e de uma compreensão da nossa real natureza, o ato de meditar será apenas um momento de relaxamento ou nem mesmo isso, pode se tornar uma extensão dos nossos conflitos diários.

A natureza da mente é de constante transformação, dinamismo. Quando paramos para meditar observamos esse fato claramente. E muitas pessoas se frustram ao se deparar com a natureza da própria mente, pois acham que meditar é ter uma mente sempre tranquila. No entanto, se a mente não fosse dinâmica não seríamos capazes de atravessar a rua, nem mesmo conseguiríamos compreender o que as pessoas nos falam. Sequer falaríamos com desenvoltura. Estaríamos sempre em busca das palavras que chegariam a nossa mente sempre atrasadas. Que bom que a natureza da mente é dinâmica! É isso o que a faz um instrumento perfeito para o aprendizado. Na meditação nós não queremos mudar a nossa mente.

Qual é o objetivo da meditação, se não é mudar a mente ou trazer um estado de paz e de tranquilidade? O objetivo da meditação é o próprio objetivo do Yoga, que está claramente colocado no Yoga Sutra: yoga chittavrttinirodhah, "Yoga é a desidentificação com os movimentos da mente", para que reconheçamos a nossa real natureza. Nós nos vemos como a mente e os seus aspectos: o ego, o intelecto, a memória. Achamos que somos o que pensamos, o que sentimos, o que desejamos, o que achamos do mundo. E o Yoga, de maneira surpreendente, diz-nos que nós não somos o que sempre pensamos ser e que esses aspectos de nós mesmos são instrumentos de conhecimento, de aprendizado e amadurecimento. A causa do nosso sofrimento, diz o Yoga, é exatamente a nossa identificação com esses aspectos limitados de nós mesmos. Essa é uma afirmação forte e que requer maturidade para se compreender.

Como, então, mudar a nossa postura em relação a nossa própria mente? Para nos desidentificarmos de algum objeto, primeiro precisamos saber qual é esse objeto, reconhecê-lo. É exatamente aí que entra a meditação sentada. A meditação sentada é uma ação, um exercício que funciona como um meio de desenvolvermos a auto-obervação. Na meditação sentada nós reconhecemos condicionamentos mentais e emocionais, olhamos para eles e os aceitamos. Existem coisas que nós podemos mudar em nós mesmos, faremos o esforço necessário para tal, mas existem coisas que não podemos mudar, então trabalhamos para aceitá-las. Mas primeiro precisamos reconhecê-las. O primeiro passo é o reconhecimento, o segundo a aceitação. Se não aceitamos a nós mesmos, não conseguimos aceitar os outros. Não conseguimos relaxar.

Dentro dessa auto-observação, não apenas aprendemos a olhar para nós mesmos, como também percebemos que existe um espaço entre nós e os pensamentos (Japa, por exemplo, é um excelente exercício para isso). Mas a prática de meditação como observação da mente, apenas, não revela quem somos nós fundamentalmente, não liberta. É dessa prática, aliada ao escutar, o refletir e o meditar sobre o conhecimento, que surge um reconhecimento, uma mudança cognitiva em relação a maneira como nos vemos. Não é um conhecimento qualquer, é o conhecimento do Yoga e de Vedanta presente nos Shastras (Upanishads, Bhagavad Gita, Yoga Sutra), que nos dizem que o nosso eu fundamental não é a mente, mas a Consciência, Atma, que é livre de limitação, que é plenitude. Aos poucos, trocamos a ideia de que somos limitados, incompletos, pelo reconhecimento de que somos plenos e completos. E que nós já somos a felicidade que tanto buscamos fora de nós. É um processo de compreensão e de assimilação, que inclui não apenas o entendimento do que é o indivíduo, mas do que é o Todo e como eu me relaciono com ele.

Ao longo do processo de assimilação desse conhecimento, relaxamos, pois abrimos mão da atitude de querermos controlar o mundo e as pessoas pela nossa necessidade de ser feliz. Nós abrimos mão dessa atitude de controle a partir da compreensão de que existe uma Ordem que governa o Universo que independe da nossa vontade. Essa compreensão traz um estado de paz e de aceitação de nós mesmos e das situações ao nosso redor. Atenção, questionamento, discriminação, desapego são fundamentais nesse processo. Desapego1 não apenas em relação a objetos externos, mas em relação até a imagem que temos de nós mesmos com a qual estabelecemos uma relação de identidade desde muito cedo na vida.

A contemplação, que é a atitude meditativa, é a capacidade de ver e de reconhecer a nossa natureza fundamental, que está além dos pensamentos e das projeções. E a contemplação não depende da meditação sentada, ou de pranayama. O foco não é a meditação ou o desapego, o foco é adquirir os meios para que a meditação e o desapego aconteçam a todo o momento, naturalmente. Nós, diariamente, através das nossas ações cotidianas, damos meios para que a mente seja contemplativa. Entendemos circunstâncias e experiências para que possamos abrir mão de coisas que estamos apegados e reativos. A atitude contemplativa, meditativa, é equivalente ao amor. Assim como não podemos dizer, agora vou ter uma mente meditativa, não podemos dizer, agora ame essa pessoa.

Essa mente meditativa tem a capacidade de contemplar qualquer coisa. Pode contemplar-se como plenitude, e assim ter a liberdade de apreciar qualquer outro assunto. Uma vida de Yoga nos conduz a uma mente meditativa. Porque à medida que agimos, refletimos sobre se a ação foi adequada ao todo e não apenas a minha vontade. Quando o resultado da ação vem, compreendemos que ela vem de acordo com uma Ordem maior que me engloba, aceitamos e tentamos não reagir, mas agir. Assim aprendemos como funciona a nossa mente e aprendemos a estar presente em todas as ações. Isso é compreensão, é Karma Yoga.

O verdadeiro yogi, o meditador, é um renunciante, pois ele tem essa atitude mental perante a vida. Uma atitude de não reação, de desapego em relação aos seus desejos e aversões. O yogi é aquela pessoa que abandonou as fantasias da mente. Ou seja, é a pessoa que dominou o Yoga, que obteve os resultados do Yoga: uma mente livre das suas próprias armadilhas. A pessoa que conquistou Yoga é uma pessoa que consegue renunciar a qualquer coisa que aconteça na sua mente, pois abriu mão da identificação total com ela.

Para conquistar uma mente meditativa, é necessário levantar o olhar sobre si mesmo. Não se olhar como incapaz, infeliz, incompleto. Elevar-se, não se deixar afogar nas fantasias da mente. Ter discernimento e vê-la como um amigo. O pior inimigo que você pode ter é a sua própria mente, diz Krishna. Amigo é aquele que soma, que contribui. A mente amiga é aquela que descobriu uma distância em relação a si mesma, aceitou-se e assim conquistou maestria sobre si.

Para isso, é importante reconhecermos que meditação não é uma ação específica, não é uma coisa que fazemos apenas em um determinado momento, sentado imóvel. Tampouco é a tentativa de parar de pensar ou de transformar a mente. A meditação é uma consequência de uma série de fatores, que inclui toda uma vida de Yoga. Envolve questionamento e compreensão, adoção de valores, estudo, ação, desapego, contemplação e reconhecimento."


* Artigo originalmente publicado na edição 27 dos Cadernos de Yoga.
Tales Nunes vive e estuda em Florianópolis, onde edita os Cadernos de Yoga.
www.cadernosdeyoga.com.br

O que é Mauna? - (Bruno Jones)



"Muitos pensam que mauna é apenas ficar de boca fechada. Mas esquecemos que os outros sentidos permanecem se comunicando com o mundo e a mente não se silencia.
Para quem assistiu o filme "Comer, rezar e amar; esta passagem me lembra aquele patético exemplo de mauna, dado quando a protagonista se depara com uma das habitantes do ashram.
Nesta passagem do Mahabharata, o sábio Sanatsujata nos explica de forma breve o verdadeiro significado desta ascese.

Dhritarashtra disse: "Qual o objetivo da ascese? Mauna? Eu ouvi que há dois tipos de mauna: continência da fala e meditação. Qual é superior? Poderia uma pessoa atingir este estado de quietude a se tornar livre através de mauna? Como deve ser praticado?"

Sanatsujata disse: "O objetivo de mauna é reconhecer aquilo que está além do alcance de palavras e da mente. O verdadeiro mauna consiste não somente na continência da fala, mas na continência absoluta de todos os sentidos e da mente. O aspecto, forma e natureza de mauna deve ser necessariamente a dissolução daquilo que é objetivo e subjetivo (dualidade) e o foco em Brahman apenas. Quando este estado é "alcançado", Brahman é "alcançado". Brahman é representado pelo símbolo védico Om, que representa o denso, o sutil e o causal. Mauna é alcançado pela gradativa dissolução do denso no sutil, do sutil no causal e do causal em Brahman."

Mahabharata - Udyoga Parva
Fonte: http://www.dharmabindu.com/?l=pt&p=ensinamento&id=415

A verdade sobre o pújá - (Pedro Kupfer)



"Você sabe o que significa é o pújá? Alguns praticantes acreditam que o pújá seja uma espécie de transferência de energia, uma saudação esquisita onde quem 'dá' o pújá perde alguma coisa, e quem o 'recebe', ganha energia e longevidade, força e mais alguma coisa nebulosa, arrancada à força do doador.

A palavra sânscrita pújá significa literalmente adoração. Na Índia, a palavra pújá é usada para descrever as diferentes formas de adoração aos deuses, seja no templo, seja em casa.

Um pújá é um ato de reverência do devoto em relação a uma determinada representação de Deus, indicado pela presença de um símbolo (uma escultura, uma imagem, uma fogueira sagrada, etc.).

Entre os procedimentos do pújá estão a invocação inicial ao Ishta devattá, a deidade eleita, chamada áváhana, o convite para sentar, a lavagem dos pés e atos de adoração mediante o oferecimento de flores, incenso, luz e alimento.

O pújá é precedido pelo sankalpa, a resolução interior de levá-lo a cabo. Na continuação se faz o múla mantra, o mantra invocatório, e se dá o nome da deidade à qual o ritual é dirigido. Depois se oferecem os elementos rituais e se fazem os mantras propiciatórios. O ritual conclui com o visarjana, o convite para que a deidade se recolha.

Conforme o tipo de pújá, se usam tradicionalmente grupos de vinte e um, dezesseis, dez ou cinco elementos rituais, chamados upachára. Dentre eles, os cinco elementos que constituem a matéria (pañchatattwa), aparecem simbolizados por oferendas de flores (pushpa), incenso (dhúpa), luz (dípa), alimentos (naivedya) e sândalo (chandana), significando éter, ar, fogo, água e terra respectivamente.

Esses procedimentos formais prescritos para o pújá buscam venerar uma das representações de Deus, na forma de um hóspede que se recebe dentro de casa. Estes atos são feitos em estado de meditação e vão acompanhados pela recitação de certos mantras e textos escriturais que variam conforme a tradição do pújári (aquele que faz o pújá).

O ritual do pújá conclui com a distribuição de prasáda, alimento que foi oferecido à deidade. A aceitação do prasáda é um ato de reconhecimento da deidade como a fonte de toda a felicidade, a realização espiritual, a paz e a prosperidade de que desfrutamos.

Outros sinônimos de pújá são vandaná, saparyyá, namasyá, arhaná e bhajan. O pújá do Bhakti Yoga se faz diariamente, dirigido à deidade de culto pessoal, Ishta devattá: Vishnu se a pessoa for vaishnava, Shiva ou Ganesha se for shaiva, Deví no caso de um shakta, etc. É um tipo de prática chamada kámya, que se faz para realizar algum objetivo."

Qual o compromisso da minha religião com a paz? - (Monja Coen)



"Nirvana é Paz.

Todos os seres podem atingir Nirvana.

No Budismo Mahayana o voto principal é de auxiliar todos os outros seres a encontrar Nirvana, antes de pensar em si mesmo.

A tradição Zen Budista Soto Shu tem três prioridades: Paz mundial, Direitos Humanos e a Ecologia. Esses três pilares interagem criando seres responsáveis e atuantes na comunidade.

A Paz não pode ser obtida através de guerras, lutas, vitórias nem derrotas.

A Paz, este estado de Nirvana é a própria prática do Caminho Correto. Somos aquilo que fazemos, falamos e pensamos. Somos paz quando falamos pensamos e fazemos a paz conosco e com tudo que nos cerca, propiciando condições de paz para todos os seres.

O Nirvana, a Paz, faz parte da interdependência da vida. Causas e condições favoráveis e se manifesta. Causas e condições adversas e não se manifesta. Criamos, com nossas vidas, com nossas palavras, gestos, pensamentos causas e condições para a Paz. Dentro e fora de nós.

Quantos mais átomos de paz houver no mundo, mais este mundo como um todo poderá encontrar maneiras de compreensão, compaixão, ajuda, cuidado mutuo e reconciliação. Temos de nos reconciliar com nós mesmos e com Buda, o Ser Iluminado. Temos de nos reconciliar com os outros humanos, com a grande natureza iluminada. Temos de nos reconciliar com a paz. Nunca lutar pela paz. Nem pessoas, nem grupos nem países podem ser considerados inimigos. O ser humano sofre basicamente de três males: ganância, raiva e ignorância. Seus antídotos são a doação, a compaixão e a sabedoria iluminada.
Mais do que a simples tolerância temos de desenvolver a capacidade de ouvir, entender, compreender e querer o bem a todos os seres. Isto inclui as águas, as terras, os céus e todas as formas de vida. Cuidar respeitosamente, inclusivamente, de tudo que inter existe.

Chamamos Buda ao Ser Desperto, aquele que Acordou, o Iluminado.

Há tantos Budas quanto grãos de areia no Ganges, dizia nosso fundador histórico.

Nossa prece é para que todos Budas se tornem Budas, transmitindo a maravilhosa mente de Nirvana, de Paz."




Fonte: www.monjacoen.com.br

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Amor Sublime - (Wagner Borges)


"Galáxias em formação, luzes em ação, o Cristo trabalha por ti favorecendo tua evolução!
Não te iludas! As coisas nem sempre são o que parecem ser.
As cordas do desejo e do apego podem parecer muito fortes, mas o Amor sereno é a Luz mais forte, pois é a própria força do Cristo trabalhando na alma dos que buscam a transcendência de si mesmos.

Muitas vezes, as experiências da vida podem te espremer de encontro à dor. Contudo, não te desesperes, pois o Cristo continua trabalhando a favor de toda humanidade, não por religião, mas, sim, por Amor sublime!
Esse Amor procura por ti, sempre... Em qualquer tempo, em qualquer lugar, ele vai ao teu encontro.

Bilhões de seres podem gritar por todos os universos, planos e dimensões que esse Amor não existe e que tudo se resume à existência convencional das coisas.
No entanto, há esse Amor jorrando por aí... E ele não liga se há gritos de loucura no espaço ou não.

Esse Amor é a força mais poderosa da criação. Nada cobra; não grita nunca; não imprensa; não dogmatiza; não teoriza; apenas ama. E é a partir dele que o universo ganha vida e brilho.

Esse Amor viaja além de toda Luz, e é como um oceano de sentimento, por onde os espíritos surfam rumo ao Criador...

Portanto, quem quiser nadar nesse oceano luminoso de Cristo, que principie a aventura de rumar nas ondas do Senhor e adquira uma prancha adequada a tal desiderato espiritual... Pois, só deslizam calmamente nas ondas do Divino, os surfistas espirituais que carregam na alma e no próprio coração as jóias da bem-aventurança.

Elas são três:
1. Amor desinteressado.
2. Perseverança em tudo.
3. Objetivos sadios, sempre!
O Cristo espera por todos. Isso é certo!
Porém, nem todos esperam por Ele!

A todos, Paz e Luz!
(Paz, para amar quieto, com os olhos brilhando, sem alarde; e Luz, para ser forte, generoso, consciente e sensato, sempre).

Os Iniciados*
(Recebido espiritualmente por Wagner Borges - Salvador, 07 de fevereiro de 1996)"
* Nota: Os Iniciados, grupo extrafísico de espíritos orientais que opera nos planos invisíveis do Ocidente, passando as informações espirituais oriundas da sabedoria antiga, adaptadas aos tempos modernos e direcionadas aos estudantes espirituais do presente.
Composto por amparadores hindus, chineses, egípcios, tibetanos, japoneses e alguns gregos, eles têm o compromisso de ventilar os antigos valores espirituais do Oriente nos modernos caminhos do Ocidente, fazendo disso uma síntese universalista. Estão ligados aos espíritos da Fraternidade da Cruz e do Triângulo. Segundo eles, são "iniciados" em fazer o bem, sem olhar a quem.


Wagner Borges é pesquisador, conferencista e instrutor de cursos de Projeciologia e autor dos livros Viagem Espiritual 1, 2 e 3 entre outros.
Fonte: http://www.stum.com.br/conteudo/c.asp?id=11549

Não espere... - (Saul Brandalise Jr)


"Um dos maiores problemas com os quais o ser humano pode conviver é a busca de aprovação por parte da família ou da sociedade.
Provavelmente isso venha da maneira pela qual criamos a nossa vida. Embasada em princípios absurdamente ultrapassados e, portanto, com padrões equivocados para a nossa individualidade.
Antes era fácil convencer as pessoas por meio de livros, palavras. Agora temos imagens instantâneas à nossa frente. O convencimento tem que ter conteúdo que possa ser absorvido pelas mentes sedentas de saber.
Assim, não espere. Vá à luta. Busque conhecer e aprender, assim sendo:
Não espere que as coisas aconteçam porque um super-ser vá lhe proporcionar. Isso é engano. É confundir energia com paternidade.
Não espere que as pessoas em sua volta vejam o seu desempenho no momento e na hora que você mais deseja que isso aconteça. Estes, na maioria das vezes, gostam de você do jeito que é bom para eles. Poucos sabem entender que cada um tem o seu caminhar e a sua forma de ver a vida.
Não espere que as suas verdades, conquistadas com muito esforço, sirvam também para os demais. O processo de aprendizado é individual.
Não espere que, depois de viver junto com alguém, as coisas possam ficar melhores. Não, não ficam. As pessoas vêm com suas virtudes e seus defeitos. Ninguém consegue ser o que nós esperamos que seja -por um minuto até pode-, mas o dia inteiro não será possível. Ou você aceita a pessoa como ela é ou irá ter problemas de relacionamento.
Não espere que um dia a pessoa mude e seja como você gostaria que ela fosse. Isso nunca acontece. O caminhar é individual. Até os sete anos se forma a personalidade de cada vida.
Não espere que a loteria bata à sua porta. Não existe sorte. Ela só acontece quando merecimento e oportunidade chegam juntos. Portanto, é fundamental saber viver com o que se têm.
Não espere que o ano novo seja melhor. Você é quem precisa melhorar a sua forma de ver a vida.
Não espere começar seu regime na segunda-feira. Você está fora do peso porque não sabe entender a vida ao seu redor. É óbvio que alguém ou algo lhe sufoca. É preciso mudar a forma de ver e encarar os problemas que se apresentam em sua vida.
Não espere por milagres. Eles só existem para as pessoas que LUTAM, se dedicam, trabalham e possuem postura ativa.
Não espere que seu amigo entenda. Ele vê você exatamente da forma como demonstrou ver. As pessoas se revelam e se mostram nas dificuldades.
Não espere que os amigos das festas venham lhe ajudar, eventualmente, no transporte dos móveis de sua mudança de casa. A expressiva maioria deles não gosta de você. Gosta e aprecia o que você lhes oferece como distração ou alimento.
Não espere ter muitos amigos. Poucos nos aceitam como efetivamente somos. Poucos têm a energia compatível.
Não espere que sua vida melhore se você ficar só reclamando, analisando os outros, falando deles e não agindo a seu favor.
Não espere que só o conhecimento o ajude em sua vida. O que lhe ajuda e impulsiona é a sabedoria do conhecimento aplicado.
Não espere que sua felicidade esteja nas mãos dos outros. Eles também buscam a deles. Felicidade é uma mera combinação de mente aberta com oportunidade escancarada. Ser feliz é uma determinação e não uma busca. Felicidade é essência e não matéria.
Não espere, portanto, que seu bolso lhe traga esta felicidade. A satisfação por um novo bem material em nossa vida proporciona poucas horas de prazer. O que não se pode tocar "esconde" a essência da vida feliz.
Não espere que a viagem sonhada mude a sua vida. É puro engano. Depois da viagem a realidade de nossos dias retorna. Mudar de vida é mudar valores e, por consequência, a forma de viver.
Não espere, portanto, que a mudança aconteça de fora para dentro. Seus valores é que precisam ser questionados, avaliados e eventualmente trocados.
Não espere que, finalmente, seguir os outros venha lhe dar a paz que você busca. Ela se encontra em seu equilíbrio emocional. Ele é a base do seu e do meu plantio.

Sei que nos veremos.
Beijo na alma"


Saul Brandalise Jr é autor do livro: O Despertar da Consciência, da editora Theus, onde mostra através das narrativas de suas experiências como extrair lições de vida e entusiasmo de cada obstáculo que se encontra ao longo de uma vida.
Fonte: http://www.stum.com.br/conteudo/c.asp?id=11547

Quando a gente se aceita, o mundo nos aceita! - (Maria Isabel Carapinha)


"Caminhando pela estrada da vida e observando... Ser como você é, expressar o que sente e sentir a vida reagir a tudo isso, é sim, uma das melhores sensações que podemos ter. Isso significa liberdade, significa eliminar os padrões e máscaras que carregamos para que os outros nos aceitem. A regra é uma só e intocável: quando você se aceita, o mundo o aceita.

Não é o seu destino, nem uma ordem cósmica injusta que determina que você deve sofrer e, sim, a forma como você se coloca perante as situações e pessoas. Por trás de tudo isto, estão o seu equilíbrio pessoal e o seu poder pessoal. Ter poder pessoal significa ser um ser único que reconhece seu valor e suas potencialidades e acima de tudo representa a certeza de alma que o amanhã será sempre melhor do que é o hoje.

No exato momento em que tomamos consciência que somos seres plenos e repletos de luz, percebemos que as situações que um dia fizeram parte de nossas vidas, ou ainda fazem, foram atraídas pelo padrão vibracional que estávamos naquele instante.

A responsabilidade pela escolha da dor ou do amor está em nós mesmos. Decrete para você que este não é o padrão de vida que deseja, procure o equilíbrio pessoal e modifique seu dia a dia.
As emoções são forças criadoras poderosas, são elas que nos movem rumo ao que desejamos, mesmo que de forma inconsciente.

No momento em que você se descobre e percebe o importante papel que tem neste mundo, você se encontra. Neste exato momento você passa, então, a não ser mais escolhido pelos fatos da vida e, sim, a escolher o que é melhor para si. Passa, então, a realizar o seu projeto de vida!

Sua vida não depende do que as outras pensam a seu respeito, ela depende unicamente de você. Você não precisa ser especial ou melhor que os outros, precisa ser um ser em união com o todo.

O equilíbrio de energias feito com a Mesa Radiônica com a eliminação de bloqueios que impedem que a sua vida ande irão lhe ajudar a identificar a origem de sua não aceitação pessoal.

Após o equilíbrio, feita a descoberta e afirmação de seu poder pessoal, você descobrirá o bem em todas as situações, quer as considere boas ou más, certas ou erradas. Perceberá que é muito mais tranquilo seguir o fluxo da vida, aceitará de coração a vida que tem hoje e, quando a aceitação acontece, a transmutação vem junto de acordo com os seus desejos internos mais verdadeiros. Isto significa também harmonia com o seu ritmo interior.

Nesse ponto de equilíbrio de vida, você passará a ter um contato direto com a mente Supra Consciente e todas as suas manifestações de vida serão motivadas e guiadas pelo princípio Divino que há dentro de você.

O relacionamento com os outros representa um dos maiores desafios, porque é só na relação com os outros que os problemas não resolvidos, que ainda estão no subconsciente individual, são tocados e ativados. Muitas pessoas por não se aceitarem e acreditarem que o problema está sempre com os outros, afastam-se da interação com os outros, e com isso conseguem manter sempre a ilusão de que os problemas são sempre causados pelo outros.

Quanto menor for o contato com os outros, mais o sentimento de frustração e solidão se desenvolve em você.
Cuide de seu equilíbrio pessoal e se aceite pelo ser maravilhoso que é e pela enorme diferença que pode fazer na vida das pessoas."


Maria Isabel Carapinha é radiestesista e trabalha também com Feng Shui.
Ministra cursos e faz atendimentos em residências e empresas.
Trabalha também com a mesa radiônica fazendo atendimentos em seu consultório ou à distância.
Fonte: http://www.stum.com.br/conteudo/c.asp?id=11545

Espaço para o novo - (Rubia A. Dantés)



"Acho que todos nós estamos nos deparando com as feridas mais profundas... aquelas que nos impedem de sequer entrar em contato com elas por medo de sofrer de novo.
Estamos passando por um tempo de purificação, de olhar nos recantos mais escondidos aquilo que está no mundo das sombras, por nos trazerem memórias de dor.
Parece que nesse tempo nada mais quer ficar escondido e tudo vai se revelando de uma forma ou de outra. É tempo de olhar lá no fundo, onde guardamos coisas das quais nem nos lembramos mais, mas que escondidas ficam ainda maiores do que realmente são...

O tão temido mundo das sombras pode não ser tão ruim assim... e quando entramos em contato e permitimos que as dores antigas cheguem à superfície, se não voltamos com elas para o lugar onde estavam escondidas, podemos nos surpreender como temos todos os recursos para curá-las e deixá-las ir de vez.
As dores que estão aí guardadas são memórias de dores já passadas... e, quanto mais tentamos evitar esse contato, maiores elas nos parecem... se as temos na memória é porque já vivemos e, portanto, pertencem ao passado... mas guardadas aí elas criam nosso presente dia após dia.... porque, na sombra, elas têm o potencial de se manifestar de novo e de novo... e a cada repetição mais limitam nossa realidade.
Se as liberamos elas param de se manifestar na nossa realidade.

Claro que quando elas vêm à tona, acessamos um pouco do estado de consciência em que elas foram criadas... e nosso primeiro impulso pode ser de guardar de novo o que nos causa dor... assim, como quando tiramos de uma gaveta uma foto que nos lembra situações de sofrimento, logo queremos guardá-la em um local onde não vamos encontrá-la nunca mais, escondemos o mais que podemos as coisas que nos remetem à dor...

Mas nesse tempo, penso que elas não têm mais como ficarem escondidas e pedem por resolução... por liberação de tudo que nos impede de Ser livres e plenos.

Entendo que tudo que foi criado no grande ciclo que estamos finalizando, deve ser liberado para que o novo chegue.
E a melhor forma de lidar com o que está no mundo das sombras... é olhar para o que vier, sabendo que são coisas já vividas, sem julgamento... Não classificar como bom ou ruim nos mantêm em um estado de observação distanciada que faz com que tudo encontre naturalmente o seu lugar. Eu acredito que o Universo tem uma energia de resolução que poderia funcionar em todas as situações, se nossas crenças não atrapalhassem.

Estamos alimentando e criando as mesmas situações, quando temos apego ou aversão a elas... apego e aversão têm o poder de manter o nosso foco em coisas que "queremos" ou "não queremos", de uma forma ou de outra estamos criando a mesma realidade momento a momento.... e como apego e aversão são do ego, em ambos os casos estamos criando coisas que podem não ser o que vai nos trazer felicidade.

Se você quer, a todo custo, ter ou evitar algo, está impedindo o presente de se manifestar com toda sua força, porque apego e aversão vêm de memórias de experiências passadas.

Olhar para o que se manifesta na nossa realidade, no presente, com distanciamento, sem julgar, sem tentar prender ou excluir, é um caminho que pode liberar o que guardamos no mundo das sombras, com mais suavidade... e a partir daí podemos nos abrir para receber o novo... que só está esperando que deixemos espaço para ele..."


Rubia A. Dantés é Designer, cria mandalas e ilustrações em conexão.
Trabalhos individuais e em grupo com o Sagrado Feminino, o Dom e o Perdão.
Fonte: http://www.stum.com.br/conteudo/c.asp?id=11546

" Cada vida é desperdiçada quase de modo repetitivo ..." - (Osho)


"Você tem vivido em muitas vidas. A peregrinação é longa, e você tem ido quase em círculos. Assim, sua consciência não cresceu - você está cometendo os mesmos erros uma e outra vez.

Cada vida é desperdiçada quase de modo repetitivo.

As pessoas dizem que a história se repete. A história não tem negócios para se repetir, mas se repete porque somos inconscientes, por isso continuamos a cometer os mesmos erros uma e outra vez. Nossa consciência permanece a mesma. É por isso que vivemos cada vida no mesmo plano miserável, nunca crescemos.

... Você deve começar a trabalhar profundamente em seu ser, procurando por ele - porque depois de ter conhecido o seu ser, então, você não irá novamente nascer em um corpo. Então, você não irá para outra prisão. Então, você será libertado de todas as prisões. E esta última liberdade é a única lição que vale a pena aprender através de todas essas vidas.

... A única coisa que vale a pena lembrar é não perder a oportunidade que você tem de desenvolver sua consciência ao ponto onde você tenha a mesma visão, a mesma clareza, a mesma intuição, o mesmo entendimento que um Buda Gautama.
A menos que você se torne muito desperto, sua vida vai repetir uma e outra vez os mesmos erros. Um homem inconsciente não pode esperar mudar o curso da sua vida. É apenas a consciência crescendo, que vai mudar seu estilo de vida.

E uma vez que você esteja totalmente desperto, iluminado, você não precisa voltar em outro útero. O ser iluminado desaparece no ventre do próprio universo. Não que você não exista mais, mas na verdade você será pela primeira vez - tão vasto e tão infinito como o universo é, sem limites ... e expandindo-se continuamente.

Toda a sua infelicidade é porque você é tão grande e você foi forçado a um pequeno corpo, em uma mente pequena, em um coração pequeno. Seu amor quer se expandir, mas seu coração é muito pequeno.
Sua clareza quer se tornar tão clara como um céu sem nuvens, mas sua cabeça é muito pequena e muito lotada. Seu ser quer ter asas e voar através do sol como uma águia, mas é encarcerado- três paredes em torno dele. É quase impossível para ele sair dessa prisão.

... Você não é uma criatura miserável. Você está carregando um Deus dentro de você e você tem que descobrir este Deus. Este é o único milagre em que acredito, a única mágica. Todo o resto é não-essencial."


Fonte: OSHO - OM MANI PADME HUM

domingo, 27 de novembro de 2011

Excesso de ansiedade pode estragar o que mal começou - (Rosana Braga)


"Quando um relacionamento está começando ou para começar, a maioria das pessoas costuma se encher de ansiedade, expectativas e até ilusões sobre o que pode acontecer. Sim, eu disse "pode". Assim como também pode ser que não aconteça. Ou seja, enquanto não tivermos "bola de cristal", não temos como prever o futuro. Não temos certezas nem garantias.

Sendo assim, relacionar-se é um exercício, uma possibilidade, um risco, uma tentativa. E é justamente por saber disso que muitas pessoas se deixam afogar pelo medo de que as coisas não aconteçam como elas gostariam.

Inconscientemente, para aplacar esses sentimentos tão incômodos, tentam driblá-los criando expectativas e ilusões. Mas nem se dão conta de que o excesso de pensamentos e a tentativa de controlar seus desejos só servem para gerar mais e mais ansiedade.

Daí, resta aquela sensação de urgência, aquele "buraco no estômago". O coração acelera, o humor fica instável e todo o corpo parece se mobilizar na tentativa de acelerar o mundo, as pessoas, a relação, os resultados desejados!

Cuidado! É exatamente por causa desta mania de idealizar o outro e o amor, de querer garantir que tudo se desenrole com perfeição, que a maioria das pessoas termina estragando o que mal começou.

Claro! Esta urgência que é alimentada internamente e, na maioria das vezes, inconscientemente, transforma-se em insegurança e, por conseguinte, em cobrança, em pressão, em necessidades exageradas. Enfim, transforma-se em tensão, peso, chatice...

O que deveria ser um tempo de prazer, leveza, diversão, muita conversa... tempo de se conhecerem melhor e rirem juntos de si mesmos e da vida, passa a provocar em ambos a impressão de que estão vivendo numa contagem regressiva para a explosão de uma bomba-relógio.

Assim não dá! Não há quem agüente por muito tempo... E o final dessa história é aquela triste sensação de que "tinham tudo para dar certo, mas... não se sabe por que, deu errado!". Será que não é hora de parar e refletir sobre o quanto você está confiando em si mesmo, na vida e no fluxo do universo?

Será que você não está criando qualidades e vendo coisas que nem existem? Será que o outro é real ou é invenção da sua cabeça? Sim, porque tem gente que, de tão ansiosa, termina enxergando príncipes e princesas onde só existem pessoas. Pessoas normais, imperfeitas, com seus medos e desejos... e que têm limites e que se assustam com tantas idealizações e expectativas, e que só querem, no final das contas, uma chance para ser feliz...

Sim, eu sei. Na teoria, é exatamente isso que você quer também! Mas é preciso agir, na prática, com essa mesma lógica. Se você quer uma chance, se dê uma chance! Se você quer ser feliz, aja como quem é feliz. Se você quer que essa relação dê certo, pare de tentar acelerar os acontecimentos e deixe rolar!

Isso! Deixe rolar... deixe acontecer... vá se colocando aos poucos, falando sobre você, o que sente e quer... Mas pare de transformar essa possibilidade numa espécie de ameaça. Senão, em vez de ser feliz, você e a pessoa amada conseguirão apenas viver à beira de um ataque de nervos! E amor não tem nada a ver com isso..."


Rosana Braga é Palestrante, Jornalista, Consultora em Relacionamentos e Autora dos livros "O PODER DA GENTILEZA" e "FAÇA O AMOR VALER A PENA", entre outros.
Fonte: http://www.stum.com.br/conteudo/c.asp?id=11542

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

A Vibração das Palavras - (Brad Hunter)


"O Universo vibra, a Fonte cria numa explosão de vibração.
As palavras convertem as vibrações da natureza em som. Durante a nossa evolução, nós aprendemos quais sons são perigosos, quais sons são calmantes e seguros, quais sons são prazerosos e assim por diante. Nós, vagarosamente, aprendemos sobre as várias vibrações das leis da natureza. Nós aprendemos isso pelo instinto e pela experiência. Nós acumulamos estas informações pelos tempos. Começamos por sons simples como "a" ou "u" ou "e", que foi se envolvendo em sons mais complexos como "Amor". E estas palavras positivas criaram estruturas cristalinas "naturais" – que são todas baseadas no hexágono.

Os antigos, sabedores que eram do imenso poder contido na Palavra e, à fim de, por um lado, levar aos profanos a Sabedoria Divina e, por outro, velar as palavras para que não pudessem ser utilizadas de maneira leviana, criaram os símbolos.
É fundamental termos claro que a vibração tornada palavra torna o Mundo que conhecemos tal qual ele é. O entendimento da vibração é extremamente necessário para entendermos a manifestação de tudo que somos.
Quando verbalizamos qualquer palavra ela tem uma energia e essa energia pode transformar-se em uma energia poderosa, mediana ou fraca.
O pensamento (vibração potencial) necessita ser Verbalizado (vibração dinâmica) caso contrário não existe a Manifestação.
A verbalização, para que possa ser entendida, necessita de quem A Escute. A Primeira atitude do Criado portanto, é Escutar.


PALAVRA E VIBRAÇÂO
A palavra, junto com o poder da vibração, é capaz de criar, curar e também destruir.

A teoria indica que, quando focalizamos nossa mente em algo, e a isto somamos o sentimento e a emoção, para finalmente expressá-lo, estamos exteriorizando e materializando um poder que estará afetando os reinados da matéria.


O QUE DIZES A TEU SEMELHANTE, DIZES A TI MESMO
Se cada um de nós estivesse consciente de que a energia liberada em cada palavra afeta não só a quem a dirigimos, mas também a nós mesmos e ao mundo que nos rodeia, começaríamos a cuidar mais o que dizemos.

Os antigos essênios sabiam da existência de um enorme poder contido na oração, no verbo e na palavra. Os antigos alfabetos, como o sânscrito, o aramaico e a linguagem hebraica são fontes de poder em si mesmas. Os essênios utilizaram a energia que canaliza a linguagem - que era a manifestação final do pensamento, da emoção e do sentimento - para manifestar na realidade a qualidade de vida que desejavam experimentar neste mundo. Nas culturas do antigo Oriente eram utilizados os mantras, as rezas, os cânticos e as orações com intenção predeterminada, como técnicas para materializar estados internos e programar, de uma forma ignorada por nós na atualidade, realidades pensadas, desejadas e afirmadas previamente.

Os estudos realizados por físicos quânticos começam a redescobrir e validar o enorme conhecimento esquecido de antigas culturas ancestrais. Um conhecimento que se encontra ainda escondido e esquecido e que nos traria o poder de mudar nosso mundo.


AS PALAVRAS PODEM PROGRAMAR O ADN
A mais recente investigação científica russa indica que o DNA pode ser influenciado e reprogramado por palavras e freqüências, sem seccionar e nem substituir genes individuais. Só 10% de nosso DNA é utilizado para construir proteínas, e este pequeno percentual do total que compõe o DNA é o que estudam os investigadores ocidentais. Os outros 90% é considerado “DNA sucata”. Entretanto, os investigadores russos, convencidos de que a natureza não é tola, reuniram lingüistas e geneticistas - em um estudo sem precedentes -, para explorar esses 90% de “DNA sucata”.

Os resultados levaram a conclusões impensadas: segundo os estudos, nosso DNA não só é o responsável pela construção de nosso corpo, mas também serve como armazém de informação e para a comunicação a toda escala da biologia. Os lingüistas russos descobriram que o código genético, especialmente no aparentemente inútil 90%, segue as mesmas regras de todas as nossas linguagens humanas. Compararam as regras de sintaxe (a forma em que se colocam juntas as palavras para formar frases e orações), a semântica (o estudo do significado da linguagem) e as regras gramaticais básicas e assim descobriram que os alcalinos de nosso DNA seguem uma gramática regular e têm regras fixas, tal como nossos idiomas.

Portanto, as linguagens humanas não apareceram coincidentemente, mas são um reflexo de nosso DNA inerente. O biofísico e biólogo molecular russo Pjotr Garjajev e seus colegas também exploraram o comportamento vibratório do DNA. “Os cromossomas vivos funcionam como computadores solitônicos/holográficos usando a radiação laser do DNA endógeno”. Isso significa que alguém pode, simplesmente, usar palavras e orações da linguagem humana para influir sobre o DNA ou reprogramá-lo.

Os mestres espirituais e religiosos da antiguidade souberam, há milhares de anos, que nosso corpo pode ser programado por meio da linguagem, das palavras e do pensamento. Agora isso foi provado e explicado cientificamente. A surpresa maior foi descobrir a maneira como os 90% do “DNA Sucata” armazena a informação. “Imaginemos uma biblioteca que, em lugar de arquivar milhares de livros, só guarda o alfabeto comum a todos os livros. Então, quando alguém solicita a informação de um determinado livro, o alfabeto reúne todo o conteúdo em suas páginas e coloca a nossa disposição”, esclareceu Garjajev. Isto nos abre as portas a um mistério ainda maior: que a verdadeira “biblioteca” estaria fora de nossos corpos em algum lugar desconhecido do cosmos e que o DNA estaria em comunicação permanente com este reservatório universal de conhecimento.


A EVIDÊNCIA INESPERADA
O investigador Dan Winter, que desenvolveu um programa de computação para estudar as ondas sinusoidais que emite o coração sob respostas emocionais, em uma fase da investigação com seus colegas, Fred Wolf y Carlos Suárez, analisou as vibrações da linguagem hebraica com um espectrograma. O que descobriram foi que os pictogramas que representam os símbolos do alfabeto hebraico se correspondiam exatamente com a figura que forma a longitude de onda do som de cada palavra.

Isso significa que a forma de cada letra era a exata figura que formava a referida longitude de onda a ser vocalizada. Também comprovaram que os símbolos que formam o alfabeto são representações geométricas. No caso do alfabeto hebraico, os 22 gráficos utilizados como letras são 22 nomes próprios originalmente usados para designar diferentes estados ou estruturas de uma única energia cósmica sagrada, que é a essência e semelhança de tudo o que é. O livro do Gênesis está escrito nesta linguagem.

As letras dos antigos alfabetos são formas estruturadas de energia vibracional que projetam forças próprias da estrutura geométrica da criação. Desta maneira, com a linguagem se pode tanto criar como destruir. O ser humano potencializa o poder contido nos alfabetos ao somar-lhe o poder de sua própria intenção. Isso nos converte em responsáveis diretos dos processos criativos ou destrutivos na vida. E somente com a palavra!


O PODER CURATIVO DA PALAVRA
Existe uma capacidade demonstrada de quanto a palavra pode afetar a programação do DNA. A saúde poderia conservar-se indefinidamente se nos orientamos em pensamentos, sentimentos, emoções e palavras criativas e, sobretudo, bem intencionadas.

Os estudos do Instituto Heart Math nos abrem um novo panorama para a cura, não só dos humanos enfermos, mas também para a cura planetária. O instituto crê na existência do que eles chamam “hiper-comunicação”, uma espécie de rede de Internet sob a qual todos os organismos vivos estariam conectados e comunicados permitindo a existência da chamada “consciência coletiva”.

O Hearth Math declara que se todos os seres humanos fossem conscientes da existência desta matriz de comunicação entre os seres vivos, e trabalhassem na unificação de pensamentos com objetivos mancomunados, seríamos capazes de logros impensados, como a reversão repentina de processos climáticos adversos.

O poder das rezas, orações e pedidos, tal como nos legaram os antigos essênios - potencializado por milhares de pessoas -, nos outorgaria um poder que superaria ao de qualquer potência militar que quisesse nos impor sua vontade pela força.

Este poder foi demonstrado em espécies animais como os golfinhos, que trabalham unificados em objetivos comuns. Os golfinhos utilizam padrões geométricos de hiper-comunicação, ultra-som e ressonâncias que lhes servem para interagir com as redes energéticas do planeta. Estes animais possuem a capacidade de produzir estruturas sônicas geométricas e harmônicas sob a água. Poderíamos afirmar que os golfinhos ajudam mais a manter o equilíbrio planetário do que os humanos.

Se O CRIADOR nos outorgou o poder, significa que quer que nós, uma vez alcançado um nível de consciência determinado, ajudemos com respeito à vida, sendo co-criadores de sua obra."


Publicado na Revista ‘EL PLANETA URBANO’
El poder de la palabra
http://www.epu21.com/planetax/planetax113.htm
http://construindoumanovaconsciencia.blogspot.com/
Extraído de: http://sollk.multiply.com/journal/item/651

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Sua alma acorda quando seu corpo dorme! - (Bruno J. Gimenes)


"Quando dormimos, nossa alma acorda. Não somos o nosso corpo, em essência, somos a consciência que habita nosso corpo. Quando adormecemos o corpo, diminuímos o metabolismo físico, relaxamos a mente e com isso permitimos que nossa consciência -que está sediada na alma- se desligue temporariamente e viaje pelos mais diferentes locais nas dimensões extrafísicas.

DIFERENTES ASSÉDIOS
Podemos viajar na presença de nossos amigos espirituais e seres de Luz, se estivermos sintonizados em vibrações positivas. Nessa condição, normalmente quando acordamos nos sentimos bem, realizados e felizes com a vida.

Podemos também ser assediados por espíritos sombrios, por bagunceiros do plano espiritual, por desafetos de outras vidas e até por outros seres encarnados que estejam também em projeção astral. Isso tudo depende da condição na qual vamos dormir. E, no caso desses tipos de assédios -infelizmente muito comum - costumamos acordar com diversas sensações ruins, como dores de cabeça, mal-estar, desânimo pela vida, entre outros.

Podemos ficar presos aos nossos corpos por conta da aceleração do metabolismo provocada por erros na alimentação e, dessa forma, nem sairmos em projeção. Isso também acontece quando estamos hiperativos mentalmente.

Nestes casos, o que ocorre é que o corpo físico relaxa parcialmente e com isso a nossa consciência não se liberta por completo. Normalmente, nessas situações, após o período do sono, a pessoa relata que não conseguiu descansar direito e mesmo depois de ter dormido por várias horas, não encontra uma sensação de plenitude física e mental.


A PROJEÇÃO ASTRAL
É a faculdade que a alma tem de se projetar para fora do corpo físico durante o sono, mantendo-se ligada ao corpo denso por meio do cordão de prata.
Basicamente existem dois tipos de projeção: a consciente, em que o projetor tem discernimento sobre seus atos e pensamentos, e a não consciente, em que não há lembrança da saída do corpo. Portanto, todos estamos habilitados a realizar esta prática. Acontece comigo, acontece consigo, acontece com todo mundo, pois essa é uma natureza da alma humana. Todavia, muitas pessoas costumam achar que isso é loucura; que não é possível.


E QUANTO AOS SONHOS?
Quando dormimos, nossa consciência experimenta basicamente três principais padrões. São eles:

1 - Sonhos construídos com base nos elementos vivenciados durante o dia. Nesse caso, a pessoa costuma sonhar com situações misturadas, que reúnem elementos confusos, como entrar por uma porta, depois se ver em uma cadeira, depois observar um cachorro, conversar com o chefe, brigar com o vizinho, depois entrar num circo em que o palhaço vai embora, e mais tarde tomar um copo de suco, dentro de um elevador, que tem asas e voa até uma cozinha, que tem o Tiririca como cozinheiro, e assim por diante. Resumo, nada se liga a nada.
Este tipo de sonho manifesta o padrão mental desorganizado, agitado, tenso, cansado. É a reunião de burburinhos mentais que só revelam que a pessoa está precisando desacelerar a mente.

2 - Recordações de vidas passadas... Quando os sonhos têm mensagens sempre muito parecidas e afetam o emocional da pessoa com grande intensidade, eles dão indícios de ter relação com situações de vidas passadas que afloram durante o sono como uma recordação perturbadora. Aqueles sonhos que carregam sempre os mesmos elementos, como uma guerra, uma perseguição, um abandono ou uma situação específica, que a pessoa já sonhou repetidas vezes, manifestam provavelmente recordações de vidas passadas.

3 - Encontros espirituais nas projeções astrais. Quando estamos libertos do corpo físico, apenas ligados pelo cordão de prata, podemos, como já citado, ter diversas vivências em várias situações e contatos com outras consciências extrafísicas, de amor (ou não), de luz (ou não). Também podemos encontrar parentes e amigos desencarnados. Nesses casos, muitas vezes a pessoa ao acordar não se lembra de nada, mas nas situações em que a memória "funciona bem", qualquer um pode perceber a nitidez e a riqueza de detalhes na qual a experiência aconteceu.


O MAIOR APRENDIZADO
Para ter uma projeção astral proveitosa e harmoniosa é necessário adquirir o hábito de nos prepararmos consciencialmente para o sono, equalizando nossos pensamentos em elevadas vibrações, purificando nosso espírito, acalmando a nossa mente e procurando manifestar uma intenção positiva.
É importante a realização da prece, magnetizada pela vontade de servir aos planos de Luz naquilo que os seres de amor entendam ser a tarefa adequada para nós.
Também podemos e devemos pedir treinamentos e instruções nas escolas do plano espiritual, com o objetivo de seguirmos evoluindo na experiência física.
Prepare-se para o sono, cuide da sua energia antes de embarcar na viagem da alma e jamais, de maneira alguma, adormeça nutrindo sentimentos de raiva, revolta, vingança e mágoa, porque eles podem ser o elo de ligação entre a sua alma e os planos mais densos com seus representantes...



Bruno J. Gimenes - professor e palestrante, ministra cursos e palestras pelo Brasil. Sua especialidade é o desenvolvimento da consciência com bases na espiritualidade e na missão de cada um. Autor de 7 livros.
Criador da Fitoenergética e co-fundador do Luz da Serra: www.luzdaserra.com.br
Fonte: http://somostodosum.ig.com.br/clube/c.asp?id=28294

Operações Cármicas - (Wagner Borges)



"Quando o anjo do carma aparece, muita coisa muda na vida das pessoas.
De seu movimento, surgem as ondulações dos acontecimentos, a repulsão ou atração das energias, o ciclo das leis de causa e efeito.
Oportunidades e desventuras se alternam sob seu trabalho.
Que as pessoas de má intenção se acautelem, pois o anjo do carma está operando e administrando os pensamentos e atos de cada ser humano.
Quem viola as leis do equilíbrio vital, tem que arcar com as consequências inevitáveis de seus atos.
Não se trata de cobrança divina ou de punição cósmica.
É apenas o princípio natural de Causa e Efeito.
Se o equilíbrio vital é quebrado por alguém, o anjo do carma entra em ação, operando as devidas disposições cármicas e atrelando-as ao campo espiritual do causador da ação. Não há como enganar o Universo.
O anjo do carma sabe que a pessoa é imortal e, por isso, ele não se apressa.
Sua ação pode ser agora, após a morte, ou na próxima existência...

* * *

É inexorável: as repercussões dos atos retornam ao centro que originou suas causas.
É vital: fazer o Bem sem olhar a quem e estar ligado à produção de energias sadias no contexto das vidas.
É importante: expandir a consciência e o amor por todos os planos...
É correto dizer: "se a semeadura é livre, a colheita é obrigatória!"

* * *

Os sábios espirituais orientam:
- Abstenha-se de gerar causas que levem a efeitos deletérios.
- Siga o fluxo da vida e torne-se amigo das forças sutis que movimentam as ondas de luz na existência de todos.
- Ordene os pensamentos, equilibre as emoções e seja flexível na manifestação diária.
- Prime por uma conduta ética, não por causa da opinião de alguém, mas porque isso faz bem e atrai as vibrações de seres de luz.

* * *

Medite no seguinte:
1. Você age;
2. O efeito correspondente aparece;
3. O tempo passa;
4. O anjo do carma aparece e opera as devidas equações de reajuste e equilíbrio;
5. Sob sua ação inexorável, ocorre uma série de eventos em sua vida;
6. Você se pergunta, confuso: por que isso?
7. O anjo responde invisivelmente: "a cada um segundo suas obras";
8. Você se vê envolvido em uma teia de acontecimentos e de relações inevitáveis;
9. Você sofre;
10. Então, surgem duas opções:
- Você abre a mente e melhora sua manifestação na vida;
- Você se revolta e gera novas repercussões negativas à frente;
11. Pense em tudo o que você está lendo aqui e veja para onde sua vida o está levando;
12. Combata o egoísmo;
13. Renove a consciência;
14. FAÇA O BEM! (sem esperar recompensas);
15. O anjo do carma está sempre presente. Não duvide disto!
16. Diga não ao terror!
17. Diga SIM ao AMOR!
18. Termine as batalhas emocionais no campo de seus sentimentos;
19. Esqueça as ofensas e sinta-se livre!
20. PAZ E LUZ!

- Os Iniciados -

(Recebido espiritualmente por Wagner Borges - Texto extraído do livro "Viagem Espiritual - Vol. 3" - Editora Universalista - 1998.)
** Os Iniciados - grupo extrafísico de espíritos orientais que opera nos planos invisíveis do Ocidente, passando as informações espirituais oriundas da sabedoria antiga, adaptadas aos tempos modernos e direcionadas aos estudantes espirituais do presente.
Composto por amparadores hindus, chineses, egípcios, tibetanos, japoneses e alguns gregos, eles têm o compromisso de ventilar os antigos valores espirituais do Oriente nos modernos caminhos do Ocidente, fazendo disso uma síntese universalista. Estão ligados aos espíritos da Fraternidade da Cruz e do Triângulo. Segundo eles, são "iniciados" em fazer o bem, sem olhar a quem.



Wagner Borges é pesquisador, conferencista e instrutor de cursos de Projeciologia e autor dos livros Viagem Espiritual 1, 2 e 3 entre outros.
Fonte: http://www.stum.com.br/conteudo/c.asp?id=11521

A Expansão da Luz - (Maria Cristina Tanajura)




"Muitas formas de energia já foram estudadas pela ciência ao longo do tempo e estão sendo manipuladas, de forma positiva, ou não. Parece-me que mais uma fronteira precisa ser desvendada e que só agora, quando muitos já atingiram um desenvolvimento moral compatível com este poder enorme de que vamos falar, é que a energia da nossa mente vai sendo mais estudada e divulgada. Estamos pensando sempre, mesmo que não prestemos atenção a tudo que nos chega e a tudo que geramos em nossas mentes - e o poder desta energia toda pela qual somos responsáveis é enorme! Como focos desta vibração, tudo que emitimos cria, ou destrói. A outros e a nós mesmos.

O que já foi criado e existe fisicamente, antes foi pensado por alguém ou por várias pessoas. A mente tem uma força extraordinária de pacificar, violentar, serenar, equilibrar ou desequilibrar os ambientes. O que se materializa em torno de nós é fruto desta energia que não pode ser vista, nem pesada, mas que pode ser sentida por aqueles que já aguçaram os seus sentidos e acreditam que são muito mais do que o corpo que usam para se expressar neste plano de vida.
Os ambientes refletem sempre a energia que os criou. Assim, quando a bagunça impera, ela não está ali por mero acaso, mas como reflexo de uma realidade poderosa, oculta, que dessa forma está se exteriorizando.
A violência, as crises que sacodem o nosso planeta são indícios fortes e claros de que existem muitas pessoas em desequilíbrio, encarnadas neste momento e que precisam da ajuda daqueles que já compreendem a raiz dos problemas e que podem neutralizá-los, vibrando o Amor, o perdão, unindo-se ao Eu divino que todos possuem em si mesmos.

Sem qualquer dúvida, precisamos amar sempre mais! Amando, estaremos protegidos da desarmonia reinante e seremos propagadores de uma energia de paz que é mais poderosa do que podemos imaginar, pois foi Ela que nos criou - dela viemos e para ela estamos indo...
Qual nossa missão, neste momento?
Amar. Pensar o Bem e evitar o mal que pode ser expresso em palavras e atitudes. Com a consciência que já conquistamos, somos centelhas da Luz Maior; assim, precisamos nos ver e acima de tudo, é necessário que usemos bem o nosso tempo, procurando viver de forma coerente com o que já sabemos ser verdade.
Não há mais o que esperar, pois o tempo já nos mostra que está correndo... Mas o pensamento é mais rápido do que tudo nesta vida e usando nossa mente podemos ajudar a iluminar os locais mais tensos, podemos visualizar um horizonte harmonioso e evitar o reforço ao desequilíbrio que certamente está insistentemente querendo ser visto - através de todos os meios de comunicação. Não dá para negar a realidade sombria, mas há como trabalhar para diminuir a sombra e levar mais Luz às consciências.

Estamos sendo convocados para trabalharmos neste movimento, num instante muito importante para a humanidade! Jesus é o nosso Mestre, já nos traçou o caminho e com seu exemplo nos mostrou quais são as nossas ferramentas de trabalho: a mansuetude, a firmeza, a união com o divino, a fé e a esperança, o amor e o perdão.
Não sabemos por quanto tempo ainda esta escuridão irá pairar sobre nosso planeta, mas será atenuada se cada um de nós se negar a manter pensamentos negativos na mente. Se deixarmos brilhar, através do sorriso de nossos lábios e olhos, a luz que já existe em nosso interior. Se pararmos de falar do que é triste, doloroso e começarmos a levar sempre uma palavra de ânimo a quem chegar a nossos caminhos.

Viver no Amor é se proteger. É estar no paraíso - mesmo em meio a tantos desacertos. Estamos na era do emprego consciente da energia mental e precisamos usá-la a serviço do Bem, pois só assim nos sentiremos felizes.
Uma doce e silenciosa expansão da Luz está acontecendo e é necessário que cada um se posicione claramente, vivendo de acordo com o Amor que é, e exteriorizando o que tem de mais verdadeiro. Assim, mais cedo muito sofrimento será evitado."


Fonte: http://www.stum.com.br/clube/c.asp?id=28556

terça-feira, 22 de novembro de 2011

O Invisível, visível - (Saul Brandalise Jr)



"Faz algumas semanas, estivemos "recolhidos" às nossas causas interiores. Foi importante este tempo, em que precisávamos olhar com maior profundidade para as nossas verdades.
O momento era propício para isso.
Cada essência às vezes precisa destas fases que somente ela consegue entender. E, na maioria das vezes, aprende com isso.
Nosso aprendizado tem, sempre, dois caminhos:
Entendermos o que aconteceu em nossa volta... ou nada fazermos, além de nos tornarmos vítimas dos acontecimentos.
É mais fácil a segunda opção.
É tranquilo e até em nada cansativo ser vítima.
Na maioria das vezes, o aprendizado, se for efetivo, cobra uma nova atitude em cima do que se assimilou.
Isso, sim, se chama evolução.
Não adianta saber. Só saber. É imperioso colocar em prática o que achamos importante para nossa vida futura. Portanto, ao lermos um livro, se dele tivermos gostado, precisamos colocar em prática o aprendizado, senão, será somente CULTURA INÚTIL.
Falha repetida se torna erro. Falhar faz parte do caminho de qualquer ser humano. É uma etapa a ser vencida e superada.
A falha pode ser o começo do acerto.

Quando olhamos para fora o fazemos com os valores que possuímos e não com aqueles que os outros possuem. É fácil identificar pelo olhar, pelo toque, pelo que se ouve, até pelo que se sente pelo paladar ou cheiro. O complicado, e para isso precisamos prestar muito mais atenção, é identificar pelo que sentimos.
O sentimento é individual e por isso a evolução também o é. Na fase atual, a soma do sentimento, mais a intuição, fará toda a diferença.
É o Invisível, visível.
Não é por obra do acaso que cada um vê o que está pronto para entender em uma paisagem, em um cenário, em uma vida, em uma tragédia.
É evidente que os mais evoluídos também aprendem com qualquer tragédia. É preciso conhecimento interior para se poder avaliar cada momento. Bom ou ruim, não importa.
O Japão praticamente já consertou o país depois do Tsunami. Nós ainda estamos amargando os problemas das enchentes no Rio de Janeiro... a postura de cada um frente ao mal faz toda a diferença.

Sempre é uma questão de agir e não de esperar que façam. Cada um tem que fazer a sua parte e não esperar por convocação.
Assim, entenderemos só o que nossa mente, até o ponto em que evoluiu, consegue ver e assimilar.
É a grande diferença e a singularidade que cada um tem em entender o seu "invisível".
Cada vez mais me convenço que o autoconhecimento é profundamente complicado. É muito mais fácil seguir do que criar o próprio caminho.
Seguir é só navegar por aquilo que se vê, cheira, toca ou compra. É confortável. Não é preciso lutar... É só ir na onda.
Daqui para frente, após o 11.11.11, os valores de cada ser humano ficarão cada vez mais transparentes e será fácil interpretá-los. O Portal foi aberto efetivamente e com ele a "invisibilidade humana" se tornará mais clara e até cristalina.
A frequência de energia ficará mais forte daqui para frente. Os coitados... ainda mais coitados. Os egocêntricos mais arrogantes. Os lúcidos, mais sábios.
Os que se interiorizarem terão mais capacidade para verem o que os demais sequer sonham existir.
Os que lutam serão cada vez mais guerreiros.
Os que se acomodam e acham que dinheiro compra felicidade, tenderão ao ócio, à depressão.
Cabe a cada um de nós escolher seu caminho e nele crescer, evoluir e amadurecer.
O terreno está à nossa frente. Limpo, arado e pronto para o que quisermos semear.
Depende de nossas atitudes e de mais ninguém. Não poderemos, contudo, reclamar se a colheita for ruim. A qualidade da "semente" depende de nós e de mais ninguém.
Somos os responsáveis pelas nossas colheitas.
O Invisível se tornará visível. Precisamos saber aproveitar.

Sei que nos veremos.
Beijo na alma


Saul Brandalise Jr é autor do livro: O Despertar da Consciência, da editora Theus, onde mostra através das narrativas de suas experiências como extrair lições de vida e entusiasmo de cada obstáculo que se encontra ao longo de uma vida.
Fonte: http://www.stum.com.br/conteudo/c.asp?id=11519

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

"Magia e Mistério" no Tibet - (Dalai Lama)



"Freqüentemente sou perguntado sobre os aspectos assim chamados "mágicos" do budismo tibetano. Muitas pessoas no Ocidente querem saber se os livros sobre o Tibet, escritos por pessoas como Lobsang Rampa e alguns outros, onde se fala em práticas ocultas, são verdadeiros. Também me perguntam se Shambhala (um país legendário referido em certas escrituras e supostamente oculto nas regiões desérticas do norte do Tibet) realmente existe. Há também a carta que eu recebi de um eminente cientista, no início dos anos 60, dizendo que ele havia ouvido que certos lamas são capazes de realizar certos fenômenos sobrenaturais, e perguntando se ele mesmo poderia realizar experimentos para determinar a veracidade disso.

Em reposta à primeira destas questões, usualmente digo que a maioria desses livros são frutos da imaginação e que Shambhala existe sim, mas não em um sentido convencional. Ao mesmo tempo, seria errado negar que algumas práticas tântricas dão origem a fenômenos misteriosos. Por essa razão, escrevendo ao cientista, por um lado disse que o que ele havia ouvido estava correto, mas, por outro lado, tinha que lastimar o fato de que tal pessoa, sobre a qual os experimentos poderiam ser realizados, ainda não havia nascido! De fato, na época, várias razões práticas tornavam impossível colaborar em pesquisas desse tipo.

Desde então, no entanto, vim a concordar com a realização de várias investigações científicas sobre a natureza de certas práticas específicas. O primeiro desses trabalhos foi realizado pelo Dr. Herbert Benson, que é atualmente o chefe do Departamento de Medicina Comportamental de Faculdade de Medicina de Universidade de Harvard, EUA. Quando nos encontramos durante a minha visita de 1979, ele me disse que estava trabalhando na análise do que ele chama de relaxation response, um fenômeno fisiológico encontrado quando uma pessoa entra em um estado meditativo. Ele acreditava que poderia ir adiante em seu estudo se pudesse fazer experimentos com praticantes muito avançados de meditação.

Como alguém que crê fortemente no valor da ciência moderna, decidi deixá-lo ir adiante com a idéia, não sem alguma hesitação. Eu sabia que muitos tibetano não gostavam muito dessa idéia, eles sentiam que o acesso a essas práticas deveria ser mantido restrito, uma vez que elas vêm de doutrinas secretas. Por outro lado, argumentei sobre a possibilidade de que os resultados de tal estudo poderiam beneficiar não apenas a ciência, mas também os praticantes de religião, e poderiam, portanto, ser de benefício geral para a humanidade.

No evento, Dr. Benson ficou satisfeito por ter encontrado algo extraordinário. (Suas pesquisas foram publicadas em muitos livros e jornais científicos, entre os quais Nature.) Ele veio à Índia acompanhado de dois assistentes e trazendo sofisticado equipamento científico, tendo conduzido os experimentos com alguns monges em mosteiros próximos de Dharamsala, e ao norte, no Ladakh e Sikkim.

Tais monges eram praticantes de Tum-mo Yoga, excelente para demostrar a eficiência de certas disciplinas tântricas particulares. Meditando com a atenção nos chakras (centros de energia) e nos nadis (canais de energia), o praticante é capaz de controlar e suspender temporariamente a operação dos níveis mais grosseiros da consciência, podendo experienciar níveis mais sutis de consciência. Os mais grosseiros pertencem à percepção ordinária — tato, visão, olfato, e assim por diante — enquanto que os mais sutis são os experienciados no momento da morte. Um dos objetos do Tantra é capacitar o praticante a "experienciar" a morte, pois é aí, então, que surgem as experiências espirituais mais poderosas.

Quando são suprimidos os níveis mais ordinários de consciência, podem ser observados fenômenos fisiológicos colaterais. Nos experimentos do Dr. Benson, esses efeitos incluíram a acentuada elevação da temperatura do corpo (medida internamente por uma termômetro retal e externamente por um termômetro na pele). Esses acréscimos levaram os monges a secarem lençóis mergulhados em água fria e enrolados em vota deles, mesmo em temperaturas externas abaixo de zero. O Dr. Benzon também testemunhou e mediu, de forma semelhante, monges sentados nus sobre a neve. (...)

Sejam quais forem os mecanismos aqui envolvidos, o que mais interessa é a clara visão de que existem coisas que a ciência moderna pode aprender da cultura tibetana. E mais, eu acredito que muitas outras áreas de nossa experiência poderiam ser investigadas proveitosamente. Por exemplo, eu gostaria de organizar algum dia uma experiência sobre os oráculos, que permanecem uma parte importante da vida tibetana.

Antes de falar disso em detalhe, gostaria de enfatizar que o propósito dos oráculos não é, como poderíamos supor, simplesmente antever o futuro. Isto é apenas parte do que eles fazem. Além disso, eles podem ser chamados como protetores ou, em alguns casos, como agentes de cura. Sua principal função, no entanto, é auxiliar os pessoas em sua prática do Darma. Outro ponto a lembrar é que a palavra "oráculo", ela própria, conduz a enganos, uma vez que traz implícito que existem pessoas que possuem poderes de ser um oráculo. Isto é errado. Na tradição tibetana existem apenas certos homens e mulheres que atuam como médium entre os mundos natural e espiritual e que são chamados de kuten, o que significa, literalmente, "base física". Também é importante enfatizar que, embora seja de uso corrente falar do oráculo como uma pessoa, isso é feito apenas por conveniência. De modo mais acurado, eles podem ser descritos como "espíritos" que estão associados a coisas particulares (por exemplo, uma estátua), pessoas e lugares. Isso não deve, no entanto, implicar na crença da existência de entidade externas independentes.
Em tempos antigos havia muitas centenas de oráculos por todo o Tibet. Poucos se mantiveram, mas os mais importantes — os usados pelo governo tibetano — ainda existem. Desses, o principal é conhecido como oráculo de Nechung. Através dele se manifesta Dorje Drakden, uma das divindades protetoras do Dalai Lama.

Nechung veio originalmente para o Tibet com um descendente do sábio indiano Dharmapala, estabelecendo-se em um lugar da Ásia Central chamado Bata Hor. Durante o reinado do rei Trisong Dretsen, no oitavo século a.C., ele foi designado pelo mestre tântrico indiano Padmasambhava, supremo guardião espiritual do Tibet, como protetor do mosteiro de Samye. Subseqüentemente, o segundo Dalai Lama desenvolveu uma relação muito próxima com Nechung, que nessa época havia estabelecida uma relação muito próxima com o monastério de Drepung, e após, Dorje Drakden designado com protetor pessoal dos Dalai Lamas que se sucederam.

Por centenas de anos até os dias presentes, tornou-se tradicional, para o Dalai Lama e para o governo tibetano, consultar Nechung durante os festivais de ano novo. Mas além dessas oportunidades, ele poderia ser chamado outras vezes para responder perguntas específicas. Eu mesmo o encontro muitas vezes por ano. Isso pode parecer estranho para os leitores ocidentais do século XX. Mesmo alguns tibetanos, que se consideram "progressistas", não apreciam o meu uso continuado desse método antigo de buscar a compreensão das coisas. Faço isso pela razão simples de que quando olho para trás e relembro as muitas ocasiões em que formulei perguntas ao oráculo, em cada uma delas o tempo mostrou que sua reposta estava correta. Não que eu me baseie apenas nas respostas do oráculo. Não é assim. Busco sua opinião da mesma forma que busco a opinião do meu Gabinete (o Kashag), e da mesma forma que busco a opinião de minha própria consciência. Considero os deuses como minha "casa de cima". O Kashag constitui minha "casa de baixo". Á semelhança de outro líderes, consulto a ambos quando devo tomar uma decisão em assuntos de estado. Além disso, adicionalmente ao conselho de Nechung, também procuro levar em consideração certas profecias. Apesar de nossas funções serem similares, minha relação com Nechung é a do comandante com o ajudante: nunca me inclino a ele, ele é que se inclina ao Dalai Lama. Ainda assim somos muito próximos, quase amigos.

Ainda que possa parecer surpreendente, as respostas do oráculo raramente são vagas. Como no caso de minha fuga de Lhasa, ele é freqüentemente muito específico. Ainda assim, creio que seria difícil que algum tipo de investigação científica pudesse provar conclusivamente a validade de seus pronunciamentos. O mesmo se dá com outras áreas da experiência tibetana, por exemplo, a questão dos tulkus. Ainda assim, espero que, algum dia, possa ser realizado algum tipo de experimento com respeito a esses dois fenômenos.

Na realidade, a tarefa de identificar os tulkus é mais lógica do que pode parecer á primeira vista. Dada a crença budista no renascimento, e considerando que todo o propósito da reencarnação é possibilitar ao ser continuar seus esforços em benefício de todos os seres vivos, é uma conclusão clara que deveria ser possível identificar casos individuais. Isso habilita-os a serem educados e colocados no mundo de tal forma que continuem seu trabalho o mais rápido possível.

Certamente podem ocorrer eventuais erros nesse processo de identificação, mas as vidas da grande maioria dos tulkus (atualmente existem algumas centenas deles reconhecido, sendo que antes da invasão chinesa eram provavelmente milhares os tulkus reconhecidos) são um testemunho de sua eficácia.

Como disse, todo o propósito de reencarnação é facilitar a continuidade do trabalho de um ser. Esse fato tem grandes implicações quando se busca pelo sucessor de uma pessoa em particular. Por exemplo, ainda que meus esforços sejam geralmente dirigidos a auxiliar todos os seres, em particular eles se dirigem a auxiliar os tibetanos. Portanto, se eu morrer antes dos tibetanos readquirirem sua liberdade, seria lógico admitir que eu renasceria fora do Tibet. Naturalmente, poderia ocorrer que meu povo, nessa ocasião, não visse mais utilidade para um Dalai Lama, e nesse caso não se ocuparia de procurar-me. Assim, eu poderia renascer como um inseto, ou como um animal, de tal forma que pudesse ser de maior utilidade ao maior número de seres secientes.

O modo pelo qual o processo de identificação é procedido é também menos misterioso do que se pode parecer. Começa com um simples processo de eliminação. Digamos, por exemplo, que estamos buscando a reencarnação de um certo monge. Primeiro, devemos estabelecer quando e onde o monge morreu. Então, considerando que a nova reencarnação será concebida usualmente em torno de um ano após a morte de seu predecessor — esta duração sabemos por experiência —, fica já estabelecido um referencial temporal. Então, se um lama X morre no ano Y, sua nova encarnação provavelmente nascerá dezoito meses a dois anos após. No ano Y mais cinco, a criança deverá estar com uma idade entre três e quatro anos: o campo de busca já se estreitou consideravelmente.

A seguir, tenta-se estabelecer o lugar da reencarnação. Usualmente isso é muito fácil. Primeiro, ocorrerá dentro do Tibet? Se fora, há um número muito limitado de lugares onde seria provável: as comunidades tibetanas da Índia, Nepal, Suíça, por exemplo. Após, precisaria se decidido em que cidade a criança seria mais provavelmente encontrada. Geralmente isso é feito buscando-se referências na vida prévia.

Tendo reduzido as opções e estabelecido os parâmetros do modo descrito, o próximo passo, usualmente, é organizar o grupo de busca. Isso não significa necessariamente que um grupo de pessoas deverá ser enviado como se estivessem buscando um tesouro. De modo geral, basta perguntar a várias pessoas da comunidade para procurar pelas crianças entre três e quatro anos que poderiam ser candidatos. De modo geral, existem algumas indicações que auxiliam, como fenômenos incomuns ocorridos quando do nascimento, ou a criança pode exibir características peculiares.

Algumas vezes, duas, três ou mais possibilidades emergirão neste estágio. Ocasionalmente tal grupo será inteiramente desnecessário, porque a encarnação anterior deixou informação detalhada, inclusive com o nome de seu sucessor e de seus pais. Mas isso é rara. Outras vezes, os que buscam o monge reencarnado podem ter sonhos claros ou visões sobre onde encontrar seu sucessor. De outro lado, um elevado lama recentemente deu ordens de que sua reencarnação não deveria ser procurada. Ele disse que melhor seria instalar como seu sucessor a quem quer que pareça capaz de servir ao Darma do Buda e a sua comunidade, em lugar de preocupar-se com uma identificação precisa. Não existem regras duras, rígidas.

Se ocorre que muitas crianças surgem como candidatos, é usual que alguém muito próximo à encarnação anterior venha a fazer o exame final. Freqüentemente essa pessoa será reconhecida por uma das crianças, o que é uma forte evidência de prova; outras vezes marcas especiais no corpo são também levadas em consideração.

Algumas vezes o processo de identificação envolve a consulta a oráculos ou a alguém que tenha o poder de ngon shé (clarividência). Um dos métodos que essas pessoas usam é o Ta, através do qual o praticante fixa o olhar em um espelho, no qual ele ou ela podem ver a própria criança, ou uma construção, ou uma palavra escrita. Eu chamo isso de "televisão antiga". Isto corresponde às visões que as pessoas tiveram no lago Lhamoi Lhatso, onde Reting Rinpoche viu as letras Ah, Ka, e Ma e teve a visão de um mosteiro e de uma casa onde começou a buscar por mim.

Algumas vezes eu mesmo sou chamado para dirigir a busca por uma reencarnação. Nessas circunstâncias, é de minha responsabilidade tomar a decisão final sobre o candidato que deve ser corretamente escolhido. É importante que diga que eu não tenho poderes de clarividência. Não tive nem tempo nem oportunidade de desenvolvê-los, apesar de ter elementos para acreditar que o Décimo Terceiro Dalai Lama tenha tido alguma habilidade nessa esfera.

Como um exemplo de como faço isso, vou relatar a história de Ling Rinpoche, meu antigo tutor. Eu sempre tive o maior respeito por Ling Rinpoche; mesmo quando eu era uma criança, bastava apenas ver seu ajudante para ficar com medo, e tão pronto ouvia seus passos, meu coração paralisava. Com o tempo, vim a valorizá-lo como um de meus maiores e mais próximos amigos. Quando ele morreu, não faz muito tempo, senti que a vida sem ele ao meu lado seria muito difícil. Ele havia se tornado uma rocha sobre a qual eu podia me apoiar.

Estava na Suíça, no verão de 1983, quando pela primeira vez ouvi sobre sua doença: ele havia sofrido um derrame cerebral e ficara paralisado. Essas notícias me perturbaram muito, ainda que, como budista, soubesse que de nada adiantaria a preocupação. Tão pronto pude, retornei a Dharamsala, onde encontrei-o ainda com vida, mas em más condições físicas. Ainda assim, sua mente continuava aguda como sempre, graças a uma vida de constante treinamento mental. Sua condição permaneceu estável por muitos meses antes de subitamente deteriorar. Ele entrou em coma, de onde nunca saiu e morreu em 25 de dezembro de 1983. Mas, como se alguma evidência de ter sido uma pessoa extraordinária ainda fosse necessária, seu corpo não começou a se decompor antes de trinta dias após ter sido declarado morto, apesar do clima quente. Era como se ele ainda habitasse seu corpo, mesmo que clinicamente estivesse sem vida.

Quando olho para trás e vejo o modo pelo qual as coisas ocorreram, fico certo de que a doença de Ling Rinpoche, com sua duração prolongada, foi inteiramente deliberada, para ajudar a que me acostumasse com sua ausência. Isso, no entanto, é apenas a metade da história. Como estamos falando de tibetanos, tudo continua de forma feliz. A reencarnação de Ling Rinpoche já foi encontrada, e ele é atualmente um garoto muito vivo e espontâneo de três anos de idade. Sua descoberta foi um exemplo de quando a criança reconhece claramente um membro do grupo de busca. Apesar de estar com apenas 18 meses de idade, ele chamou pelo nome e se dirigiu sorrindo para esta pessoa. Subseqüentemente ele identificou corretamente muitos dos pertences de seu antecessor.

Quando encontrei o menino pela primeiro vez, não tive dúvida sobre sua identidade. Ele comportou-se de um modo que ficou óbvio que havia me reconhecido. Nessa ocasião eu dei ao pequeno Ling Rinpoche uma grande barra de chocolate. Ele permaneceu impassível segurando-a, braço estendido e cabeça inclinada durante todo o tempo em que esteve na minha presença. Não consigo lembrar de qualquer criança que tenha ficado com algo doce guardado sem abrir e provar, e tenha ficado parado, em pé, tão formalmente. Então, quando recebi o menino em minha residência e ele foi trazido até a porta, comportou-se exatamente como seu predecessor. Era evidente que ele lembrava do caminho. Após, quando entrou na minha sala de trabalho, imediatamente mostrou familiaridade com um dos meus auxiliares que, nessa época, se recuperava de uma perna quebrada. Em primeiro lugar, essa pequenina figura solenemente presenteou-o com um kata, e então, cheio de risadas e brincadeiras de criança, apanhou uma das muletas de Lobsang Gawa e coreu em volta, sem parar, como se aquilo fosse um pau de bandeira.

Outra história muito impressionante sobre o menino refere-se ao tempo em que ele foi levado, na idade de dois anos, a Bodh Gaya, onde eu deveria dar ensinamentos. Sem que ninguém indicasse a ele e tendo subido uma escada com suas mãos e joelhos, encontrou minha cama e colocou um kata sobre ela. Hoje Ling Rinpoche já está recitando as escrituras, ainda que esteja para ser visto se ele, após aprender a ler, será como alguns dos jovens Tulkus que memorizam textos com uma velocidade estonteante, como se estivessem apenas pegando novamente o que haviam deixado. Eu conheço muitas crianças que podem declamar, com facilidade, várias páginas de texto.

Há, certamente, um elemento de mistério nesse processo de identificação dos reencarnados. Mas é suficiente dizer que, como budista, não acredito que pessoas como Mao ou Churchill apenas "acontecem".

Uma outra área da experiência tibetana que eu gostaria muito que fosse examinada cientificamente é o sistema de medicina tibetana. Além de datar de mais de dois mil anos, derivou de várias diferentes fontes, incluindo a antiga Pérsia; hoje os princípios são inteiramente budistas. Ela tem uma abordagem inteiramente diferente da medicina ocidental. Por exemplo, ela afirma que as causas-raiz da doença são a ignorância, o desejo ou o rancor.

De acordo com a medicina tibetana, o corpo é dominado pelos três principais nopa, literalmente "venenos", mas freqüentemente traduzidos como "humores". Considera-se que esses nopa estão sempre presentes no organismo. Isto significa que nunca se pode estar completamente livre das doenças, pelo menos de seu potencial, mas contanto que esteja em equilíbrio, o corpo mantém-se saudável. Entretanto, um desbalanço causado por uma das três causas-raiz se manifestará como doença, o que é diagnosticado pelo pulso do paciente ou pelo exame de sua urina. Também existem doze principais lugares nas mãos e punhos onde o pulso é examinado. A urina é similarmente examinada de diferentes maneiras (como cor, cheiro, etc.). Com respeito ao tratamento, o primeiro aspecto é a dieta; os remédios formam a segunda linha; a acupuntura e moxabustão, a terceira; a cirurgia, a quarta. Os próprios medicamentos são feitos de materiais orgânicos, algumas vezes combinados com óxidos de metais e certos minerais (incluindo, por exemplo, diamantes moídos)

Até agora tem havido pouca pesquisa clínica com respeito ao valor do sistema médico tibetano, ainda que o meu médico pessoal anterior, Dr. Yeshe Dhonden, tenha participado de uma série de experimentos de laboratório na Universidade de Virgínea, EUA. Ele teve resultados surpreendentemente bons em curar o câncer em ratos brancos, mas muito mais trabalho será necessário até que se possa chegar a conclusões definitivas. Com respeito a minha experiência própria, vejo os medicamentos tibetanos como muito eficientes. Tomo-os regularmente, não apenas para curar, mas para prevenir-me de adoecer. Percebi que esses remédios promovem um reforço da constituição física do corpo e têm efeitos colaterais desprezíveis. O resultado é que, apesar de meus longos dias e períodos intensivos de meditação, eu quase nunca experimento a sensação de cansaço.

Ainda, uma outra área onde acredito que há uma região de diálogo entre a ciência moderna e a cultura tibetana concerne ao conhecimento teórico e não experiencial. Alguma das mais recentes descobertas da física de partículas parecem apontar para a não-dualidade entre mente e matéria. Por exemplo, foi encontrado que se um vácuo (o que significa o espaço vazio) é comprimido, aparecem partículas onde nada havia antes, o que seria matéria, de alguma maneira, aparentemente inerente. Essas descobertas parecem oferecer uma área de convergência entre a ciência e a teoria budista Madhyamika do vazio. Essencialmente, essa teoria afirma que a mente e a matéria existem separadamente, mas de forma interdependente.

Estou bem consciente, no entanto, do perigo de ligar as crenças espirituais a qualquer sistema científico. Pois, enquanto o budismo continua sendo relevante dois e meio milênios após seu início, os fundamentos absolutos da ciência têm uma vida relativamente muito mais curta. Isto não é para poder afirmar que eu considero que coisas como os oráculos ou a capacidade dos monges de ficarem ao relento durante noites, em condições de congelamento, seja uma evidência de poderes mágicos. Ainda assim não posso concordar com nossos irmãos e irmãs chineses, que sustentam que a aceitação desses fenômenos é uma evidência de nosso atraso e barbárie. Mesmo do mais rigorosos ponto de vista científico, esta não é uma atitude objetiva.

Ao mesmo tempo, mesmo que um princípio seja aceito, isso não significa que tudo que esteja conectado com ele seja válido. Por analogia, seria burlesco seguir escravizadamente e sem qualquer discriminação todas as afirmações de Marx e Lênin, mesmo em face da evidência clara de que o comunismo é um sistema imperfeito. É preciso manter grande vigilância em áreas onde não temos grande experiência. Isso, naturalmente, é onde a ciência pode auxiliar. Enfim, só vemos as coisas como misteriosas quando não as entendemos.

Até agora os resultados das pesquisas que descrevi têm sido benéficos para todas as partes. Compreendo, no entanto, que esses resultados são tão acurados quanto os experimentos que conduziram a eles. Além do mais, estou consciente que se algo não é encontrado isso não significa sua inexistência, isso apenas prova que o experimento foi incapaz de encontrá-lo. Esta é a razão pela qual precisamos ser cuidadosos em nossas pesquisas, especialmente quando lidando em uma área onde a pesquisa científica é pequena. É também importante manter em mente as limitações impostas pela própria natureza. Por exemplo, enquanto a investigação cientifica não pode apreender meus pensamentos, isso não significa que eles sejam inexistentes, nem que algum outro método de pesquisa não possa descobrir algo a respeito deles, e aí é que entra a experiência tibelana. Através do treinamento mental, desenvolvemos técnicas que a ciência atual não pode ainda explicar adequadamente. Isto, então, é a base da suposto "magia e mistério" do budismo tibetano."




Tradução e resumo da revista Bodisatva a partir do livro Freedom in Exile, editado em português pela Editora Siciliano.
Fonte: www.dalailama.org.br

Psicossomática: A dor da Emoção - (Rosemeire Zago)


"A dor não surge apenas por estimulação periférica,mas também por uma experiência da alma, que reside no coração".
Platão

"O que podemos dizer sobre aquela dor que muitos definem como dor d'alma ou dor no coração, mas que, na verdade, não há nada que a comprove nos exames laboratoriais? É claro que sabemos que a dor, tanto física quanto emocional, é essencial para a sobrevivência e integridade de nosso organismo, mas em alguns momentos pensamos que não conseguiremos suportá-la. Mas qual o significado da dor emocional?

Dor, etimologicamente, origina-se do latim dolore. Sofrimento moral, mágoa, pesar, aflição, dó, compaixão. É, também, a emoção típica de uma tristeza profunda, causando muitas vezes o choro. A dor pode ser usada pelo inconsciente com a finalidade simbólica de expressar uma mensagem para o mundo ou para alguém em especial, podendo ser nós mesmos. Isto significa que a dor pode querer dizer algo, pode ter um significado. "Quando uma pessoa usa a expressão: "você feriu os meus sentimentos", poderá estar dizendo a pura verdade. Uma dor de rejeição não é menor do que aquela que sentimos ao esmagar o dedo. Não há dor maior ou menor, independente do que a gerou. É preciso entrar em contato não com os fatores externos que desencadearam a dor, mas seu significado dentro da psique, pois a dor muitas vezes é o inconsciente se expressando de forma simbólica.

Existem vários tipos de dor citados na literatura, mas quero me referir aqui à dor que vem de dentro, sem nenhum estímulo concreto externo; a dor emocional, chamada de dor psicogênica (de origem psíquica) que é aquela onde não é encontrada nenhuma doença ou lesão, sendo considerada um sintoma freqüente em pessoas com conflitos emocionais e com tendência a negar esses conflitos, que podem se fazer presentes através da dor. É muito comum a dor ser mais intensa em quem tem dificuldade para expressar o que sente, havendo um bloqueio da expressão afetiva. Nesse caso, a pessoa carrega uma agressividade contida, como uma energia represada, reprimida, e que precisa ser liberada, extravasada, podendo se tornar agressiva não apenas com os outros, mas principalmente consigo mesma.

Mesmo a dor física sem causa concreta depende da sensibilidade de cada um e que se diferencia pelo limiar doloroso. Em períodos de muita tensão esse limiar também poderá diminuir, pois está relacionado com as endorfinas (substância liberada no interior do organismo) que podem ser entendidas como analgésicos. E o nível das endorfinas está relacionada com nosso estado emocional. As pessoas deprimidas tendem a ter essa taxa baixa e sentirá dor com mais intensidade. Não podemos negar que mesmo na dor física a emoção é um fator importante.

A maneira de encarar um dano sofrido pode determinar a intensidade e duração da dor, podendo tornar-se mais intensa quando ignorada ou punida. É preciso compreender como a pessoa está sentindo a dor e o que isso representa. Na verdade, a dor emocional é uma só: ela depende exclusivamente de quem a sente, geralmente sentida em silêncio, no escuro do quarto, sem que ninguém mais saiba, porque em geral ela será reprimida se a expressar, assim como aprendemos desde crianças.

Na dor psicogênica há alguns traços importantes nos chamados pacientes propensos à dor, como:
- Proeminência de culpa;
- História de sofrimentos freqüentes;
- Intensos impulsos agressivos não satisfeitos;
- Aparecimento de dor diante de uma perda, real ou ameaçada.
É interessante notar que o que deu origem ao termo inglês pain que traduzido significa dor, foi a palavra latina "poena" e a grega "poiné", ambas significando castigo, punição, fazendo assim uma conotação entre castigo e dor. Muitas vezes a dor é sentida como um castigo/punição para muitas pessoas, principalmente quando se sentem culpadas. A culpa geralmente intensifica a percepção da dor, trazendo em si uma necessidade inconsciente de punição, muitas vezes dificultando a busca pela elaboração e compreensão do conflito que a causou. A culpa sempre gera uma necessidade de autopunição.

Na dor emocional, não há lesão nem doença, porém a impressão física parece real. Há uma angústia no corpo todo, provocando um aperto no peito, dificuldade de respirar, uma sensação que o coração vai partir. É comum a expressão: "dói na alma, no fundo do coração". A dor, no coração do nosso ser, é o sinal incontestável da passagem de uma prova. Quando uma dor aparece, podemos acreditar que estamos atravessando uma prova decisiva. A prova de uma separação, deixando-nos súbita e definitivamente, nos transtorna e nos obriga a nos reconstruir. Seria falso acreditar que a dor psíquica é um sentimento exclusivamente provocado pela perda de um ser amado. Ela também pode ser dor de abandono, quando o amado nos retira subitamente o seu amor; de humilhação, quando somos profundamente feridos no nosso amor-próprio; da decepção; da espera. Os motivos que nos causam dor podem ser muitos, mas em geral a dor só existe sobre um fundo de amor. Mas como reconstruir diante de tanta dor?

A dor não tem apenas aspectos negativos, é uma forma de aviso, alarme, um enorme sinal dizendo que algo está errado, e que devemos nos conscientizar dos sentimentos originais reprimidos e negados. Quanto mais importante é o fator desencadeante da dor, ou seja, a origem da dor original, mais ela será sentida. Por isso é muito comum a dor intensa, sem fim, em términos de relacionamentos, diante da morte de uma pessoa amada, enfim, nas situações de perdas.
Se a dor emocional implica em sofrimento, e esse é resultado de um conflito reprimido, podemos sim, buscar identificar a origem dessa dor, confrontar tudo que ela carrega, explorar toda a situação envolvida, identificar culpas, histórico de vida, enfim, enfrentando aquilo que tanto nos machuca através do processo terapêutico, podemos evitar assim que uma doença se instale. A dor é sempre um sinal de aviso! Cabe a cada um se perguntar: "o que essa dor está querendo transmitir? O que preciso entender, aprender?" E é claro, é preciso querer ouvir a resposta!

Todo sofrimento que advém da dor emocional pode ser uma forma de conduzir, nós, seres humanos, tão (in)certos do que queremos para nós, que esse momento de sofrimento, desespero, em que "inconscientemente" nos referimos a dor emocional, dor d'alma, pode ser percebido como um sinal da necessidade em buscar uma maior espiritualidade e autoconhecimento. A dor emocional pode ser uma das formas de nos levar a Deus, cada um da forma que o concebe, mas do ponto de vista psicológico pode ser entendido como a busca de si mesmo. Ou seja, a compreensão da mensagem, ainda que simbólica, transmitida pela dor emocional, pode ser o diferencial que pode nos conduzir ao crescimento e a cura.



Rosemeire Zago é psicóloga clínica, com abordagem junguiana e especialização em Psicossomática. Desenvolve o autoconhecimento através de técnicas de relaxamento, interpretação de sonhos, importância das coincidências significativas, mensagens e sinais na vida de cada um, promovendo também o reencontro com a criança interior.
eBook sobre interpretação de sonhos: Os Sonhos e Seus Significados.

Fonte: http://www.stum.com.br/conteudo/c.asp?id=11522
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